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História Proteção - Shikaneji - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Pois é, vou abastecer esse site com Shikanejis até que acabe a criatividade.
Como eu disse na descrição, isso é baseado em um prompt do @estrelastransparentes. Foi feito em menos de 2 horas, ou seja, só veio na mente e já está aqui. A capa também foi feita nesse tempo, então sejam bonzinhos comigo.
Espero que gostem
Boa leitura ^-^

Capítulo 1 - Capítulo Único


Shikamaru estava fugindo do trabalho novamente naquela semana. Há alguns dias Neji havia sido enviado em missão, mas ninguém o viu saindo da vila. O Nara mesmo tinha tido acesso ao pedido da missão. Um Hyuuga da casa principal que solicitou guarda para uma ida à Suna. Não era algo comum de acontecer, mas Neji havia sido enviado em diversas missões assim nos últimos meses. Aquilo era algo preocupante.

Durante aqueles dias, tinha vasculhado tudo o que podia nos arquivos para encontrar algo que lhe desse o real paradeiro de Neji. Descobriu que vários Hyuugas do Ramo eram mandados para missões de escolta com homens da Casa principal. Todos com a mesma faixa etária e nunca com mulheres. Isso preocupava mais ainda o Nara.

Eles não tinham nada rotulado na verdade. Shikamaru gostava da companhia de Neji. Começaram a jogar Shogi juntos em um dia e isso se tornou rotina. Poderiam se considerar bons amigos de uns tempos para cá. Jantares foram compartilhados, idas às casas de chá, tudo muito reservado e quieto como os dois apreciavam. Davam-se bem um com o outro e quando notaram estavam inseridos em suas rotinas individuais.

Pensando nisso, fazia sentido que Shikamaru se preocupasse com o fato de Neji ter passado quase uma semana em uma simples missão de escolta que seria realizada em uns 4 dias no máximo.

[…]

Quando o sol estava se pondo, Shikamaru notou que passara a tarde deitado na floresta. Deveria terminar alguns relatórios naquela tarde, mas não tinha cabeça e por isso foi relaxar naquele lugar. Agora, passaria o resto da noite na sua sala do prédio Hokage revisando os documentos. Era realmente um saco.

Chegou ao seu escritório depois de alguns minutos de uma lenta caminhada até lá. Não estava necessariamente animado para aquilo.

Depois de algumas horas olhou para o relógio que batia meia-noite. Já deveria estar em casa há algum tempo e sua mãe logo mandaria alguém para lhe levar nem que fosse amarrado. Ainda havia algumas pilhas de documentos para arquivar ou só levar para a mesa de Naruto e dizer que não iria mais lidar com o seu trabalho. E havia os problemas com Neji e sua mente que sempre conduzia qualquer coisa ao garoto de cabelos longos e castanhos.

Quando deu uma e vinte e três da manhã o Nara quase dormia em sua própria mesa. Começara a fazer alguns cálculos para se distrair dos papéis e estava funcionando. Até que ouvira as batidas na porta. Delicadas, mas fortes e precisas. A pessoa lhe pediu permissão para entrar e ele a cedeu gemendo cansado e deitando novamente sobre os braços.

— Vim relatar a missão.

Voz calma, passos contidos, certo cansaço no timbre, mas sempre com o rosto erguido. Neji.

— Claro, deixe-o aqui e darei uma olhada. Shikamaru levantou o rosto e notou o desconforto na face do outro. Levantando uma das sobrancelhas, continuou. — Creio que não se importará de esperar alguns minutos, ou irá se opor?

— Eu apreciaria voltar logo para casa. Foi uma missão realmente exaustiva. Respondeu Neji, com uma pressa clara em sua voz e suas ações.

O corpo já estava virado para sair da sala quando Shikamaru notou a mancha de sangue nas vestes claras. Pela rápida olhada que deu no relatório, não havia indícios de luta. Sua roupa não estava suja com nada além do sangue, visto apenas na região das nádegas do outro. Juntando A mais B, Shikamaru logo entendeu tudo o que ocorria com os ninjas do ramo que escoltavam os grandiosos da casa principal. Sua raiva pela situação em que Neji se encontrava irradiava de si, mesmo contendo seus sentimentos ao máximo.

— Pelo que vejo, faltou uma parte no seu relatório. O Nara falou levantando de sua cadeira e se apoiando na mesa.

— Perdão? Neji indagou virando-se novamente.

— Abuso é crime, deveria constar no relatório. Deveria estar em todos os relatórios de missão dos Hyuugas, mas não está. Shikamaru massageou as têmporas e depois voltou o olhar para o homem a frente.

O Hyuuga permaneceu em choque. Seu corpo travara na porta virado totalmente para o Nara. Perguntava-se como ele poderia ter chegado àquela conclusão e então percebeu os inúmeros arquivos com o símbolo Hyuuga. Ele havia bisbilhotado e, com o genial cérebro de Shikamaru, não era difícil deduzir o que acontecia.

— Você bisbilhotou! Não é por que estamos próximos que lhe dei essa liberdade. Pare de se meter nisso! O Hyuuga acusou com a voz mais alta.

No entanto, Shikamaru conhecia Neji, mais do que os dois conseguiriam admitir. Aquilo era puro medo de que o outro soubesse de algo desagradável. Os punhos de Neji estavam cerrados e a expressão estoica vacilou. Ele estava na defensiva e o mais novo detestava a ideia de ter que colocá-lo contra a parede.

Soltou um suspiro cansado e irritado se aproximando do corpo alheio que recuou. Shikamaru fechou a porta com força dando graças por não ter ninguém ali àquela hora. Ter que explicar o porquê de prensar o corpo de Neji contra a parede a uma hora daquelas em seu escritório seria problemático.

Puxou o tecido da parte de trás do corpo de Neji e levantou não se importando com a relutância do outro. Estava com raiva por terem feito alguma coisa com o Hyuuga e ele ainda querer acobertá-los.

— Merda, Neji! Olha isso! É parte sangue fresco e parte sangue antigo. Isso aconteceu quantas vezes? Por que não falou nada? Que porra! Shikamaru começou a se exaltar e a emanar uma aura escura.

Neji olhava em seus olhos ardendo em chamas e se sentiu fraco; impotente contra Shikamaru. Ele se via assim ultimamente, o outro parecia se importar tanto consigo que não podia deixar de se sentir mal por levá-lo ao mar de problemas do clã Hyuuga. No entanto, era incapaz de mentir para Shikamaru.

— Não é grande coisa. Estou acostumado com isso. Não se preocupe. Falou tentou confortar o outro que apenas lhe lançou um riso debochado e amargo.

— Em ser usado por eles, porra? Não deveria se acostumar com isso Neji! Shikamaru Indaga furioso e quase berrando nos ouvidos do outro enquanto puxava os cabelos em sinal de angústia. Neji conseguia lê-lo facilmente, mas o Nara também o fazia.

— Mas eu ... eu quero dizer- Neji pende a cabeça para o lado e desvia o olhar quando é bruscamente interrompido.

— Neji, meu amor, olha para mim. Shikamaru chama a sua atenção, colocando as mãos calejadas nas bochechas vermelhas e manchadas de lágrimas, que nem foram percebidas, do Hyuuga. — Ninguém encostará um dedo em você ou vai machucá-lo nunca mais, não enquanto estou aqui para protegê-lo. Definitivamente não me importo de ir preso por matar um Hyuuga velho e decrépito que tente fazer algo parecido novamente. E, sinceramente, foda-se que é da casa principal e você do ramo. Meu clã não é aquele e, se depender de mim, não será mais o seu.

Shikamaru nem se importou com a declaração que fez, por mais que o choque no rosto de Neji o deixasse apreensivo. Os braços pálidos passaram pelo pescoço do mais alto e então o garoto chorou. Neji chorou por todas as vezes em que os membros da casa principal que se forçavam para dentro de si nas inúmeras missões que aguentou; pelos olhares nojento que queimavam em si e era obrigado a aguentar; as missões em que era “mandado”, mas terminavam em seu corpo jogado em um dos quartos escuros na casa de algum velho Hyuuga; pela merda de seu clã arcaico e repulsivo. Mas chorava principalmente de alegria, por que agora tinha Shikamaru para lhe apoiar.

— Leve-me daquele lugar, por favor. Ele suplicava rente ao ouvido bronzeado de Shikamaru, que aumentava o aperto em sua cintura.

— Então esteja pronto para virar um Nara, Neji. Falou Shikamaru deixando um breve selar na testa marcada pelo selo.

Neji sofria, a casa principal sempre o tratara com desprezo ou apenas como um escravo para seus prazeres. Então Neji conheceu o carinho nas mãos ásperas e grandes de Shikamaru e o amor no momento em que chorou em seus braços e ele lhe prometeu proteção. Por que, mesmo que ele fosse forte o suficiente para cuidar de si mesmo, Shikamaru sempre zelaria por Neji.


Notas Finais


Isso foi escrito enquanto eu esperava meu pai pra caminhar então não foi revisado tão profundamente, mas eu dei uma olhada. Qualquer erro me desculpem.
Aceito críticas construtivas e comentários fofinhos.
Aguardem muito mais Shikaneji aqui nesse perfil.
Espero que tenham gostado
Até a próxima ^-^


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