História Prostitute by chance - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Kylie Jenner, Ryan Butler
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Pattie Mallette
Tags Criminal, Gangster, Justin Bieber, Prostituição
Visualizações 882
Palavras 4.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi oi!!!!!

Ai está o tão esperado reencontro dos nossos bbs, aproveitem 😘.

Capítulo 16 - O reencontro


Fanfic / Fanfiction Prostitute by chance - Capítulo 16 - O reencontro

 

CARLY DUNCAN 

3:11 PM. 

Casa dos Al-Fayeed

Que droga! Eu não posso nem transar com o irmão dele que ele já vem encher a porra do meu saco!

— Ru-Russell, fiquei naqueles dias, você pode conseguir absorvente pra mim? — tentei faz um bom teatro, não estava tão mal, a considerar o estado de excitação que eu me encontrava.

Paul ainda estava ali, parado, dentro de mim. Eu agradecia por aquilo, porque se ele só pensasse em se mover, eu iria gemer, bem alto.

— Abre aqui! — Russell mandou forçando a maçaneta e infelizmente eu fiquei incompleta, já que o irmão dele saiu rapidamente de dentro de mim, me tirando de seu colo e fechou suas calças completamente desesperado.

— Tá. — falei indo até o banheiro e abri a porta do pequeno armário ali, tinham algumas giletes de barbear lá dentro. Peguei uma e lavei, levei até a parte interna da minha coxa e cortei sem dó. Mordi meu lábio com força e passei os fundos da minha calcinha no corte, limpando o sangue, até estar aparentemente uma menstruação. Corri até a porta já tendo certeza de que pelo menos uns tapas eu ia levar.

— Cadê o Paul? — Russell entrou no quarto e me segurou pelo pescoço, apertando, me deixando sem ar.

— Eu vim fazer xixi! Como eu... Seu filho disse que ia sair! Droga, você não lembra?— me fiz de idiota, arranhando sua mão, para que ele me largasse. Eu já estava quase sem ar!

— Paul é meu irmão! — ele soltou meu pescoço e olhou em volta, tossi um pouco e acariciei a região, que provavelmente ficaria marcada.

— Eu achei que era seu filho, droga!

— Por que demorou tanto para abrir a porta? — me encarou novamente.

— Eu estava lavando as minhas mãos! Eu estou menstruada, porra! Eu não soube como me limpar, estou pingando sangue, merda! — abri minhas pernas, mostrando o sangue que escorria entre elas. Bom local o desse corte.

Fiz questão de tirar minha calcinha e jogar nele que se esquivou cheio de nojo. Russell pegou minha calcinha com a ponta dos dedos e ficou olhando.

— Eu vou pra casa!— quase gritei, enquanto tremia, e as lagrimas escorriam de dor. Aquele corte estava doendo de verdade.— Sabe, você diz que me ama e tudo, mas você não confia em mim, eu não vou aguentar isso, não vou! — falei "decepcionada" peguei meu celular sobre a cômoda e minha calcinha na mão dele. — Isso foi de mais para mim, de mais! Você pensou que eu estivesse aqui, no seu quarto, transando com o seu irmão?

— Na-na-não, e-eu...

— VOCÊ ENTROU SEGURANDO A PORRA DO MEU PESCOÇO POR QUE?— enxuguei minhas lagrimas, saindo daquele quarto e desci as escadas de pressa, ouvindo os passos dele atrás de mim.

— Amor...

— Acho melhor não haver casamento algum, se você não é capaz de confiar em mim, se você acha que realmente eu sou uma puta, uma vadia, então vamos acabar tudo...

— Me desculpa, Carly. Eu já falei, sou inseguro. Você é tão linda... — parei de prestar atenção quando vi Paul descer do terceiro andar e entrar no corredor.— Você é minha garota, deixa eu mostrar pra você que posso mudar. Tá bom?

— E sempre que você não conseguir mudar, vai me bater? — perguntei, fungando.

— Oh, meu bem, não chore. Você me destrói fazendo isso, perdão.— ele ajoelhou-se em minha frente.— Perdão! Me perdoa, eu nunca mais vou tocar em você, a não ser para dar carinho! Me perdoa...

— Tá bom, mas eu tô magoada, tô menstruada e tô com cólica, eu vou pegar um táxi, pode ficar aí com os seus amigos, eu preciso pensar...

— Pensa com carinho, o quanto eu te amo e o quanto estou disposto a te dar a vida de rainha que você merece. — tentador. Vou pensar, querido.

— Tudo bem, eu vou pegar um táxi...

— Não, um dos seguranças leva você. Olha só, amanhã eu vou retirar o dinheiro da Hamonna e os papéis. Não apareça na boate, não para ninguém, não pise naquele lugar sujo! — ele mandou acariciando meu rosto com as duas mãos.

— Por que só amanhã?

— Por que eu vou pagar ela quando você assinar os papéis. — ele respondeu me acompanhando até a porta da saída. — Sudano, acompanha a Carly até em casa. — ordenou ao brutamonte que estava ali parado.

— Tchau. — me despedi indo até o tal Sudano.

— Ei. — me segurou pelo braço novamente e grudou meu corpo no dele, beijando minha boca como se ela fosse uma maçã para ser mordida.— Gosto dos seus lábios.

Eles também gostam de você. — por isso são falsos. Preenchimento labial.

— Vai lá. — Russell falou, então eu dei as costas novamente, recebendo um tapa na bunda. Passei reto pelo Sudano, indo até o carro.

— Que droga de nome é esse? — perguntei assim que ele me alcançou.

— É sobrenome, senhora. — falou abrindo a porta do Chrysler 300C. Todos os carros da segurança eram os mesmos, belos Chrysler 300C.

Entrei no carro o logo o homem entrou também. Ele girou a chave na ignição e deu a partida. Fiquei encarando a minha futura casa e enquanto o carro se afastava, Paul saiu pela porta e acenou com um sorriso malicioso estampando seu rosto. Claro que eu acenei de volta e sorri da mesma forma, então o carro saiu pelos portões.

Sudano até que era divertido, ele ouvia uns raps bons, e cantarolava, me fazendo rir. Com o pequeno show no carro, o tempo passou rápido e logo eu estava em frente ao grande letreiro escrito "Your Night Of Skye".

— Tchau, senhora Al-fayeed.

— Até mais, Sudano.— me despedi, saindo do carro.

Entrei na boate e fui até o bar, entrei para trás do balcão e abracei Janet por trás, já que ela lavava alguns copos. Ela se virou pra mim e abraçou com força. Janet era o mais perto que eu iria chegar de um aconchego, então ela era meu refúgio, a única que me vê sem a máscara de vadia.

— Você tem certeza que vai casar com aquele homem, ele é um criminoso, Carly. — ela falou alisando minhas costas. Me afastei um pouco e assenti.

Pensei até em contar sobre o que ele fez ontem. Com ela eu poderia chorar, eu poderia expressar o quão mal me senti com aquela invasão de Russell no meu corpo, mas seria pior, então prefiro ficar calada.

— Vou, Janet. Eu vou casar com o Russell e vou pagar a Hamonna, fazer ela engolir cada nota! Eu vou afogar ela no meu dinheiro.

— Não será seu dinheiro, será o dinheiro dele, Carly. Você... Sua mãe deve estar muito triste...

— Não, para. Sabe que não gosto que fale da Page, por favor, Janet. Além do mais, eu não quero mais isso. Sabe? Esses homens feios, que me comem só por que pagam muito, eu vou casar com o Russell, ele não é de todo o ruim. — dei de ombros e peguei uma garrafa de vodka, abri e derramei no copo, peguei uma garrafa de coca-cola e misturei.

— Sem bebidas, ainda mais a essa hora. — a mulher pegou o copo e despejou tudo pelo ralo. — Desculpa não ter vindo no seu aniversário, eu liguei, mas você devia estar ocupada. Eu guardei isso. — Janet pegou uma caixa que estava abaixo do balcão e me deu. Coloquei a caixa sobre a bancada e iria abrir, mas Íris, Gema e Cindy entraram conversando sobre coisas fúteis, então decidi não fazer aquilo na frente delas.

— Obrigada. — segurei a caixa e sai de trás do bar, passei reto pelas três prostitutas e subi as escadas correndo, só parei de andar quando entrei em meu quarto. Encostei a porta e sentei na cama, abri a caixa e senti um sufoco, um aperto no peito quando vi fotos minhas, fotos minhas com a minha mãe, com a minha vó, entre outros familiares. — Que droga, Janet. — respirei fundo e sequei meu rosto com a manta azul sobre a cama.

"Festinha de um ano da minha Pequena Sereia" peguei o álbum de fotos que tinha essa frase. Abri o mesmo e um sentimento confortador me apossou quando vi eu, minha mãe e minha avó, atrás de uma mesa com bolo e doces e alguns refrigerantes, o painel por trás dos nossos corpos tinha o desenho da Pequena Sereia bebê.

— Ei, vadia, Adam vem ver você, hoje. — Hamonna falou já entrando no meu quarto, levantei e empurrei ela com toda minha força, fazendo a velha bater com suas costas contra a parede e gemer de dor.

— JÁ MANDEI NÃO ENTRAR SEM BATER! — empurrei a porta do quarto e a mesma fez um estrondoso barulho, a abri novamente e ela ainda estava lá, estática. — E a próxima vez que me chamar de vadia, eu arranco cada dente careado seu, eu juro! — bati a porta mais uma vez. Sentei na cama e voltei a olhar as fotos, porém elas não tinham mais minha atenção como antes.

Adam virá aqui. Transar com ele é simplesmente a coisa mais nojenta do mundo, é a coisa mais podre que eu faço por dinheiro. Ele é tão repugnante, e tem um cheiro nojento! Suas fantasias sexuais são doentias, e é horrível ter que realiza-las, mas aquele desgraçado paga quase sete mil dólares, e como a relação com o Russell pode ser arriscada, eu quero ter um plano B, e meu plano B é pegar todo o dinheiro que eu tenho, que é meu! E ir para a Florida.

•••

— AHHH! FILHA DA PUTA. — gritei desesperada e enfiei a toalha em minha boca, mordendo o pano com uma força absurda. Joguei a cabeça para trás sentindo uma lágrima escorrer somente do meu olho direito.

A velha japonesa resmungou algo que eu não entendi e então passou a cera na minha vagina novamente, em seguida ela puxou com força mais uma vez. Ou essa desgraçada não gosta de mim, ou ela não gosta da minha boceta, ou talvez eu deva parar de depilar a cada cinco dias, praticamente.

A filha da puta arrancou meus últimos pelos — inexistentes talvez — e passou uma pomada importada da Tailândia (segundo Margot) que refrescava até a alma.

— Hmm. Ótimo. — suspirei deitando a cabeça para trás e fiquei relaxando ali durante um tempo. Levantei, abaixei minha saia (costumava vir sem calcinha, para me depilar) e paguei a mulher. Sai da sala e peguei minha bolsa sobre a cadeira, sentei na mesma e abri as pernas. — Essa velha tem um problema sério comigo, não é possível. — falei para a Margot que arrumava os cabelos de uma garota loira.

Margot é dona do salão e nos tornamos amigas também, por eu frequentar muito esse lugar.

— Talvez por que você namorou o filho dela por cinco horas, entupiu a privada da casa dela com camisinhas sujas, ou por que o filho dela foi preso por comprar drogas pra você? — ela me olhou como se aqueles fatos fossem a resposta óbvia para minha observação.

— Primeiro que; isso nem namoro foi, segundo é que; eu estava chapada quando entupi o vaso dela, terceiro que; ele que quis assumir as drogas. Cara, eu só tirei a virgindade dele e ele se apaixonou! Nunca deve se prender a virgindade e se apaixonar por quem tira ela! Ele tinha dezenove anos e ainda era virgem, eu fiz caridade, sou uma boa pessoa. — dei de ombros assim que terminei de me explicar, fazendo Margot rir e a garota também. — Deveria entrar para um convento, imagine, irmã Carly, minha cara.

— Fala tudo isso pra ela.— contou, rindo.

— Ela não me entende, não entende nossa língua.

— Na verdade ela só não fala nossa língua com você, mas então, faz mímica.

— Ah, claro. Amanhã faço isso, eu vou indo, já são seis horas, daqui a pouco a boate abre. — beijei o rosto dela e me despedi das outras que trabalhavam ali.

Em alguns minutos cheguei na boate. Fui andando mesmo, já que era duas quadras a frente. Confesso que de vez em quando levantava minha saia jeans para pegar um vento na minha preciosa, já que ardia muito. Estou pensando sinceramente em parar de me depilar!

— Adam já está aí. — Cindy falou com aquele tom venenoso assim que eu entrei.

— Obrigada, secretária. — pisquei para ela e subi as escadas. Entrei em casa e nada da Hamonna, ainda bem.

Tomei um banho relaxante, lavando cada parte do meu corpo. Preferi continuar sem calcinha, mas vesti um shorts de dormir e uma camisa larga, uma das que o Justin deixou aqui. Calcei meus chinelos e sentei na cama.

Já estava anoitecendo e a música começou a tocar na boate. Prendi meus cabelos ainda molhados, levantei indo até o espelho e fiquei me encarando em frente ao mesmo.

Sério que eu vou obedecer ao Russell e ficar aqui trancada enquanto as outras se divertem lá em baixo? Claro que não! Eu não preciso chupar nenhum pau, ou dar minha boceta, apenas vou me divertir, dançar um pouco e me despedir de tudo.

— Adam está aí a mais de uma hora, ele está puto com você. — Jayde disse assim que entrou no quarto.

— Eu não vou dar para o Lion, hoje. Nem nunca mais. — falei enquanto tirava minha roupa. Havia tomado aquela decisão enquanto lembrava novamente da primeira vez que aquele desgraçado me estuprou.

Fui até a última gaveta do roupeiro e peguei uma das minhas lingeries de trabalho.

— Amiga, Hamonna vai enfiar uma faca na sua boceta. Sabe que Adam só come você, e paga caro por isso.

— Eu não vou mais transar com o Adam, nunca mais na minha vida! — me mantive firme em minha decisão e vesti a calcinha rosa pink da langerie. Apenas um lado dela era de enganchar, e tinha uma "saia" de renda por cima. Vesti o sutiã da mesma cor e fui até Jayde. — Fecha pra mim.

— É por causa do Russell? — ela indagou fechando o sutiã. Me virei para ela enquanto fazia um coque em meu cabelo.

— Claro que não. Eu só não quero mais transar com um cara que eu tenho nojo, simples assim, eu não preciso mais disso. — dei de ombros respondendo o óbvio e fui até o criado mudo, peguei a toca de náilon e coloquei em minha cabeça, abri a terceira porta do roupeiro, onde guardava minhas três lace wig. Peguei a de fios cor-de-rosa e fui até o espelho, arrumei em minha cabeça. Peguei a escova e passei nos fios rebelde e que insistiam em embaraçarem. A lace tinha uma franja picada e era ondulada, a mais linda que eu comprei.

— Você gosta do Russell? — Jay interrogou sentando na cama. Me virei para ela, enquanto deslizava o hidratante em minhas pernas.

— Eu gosto do que ele poderá me proporcionar. Disso que eu gosto. — assenti involuntariamente e espirrei algumas gotículas de perfuma em minha pele. Abri a gaveta com os meus estojos de maquiagem e peguei todos, colocando sobre a escrivaninha.

— Posso entrar no meu e-mail? — ela pediu apanhando meu notebook.

— Pode. — peguei o espelho colocando em minha frente e peguei o pincel para passar a base, em seguida o corretivo. — A tal faculdade não mandou nenhum email? — perguntei vendo pelo espelho a carinha de desânimo dela.

Jayde tem vinte e dois anos, ela está tentando entrar na faculdade desde os dezessete, mas não conseguiu, por engravidar cedo e dar a luz a Ester, mas agora que a garotinha está maior, ela se inscreveu para ganhar uma bolsa em uma faculdade importante que não me importa nem um pouco. Ela trabalha aqui apenas para sustentar a mãe, os quatro irmãos e a filha. Ela é a típica boa moça, infelizmente é mesmo, toda certinha, mas é a única depois da Janet que eu considero minha amiga aqui dentro.

— Não, acho melhor desistir. Eu vou lá.

— Espera um pouco. — pedi enquanto acabava de me maquiar. Só faltava o delineador. Assim que terminei, levantei e coloquei a bandana amarrada em meu pescoço, ela iria cobrir meu nariz e minha boca.

— Por que tudo isso?

— Por que se der um estalo no Russell e ele decidir vir aqui, eu vou ter tempo para subir e fingir que nunca estive lá em baixo, sem ser reconhecida. — sorri de lado e desliguei meu celular, coloquei para carregar e fui até o roupeiro, empurrei minhas roupas de inverno para um canto e abri o pequeno fundo falso, tirei o saco com o meu dinheiro e me virei para a Jayde. Devia ter uns vinte mil dólares ali dentro.

Eu poderia bem pegar todo aquele dinheiro e dar para a Hamonna, e faltaria pouco para minha divida, mas não fiz isso por que ela me mandaria embora, e eu não teria mais o prazer de humilhar ela todos os dias, sem tirar que eu ficaria na rua, e não é nem um pouco interessante ser prostituta de esquina. Poderia ter colocado no banco, mas eu não confio, o que é meu tem que ficar comigo!

— Oh, não, Carly. Não faça isso, é seu dinheiro. — Jay negou com as mãos quando eu aproximei o dinheiro dela.

— Pega, amiga. Deixa de ser idiota. Amanhã eu vou ficar rica! Milionária! Acha mesmo que vou precisar desses trocados? Não. Pega, por favor. Eu vou me sentir bem te ajudando, quando você for uma psicóloga de sucesso, vai me tratar de graça. Pega. — abri sua mão e coloquei o dinheiro nela. — Um segundo. — abri o saco e peguei apenas cinco mil dólares, caso algo der errado com o Russell, eu pelo menos tenho dinheiro para comprar uma passagem para outro país. Juntaria com o dinheiro que faturei com Dwayne e já daria uma boa grana.

Jayde é uma ótima garota, elá tem um coração enorme e já me defendeu de incontáveis brigas na rua. Ela merece sair dessa vida antes de ser corrompida por esse mundo sórdido e nojento.

— Muito obrigada, Carly. Caramba, eu nem sei o que falar. Muito obrigada mesmo, eu nunca vou esquecer disso, você é a melhor amiga que eu já tive, em anos. — ela disse sorrindo e secando as lágrimas que escorriam.

Um dos meus sonhos, que Hamonna assassinou, era fazer faculdade, de psicologia também e aquilo de certa forma me emocionava. Jayde me abraçou chorando e eu respirei fundo por alguns segundos a abraçando de volta.

— Não chora, droga. Vamos lá logo. — a afastei e saimos do quarto. Jayde desceu para o salão e eu fui falar com Adam. Ele sempre ficava com a única suíte "presidêncial" daquele bordel, então me dirigi para lá, empurrei a porta e lá estava.

— Porra! Você demorou. — o velho levantou tirando sua cueca. Baixei a bandada em meu rosto o encarando . — Vai logo, tira a roupa e deita.

— Eu não vou dar pra você. Nunca mais na minha vida! — cruzei os braços me escorando na parede. Ele veio até mim com um sorriso malicioso e sujo estampado em seu rosto e segurou meu braço.

— Hum, quer relembrar nossa primeira vez? Eu gosto disso. Você sabe. — sussurrou intercalando entre olhar para os meus olhos e para os meus seios espremidos no sutiã. Tirei sua mão do meu braço, estava machucando.

— Encosta um dedo em mim contra a minha vontade e você morre! Você, Adam! Um juiz tão renomado! Caramba. Um juiz! Estuprando uma garota...

— Uma puta! É isso que você é, Carly! Uma prostituta. Vadi... — ele falava com repugnância e eu não pensei duas vezes em virar minha mão em seu rosto.

— VOCÊ É UM ESTUPRADOR DE MERDA! VOCÊ QUE É NOJENTO NESSA HISTÓRIA! — gritei, ficando cada vez mais nervosa. Respirei fundo e fechei meus olhos por alguns segundos. —  O que acha que sua mulher, Delegada! Diria, se descobrisse que você pagava para comer uma garota dopada? Hum? Hum? Hum? ME RESPONDE! — o empurrei com força, levando o gorducho ao chão.

Ele me olhou e seus olhos faltavam soltar faíscas. Era um misto de "sua cadela" com "por favor, não conte". Me ajoelhei em sua frente, apoiando meus braços em meus joelhos.

— Acho que além de ela te prender, eu ficaria rica! Bem rica, imagina a indenização. Eu até poderia falar que você me engravidou...

— Mas naquela época eu sempre te fodi com camisinha! — ele tentou se defender.

— Quem estava no quarto? Eu. Você acha que vão acreditar na palavra de um estuprador, ou na de uma pobre menina de vinte anos que se prostitui pra pagar a faculdade?

— Você nem faz faculdade!

— Mas eu poderia. — levantei e fui até as calças dele, pegando sua carteira e uma de cigarros. — Isso fica comigo. — voltei até ele e acariciei seu rosto. — Cadê a chave do seu carro? Fala pra mim, bebê.

— Meu carro? Não! — prostestou, negando.

— Então diga qual delegacia sua mulher trabalha, o que prefere? — sorri enquanto deslizava meus dedos pelo seu rosto, ele apontou para o criado mudo, levantei e peguei a chave da Range Rover. Me aproximei mais uma vez e deslizei minha mão até sua cueca, segurando seu pênis. — Quer que eu bata uma pra você? De despedida, quer? Se você não quiser, tudo bem, querido. Ao contrário de você, eu sou compreensiva.

— Q-quero! — disse bravo, o que me fez rir. Comecei a deslizar minha mão em seu pau e então apertar, cada vez mais forte. Ele me olhou levando suas mãos até a minha que massacrava seu pênis.

— Isso é pra você nunca mais tocar em uma garota sem o consentimento dela. — puxei seu pênis, mas soltei. Levantei e sai do quarto com meus brindes da noite. Desci as escadas e me surpreendi com o quão cheio aquele puteiro estava.

Sai pelas portas dos fundos, e apertava no botão das chaves do carro, até que vi o mesmo piscar os faróis e destravar. Peguei uma barra de ferro que estava encostada na parede e acertei aquele carro bem no capô, acertei as janelas, a traseira, destruindo!

Peguei as chaves e joguei o mais longe que consegui, então voltei para a boate, ouvindo o barulho ensurdecedor da música alta.

Pedi para que Janet guardasse minhas coisas e fiquei apenas com um cigarro. Acendi o mesmo e fiquei fumando enquanto encarava as meninas dançando e se esfregando umas nas outras ao som de Partition.

Me senti observada e virei a cabeça devagar, vendo um homem sentado no bar, ele tinha um dos braços fechado por tatuagens e o outro somente até o cotovelo. Estava com uma regata branca e comprida, uma jeans preta, óculos escuros e um boné, por mais que os óculos cobrissem seus olhos, eu sentia que ele estava me olhando. Ele estava bebendo alguma coisa e eu pensei em ir lá e puxar assunto. Eu poderia abrir uma exceção e dar só pra ele, aquelas tatuagens eram excitantes. Ele tinha uma ar todo misterioso, aquilo o fazia completamente sexy.

Tarde de mais. Cindy chegou no cara, arrancando a bebida de sua mão e tomando seus lábios. Ela falou tanto da minha mãe, mas está pior que ela, uma alcoólatra, chata e drogada. Dei de ombros e decidi me divertir também. Assim que acabei meu cigarro, subi no palco e comecei a mover meu quadril de acordo com a melodia, mordia meus lábios e tentava dar atenção com o olhar a cada observação masculina sobre mim. Tinham algumas lésbicas que frequentavam a casa e confesso que era tão gostoso transar com elas quanto com uns homens. As vezes até melhor.

JUSTIN BIEBER

Afastei a mulher de cima de mim e limpei minha boca, cuspindo no chão. Bebi minha bebida rapidamente para tirar aquele gosto da minha boca, ela era nojenta, e possivelmente estava bêbada, drogada ou sei lá.

— O que eu falei?! Não é para beijar os clientes! — assim que ouvi aquela voz, levantei apenas o olhar, observando a maior vagabunda do mundo todo. Senti um misto de ódio, raiva e rancor. — Desculpa, cara. — Hamonna falou, puxando a outra mulher pelos cabelos.

Fiquei um tempo observando aquela maldita e por alguns segundos achei melhor ir embora, mas eu vim aqui para matar minha curiosidade de como estaria esse lugar, e agora para me satisfazer também. Virei meu rosto novamente para a tal mulher de bandada, cabelos cor-de-rosa e um corpo espetacular, então a vi em cima do palco se esfregando no pole dance. Ela tinha a atenção de grande parte do público masculino. Talvez por ser tão gostosa, ou tão sexy, ou parecer um mistério a ser desvendado, com aquela maldita bandana. Me virei no banco, encarando a mulher a minha frente. Janet. Sorri fraco ao ve-la. Ela secava alguns copos, totalmente distraída. Ela não havia mudado muito, mas pelo jeito não me reconhecia.

— Ei! — a chamei alto e ela veio até mim.

— Mais alguma coisa? — questionou me encarando.

— Não. Na verdade, sim. Como eu faço pra levar aquela mulher lá. — apontei para a "prostituta cor-de-rosa". — Para um dos quartos?

— Um segundo, eu vou lá falar com ela. Qual quarto vai querer? — ela indagou olhando na tela do computador. — sete quartos estão ocupados. — me avisou, virei meu rosto para trás, ainda mais admirado com o quão gostosa aquela vadia era. Ela merecia algo melhor que um simples quarto.

— A suíte presidencial está ocupada? — perguntei pegando minha carteira.

— Não. Vai querer ela?

— Vou. — assenti e quando eu ia dar o dinheiro, Janet negou.

— Primeiro eu vou falar com a Ally, se ela já não estiver com cliente marcado, eu faço um sinal e então você deixa o dinheiro com ela. — apontou para a ruiva que estava fazendo algumas bebidas.— E já pode subir.

Ally. — sorri um pouco pervertido e concordei. Deveria ser "nome de guerra", mas combinava — Tá bem.

Então Janet saiu de trás da bancada e fui até a tal Ally. Cutucou a garota que se abaixou para poder escutar melhor a mulher. Ela se virou para mim, apontando para as escadas. Fui até ruiva esperando o cara que pedia sua bebida, sair.

— Uma hora na suíte presidêncial, mais o programa da quinhentos dólares. Duas horas mais o programa, mil dólares. — ela falou e me olhou. Dei o dinheiro a ela e me dirigi até o lance de escadas. Subindo degrau por degrau, devagar, lembrando da ultima vez que pisei aqui.

Assim que estava no corredor dos quartos, pensei em subir o segundo lance de escadas, estava muito curioso para saber como aquela casa ficou. Pelo que eu percebi lá em baixo, Carly não trabalha mais aqui, pelo visto ela pagou bem rápido sua dívida, e se mandou.

— Não! — tirei o boné e sacudi meus cabelos seguindo até a suíte.

Por que aquela garota sempre tem que vir a minha cabeça quando eu menos quero? Eu só vim nesse puteiro por curiosidade, não porque queria saber algo dela.

Encostei a porta e observei o quarto. Uma cama enorme redonda, parecia aconchegante. O teto espelhado, um pequeno frigobar, um mini palco em frente a cama onde tinha um poli dance.

É, nada mal.

Fui até o frigobar e peguei uma cerveja, desenrosquei a tampa e bebi alguns goles, então Ally entrou. Ela fez questão de virar as costas para mim, pra fechar a porta e me dar uma privilegiada visão de sua enorme bunda. Aquela mulher era alguma obra prima de Deus. Ela se aproximou e puxou a bandana para baixo, mostrando seus lábios grossos e seu nariz pequeno.

Ela tinha traços tão familiares, tirei meu óculos para enxergar melhor e tirei a cerveja da boca, definitivamente boquiaberto com aquilo, ela pareceu tão surpresa quanto eu, quando me reconheceu. A maquiagem pesada em seus olhos, os lábios mais grossos do que eu lembrava, mas eu podia reconhecer, só olhar em seus olhos e eu podia reconhecer perfeitamente.

Carly...


Notas Finais


Era reencontro que vocês queriam? ENTÃO tomem reencontro!!!! E mais uma vez Carly desviou da morte com seu salto 15!!!!! Que mulher, meus amigos, que mulherrrrrr! Qual será a reação de ambos? Digam o que acham que vai rolar, será que eles vão se amar e transar loucamente, ou vão brigar e vai ser tiro porrada e bomba? Joguem suas apostasssss 🤔


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