História Protection - Capítulo 62


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Ação, Drama, Romance
Visualizações 138
Palavras 2.929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Um ano sem capítulo novo, mas aqui está.
Prometo que essa série esquentará o coração de vocês.
Aproveitem e me dêem um feedback <3

Capítulo 62 - Moving On


Fanfic / Fanfiction Protection - Capítulo 62 - Moving On

- Hazel, você tem mesmo certeza do que está fazendo? - disse Rayna ao telefone.

- Sim, Rayna. Foi a decisão mais difícil que já tomei. - tão difícil que lágrimas rolavam de meus olhos enquanto eu encaixotava algumas coisas do quarto do Josh. 

- Bom, eu confio em você. Se você acha que é melhor assim eu estou do seu lado - Rayna disse um pouco triste. - Mas é que...você e o Jus...

- Chega, Rayna. Está decidido. Não toque mais nesse assunto, por favor - eu disse determinada.
Sequei minhas lágrimas e fechei mais uma caixa. O transporte de mudanças chegaria em menos de uma hora e só me restava algumas coisas. 

- Bom, tenho que desligar. Assim que eu chegar em Londres eu te ligo, ok? - eu disse.

- Ok, amiga. Boa viagem! 

Carreguei algumas das caixas para a sala de estar. Josh brincava com alguns brinquedos enquanto Theo assinava alguns documentos.

- Precisa de ajuda? - Theo disse se levantando para me ajudar. 

- Tome. Pegue essa - eu entreguei uma caixa ao Theo e coloquei uma ao chão. - Acho que está tudo pronto. O transporte chega em alguns minutos, certo? - eu disse.

- Sim - Theo me olhou atencioso. - Estava chorando? - ele colocou uma mão em torno do meu rosto. 

- Hum... não - menti. - Meu amor! - me esquivei e fui até o Josh.
Péssima ideia. Ver o Josh ali brincando, tão inocente e alegre me partiu o coração. Partiu porque mal ele sabia o caos que se instaurou em nossas vidas. Em algumas semanas viriam audiências judiciais que decidiriam seu futuro, e meu maior medo era estar fazendo a coisa errada.

O peguei no colo e o aninhei ao meu peito, sentindo seu corpinho quentinho. Eu o amava tanto...

- Ei, garotão! - Theo lhe fez cócegas e Josh riu com doçura.
Theo era um amor com o Josh. Dava pra perceber o quanto eles se gostavam. Era nisso em que eu me apoiava. No ambiente calmo e pacífico que tínhamos juntos. Eu não sabia se amava o Theo, mas eu sentia uma imensa gratidão e carinho por ele. Eu me apoiava na calma em que ele me proporcionava. Eu me sentia segura ao seu lado. Me sentia estável. 

[...]

Assim que chegamos em nossa nova casa em Londres, senti meu peito apertar. Ali seria minha nova casa. Não estava mais em um apartamento amplo de Paris, mas estava numa casa de tamanho médio, estilo cottage luxuosa e bem aconchegante. O quarto de Josh era o maior de todos, e ficou incrivelmente lindo. Theo tinha muito bom gosto. Ele quis fazer surpresa.

- Obrigada - disse com os olhos marejados e o abracei forte.

- Prometo te dar o melhor - ele disse de modo carinhoso enquanto acariciava meus cabelos. 

Levantei meu rosto e o beijei calmamente. 

- Eu te amo, Hazel - Theo disse me olhando nos olhos.

Senti meu corpo inteiro arrepiar. Não era um arrepio bom, era de nervoso. Fechei os olhos tentando buscar algum resquício de amor por Theo dentro de mim, até que ele tocou meu maxilar com ternura.

- Não precisa dizer nada. Eu espero tempo que for - ele disse.

Theo era de outro mundo. Ele compreendia que a situação era complicada e também se esforçava ao máximo para que eu e o Josh nos sentíssemos confortáveis. Eu queria muito o amar, mas Justin ainda dominava a minha mente. Ele me deixava doente. Eu precisava esquecê-lo de uma vez, mas também sabia que teria que enfrentá-lo pelas próximas semanas. A nossa discussão ainda queimava o meu peito e eu não sabia ao certo se superaria aquilo.

FLASHBACK ON

Passei a noite em claro e em prantos. Pedi um tempo ao Theo. Eu precisava pensar. Eu já não sabia mais o que era dormir e vivia como um zumbi cuidando do Josh em casa, fingindo que a Elle não me ligava sem parar. Eu já tinha aceito que havia perdido o emprego mais incrível do mundo. A única coisa que mantinha meus pés ao chão naquele momento era ver o rosto do meu filho. Ele era tudo pra mim, e a decisão que eu precisava tomar deveria ser o melhor para ele, e não para mim. 

Fui até o hotel que o Justin estava hospedado. Eu não fazia ideia de com qual nome o Justin havia se registrado no hotel. Decidi testar um dos que ele mais usava.

- Frank Olson - eu disse ao recepcionista. 

O recepcionista ligou para o quarto. Eu tremia de nervosismo. E se ele não quisesse me ver?

- Quarto 1013, quarto andar, senhorita - disse o recepcionista assentindo para que eu subisse.

Eu podia sentir meu coração na garganta. Meus passos fraquejavam em direção ao elevador. Era isso mesmo que eu queria? Eu havia pensado direito? E se ao vê-lo eu mudasse de ideia? Ó Deus, me ajude.

Ao chegar no quarto andar, respirei fundo e andei determinada pelo corredor, até que me deparei com o quarto 1013. Mal eu sabia que a partir dali o maior caos se instauraria entra nós. 

Bati à porta e em questão de segundos ela se abriu. Justin parecia estar arrumado para sair. 

- Atrapalho? - eu disse entrando no quarto e evitando muito contato visual.

Justin fechou a porta.

- Depende - ele disse me olhando de modo sério.

- Parece que está arrumado para sair - olhei em volta e suas malas pareciam prontas. - Está indo embora? - perguntei.

- Você está? - ele arqueou a sobrancelha. 

Eu sabia o que ele queria dizer. Se eu o escolhesse, teria q voltar pra Miami. 

- Justin, eu... - comecei a falar.

Eu travei. Eu conseguia ver a apreensão e tristeza em seus olhos. Me lembro de quando prometi à Pattie que jamais partiria o coração do Justin. Mas ele já havia machucado o meu em tantas pequenas partes. Eu o amava mais do que tudo no universo, mas o amor não bastava. Eu precisava de estabilidade, segurança e confiança. Eu havia amadurecido tanto, e eu devia isso a ele mais do que ninguém. Mas não apenas eu. Havia uma parte de nós dois envolvida. Eu seria capaz de tudo para proteger o meu filho, mesmo que eu tivesse que distanciá-lo do próprio pai. Estar com o Justin era uma bomba-relógio. Tudo uma maravilha e de repente o jogo mudava. Eu não podia mais viver naquela adrenalina. Eu tinha que ser mãe. Como educaria meu filho se o maior exemplo de sua vida fosse um criminoso? Repetindo: eu amava o Justin mais do que a mim mesma, mas amava o nosso filho mais do que o Justin. Pela primeira vez na vida eu tinha que ser forte e romper o que tínhamos mesmo que isso doesse de modo agonizante dentro de mim.

Justin me olhava esperando por uma resposta. 

- Eu... - senti minhas lágrimas descerem dos olhos como cachoeiras - eu não posso mais.

Ele me olhou confuso.

- O que isso quer dizer? - ele se aproximou de mim.

Fechei os olhos desejando sumir para sempre e não ter que passar por aquilo.

- Eu não posso escolher você, Justin. Eu não deveria nem ter que escolher. Você nos colocou nessa situação e agora me dói profundamente dizer que não posso escolher você, porque eu escolhi ao nosso filho - eu disse quase afogada em minhas palavras.

Justin me olhou confuso.

- O que isso quer dizer? - ele repetiu.

Por que ele tinha que tornar mais difícil?

- Justin, você não entende?! - eu disse com a voz mais elevada - Josh e eu não podemos viver com você! Eu não aguento mais fugir, não aguento mais viver no meio do perigo. Você é o perigo! E pensar que sempre achei que você fosse minha fonte de proteção. 

Ele me olhava com o maxilar tensionado, e eu conseguia ver a raiva que ele sentia. 

- Me diz, Justin... - eu me aproximei dele e nossos rostos estavam muito perto um do outro - você seria capaz de se livrar dessa vida e recomeçar? Recomeçar sendo honesto? - perguntei.

Seus olhos fitavam os meus e eu conseguia ver medo em seus olhos. Eu senti uma enorme vontade de beijar sua boca e dizer para que ele esquecesse tudo o que eu havia dito. Mas então percebi que ele estava demorando demais para responder.

- Foi o que pensei... - me afastei decepcionada.

- O que você quer que eu faça, Hazel?! - Justin disse de modo agressivo - Quer que eu me entregue as autoridades, fique preso por anos e perca todo o crescimento do Josh e a vida com vocês? - ele disse.

- Você deveria ter pensado nisso antes - cruzei os braços.

- Qual é, Hazel! - ele fociferou - Você acha que eu quis me apaixonar pela filha do meu patrão? Acha que eu escolhi chegar até onde chegamos? Acha que um dia pensei que teria um filho? Eu sinto muito se não consegui controlar meu coração. Sinto muito se não fui o melhor pra você. Eu tentei! Eu sou disposto a qualquer coisa nessa vida por vocês, mas isso não. Não vou perder minha vida dentro da cadeia.

- Tudo bem... - eu disse.

- O que isso quer dizer? Vai voltar pra Miami comigo? - ele se aproximou esperançoso.

- Não - eu disse de olhos fechados com medo de ver sua reação.

- Já entendi. Você vai ficar com aquele imbecil e...

Antes que ele dissesse algo eu estourei:

- E você achou que fazer essa decisão seria fácil?! Eu vim acreditando que você me daria motivos para não desistir de você! Eu lutando contra eu mesma aqui! Lutando pra não cometer o erro de ir com você! Eu te amo mais que tudo nesse mundo, Justin! Eu sinceramente voltaria pros seus braços num piscar de olhos se fosse apenas eu! Mas o Josh é mais seguro sem você e eu diria que até mais feliz! Theo o ama como um filho! Eu quero ter uma família em paz! - eu disse com a garganta rasgando por dentro. 

- Não ouse colocar esse cara na vida do Josh como se fosse o pai dele! - Justin vociferou.

- Mas é o que tem sido! E é óbvio que você é o pai dele! Mas não dá pra negar que ele é feliz com o Theo - admiti. 

Pela primeira vez em tempos vi lágrimas surgirem dos olhos do Justin. Já eu, estava chorando há tempos. 
Percebi naquele momento que havia sido dura demais com ele. 

- Justin, eu... - me aproximei mas imediatamente ele se esquivou e me olhou com raiva nos olhos.

- Você realmente mudou. Está agindo como uma cretina! Como se não bastasse tirar meu filho de mim ainda vem me dizer que não sou um bom pai! - ele vociferou.

- Eu não quis dizer que... - tentei falar mas ele me empurrou e eu bati de costas na parede.

- Quis sim! Veio jogar na minha cara! Veio dizer que sou um merda! Nunca pensei que ouviria isso de você! Jurava que iria voltar pra mim! Mas tudo bem, Hazel! Eu não preciso de você! Você morreu pra mim. - ele me olhou fundo nos olhos e eu estremeci - Você está morta pra mim. Mas o meu filho? Ele fica comigo! Eu já fui até o inferno por você, mas saiba que vou muito mais afundo pelo Josh! 

Meu coração já não podia estar mais partido àquela altura. Já havia virado pó. Eu já não tinha mais reação. 

- O que é? Vai ficar me olhando com essa cara de sonsa? Sai desse quarto e some da minha vida! - ele me empurrou com brutalidade em direção à porta.

Senti raiva por ele estar me tratando daquele jeito.

- Não encosta em mim! - retruquei.

- Vai ser um prazer. Agora some daqui. De vagabunda eu estou cheio na minha vida - ele abriu a porta do quarto.

Eu não estava acreditando. Vagabunda? Ele havia ido longe demais e o respeito havia desaparecido.

- Vai se foder, Justin! Continua agindo como um babaca que vou usar isso contra você no tribunal! - vociferei.

- É o que veremos! Agora faz um favor e procura onde cair morta e some da minha vida - ele me empurrou para fora e fechou a porta com força.

Tropecei no meu próprio pé e caí no corredor do hotel. Havia um casal de hóspedes ali e eles me olharam assustados. Eu estava me sentindo humilhada. Me levantei rápido e saí correndo em prantos. 

Daquele dia em diante tudo havia mudado, mas as lágrimas eram as mesmas.

FLASHBACK OFF

Tudo na casa nova estava em ordem e em três dias eu teria que ir para Miami para o julgamento. Eu e Justin estávamos disputando a guarda do Josh. Meu advogado disse que a causa era ganha. Eu ocultei o passado de Justin. Apesar dele ter sido um cretino comigo, eu não queria que o Josh crescesse tendo o pai na cadeia. Mas devido muitas circunstâncias, eu tinha certeza de que eu teria a guarda. Pedi para o meu advogado propor ao Justin uma guarda compartilhada - sim, não nos falávamos mais -, porém Justin não queria. Ele realmente queria tirar o Josh de mim. Mas eu faria de tudo para que isso não acontecesse.

Theo iria comigo para Miami. Ele estava sendo incrível comigo e eu não poderia pedir um homem melhor em minha vida. Ele compreendia minhas noites de insônia, minhas crises de pânico e meus choros repentinos. Ele realmente me amava e queria que tudo passasse para que vivêssemos em paz. E também era o que eu mais queria. Josh era apegado demais a ele e eu já estava começando a gostar da ideia de vê-lo vendo o Theo como um pai.

[...]

Era a noite antes de viajarmos para Miami. Josh já dormindo e eu e Theo estávamos sentados no sofá da sala de estar, embolados um ao outro enquanto assistíamos um filme de comédia no Netflix. 

Apoiei minha cabeça em seu ombro. Eu estava cansada.

- Você não está achando muita graça do filme não é? - ele perguntou desligando a TV.

- Estou! Quer dizer... não estou prestando muita atenção - eu disse entristecida. - Mas você pode assistir! Vou ficar aqui quietinha.

Theo riu.

- Se você não está se divertindo não tem graça para mim - ele afagou meus cabelos.

Olhei para ele e ele me olhava atencioso. Ele era perfeito. Perfeito demais para mim.

- Está ansiosa para amanhã? - ele perguntou.

Assenti com a cabeça. Eu não conseguia parar de pensar no julgamento.

- Vai dar tudo certo, Hazel. Eu sei que vai - ele sorriu sem mostrar os dentes e beijou minha testa.

O abracei com força. 

- Acha que seremos uma família? - perguntei apreensiva. 

Ele puxou meu rosto aproximando ao dele.

- Já somos uma família, Hazel - ele disse.

Sorri em gratidão. Meu Deus, eu merecia mesmo uma pessoa tão boa para mim?

Theo me beijou e eu fui recíproca com urgência, colando meu corpo ao dele com força.

Ele se afastou lentamente apreensivo. Eu não conseguia transar desde o dia da discussão com o Justin no hotel. Minha cabeça sempre estava longe e me batia uma crise de pânico. 

- Tá tudo bem? - Theo perguntou sendo cauteloso.

Assenti. Eu queria muito. Naquele momento tudo o que eu precisava era de um pouco de amor. Theo me fazia esquecer do que me preocupava de vez em quando e eu o adorava por isso. 

O puxei para cima de mim, o fazendo ficar sob mim no sofá e o beijei. Seu corpo era quente e me envolvia por inteiro me aquecendo de dentro para fora. Tirei sua camisa rapidamente e ele arrancou minha camisola com uma certa força. Ele sempre era bem cauteloso e romântico, mas desta vez ele estava com uma certa chama e agressividade que eu gostava.

[...]

Nossos corpos suavam eletrizados no tapete da sala de estar. Eu estava indo ao delírio. Theo era incrível. Ele agarrava meus cabelos enquanto entocava com força e eu não conseguia conter a excitação gemendo de prazer.

Por fim nós dois acabamos dormindo ali mesmo e acordamos com a luz do amanhecer. Por sorte o nosso vôo para Miami era a tarde. Assim que acordamos ficamos um pouco ali abraçados e o Theo acariciava meus cabelos.

- Eu te amo tanto, Hazel... - ele disse com ternura.

Meu peito se aqueceu naquele momento e eu não sabia se o que eu sentia era o que eu estava pensando, mas eu não consegui me conter. 

- Eu também te amo, Theo - eu disse olhando em seus olhos.

Imediatamente pude ver um olhar de surpresa mas em seguida ele sorriu. Não consegui conter o sorriso também. O beijei com paixão e ele me envolveu para si com força. E lá fomos de novo...

Se eu o amava ou não, eu não sabia ao certo. Mas eu sabia que o que eu sentia por ele não era um mero carinho. Eu era profundamente grata por aquele homem. E o dia que viria não seria fácil pois seria o julgamento de guarda do meu filho, mas Theo me deixava confiante e feliz por me assegurar de que seríamos uma família feliz.

A ansiedade angustiante não me angustiava mais e eu estava determinada a vencer naquele tribunal.

Continua...

 

 

 

 

 

 



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