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História Promise me - Capítulo 8


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Notas do Autor


Como diz a Usagi, se forem comer os meus órgãos que não seja nem o fígado e nem o pulmão pq estão podres

Capítulo 8 - Capítulo 08;


Fanfic / Fanfiction Promise me - Capítulo 8 - Capítulo 08;

Os três homens da tal organização a procura de vingança são apagados em um piscar de olhos graças a gravidade, mortos com uma moeda atravessando a testa de ambos, tudo isso graças ao poder de Chuuya.


Era uma morte rápida demais pra quem ousou ferir o seu parceiro, mas ele não tinha tempo para torturas ou mortes demoradas.


Chuuya imediatamente corre para o corpo de Dazai caído de bruço no chão, o sangue escorrendo lentamente e fazendo uma enorme poça no piso, a mão magra do outro pressionando o ferimento com força, o ruivo o virou instantaneamente e logo tirando sua própria camisa para que fosse usada de curativo improvisado até que ele possa jogar o parceiro na clínica mais próxima. Suas mãos movem automaticamente em ajudar a enfaixar no corpo do outro.


Chuuya não entende.


Não fazia sentido na sua cabeça que em alguns poucos minutos o que Dazai sangrava eram flores, eram o seu amor por todo lugar, mas agora, era sangue de verdade que escorria do buraco do seu peito, era sangue que escorria do canto dos seus lábios.


O que mudou?


Dazai ainda estava com a doença quando disse que gostaria de fugir, quando Chuuya admitiu que não pode matá-lo por ser um traidor.


Por que Dazai se curou agora ?!


Dazai ainda estava com a doença até…


Até Chuuya dizer que o ajudaria a sair da podridão da máfia…


Até Chuuya internamente ter a certeza que iria contrair a doença por causa do que sente em relação ao outro…


"Uma pessoa envolvida em um amor tão forte e trágico e não correspondido tossirá flores até que supere seus sentimentos, até que seus sentimentos sejam correspondidos ou até que morra".

Até que seja recíprocos.


Chuuya admitindo que gostaria de ficar com Dazai e trair a máfia junto a ele, ele percebendo que de fato se apaixonou pelo parceiro… 


Então era isso esse tempo todo…


Dazai era… Apaixonado por Chuuya esse tempo todo?


Os olhos azuis focam nos de âmbar ao invés do ferimento a bala.


Oh céus, porque Chuuya não está surpreso com isso? Era o que se esperar de um maníaco suicida como o moreno, não era?


Dazai estava sorrindo contagiante, como nunca sorriu nesses dois meses de férias e como nunca sorriu nos meses antes em que ficou só no apartamento do ruivo. O desgraçado sorria como se tivesse acabado de ganhar o mundo.


— E-então era isso… Parece que eu… Finalmente entendi… Parece que você finalmente se apaixonou por mim… - Sua mão ensanguentada sobe até as bochechas de Chuuya fazendo um carinho ali. — Me desculpa por acabar assim. E-eu não quero que você contraia a doença, ela existe mesmo após a morte da pessoa, por favor prometa que vai me esquecer Chuuya, p-por favor…


— Cala a boca. - Chuuya responde irritado, se preocupar com outra pessoa que não fosse o moreno não era prioridade no momento.


— Me prometa que vai encontrar alguém… Chuuya, me prometa que vai ser fel-- Sua cabeça tombou para o lado, inconsciente, impossível de prestar atenção aos gritos desesperados de Chuuya.


(...)


Sendo honesto consigo mesmo, Chuuya não faz ideia de como não foi levado para delegacia por ter assustado o pessoal da clínica do vilarejo, provavelmente ver alguém ferido a bala era incomum e com certeza apavorante, carregou um Osamu mole no carro o colocando no banco de passageiro ao seu lado, corpo que caiu para o seu colo na primeira arrancada.


Ele — ou o corpo banhado de sangue de Dazai — deve ter sido convincente o suficiente para evitar que qualquer pergunta fosse feita, no fim, deitaram o moreno em uma maca tirando o peso quase que mínimo dos seus braços e o levando para a sala de cirurgia, deixando-o ali, sozinho só com esperança que tudo dê certo e o sangue dele em seu torso nu.


Chuuya optou por se sentar no chão da sala de espera, pernas cruzadas e rosto abaixado, absorto em pensamentos, foi quando um garoto familiar olhou para ele e jogou uma caixinha de suco da máquina da clínica em seu rosto e lenços em seu colo, de início quando sentiu o toque em sua coxa pensou que era o médico, mas piscou e balançou a cabeça quando reconheceu o garoto no festival que ele e Dazai foram.


— O garoto do peixinho dourado! - Chuuya cumprimenta, inclinando a cabeça para o lado em sinal de agradecimento, passando os lenços em seu torso, tirando o suor e o sangue.


— Seu marido está machucado? Não precisa chorar! O doutor Koyomi é excelente, então você não precisa se preocupar!


Chuuya sorri para o garoto. — Certo, se você diz, eu vou confiar no Koyomi-sensei. - Tenta confortar o pequeno para que ele não se preocupe com um completo estranho, mas no fundo ele falou coisas certas.


A força vital de Osamu era teimosa, mesmo com todas as tentativas de jogá-la fora no passado, ele estava ali, vivo. Dazai era como uma barata, provavelmente nem um holocausto nuclear o mataria.


— Você tem algumas sábias palavras garoto peixinho! - Afagou seus cabelos enquanto o garoto enchia o peito.


— É porque eu tenho dez anos! - Falou piscando, o polegar apontado para si e sorrindo inocentemente.


Chuuya não pode deixar de ficar contagiante com o garoto, tão inocente, tão puro, ele se pergunta se deve ser bom assim, viver com pessoas que não respiram o preto e o vermelho da máfia do porto, se pergunta se ele e Dazai conseguiriam viver em mundo completamente novo assim.


— Toshi-kun!! - Uma enfermeira o chama para a recepção e o garoto vai correndo, recebendo uma leve bronca da mulher que veio até a sua direção. — Desculpa, ele tá sempre aqui na clínica, alguns gostam do conforto dele, mas não são todos.


— Não se preocupe, ele é um garoto gentil… Você é a mãe dele?


— Não, não, ele é um garoto que vive pelas ruas, mas todos nós o ajudamos quando a mãe dele morreu aqui na clínica.


Chuuya sentiu pena do garoto, não conseguia imaginar que alguém que parecia irradiar tanta gentileza e alegria tinha um passado tão triste assim, será que se… O mesmo acontecesse consigo, se ele perdesse Dazai ele conseguiria superar como o garoto? Será que ele não--


— Eu vou pegar alguma coisa para lhe aquecer. - A enfermeira falou se virando para um corredor, Chuuya não teve chance de agradecer.


Voltou a encarar o garoto que desenhava feliz com uma língua pra fora, balançando as curtas pernas na cadeira alta demais.


— Aqui. - A mulher falou largando um cobertor em suas costas.


— Obrigada… - Chuuya a viu sorrir pelo agradecimento e provavelmente por todo o cansaço que o seu corpo carregava, adormeceu.


(...)


— Moço. Moço! - Alguém cutucava o braço do ruivo, tentando lhe acordar.


— O-oe… - Chuuya respondeu meio zonzo demais, esfregando os olhos e tomando consciência de onde estava e entendendo porque seu corpo doía tanto. Quando viu que era o médico responsável de Dazai arregalou os olhos e se levantou de imediato. — Ele tá bem? Ele tá vivo? Eu posso ver ele?


O doutor olhou para si, suspirando profundamente antes de lhe responder, cada segundo que demorava era como se um nervo de Chuuya se arrebentasse.


— Antes de tudo eu preciso que você se acalme, respire fundo e se puder me dizer o seu nom--


— É Chuuya, Nakahara Chuuya. Por favor, me diga logo.


— Foi uma cirurgia complicada e um tiro em um lugar difícil de lidar… - Chuuya ouvia cada informação com atenção, agoniado por não saber o que aconteceu, mas não podia perder a paciência agora. — O paciente tinha os sinais vitais fracos e… senhor Nakahara infelizmente ele não conseguiu sobreviver.


Não.


Era como se o peso do mundo caísse nas suas costas.


Dazai só foi machucado por sua incompetência no trabalho.


Não, ele não podia carregar a morte da pessoa que amava pro resto da sua vida.


Sequer se deu conta quando seus olhos se encheram de água e muito menos de quando suas pernas se moveram, correndo porta a dentro da clínica a procura do outro, o encontrando em um quarto, cercado por máquinas que não faziam barulho nenhum de estarem ligadas, seu corpo não fazia os movimentos de respiração e sequer tinha cor.


— D-Dazai… - Sussurrou, não recebendo nada de resposta a não ser a porta sendo aberta pelo doutor.


Chuuya se aproximou do corpo, o vendo sorrir como antes.


— P-porque você tá sorrindo seu desgraçado, porque você não… - Abraçou o torso do outro berrando como uma criança. — Por favor, eu preciso de você aqui comigo, por favor Dazai, por favor não me abandona, DAZAI por favor...


Notas Finais




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