História Prophecy - Draco Malfoy - Capítulo 29


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Luna Lovegood, Neville Longbottom, Personagens Originais, Ronald Weasley
Tags Draco Malfoy, Harry Potter, Hogwarts
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Palavras 6.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


abaixa que é tiroo.
(*): feitiço criado por mim para diminuir uma pessoa – temporariamente –, não um objeto.
(6K DE PALAVRAS??? MEU DEUSSS. se juntar com a parte um, da 10k ou 11k, meu pai do céu!)
eu estava assistindo "o mundo sombrio de Sabrina", e percebi que a Sabrina se encaixa MUITO como eu imagino a Maxy (só que ruiva), então eu troquei a fc e fiz uma capa – que eu gostei bastante, por enquanto k. ♥️

Capítulo 29 - A torre atingida pelo raio - parte dois.


Fanfic / Fanfiction Prophecy - Draco Malfoy - Capítulo 29 - A torre atingida pelo raio - parte dois.

【nαrrα∂σr】


Ainda era metade de tarde quando Maxine desistiu de procurar Harry. Havia revirado o castelo todo atrás do menino, e nada. Não tinha coragem para perguntar para alguém mas já não abaixava a cabeça quando alguém falava algo. Gina tinha razão. Eles só iriam sentir medo se ela deixasse, e não havia motivos para ter.


Pensando no que faria, Maxine viu o Corujal de longe e uma ideia se passou em sua cabeça: entregaria a Capa da Invisibilidade de Harry por Hope, e enviaria uma carta junto para que Harry a encontrasse. Era isso!


Andou o mais rápido que pôde, rezando para que Hope estivesse no Corujal e que sua ideia não fosse por água abaixo. Por sorte, a coruja estava lá, voando junto de Edwiges.


— Ei, menina. — chamou Maxine. Hope rapidamente voou em sua direção, com Edwiges em seu alcanço. — Coruja esperta, hein, Edwiges. Se misturando com a mais bela. 


Maxine acariciou Hope, que bicou carinhosamente seu dedo. A ruiva, vendo que Edwiges ainda estava por ali, se virou para a coruja. 


— Edwiges, você sabe de Harry? — a coruja soltou um piado agudo, como se dissesse "sim". — Acho que isso foi um sim. Então, você viu ele por aí? — Edwiges fez o mesmo gesto. Maxine riu, achando graça da situação. — Ótimo, sinal que ele ainda está pela escola. Coruja esperta!


Maxine pegou uma pequenina caixa que havia no chão do Corujal, e a enfeitiçou com o Feitiço de Extensão, colocando a Capa ali dentro. Pegou uma pena que havia ali para bilhetes e escreveu um para Harry. Leu o bilhete e deu de ombros. Era simples, mas sabia que Harry levaria a sério.


"Me encontre na entrada do Salão Principal pouco antes do jantar. É urgente. 


Maxy."


— Entregue isso a Harry, o mais rápido possível, Hope.


A coruja pegou a pequena caixa com o bico e saiu voando com Edwiges ao seu lado. "É uma amizade estranha", Maxine pensou.


De volta ao castelo, na entrada, Maxine notou poucos alunos ali, provavelmente os que não teriam a última aula naquele dia. Porém, uma menina, que parecia ser do primeiro ano da sonserina, ao ver Maxine caminhando em sua direção – já que a menina estava bem na entrada do castelo –, deu um grito estridente e correu para se esconder atrás de um sonserino alto e moreno.


— Qual o teu problema, Selwyn? — o sonserino perguntou, irritado. — Já não basta querer atenção com a historinha ainda tem que assustar minha irmã? 


— Josh, eu acho melhor você- 


— Fique quieta, Raven. — o tal Josh interrompera a corvinal morena. — Essa garota tem que entender qual o lugar dela.


— Você sabe que a família dela é super importante e uma das mais rica, se não, a mais rica família bruxa, não sabe? Acho que ela sabe bem o lugar dela. — Raven disse entre os dentes, enquanto tentava puxar Josh. — Deixe-a em paz! A vida dela já está um inferno, e não precisa de mais alguem para pertubar.


— Pouco me importa, Rav. Por culpa dela, uma pobre fada morreu, e um trouxa inocente também!


— Eu não tive culpa por causa da fada. — Maxine murmurou.


— Mas teve por causa do trouxa! — Josh se aproximou, segurando os braços da ruiva e falando baixo para Maxine. — Você é uma aberração mesmo, como Parkinson disse.


— Se afasta, a não ser que queira perder os braços. — a voz rouca de Draco preencheu os ouvidos de Maxine, que se segurou para não rolar os olhos. — Não vou repetir, Peterson.


— Malfoy? — Josh rapidamente soltou Maxine e ficou ereto, como se Draco tivesse o ameaçado de morte. — Por que defende ela? Além de ser assasina, ainda é Grifinória!


— Cale sua boca, Peterson. Minha namorada não merece ouvir essas suas baboseiras. — Draco ouviu Maxine resmungar algo como "não sou sua namorada", mas ignorou.


— Cuidado, Malfoy, para que sua namoradinha não aponte uma varinha para você a qualquer momento.


Cuidado você, para que eu não dê um murro nessa sua fuça. — Makayla disse, enquanto descia as escadas da Torre Oeste. — Por que vocês têm que serem tão babacas com Maxine? — Summers perguntou, mas não deu tempo para que respondessem. — Não tem resposta. Simplesmente vocês fazem isso porque são um bando de panacas sem noção que gostam de se meter na vida alheia. Vamos, Maxy.


Makayla puxou Maxine pelo braço em direção ao Salão Principal, mas desviaram em um corredor, entrando numa sala desconhecida por Maxine.


— Sinto muito por isso. — Makayla suspirou. — Eles são um bando de babacas mesmo.


— É, pode ser. — Maxine murmurou. — Obrigada.


— Por que está tão acanhada? 


Silêncio.


— Você não está levando a sério o que ele disse, não é? — Makayla perguntou, parecia brava, porém, não deu chance de Maxine responder. — Não ligue para eles, Maxy. Você não teve culpa de nada, e não tem culpa se Parkinson é uma fofoqueira que não tem emoção na vida dela.


Maxine reprimiu um riso, pois sabia que era verdade.


— Bom, eu te salvei, e agora preciso salvar meus deveres. — Makayla brincou. — Você vai ficar bem? Ótimo! Se cuida, ruiva. 


Makayla saiu assim que Maxine assentiu. A ruiva, porém, parou para pensar na atitude de Draco; sentia, ainda, como se o perfume do loiro ainda estivesse no ar, fazendo a menina querer vomitar. Diferente das outras vezes, Maxine não iria conseguir perdoar Draco pelas mentiras, as ilusões e os segredos. Não. A ruiva havia aguentado muito daquilo, uma hora o balde ia transbordar, e o balde de Maxine já estava cheio.


A ruiva, porém, mal tivera tempo de se virar totalmente assim que saiu da sala pois trombou com Hermione.


— Me desculpa, Mione. Não te vi aí. 


— Tudo bem, Maxy. Eu estava te procurando mesmo. – Hermione sorriu minimamente. — Harry acabou de sair com Dumbledore e me pediu para dizer que vai estar onde você pediu, mas não sabe se vai chegar no horário.


— Harry saiu com Dumbledore? — Maxine franziu o cenho, confusa. 


Se Harry havia saído com Dumbledore, então ele poderia saber o que o diretor queria lhe contar, o que era estranho já que Dumbledore fizera questão de enfatizar que Harry também deveria estar junto.


— Sim. Você sabe, as Horcruxes. — Hermione sussurou a última parte. 


— Aaah sim, sim. Entendi.


Maxine e Hermione seguiram para o Salão Comunal, Hermione contara o que haviam estudado naquele dia e Maxine falou o mesmo que falara para Gina. Sentia-se mais leve ao partilhar aquilo com as amigas. Podia ser um assunto delicado, mas Hermione, assim como Gina, fez questão de deixar a ruiva confortável para a conversa.


Falando em Gina, Hermione chamou pela outra ruiva quando chegaram ao final da escada, pedindo que esperasse para que entrassem as três juntas. Gina notou que Maxine estava mais quieta que o normal. Até mais quieta que mais cedo. Gina e Hermione sentaram-se nas poltronas, Maxine no sofá, e, aproveitando que não havia ninguém no Salão, começaram a conversar. Gina, porém, esperou pelo momento certo, até que, finalmente, chegou.


— Aconteceu alguma coisa, Maxy? — Gina perguntou, suavemente, temendo a reação da amiga.


— O que?


— Você está mais quieta que nunca. Aconteceu alguma coisa? Te fizeram algo depois que eu fui embora mais cedo? — Gina, novamente, perguntou. Maxine sentiu seu olhos arderem.


— Aconteceu sim algo, mas não foi comigo. — Maxine murmurou, enquanto enrolava o tecido de sua blusa. — Quer dizer, não diretamente comigo... 


Hermione e Gina a olharam atentamente esperando o que Maxine iria revelar. Levou alguns minutos até a Selwyn soltar o ar que mal percebera segurar, e falar tão baixo, que Gina achou que ela apenas mexeu os lábios.


Draco é um Comensal.


Hermione tossiu, Gina arregalou os olhos e Maxine deixou, sem saídas, que as lágrimas caíssem por suas bochechas.


— Eu estava no Lago e Snape apareceu, logo em seguida um outro homem apareceu e eles começaram a conversar. — ela fungou, e sua voz saiu falhada. — Eles disseram que Você-Sabe-Quem não iria aguardar muito, e que ele não havia transformado Draco em Comensal a toa. 


Maxine soluçou alto. Gina sentiu seu coração apertar ao ver a amiga daquela forma, então, sentou-se do seu lado e a abraçou.


— Fiquem aqui. Vou procurar Ron. — Hermione levantou-se, chocada demais, e saiu. 


Ele mentiu para mim, Ginny. — Selwyn soluçou novamente. — Ele me enganou esse tempo todo, enquanto estava junto e perto daquele que matou minha irmã. 


— Oh, meu bem, se acalme. — Gina disse, suavemente. — Não sei o que você está sentindo, mas odeio ver você assim. Só que não sei nem o que te dizer, foi uma surpresa para mim tanto quanto para você. 


— Não diz nada, Ginny. Nenhum consolo vai adiantar agora. — Maxine riu amargamente. — Eu confiei nele enquanto todos diziam que não deveria confiar, que ele iria me machucar, mas a idiota aqui continuou. E agora eu estou aqui, com o coração partido!


Gina suspirou. Queria fazer algo pela amiga, alguma coisa para que pudesse animar a ruiva, mas nada naquele momento se passava em sua cabeça. Parou ao ver Neville entrar ofegante no Salão Comunal.


— Hermione me mandou vir para cá o mais rápido possível. Eu não entendi mas ela não explicou muita coisa. — ele disse, mas parou ao ver a amiga chorando. — O que houve, Maxy?


Neville se abaixou na frente da ruiva, que suspirou. Longbottom pegou as mãos da ruiva e deixou um beijo casto ali.


— Foi por ontem? — Maxine negou. — Te machucaram? — novamente, a ruiva negou. — O que foi então?


— Eu te disse, Maxine, que era uma péssima idéia você e o Malfoy. — Ron apareceu resmungando, com Hermione atrás. — Mas você não me ouviu.


— Ron! — Hermione chamou sua atenção. — A última coisa que ela precisa é de alguém falando algo assim.


— Tudo bem, Mione. — Maxine enxugou as lágrimas, encarando os amigos presentes. — Por que você foi chamar Ron, afinal?


O Weasley e a Granger se entreolharam, mas fora Hermione que quebrou aquele contato.


— Harry acha que como Dumbledore iria estar fora, havia uma grande chance de Malfoy fazer algo hoje. 


— Ficamos em dúvida, óbvio. — Ron continuou. — Mas agora com essa notícia, temos mais certeza que ele possa fazer algo.


— Eu também acho que ele vá fazer algo. — Maxine murmurou, deixando todos ali surpresos. — Ele disse que eu deveria ficar na Torre da Grifinória e não sair daqui por nada.


Dessa vez não fora só Ron e Hermione que se entreolharam, Gina e Neville entraram no meio também enquanto Maxine olhava para o chão.


— Certo. Vamos procurá-lo. — disse Ron, decidido. — Eu, Neville e Hermione. Gina pode ficar com você, Maxy.


— Vou reunir algumas pessoas da AD para nos ajudar e ser mais rápido. — Hermione murmurou. 


Neville levantou-se, beijou a testa de Maxine e fora o primeiro a sair, acompanhado de Ron e Hermione. O silêncio que estava no local sufocava Maxine. A ruiva ao seu lado estava tão quieta também, que ela achou que Gina nem estava mais ali. 


Passaram minutos assim, em silêncio. Maxine já estava nervosa e aflita com a situação. Teria os amigos, junto do pessoal da AD encontrado Draco? Se sim, o que iriam fazer? Se não, o que iriam fazer?


— Nós não achamos Malfoy. – Ron disse, assim que passou pelo quadro.


— Provavelmente eu sei onde ele está. — Maxine murmurou. — Sala Precisa.


— Vamos tomar a Felix Felicis antes. – Hermione disse e abriu o frasco, deu um gole e passou pra Maxine, que deu um gole e assim foi Gina, Ron e Neville – Sentiram alguma coisa?


Neville, Gina e Ron negaram. Maxine, porém, sentiu seu corpo esquentar e sua cabeça martelar, ficando eufórica.


— Eu preciso ir para lá, na Sala Precisa. — Maxine levantou-se rapidamente, saindo do Salão Comunal com os amigos atrás. – O procurem pelo resto do castelo só para ter certeza. Depois me encontre no sétimo andar, entenderam?


Gina assentiu e puxou Neville para a direção contrária de Hermione e Ron. Maxine respirou fundo, antes de tomar coragem e correr o pequeno caminho que a levaria para a Sala Precisa.


A menina não sabia, mas já estava ofegante. Talvez fosse o receio do que iria encontrar, do que iria ver e do que iria ouvir e dizer. A poção a fazia querer agir, mas a sensação de medo e receio ainda estava lá. Ela lhe daria sorte para sobreviver, mas evitar o que Draco estava armando era impossível. Maxine já sentia a facada que iria levar em suas costas.


Talvez se Maxine tivesse ouvido os avisos de perigo quando Draco pediu uma "trégua" ela não estaria se sentindo assim. Talvez se ouvisse seus amigos quando suspeitavam de Draco, ela não chorasse agora. Talvez se ouvisse seu subconsciente gritando que Draco havia mudado, ela não teria seu coração quebrado.


Talvez o erro era ter se jogado de cabeça tão rapidamente em algo que no fundo ela sabia que ela iria sair machucada. Era como pular de um penhasco enorme, a beira de um mar turbulento. A queda é perfeita, o vento batendo no rosto, a sensação de liberdade, mas só lembramo-nos das pedras que existem no fundo quando estamos prestes a bater nelas.


Talvez o erro tivesse sido totalmente dela, que jamais deveria ter deixado Draco voltar a entrar em sua vida, jamais deveria ter gostado tanto e confiado sua vida nele. Mas, enquanto apressava os passos e algumas lágrimas já voltavam a sair dos seus olhos, era tarde demais para lamentar ou querer mudar o passado.


Com muita dificuldade, ela chegou ao sétimo andar e ele estava completamente vazio. O silêncio pairava ali e a única coisa que ela ouvia era meu coração batendo fortemente nos seus ouvidos. Enxugou as lágrimas, respirou fundo e sentou-se escondida atrás de uma armadura esperando algum movimento que denunciaria se Draco estava lá dentro. Na Sala Precisa. Fazendo alguma coisa que deveria ser sim para Você-Sabe-Quem.


Ficou ali, parada, encarando a parede por longos minutos. Pensou que, se Draco estava ali, provavelmente não estava sozinho. E como ela seguraria eles sozinha no meio do corredor? Draco era Comensal, e com certeza sabia algumas Artes das Trevas. Teria ele coragem de lança-las em Maxine?


A ruiva foi despertada de seus pensamentos que o barulho de passos pesados. Ela empunhou sua varinha e esperou quem quer que fosse aparecer, mas era apenas Neville ofegante.


— Neville! – suspirou aliviada. – Você me assustou andando assim.


— Desculpe, Maxy. — ele disse. — Eu vim correndo para cá. Não achei Malfoy em lugar nenhum.


— Aí, eu sei que ele está ai dentro. – ela apontou para a parede em sua frente. 


— Vamos esperar. — Neville foi para a outra ponta do corredor. — Como você está? 


— Bem, isso não é uma pergunta muito apropriada para o momento. — ela deu um sorriso fraco. 


— Oh sim, sim. Desculpa. — Neville pigarreiou. — Você acha que vai dar tudo certo? Quero dizer, nós tomamos a poção, mas... E se der errado?


Bom, ao menos nós tentamos, Neville.


Ficaram mais uns minutos em silêncio. A noite já estava caindo, fazendo Maxine pensar quanto mais tempo que ficariam ali, sentados, esperando. Ouviram passos e prepararam as varinhas. No corredor central e Gina e Rony vinham correndo, deixando Neville e Maxine abaixar as varinhas.


— Não o achamos. — Gina disse.


— Ele está aí dentro. — Ron murmurou.


— Sabemos. — Maxine suspirou. — Só precisamos esperar.


— Maxy, você está bem? — Gina perguntou apreensiva. – Você pode ir embora se você quiser. Conseguimos dar conta.


— Eu estou bem, Gina. E eu não vou deixar vocês.


— Maxine, eu estou falando sério. – Gina repetiu, seriamente. — Não quero que você seja forçada a passar por isso. Você-


— Já disse que estou bem! – Maxine interrompera Gina, friamente.


As vozes dos presente cessaram e o silêncio predominou. A única coisa que Maxine escutava, era a voz da sua mente, que torcia para que Draco não estivesse fazendo nada, e também passos apressados que pareciam vir de dentro da parede. 


Depois de longos segundos a porta começou a se formar novamente e eles empunharam as varinhas e miraram para a porta. De lá saira Draco. E vários outros Comensais. 

 

Draco a olhou, paralisado. Achava que Maxine tivesse o ouvido e estivesse na Torre da Grifinória, mas quando que Maxine o ouvia? Deveria lembrar que ela não obedece muito bem as ordens. O menino não sabia o que fazer, estava nervoso demais. Maxine, porém, sentia seu corpo queimar de raiva e seu coração se despedaçar mais um pouco, deixando só os poucos restos.


Ao ouvir a fraca risada de um dos Comensais, Draco pareceu acordar, a olhou mais uma vez e liberou alguma coisa no ar; tudo ficou escuro e o ar ficou cheio de algo que parecia poeira. Nem Maxine nem seus amigos conseguiam enxergar nada.


Com sua Mão da Glória, Draco foi para a outra extremidade do corredor, a fim de sair dali. Maxine, porém, estava pronta para atacar Draco, chutando seu coração e seus sentimentos para longe, mas não tivera muita sorte, um Comensal grandão a empurrou para o lado com força a fazendo cair. Draco hesitou ao ver a ruiva no chão, caída, mas continuo rapidamente seu caminho. Infelizmente deveria ser assim. 


Não tivera coragem de pedir a Maxine para de juntar a ele, então não deveria fazer mais a ruiva sofrer aos poucos, como estava fazendo. Não era justo. Então, seria rápido, talvez ela nem sentisse. Era como tirar um bandaid. No início doeria, muito, mas depois você se acostuma com a dor, até ela sumir.


Maxine levantou e olhou ao redor. Estava pouco mais claro, mas ainda não via os amigos, nem Draco ou os Comensais. Ela saiu correndo as cegas e assim que reconheceu os cabelos ruivo de Ron quando virou o corredor, parou. Gina apareceu logo em seguida e depois Hermione e por último Neville.


— Todos okay? — Maxine perguntou e eles afirmaram.


A ruiva não esperou, empunhou a varinha e correu junto dos amigos para aonde achava que os Comensais pudessem ter ido. Os corredores estavam estranhamente vazios e silenciosos, exceto pelos barulhos de passos apressados que vinham na direção deles. Maxine preparou a varinha, mas, novamente a abaixou.


— Tonks! 


— Maxine? 


Tonks puxou Maxine para um abraço rápido, deixando a ruiva ver que Lupin e Gui estavam ali atrás. 


— O que aconteceu aqui? — Lupin perguntou afobado. 


— Comensais. – Maxine disse tentando normalizar sua respiração – Nós imaginavam que ia acontecer algo e...


Ela fora cortada por Neville que a puxou, e a ruiva viu uma luz laranja passar por cima de sua cabeça. Olhou para trás e Comensais viam em sua direção. Dessa vez, Maxine empunhou sua varinha e gritou: — Everte Statum!


O feitiço atingiu um Comensal e ele saiu girando. Porém, a luta começou naquele lado e feitiços de diferentes cores saíam das varinhas, tanto dos Comensais quanto d'A Ordem e da AD. Um riso infantil e conhecido preencheu os ouvidos de Maxine, e ela sentiu rapidamente a raiva subir. Bellatrix.


— Não imaginei que iria te encontrar tão rápido, Maxyzinha. — Bellatrix deu um sorriso de escárnio. — É essa hora que a gente luta?


— Estupefaça!


Mas Bellatrix conseguiu se proteger a tempo, o feitiço ricocheteou e acertou uma dos quadros dali, que caiu em cima de um Comensal. Sorte. 


A luta começava a ficar violentar e os Comensais saiam um a um. Maxine viu quando um deles saiu correndo e pegou o caminho para a Torre de Astronomia. A mente da ruiva estava a todo vapor, tentando se lembrar de feitiços úteis, gritando os que lembrava.


— Impedimenta! Reducto! Flipendo! Expelliarmus! EXPELLIARMUS!


Maxine sentiu seu corpo queimar e caiu no chão. Não entendia o que havia acontecido, mas uma corda enrolou em seu pescoço e apertava cada vez mais.


— Finalmente eu estou fazendo o que venho tentando há tempos. — Gemma apareceu com a varinha apontada para Maxine. — Sabe o quão difícil para mim foi fingir ser sua amiga durante todo esse tempo? 


Gemma retirou as cordas mas Maxine sentira seu corpo queimar mais ainda.


— Por... Por quê? — Maxine tentou dizer.


— Por quê? — Gemma repetiu num grunhido. — Eu aposto que você não sabe, não é, Maxine? Seu papaizinho não te contou? — riu. — Quer dizer, nosso pai. Somos irmãs, Maxy. Sou uma Selwyn também.


— Não... Não é... Possível.


— Claro que é, não se faça de sonsa. — a morena retirou os feitiços, deixando Maxine respirar. — Eu sou cinco meses mais nova. Nosso pai se casou com a sua mãezinha e deixou a minha mãe sozinha, e grávida! Ele sabe de mim mas preferiu você e a Eleonor. Mas você vai pagar por isso!

— Everte Statum!

Gemma foi erguida com força, rodopiou e caiu no chão, desacordada.

— Tudo bem? — Makayla ajudou Maxine a se levantar. A ruiva assentiu.

— Obrigada, Makky. 

Observando o corpo inconsciente de Gemma no chão, Maxine o fez levitar e ficar em segurança atrás de uma armadura grande. Makayla a olhou com a sombrancelha erguida.

— Supostamente ela é minha irmã. — murmurou. Makayla arregalou os olhos. — Depois te explico. Temos muito o que fazer.

Maxine notou que Gina duelava com um Comensal grandão, logo tentou ir ajudar a amiga mas, então, tudo aconteceu muito rápido. Um Comensal, que parecia um lobo, atacou Gui na face e ele caiu no chão, com o rosto banhado em sangue.

Maxine paralisou, não sabia se ajudava Gui ou corria atrás dos Comensais que fugiam em um número maior.

Lupin saberia o que fazer com Gui, Maxine decidiu, então, seguir os Comensais. Assim que alcançou um deles – o que havia lançado um feitiço na passagem –, lançou Mobilicorpus e deixou o Comensal desacordado no chão. Neville e Gina tentaram seguir Maxine, mas não conseguiram passar da barreira na passagem. Neville fez um sinal que Maxine imaginou ser para que ela seguisse em frente. E foi o que ela fez. Subiu os degraus e viu os Comensais parados em frente a pequena escada ao lado da porta da sala de Astronomia. Todos eles subiram e ela se escondeu atrás de algumas caixas que haviam lá.

A ruiva esperou uns minutos, para ver se alguém iria voltar, quando teve certeza que não, murmurou Abbafiato para que eles não possam ouvir qualquer barulho que ela fizesse. O que quer que fosse que os Comensais queriam na Torre de Astronomia, Maxine iria descobrir, porém não podia dar as caras logo na escada, porque era óbvio que eles estava em um número bem maior. 

Mas Maxine conhecia Hogwarts como ninguém. Sabia que dentro da Sala de Astronomia havia uma portinha que a levava para a Torre de Astronomia. Maxine tentou abrir a porta da Sala mas estava bem trancada. Porém, notou a feixo de luz que saía pela fresta da porta, e teve uma ideia um tanto quanto louca: iria se encolher, entrar na sala de Astronomia e descobrir porque os Comensais estava "fugindo". Talvez não fosse pela portinha, mas podia olhar pelo teto da sala, que era o chão da Torre.

Maxine apontou a própria varinha para si, murmurando "Reducez*". Sabia que o Feitiço de Diminuição que aprendera em Beauxbatons era melhor opção naquele momento, tendo tempo o suficiente para passar por debaixo da porta e voltar ao tamanho normal. Sentiu seu corpo diminuir, então empurrou rapidamente a varinha pela fresta da porta e esperou. O ar ficava um pouco mais pesado, a cabeça da ruiva rodava minimamente e talvez fosse por isso que Maxine imaginou ter ouvido vozes conhecidas.


— Não tem nada aqui. 


— Tudo bem, vamos voltar. 


A menina olhou para os lados, confirmando que os Comensais havia voltado para escada e correu rapidamente para debaixo da porta, passando por aquele pequeno espaço e finalmente vendo os materiais da aula de Astronomia que, de repente, ficou uma escuridão. Aos poucos ela sentia seu corpo voltando ao tamanho normal. Tateou o chão à procura de sua varinha mas sem sucesso. Olhou para o teto que era o chão da parte de cima da Torre e pôde perceber Draco e Dumbledore parados falando alguma coisa. 

— Então vamos discutir as suas opções, Draco. — disse Dumbledore.

— Minhas opções! — exclamou Malfoy alto - Estou aqui com uma varinha... prestes a matar o senhor...

Maxine sentiu seu coração errar uma batida e se contrair. Draco... matando alguém? Matando Dumbledore? Era impossível de Maxine acreditar.

— Meu caro rapaz, vamos parar de fingir. Se você fosse me matar, teria feito isso quando me desarmou, não teria parado para conversarmos amenamente sobre meios e modos.

— Não tenho opções! – Draco disse com uma voz de angústia, enquanto sua mão tremia. — Tenho de fazer isto. Ele me matará! Ele matará minha família toda!

— Eu avalio a dificuldade de sua posição. Por que pensa que não o confrontei antes? Porque eu sabia que você seria morto se Lord Voldemort percebesse que eu suspeitava de você. Não me atrevi a falar antes sobre a missão que lhe fora confiada, prevendo que ele talvez usasse a Legilimência contra você. — continuou Dumbledore. — Agora, finalmente, podemos falar às claras... não houve mal algum, você não feriu ninguém, embora tenha tido muita sorte que suas vítimas impremeditadas sobrevivessem... posso ajudá-lo, Draco.

— Não, não pode. Ninguém pode. Ele me mandou fazer isso ou me matará. Não tenho escolha.

— Venha para o lado certo, Draco, e podemos escondê-lo mais completamente do que pode imaginar. E, mais, posso mandar membros da Ordem à sua mãe hoje à noite, e escondê-la também. Seu pai no momento está seguro em Azkaban... — mas Lucius não estava em Azkaban, Maxine constatou. Ela tinha o visto mais cedo naquele dia, na escola. — Quando chegar a hora posso protegê-lo também... venha para o lado certo, Maxine conta com isso. Ela quer o teu bem, não quer que você seja um assassino. Você a faria feliz fazendo isso, ficando com ela do nosso lado. Você não a ama? Draco... você não é assassino...

— Não fale dela! – Draco disse entre os dentes. – Eu não quero ouvir! Maxine entenderá... E eu cheguei até aqui, não? Acharam que eu morreria na tentativa, mas estou aqui... e o senhor está em meu poder... sou eu que empunho a varinha... sua vida depende da minha piedade...

— Não, Draco. – respondeu Dumbledore suavemente. — É a minha piedade e não a sua, que importa agora...

Malfoy não respondeu de imediato, mas quando iria, passos atroaram escada acima e, um segundo depois, Malfoy foi empurrado para longe quando cinco pessoas de vestes negras irromperam pela porta em direção às ameias.

Um homem pesadão, com um estranho sorriso enviesado e malicioso, deu uma risadinha asmática e direcionou seu olhar para abaixo, balançando a cabeça. Maxine pensou que talvez ele pudesse vê-la, então, se escondeu atrás de umas caixas que haviam ali.

— Dumbledore encurralado! – o Comensal grandão disse e se virou para uma mulher ruiva ao seu lado. — Dumbledore sem varinha, Dumbledore sozinho! Parabéns, Draco, parabéns!

Dumbledore parecia muito surpreso ao olhar para mulher ruiva, Maxine pensará conhecer aqueles cabelos ruivos, mas não conseguia ver o rosto da mulher, diferente de como via livremente os demais.

— Boa noite, Amico. – Dumbledore o cumprimentou com calma. — E trouxe Aleto também... que gentileza...

— Então acha que suas gracinhas vão ajudá-lo no leito de morte? — a tal mulher zombou de Dumbledore. Maxine tremeu e sentiu seu sangue ferver ao mesmo tempo.

— Gracinhas? Não, não, são boas maneiras.

— Liquide logo. — uma voz disse parecendo maid um latido.

— É você, Lobo? — perguntou Dumbledore.

— Acertou — respondeu Greyback. — Feliz em me ver, Dumbledore?

— Não, não posso dizer que esteja... — Dumbledore respondeu e Maxine deu uma risada muda.

— Você sabe como gosto de criancinhas, Dumbledore. – Greyback respondeu.


— Devo entender que você agora anda atacando, mesmo fora da lua cheia? Que insólito... Você criou um gosto por carne humana que não pode ser satisfeito uma vez por mês?


— Acertou! Choca você isto, não, Dumbledore? Assusta você?


— Bem, não posso fingir que não me desgoste um pouco. E, sim, estou um pouco chocado que o Draco, aqui, convidasse logo você a vir a uma escola onde seus amigos e namorada vivem...


— Não convidei. – Draco respondeu sussurrando com voz aguda. — Eu não sabia que ele vinha...


— Eu não iria querer perder uma viagem a Hogwarts, Dumbledore. — respondeu o lobisomem. — Não quando há gargantas a estraçalhar... Uma delícia, uma delícia... Eu poderia estraçalhar você de sobremesa...


— Não. — interrompeu o quarto Comensal que ainda não havia se pronunciado. — Temos as nossas ordens. Draco é quem tem de fazer isso. Agora, Draco, e rápido.


Maxine olhou para onde Draco estava e pôde perceber Draco relutar. Desejou que ele relutasse bastante e desistisse dessa ideia. Não era apenas Dumbledore ali, era um homem. Uma pessoa que não merecia morrer daquela forma.


— Ah, menor resistência, reflexos mais lentos, Amico. — respondeu Dumbledore — Em suma, velhice... um dia, talvez, lhe aconteça o mesmo... se você tiver sorte...


— Que está querendo dizer, que está querendo dizer? — berrou Amico. — Sempre o mesmo, não é, Dumby? Fala, fala e não faz nada. Nem sei por que o Lorde das Trevas está se preocupando em matar você! Vamos, Draco, mate de uma vez!


Um barulho alto de coisas explodindo veio de lá de baixo e o coração de Maxine encheu-se de esperança. Eles ainda estavam lutando lá embaixo. E se conseguissem quebrar a barreira, pudessem ajudar Dumbledore.


— Eles bloquearam a escada... Reducto! REDUCTO!


— Agora, Draco, rápido! — gritou o quarto Comensal.


Draco relutava cada vez mais, estava apreensivo. Ele não faria isso. 


— Eu farei isso. — disse Greyback indo para cima de Dumbledore com os dentes à mostra.


— Eu disse não! – berrou o quarto Comensal e o lobisomem se afastou com violência e saiu cambaleando.


Maxine respirava pesadamente e estava quase subindo a pequena escada e enfrentando todos aqueles Comensais. Até mataria se fosse necessário. Dumbledore morto era uma coisa impossível para ela assimilar. Nem os Comensais nem Draco iria a impedir, só precisava achar sua varinha... Ela ouviu a escada rangendo, olhou para frente e Snape subia as escadas correndo.


— Draco, mate-o ou se afaste, para um de nós... — Aleto disse, mas dessa vez Snape abriu a porta bruscamente a cortando. Ele olhou a cena com apreensão.


— Temos um problema, Snape — disse Amico. — O menino não parece capaz...


Mas, então, Dumbledore resolveu se manifestar. Maxine soubera que aquilo era o fim. Snape não era Draco. Tentou se mexer, mas não conseguia sair do meio daquelas caixas, não conseguia gritar ou fazer nada.


— Severo...


Snape se adiantou e empurrou Draco o fazendo cair no chão bem em cima de onde a ruiva estava. Draco abaixou a cabeça e arregalou os olhos ao notar Maxine ali, escondida entre as caixas. Eles se encararam e pareceu que tudo havia parado, deixando apenas eles dois. Algumas lágrimas caíram dos olhos de Maxine e ele engoliu em seco e logo depois começou a chorar em silêncio. Draco abaixou a cabeça, como se chorar fosse a coisa mais repugnante do mundo, um segundo depois a olhou novamente e seus olhos pareciam gelo. Ele, então, em um golpe de extrema frieza virou a cara e rapidamente se levantou.


— Severo... Por favor... — Dumbledore mais uma vez. Mas Maxine soubera que aquela fora a última. 

Assim como as últimas palavras que ouviria de Dumbledore.


Avada Kedavra!


Um jato de luz verde saiu da varinha de Snape atingindo Dumbledore bem no peito. Maxine fechou os olhos e lágrimas saiam sem cessar de seus olhos, tampou seus ouvidos e o grito de horror ficou preso em sua garganta. Parecia que o ar havia parado e o silêncio reinou. Ninguém dizia nada na Torre, e a lua era testemunha de tudo o que havia acontecido. Maxine estava lá mas não pôde fazer nada, fora obrigada a assistir alguém morrer. Fora obrigada a assistir Alvo Dumbledore morrer.


Maxine mordeu seu lábio inferior tão fortemente que sentiu o sangue escorrer. Reuniu muita coragem, olhou para o alto e vira Snape empurrar Draco para irem embora, sendo seguido pelos os outros comensais. Quando o último comensal passou, Harry tirou a Capa da Invisibilidade e o atacou com o Petrificus Totalus, Maxine soluçou alto e sentira uma pontada forte na cabeça.


— Maxy? — Harry desceu até onde ela estava, tirou as caixa da frente, peggiu sua varinha caída no chão e a puxou para um abraço forte. – Você viu tudo?


— Sim... — Maxine respondeu o olhando. Rapidamente eles correram para sair dali. – Precisamos pegá-los. Eles não podem fugir.


Harry pegou na mão de Maxine e lançou Bombarda na porta, que explodiu, então, correram. De volta ao corredor, uma batalha ainda continuava. Agora, havia mais gente d'A Ordem. Uma luz vermelha passou pela cabeça de Maxine, a fazendo abaixar e ver que Snape e Draco saiam correndo.


Estavam fugindo. 


Maxine engoliu o bolo que estava em sua garganta, limpou as lágrimas, ergueu a varinha que pegara com Harry e correu. Se Draco havia escolhido o seu lado, ela lutaria pelo dela.


Entretanto, Lobo Greyback tentou a derrubar, mas acertou a parede. Maxine se defendeu e consegui lançar ele longe de onde ela estava. Alguém tentou, novamente, a atingir com um feitiço, ela se protegeu. Aleto Carrow a olhava com um sorriso de canto.


— ESTUPEFAÇA! — Maxine gritou. 


Aleto saiu voando e bateu na parede. Levantou-se rapidamente e atingiu Maxine pelo braço, jogando a menina no chão. Maxine tocou a testa e viu o sangue nos dedos. 


Aleto iria se aproximar novamente, mas fora impedida pelo feitiço que McGonagall lançou. Aleto revidou e elas começaram a duelar, até Minerva a acertar e ela sair correndo com Amico em seu encalço. Maxine conseguira alcançar Harry com muito esforço, mas Harry foi parado por um Neville caído. 


Maxine virou um corredor e bateu com força a cabeça na pilastra que um Comensal moveu em sua direção, fazendo a ruiva cair em cima de uma poça de sangue ao lado, encharcando sua roupa de sangue. Por instantes, Maxine perdeu os sentidos, ficando tonta e sentindo sua cabeça latejar de uma forma insuportável. Sentou-se e tentou normalizar sua respiração.


Menos zonza, Maxine rapidamente se levantou e voltiu a correr feito uma louca, já que Snape e Draco já estavam bem na frente. Alguns feitiços ricocheteavam em cima da ruiva e ela se protegia, mas se concentrando em correr.


Notou as portas de Carvalho e Snape e Draco indo para os jardins. As portas estavam escancaradas e havia sangue no chão. Alguns estudantes do primeiro ano estavam encolhidos pelos cantos. 


— Ei! — Maxine chamou e eles se encolheram mais. — Não precisam ter medo. Você não podem ficar aqui. — pensou por uns instantes. — Vão para as Torres, ou qualquer lugar que seja acima do terceiro andar, mas tenham cuidado, entenderam?


Os alunos assentiram e juntos correram para as escadas. Maxine saiu do castelo e correu atrás de Snape e Desço, que sumiam pela escuridão. Chegou perto da Cabana de Hagrid e o viu tentando deter os Comensais que estavam quase no portão. Draco estava perto do portão, mas ainda podia ouvir os gritos de Maxine o chamando.


— DRACO! DRACO! — ela gritava, mas ele ignorava. Tinha que ignorar. Maxine forçou mais suas pernas cansadas para correr. Chegou a perto o suficiente para puxar o braço do loiro e fazê-lo a olhar. — Por quê? — ela perguntou com a voz embargada. – Por que está fazendo isso?

Eu disse pra você ficar na Torre da Grifinória. — ele murmurou friamente. — Mas você não me ouviu, e eu não quero ser obrigado a te fazer voltar a força para o Castelo.

— Você não pode fazer isso. Você prometeu sempre me proteger e nunca me machucar! — ela berrou para ele com o pouco de fôlego que lhe restava. Sentia seu corpo ser consumido pela raiva e mágoa.

— Promessas ás vezes são quebradas. — Draco respondeu indiferente.


— Por favor… Por favor não faz isso, não depois de tudo que a gente viveu… — Maxine implorou. Draco pegou a mão que apertava seu braço e a tirou dali.


— Eu já fiz. — Draco disse friamente. 


Olhou Maxine uma última vez com aqueles olhos azuis que agora estavam como gelo, mas, novamente, se pôs a correr, e Maxine teria seguido, se não fosse a dor que a atingiu com toda força.


A ruiva cairá no chão, sem forças para lutar ou se manter em pé. Se corpo todo estava cansado, e sua mente igual. Havia passado por tanta coisa naquele dia e noite, que simplesmente desistiu. Quem quer que tinha a atingido, chutou a varinha de Maxine para longe e lançou mais uma onda de dor em Maxine, que ofegou e trincou os dentes. Seu pulmão ardia e sua cabeça rodava. A ruiva virara o rosto e viu Hogwarts em chamas. Escutava gritos e mais gritos, mas eles se tornavam apenas vozes, e logo depois sussuros. Aos poucos, a inconsciência tomava o corpo de Maxine; a dor em seu corpo sumia gradativamente. O barulho foi diminuindo, sua visão embaçou e os olhos estavam pesados, se fechando devagar. 


Memórias boas invadiram sua mente, mas logo deram lugar para as memórias ruins. Muito ruins. E, mais rápido do que imaginava, sua mente ficou vazia e Maxine desmaiou. 


Do outro lado, Draco se perguntava se valeu a pena a forma que tratou Maxine. Não olhada para atrás depois que a deixou, mas assim que passou pelo portão, não resistiu a vontade e sentiu seu coração despedaçar mais ainda quando viu Maxine caída e desacordada. Draco rapidamente tomou uma decisão. Havia se arrependido no momento em que a deixou. Levaria Maxine consigo, mesmo não sendo digno de receber seu perdão e sendo tarde demais para tal, a salvaria daquilo. Mas alguém o impediu.


— Deixe-a. — Snape disse friamente.


— Não. – Draco revidou entre dentes, mas Snape segurou seu braço com mais força.


— Ela tem que ficar, não pode vir conosco. Draco, acabou.


— NÃO ACABOU! ELE NÃO A QUERIA? EU VOU LEVÁ-LA! — Draco gritou, como uma criança birrenta. — Me solta!


— Draco, para! —Snape gritou. — Mesmo se você fizesse isso, ela iria fazer um escândalo. E ela não tem que saber da verdade assim. Já acabou. Nós vencemos.


— Não, não, não... — Draco negou, sentindo as lágrimas escorrerem por suas bochechas. Não se importou chorar na frente de todos. – Ela nunca vai me perdoar.


— Isso foi um risco que você teve que correr, agora vamos embora. O Lorde das Trevas nos espera em sua casa.


Aos poucos os Comensais aparatavam. Draco olhou mais uma vez para trás, vendo o corpo caído e banhado por sangue de Maxine. Dessa vez, ele não hesitou em chorar, porque sabia que Maxine jamais iria o perdoar. Ela deveria estar o odiando agora, com certeza. Ele tinha feito tudo certo: Dumbledore estava morto, Hogwarts queimando e sua missão havia sido completada – ao menos parte dela –, mas a coisa mais importante ele não havia feito: não havia protegido Maxine, como prometera anos atrás. Lembrou-se do que Dumbledore havia falado e chorou feito uma garotinha. E naquele momento, vendo-a inconsciente no chão, banhada em sangue, ele cogitou a hipótese de ter escolhido-a, ter ficado e lutado com ela e por ela. Mas era tarde demais. Ele jamais a teria de volta ou poderia voltar no tempo.


— É tarde demais para pensar em mudar de ideia, Draco. — Snape disse e Draco revirou os olhos. — Você fez a sua escolha, ela fez a dela. Vamos.


Draco suspirou e pegou no braço de Snape para Aparatar. O rosto de Maxine molhado e sujo de sangue era o que estava preso na mente do loiro, e ele sabia que não iria embora tão cedo. Iria se repetir, como uma forma de sua cabeça para torturá-lo. Ele havia perdido-a. Talvez para sempre.


Notas Finais


confesso que adoro um drama, rs
penúltimo capítulo de Prophecy, ai meu coração!


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