História Promises - Capítulo 9


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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze)
Tags Eleven, Jane Hopper, Jane Ives, Lucas Sinclair, Maxine Mayfield, Mike Wheeler, Mileven, Stranger Things, Will Byers
Visualizações 31
Palavras 1.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


As postagens serão semanais porque minhas aulas voltaram (infelizmente), mas eu prometo que vou fazer de tudo para atualizar aos finais de semana!
Obrigada por todos os comentários e visualizações, essas coisas incentivam muito a continuar! Então se você puder, vou ser feliz em ler e responder todos os comentários!
Tenho um pequeno desafio para vocês nas notas finais
Boa leitura!

Capítulo 9 - Capítulo 9


Karen estava dirigindo furiosa. Visitar sua irmã em um estado vizinho parecia uma ótima ideia no começo, mas o fim de semana não foi de longe como ela havia esperado. Sua irmã não parava de falar da nova casa grande, das aulas de pilates e do novo marido militar bonitão que era sensível e viril em quatro paredes, enquanto que Ted cochiava em qualquer poltrona que sentasse. A irmã também se gabava de como seus filhos eram prestativos e abertos com ela, enquanto Karen sentia que Nancy estava cada vez mais distante na faculdade, Mike se isolava com os amigos no porão, e até Holly estava mais animada com as escoteiras do que com a mãe.

 Karen agradeceu aos céus quando Holly acordou com febre pela manhã e aproveitou a oportunidade para jogar Ted e as malas no carro, voltando o mais rápido possível para casa. Mike provavelmente estaria dormindo no porão, como sempre fazia aos sábados de manhã, e ela poderia pedir a ele para fazer as compras do almoço, enquanto levava a caçula no médico.

Ao chegar a casa, tudo parecia em seu devido lugar, com exceção da cozinha, que tinha vários pacotes de salgadinhos abertos espalhados pela pia. Mike não deveria exagerar tanto nessas porcarias, pensou a mãe enquanto abria a porta do porão e descia com Holly em seus braços.

-Mike? Querido, eu preciso que você- Karen ia terminar a frase, quando a pequena garota gritou.

-Jane!

Mike abriu os olhos assustado com o grito da irmãzinha e percebeu que estava ferrado. Em sua frente sua mãe, com um olhar de espanto e ódio, segurando sua irmã que estava feliz por ver a amiga. Ao mesmo tempo, ele se encontrava atrás de Eleven, abraçando-a. Ele vestia apenas um jeans desabotoado e ela estava com seu velho suéter. Mike era definitivamente um homem morto.

-Michael Theodore Wheeler! O que significa isso?!- Karen gritava, mas lá no fundo sabia bem o que significava.

Mike pulou do forte e no segundo seguinte já estava de pé, com as calças abotoadas e passando a mão no cabelo totalmente sem graça.

-M..mãe, v-você chegou mais cedo, como e-está a tia Kate?- Mike tremia com o olhar mortal da mãe.

-Como está tia Kate? A tia Kate? Escuta aqui garoto, eu vou falar como a tia Kate es...- Karen voltou o olhar pare Eleven que estava olhando para ela confusa e para Holly que ainda estava meio assustada- Bom dia, Jane. Tudo bem?

-Bom dia, Karen. Estou bem e a senhora?- El estava natural como qualquer outro dia.

-Estou bem sim, querida. Porque você não troca de roupa no banheiro, enquanto eu preparo o seu café?- Karen disse docemente.

-Tudo bem – Eleven deu nos ombros e foi para o banheiro deixando Mike sozinho com a mãe.

-Lá em cima. Agora- Karen deu a ordem ao garoto e subiu as escadas.

 

Eleven ainda pensava sobre as lembranças da última noite. Ela sentia que deveria contar sobre Erik a Mike, porque amigos não mentiam. Mas ao mesmo tempo, ela sabia que tinha feito uma promessa a Erik e manter esse segredo fazia parte do acordo. Amigos também não quebram promessas. Ela estava em uma verdadeira encruzilhada.

Quando ela se olhou no espelho, lembrou-se de como Mike a beijou e a tocou depois daquela festa maluca. Era incrível como ele a despertava e a fazia sentir um calor crescente no ventre. Ela queria mais e sabia que ele também queria, por que isso era tão errado? Ou difícil de entender?  Os “valores sociais” ainda eram confusos para Eleven, ela não entendia porque algumas perguntas, principalmente relacionado a namoro ou a intimidades, deixavam Mike tão vermelho e provocavam risadinhas entre os amigos. No laboratório, eles eram ensinados a sempre ser diretos e claros para evitar qualquer tipo de duplo sentido que interferissem na missão, mas ela não estava mais no laboratório.

 

Subindo as escadas, El conseguiu ver Karen repreendendo o filho enquanto Mike estava vermelho e tenso.

-Você perdeu o juízo? Eu te deixo sozinho um final de semana e você dá uma festa com álcool e sexo?- Karen dizia furiosa.

-Não foi isso que aconteceu. Eu chamei os meus amigos e um deles trouxe umas cervejas, só isso- Mike fechou os olhos e respirou fundo- E não houve sexo, mãe.

-Acha mesmo que eu não reconheço um bacanal quando eu vejo um, Michael?- Karen gritou deixando o garoto ainda mais vermelho.

-Mãe!- Mike gritou revoltado e depois abaixou o tom- Nós não transamos.

-Michael, eu adoro a Jane e é exatamente por isso que estou tão irritada- Karen fechou os olhos e escolheu suas palavras- Ela é uma garota adorável, mas ainda é muito inocente. Não quero que pensem que você está se aproveitando dela.

-Isso é um absurdo!-Mike gritou novamente e foi repreendido pelo seu tom- Eu nunca, nunca faria nada que ela não quisesse.

-Então vocês fizeram alguma coisa- Constatou Karen.

-Sim e não. Nada que você esteja pensando- Mike estava odiando a conversa.

-Acontece que se o Delegado tivesse visto o que eu vi, você não teria tempo para tentar explicar o que você fez ou não fez com a filha dele.

-Mãe!- Mike resmungou- Nosso relacionamento vai além dessas coisas.

-Que relacionamento, Michael?- Karen iria começar outro interrogatório, quando ouviu Jane chegando.

-Está tudo bem?- Eleven tentou disfarçar.

-Claro, querida. Vamos tomar café- Karen guiou a garota- Essa conversa ainda não acabou, mocinho- Ameaçou o filho, antes de pegar os Eggos na torradeira.

 

 

 

Max sentia que a cabeça ia explodir. Ela estava sentindo tantas coisas desde as revelações da última noite, que a fazia se sentir enjoada. O que mais a magoava, era que Lucas tinha sido seu primeiro amor e ele não tinha sido honesto com ela no término. Ela ficou semanas tentando entender o término repentino, criando teorias e até começou a acreditar que o problema era ela, como Billy costumava dizer.

A forma que ela reagiu quando descobriu foi totalmente lamentável. Fingir ser alguém diferente de quem você realmente é só para ser “aceito” na sociedade era algo muito difícil, e Max sabia bem como era isso. Ela andava de skate, jogava vídeo- games e se metia em brigas quando precisava. Não era exatamente um exemplo de feminilidade ou delicadeza e essas características não eram o que se esperava de garotas da sua idade, então por anos ela não teve amigas.

 Lucas e Will eram seus amigos acima de tudo e ela sabia que amigos se protegem e não julgam. Mas como pedir desculpas depois de tudo que foi dito? Ela não fazia ideia como fazer e temia ser expulsa do grupo de amigos.

Em meio as suas altas reflexões, a campainha tocou e a ruiva foi preguiçosamente atender, torcendo para ser algum vendedor ambulante que ela pudesse simplesmente dispensar. E lá estava Dustin Henderson. O garoto estava segurando um pote com pudim e tremia um pouco. Max também notou como seus olhos azuis estavam vidrados nela e como ele parecia tentar falar algo, mas sem sucesso.

-Que merda é essa, Henderson?

-M..minha mãe me dava esse pudim quando eu me machucava na escola- Dustin disse as palavras tão rápido que deixou a garota confusa- Quer dizer, sempre que acontecia algo e eu me sentia triste, ela fazia pudim e comia comigo, me fazia sentir bem. Eu sei que você deve estar chateada com tudo que aconteceu ontem, então eu fiquei a noite toda fazendo o pudim.

-Você que fez?- A ruiva questionou desconfiada.

-F...foi sim- Dustin ainda tremia.

-A noite toda?- A ruiva repetiu.

-Esse não foi o primeiro que eu fiz. O primeiro ficou com gosto de ovo, o segundo queimou e o gato idiota da minha mãe comeu o terceiro. Logo, esse é o quarto na linha de sucessão do trono- Dustin sorria nervosamente.

Max deu um sorriso compreensivo e deu espaço para o garoto entrar. Foi realmente uma atitude adorável e inesperada e ela adorou.

 

 

O Laboratório Nacional de Hawkins estava uma verdadeira loucura. Cientistas andando de um lado para o outro, equipamentos sendo trazidos e montados, caixas sendo desembalas e organizadas. Tudo deveria ser montado o mais rápido possível para evitar a perda de tempo. A Guerra Fria estava em seu momento mais tenso desde a Crise dos Mísseis na década de 1960, o governo americano sabia que se não vencesse a guerra logo, o conflito poderia se estender por pelo menos mais vinte anos.

Para evitar que a segunda possibilidade acontecesse, era necessário acabar com as grandes instituições de inteligência e espionagem soviéticas. A KGB era a mais conhecida pela população em geral, mas o verdadeiro perigo se chamava Hydra. A Hydra era uma instituição responsável por criar e treinar os melhores espiões que se infiltrariam em bases americanas, vazando informações e matando outros espiões e agentes aliados.

O Muro de Berlim, os submarinos escondidos, as bases em Cuba só teriam seu fim junto com a guerra, se a Hydra fosse exterminada. Para isso, o atual presidente, George H. Bush, deu carta branca para os antigos e abandonados projetos militares fossem reativados, e o Laboratório de Hawkins foi um deles.

Victor Breener olhava entusiasmado para o seu novo laboratório. Seu pai havia se tornado Deus ao criar as super-crianças e ele desejava vencer onde o velho falhou e se tornar ainda maior. Apesar de prometer aos seus superiores que os Direitos Humanos seriam respeitados, nada mais importava na cabeça de Victor: ele colocaria suas mãos em Eleven de um jeito ou de outro.

Ele ainda precisava achar a garota e contaria com a ajuda de um dos mais brilhantes e respeitados cientistas que trabalhará com seu pai: Reverendo Noah.


Notas Finais


Eu sempre digo que tudo que eu faço é recheado de referências de séries, filmes, livros e outras histórias que admiro. Nessa história terá personagens de outros lugares e situações inspiradas, então se você conseguir identificar escreva aqui nos comentários :)
Críticas, sugestões, elogios e teorias são sempre bem vindos!
Obrigada!


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