História Promised-Fillie - Capítulo 38


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Stranger Things
Visualizações 172
Palavras 2.603
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ❤️

Capítulo 38 - Capítulo 10


Lamento ter insistido na regra de não tocar e não beijar. Estou à beira de um colapso, uma vez que chego até o nono andar, e pela maneira que ele olha para mim eu sei que Finn pode detectar meu arrependimento. No entanto, meu rosto vermelho e meus seios doloridos também me lembram qual é a primeira pergunta que eu quero lhe fazer.

Ele abre a porta preta brilhante e fica de lado para eu entrar e ver o interior do seu apartamento palaciano. Eu quero correr.

— Não vou te abraçar a força, então, por favor, não fuja de mim. -ele olha para mim com olhos penosos.

Ele está sendo o homem respeitoso e carinhoso. De todas as personalidades, é a que eu mais amo.

— Eu não vou. - eu prometo entrando no limiar, e rodeio vacilante a mesa do salão. A porta da frente se fecha atrás de mim ouço Finn avançando os sapatos caros no chão de mármore.

— Você gostaria de um copo de vinho?- ele pergunta enquanto ele tira seu casaco, colocando cuidadosamente no encosto de uma cadeira.

— Água, por favor. - eu estou com sede após a maratona de subir escadas. Eu preciso ter a cabeça limpa.

— Sinta-se em casa. -diz ele desaparecendo na cozinha e reaparecendo com uma garrafa de água mineral e um copo de vidro. Indo para o bar, e se serve dois dedos de scotch e se volta pra mim.

Levanta, lentamente, o copo aos lábios e tenho que desviar o olhar, para evitar a visão agradável. Ele sabe o efeito dos seus lábios me provocando, e ele está usando isso sem piedade.

— Eu não gosto que me prive do prazer de ver o seu rosto, Millie.

— Eu não estou te privando do meu rosto-, eu digo calmamente.

Ele ficou sem resposta, por isso, enquanto bebo minha água mineral ele pede: 

– Sente-se.

— Pensei que iamos jantar.

Ele para no meio do caminho.

 – É isso que vamos fazer.

— Na sala de estar?- eu pergunto sarcasticamente. Conhecendo Finn e o seu mundo obsessivo de perfeição, e mesmo que as vacas voem, comer no sofá com um prato no colo não é nada parecido com algo que ele faria.

— Não há necessidade de...

— Sim tem..- suspiro. 

– Acho que vamos comer na cozinha -. Aproveito a água sendo oferecida e deixo Finn, indo para a cozinha, dou uma parada abrupta na porta com um pequeno suspiro.

— Você não me deu a chance de adicionar os toques finais. -ele soprou por trás de mim.

"Velas e música".

O cheiro de algo delicioso permeia a sala e a mesa está posta no estilo perfeito Finn. 

— É perfeito. - respiro.

— Nem tudo é perfeito.- ele disse calmamente, movendo-se até mim. Ele, ajusta sua posição, em seguida acende as velas, correndo até o centro da mesa. Movendo-se em toda a cozinha, ele coloca seu iPhone na caixa de som e logo ouço violinos. Eu estou encantada, e dos altos falantes ouço notas de Explosion de Ellie Goulding e ele lentamente se vira para mim.

— E ainda não está perfeito... - diz ele, vagando lentamente. Ele levanta a mão hesitante e parece estar me pedindo permissão.

Balanço a cabeça, deixando-o delicadamente pegar na minha mão, e sigo seus passos do outro lado da cozinha. A cadeira em uma extremidade é puxada para fora e ele me libera, indicando para me sentar.

Eu sigo o pedido dele e o deixo ordenadamente me sentar.

— Agora sim, está perfeito- ele sussurra no meu ouvido, roubando um gole do meu lóbulo e jogando-me em um desejo de desolação. Estou tensa por todo  lado, e ele sabe disso. Ele garante que eu obtenha alguns momentos de gratificação insuportável com a sua respiração no meu ouvido e leva o seu tempo antes de separar de mim inclinando seu corpo no meu.

— Vinho? - indaga.

Eu fecho meus olhos por um momento para reunir as forças que me deixou.

 – Não, obrigada.

— Se privar do álcool não vai acalmar o quanto você me quer, Millie. -Ele coloca um guardanapo no meu colo e se senta do outro lado da mesa. Ele está certo, mas se eu evitar o álcool serei capaz de pensar mais claramente.

— Você acha uma distância aceitável? - Ele pergunta apontando com a mão o espaço entre nós dois.

Não, não é. É longe, mas não seria louca em dizer. Nem é preciso dizer nada. Ele sabe muito bem. Concordo com a cabeça e olho para a mesa, estou nervosa como nunca estive. Vou jantar com ele.

— O que vamos comer?

Ele contém um sorriso e serve um pouco de vinho tinto, em um dos copos maiores. 

– A essa distância não posso alimentá-la.

 Eu mordo meu lábio e resisto à tentação de brincar com  o  garfo. Eu sei que não serei capaz de colocá-lo de volta no lugar certo.

— Você quer que eu lhe dê de comer?- ele pergunta, e meus olhos vão da sua mesa ao seu rosto perfeito.

— Você sabe a resposta. 

Eu vejo morangos em chocolates derretidos em todos os lugares.

— Sim. — diz ele. — E não posso te dizer o quanto eu gosto de te alimentar.

Aceno em silêncio, recordando o olhar de satisfação no seu belo rosto. É verdade.

— E você ama isso.

Eu remexo na cadeira enquanto luto com as palpitações que me atacam entre as coxas. Não importa que personalidade ele adote, todas me deixam louca.

— Nós deveríamos estar conversando, - eu aponto, ansiosa para tirar da minha cabeça a adoração por Finn, morangos, chocolate preto e o magnetismo geral deste homem.

— Por que você tem tanto medo de elevadores?— Vou direto ao assunto, mas eu me sinto culpada em como sua expressão perdeu a alegria. Felizmente ele se recupera rapidamente.

— Eu tenho fobia de lugares fechados. —Diz pensativo, mexendo o vinho sem tomar, enquanto ele me olha. – É por isso que você nunca vai me convencer a me esconder em um armário.

Sua confissão, ao que eu vi no meu quarto naquele dia aumenta o meu sentimento de culpa.

— Eu não sabia. - eu sussurro, e eu me lembro do seu rosto em terror quando eu me recusei a sair do elevador.

Percebi quando eu fugi do hotel e usei  isso contra ele. 

— É claro que você não sabia. Eu não te disse. 

— Como começou isso?

Ele encolhe os ombros um pouco e olha para o lado, evitando o meu olhar. 

– Não sei. Muitas pessoas têm fobias sem nenhuma explicação.

— Você tem uma explicação, no entanto, não é?- eu pressiono. Ele não olha para mim.— É educado olhar para mim quando estou falando com você, e é educado responder a alguém quando ela te fazem uma pergunta.

Seus olhos  cheios de irritação, lentamente acham o meu. 

– Cisma sua, Millie. Eu tenho uma fobia de espaços fechados e essa linha de conversa vai terminar agora.

—E sua mania arrumação?

—Eu tenho apreço por minhas posses. Isso não  faz de mim um monstro.

— Não, é outra coisa. - respondo. –Você sofre de transtorno obsessivo-compulsivo.

A boca de Finn, cai aberta.

—Porque eu gosto de ter as coisas de certa maneira, então eu sofro um transtorno?

Suspiro de cansaço e com isso evito colocar os cotovelos sobre a mesa na hora certa. Ele não vai reconhecer que ele é um maníaco obsessivo, e claramente não vou obter qualquer resposta do por que da sua claustrofobia. Mas isso é besteira. Temos assuntos mais importante para tratar.

— O Jornal, por que mudou o título?

— Eu sei o que parece, mas foi para o seu próprio bem.

—Como?

Seus lábios formaram uma linha reta.

—Para te proteger. Confie em mim.

—Confiar?! -Eu tenho que me controlar para não rir na cara dele. 

– Eu confiei em você completamente!

— Há quanto tempo você é o acompanhante mais famoso de Londres? -As palavras são como gotas de ácido queimando minha língua para cuspi-las.

— Tem certeza que você não quer provar o vinho?-Ele levanta a garrafa sobre a mesa e olha para mim esperançoso. É uma patética tentativa de evitar a pergunta.

— Não. obrigada. Embora, eu gostaria de receber uma resposta.

— Que tal uns aperitivos? -Ele se levanta e vai para a geladeira sem esperar pela minha resposta. Eu não posso comer, eu tenho vinte nós no estômago e minha cabeça está girando com tantas perguntas sem respostas. Eu duvido que o meu apetite faça uma aparição depois de ter obtido algumas destas respostas.

Ele abre a enorme geladeira espelhada e puxa uma bandeja de uma coisa. Em seguida ele fecha a porta, mas não responde, em vez disso, mexe em tudo o que está na bandeja, cutucando e mudando as coisas ao redor. Ele está tentando ganhar tempo, e quando ele olha cautelosamente até o espelho, ele me pega vendo-o no reflexo. Ele sabe que eu conheço o jogo dele.

— Você disse que estava pronto para responder às minhas perguntas. - eu o lembro, mantendo o meu olhar determinado no espelho.

Seus olhos vão para a bandeja brevemente, e então ele lentamente se transforma em uma respiração profunda e faz o caminho de volta para a mesa, empurrando esse escura madeixa de cabelo da sua testa. Eu quase engasgo quando o prato é colocado com precisão absoluta, revelando uma pilha de ostras.

— Sirva-se. - ele faz um gesto em direção à bandeja de prata e se senta.

Eu ignoro a sua oferta, irritada por sua escolha para começar, e repito a pergunta.

 – Quanto tempo Finn?

Levantando o prato dele, ele leva três ostras e os estabelece ordenadamente.

— Há dez anos-, diz ele, optando por não me olhar quando ele me responde.

Eu quero gritar, mas eu resisto. Tomo a água, pois estou com a boca, subitamente seca. 

– Por que você é o mais famoso?

— Porque eu sou implacável.

Solto um grito, e eu me odeio por isso. Não deveria me surpreender. Senti na minha carne o tão implacável que pode ser. Ele me vê lutando, mas continua.

 – Porque no quarto, eu sou mal, dominante, insensível e sedutor para elas. As mulheres não se cansam de mim e os seus homens não podem dar-lhes isso.

— Elas pagam para você.

— Para ser a melhor trepada da sua vida-, ele termina para mim. –E elas pagam quantias obscenas para ter esse privilégio.

— Não entendo. - eu balanço minha cabeça, e o meu olhar salta de um elemento para outro na sua mesa impecável. – Você não as deixa te beijar ou te tocar.

—Quando estou nu, não. Quando estamos íntimos, não. Eu sou um perfeito cavalheiro em encontros, Millie. Elas podem sentir-me sobre as minhas roupas, se animarem e apreciar a minha atenção. Mas isso é controle. Eu sou a mistura do homem  perfeito para elas. Arrogante, atencioso... talentoso.

Eu sorrio para mim mesma.

— E você conseguiu algo com isso?

— Sim, - ele admite. Estou no controle total no quarto  sempre.

Eu vacilei em suas palavras sinceras, olhando para longe, me sentindo doente e ferida.

— Me deixe ver o seu rosto-, ele exige severamente, e minha cabeça levanta automaticamente, encontrando seus olhos macios, substituindo o gelo duro. – Mas nada, nunca vai chegar perto do prazer que eu ganho em te adorar. Estou lutando para não ser aquele homem agora. -Ele -diz fazendo a suavidade de sua expressão se transformar em miséria.

— Eu queria que você não tivesse se tornado ele.

— Não tanto quanto eu. -ele sussurra, caindo na cadeira. –Diga que há esperança.

Tudo que vejo é Finn naquele quarto de hotel. Meu desejo e a necessidade dele ainda estão lá, mas nossa curta conversa trouxe a dura realidade de sua vida desabar ao meu redor. Não estou equipada com força suficiente para lidar com ele. Se eu deixá-lo outra vez, então estarei enfrentando uma vida de tortura e possivelmente me arrependerei.

Nada me fará esquecer como ele me tratou. Voltar com ele me fará ser miserável. Minha vida tem sido difícil o suficiente como é. Não pode ser mais difícil.

— Eu fiz uma pergunta- ele disse calmamente. O tom de sua voz me diz que ele está no modo arrogante, provavelmente porque ele pode ver meu desalento súbito, e com um movimento dos olhos dele, vejo essa arrogância, também. Ele não vai desistir facilmente.

— E a mulher de Madrid?

— Não dormi com ela.

— Então, por que você foi?

— Ela era um compromisso anterior. - Ele diz afiado e impassível, e eu não sei por que, mas por incrível que pareça, eu acredito. Embora não esteja ficando mais fácil lidar com isso.

— Posso usar seu banheiro?- levanto-me da mesa, e ele ergue os olhos para mim.

— Assim que você responder à minha pergunta. Existe esperança?

— Não tenho uma resposta ainda. - minto, deixando o guardanapo em cima da minha cadeira.

—Você terá depois de ir ao banheiro?

—Não sei.

—Não pense muito, Millie.

—Eu diria que isso é impossível, depois do que você acabou de me dizer, não é?

Estou sendo puxada em duas direções, querendo ouvir William porque sei que ele é definitivamente certo, e querer confiar em meu coração, porque talvez, só talvez, eu possa ajudar Finn. Mas um definitivamente sempre deverá conquistar um talvez. A discrepância é demais e tem me rasgado ao meio.

Ele me olha com cuidado, nervoso. 

–Você está indo embora, não é?

— Eu fiz as minhas perguntas. Eu nunca disse que iria ficar uma vez que você me respondesse, nem disse que estava gostando das suas respostas.— Ele definitivamente conseguiu, William ganha.

Deixo a cozinha a toda a velocidade preciso escapar exalando intensidade.

— Espera Millie!

Abro a porta da frente e corro para fora do seu apartamento. Eu sei que ele nunca vai me deixar ir sem uma luta. Minha mente perturbada apenas me permite registrar minha rota mais segura do seu prédio. Ir direto para o elevador. Meu coração está batendo de forma caótica, minha respiração em pânico e frenética quando achato o botão de chamada.

— Millie não entre no elevador, por favor!-Eu entro, eu aperto o botão para o andar térreo e me encosto na parede. Eu sei que eu estou sendo cruel, mas o desespero é maior do que a culpa que sinto por estar usando o seu ponto fraco contra ele.

Eu sabia que ele viria com o tempo, mas eu ainda pulo quando elevador para. Ele abre as portas na força. Tem a testa brilhante com suor e seus olhos estão arregalados de medo. 

– Saia! -Ele grita, eu enquadro meus ombros.

— Não! - eu balanço minha cabeça. Sua mandíbula vai quebrar em pedaços de tanto apertar.

– Saia da porra do elevador!--Permaneço em silêncio contra a parede. É assustador.— Como você pode fazer isso?

Ele suspira abrindo a porta novamente, quando elas fecham. 

— Eu não posso ficar com você, Finn. -Minha voz sai quase inaudível sobre sua respiração e as batidas do meu coração.

— Millie, eu te imploro, não faça isso novamente.

Está começando a tremer e seus olhos estão continuamente no interior do elevador para mim.

— Eu não posso esquecer aquele homem. -Estendo a mão e aperto o botão de descer novamente.

— Merda!

 Finn soca as portas, que estão começando a se fechar.

 – Eu me recuso a desistir, Millie. 

Seus olhos estão presos em mim, sua expressão é gravada em meu cérebro para sempre.

— Eu não vou te perder.

—Você já perdeu. - murmuro, e seu rosto  desaparece.


Notas Finais


O Finn acha q a Millie tem força pra salvar ele mas ele mesmo não se ajuda

😫🤧 até breve ❤️


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