História Provectus Corporation - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jimin, Minimin, Sad Fic, Short Fic, Sugamin, Tecnology, Yoongi, Yoongi!andróide, Yoonmin
Visualizações 160
Palavras 2.294
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


DEMOREI MAS CHEGAY
iai meus anjinhos tudo bem? espero que sim
se alguem quiser, coloca santa monica dream pra escutar e ler, quando acabar, so far away do yoongi, tambem tem you de the pretty reckless (≧∇≦)/

boa leitura

Capítulo 8 - Não é programado


Fanfic / Fanfiction Provectus Corporation - Capítulo 8 - Não é programado

11 de fevereiro de 2020


Existem muitas formas de sentir a vida te batendo forte com um martelo gigante de uma tonelada, mas aquela vez foi de longe a pior para Jimin. Todo o tempo que passou sofrendo por Yoongi, o que o mantinha de pé era a esperança de trazê-lo de volta. Não conseguia acreditar naquelas palavras. Então todas aquelas palavras bonitas foram falsas? — Se perguntava repetidas vezes silenciosamente, movendo minimamente os lábios. Yoongi passou a ficar preocupado pois a longos minutos não recebia resposta do outro. Apenas a respiração forte.

— Eu... — Começou olhando fixamente o indicador arrancando uma pelinha solta em seu polegar. — Eu fui tão ingênuo. — Riu de forma seca. — Achar que iria trazer alguém de volta. Ah, é claro, como disseram eu não sou Deus. — massageou as têmporas.

— Como você explica me dar uma vida? Me fazer amar alguém? Você pode não ser esse tal Deus ai mas você é um gênio.

— Você só ama ou sente algum afeto por mim porque eu coloquei isso em você. — O olhou no olhos, vendo pela primeira vez sua criação, e não Yoongi.

— Não foi assim jimin, talvez no inicio sim mas eu sempre me sentia confortável perto de você por ser você, não por algo programado.

— Não sei se ainda acredito em você — disse Jimin. Sua voz estava alterada pela quantidade de sentimentos que tomava conta de si naquele momento.

— E... Quando entraram na minha mente, eles apagaram qualquer tipo de programação que você colocou... Sendo assim agora sou só eu, Yoongi, nascido no ano de dois mil e dezenove.

O loiro fechou os olhos com certo pesar, ele sabia que podia dar errado, ele até mesmo se convenceu de que o aceitaria não sendo o mesmo. Mas a história era outra na prática.

— Jimin — chamou mesmo sabendo que não teria sua atenção. — Você precisa superar, isso está te causando mais dano do que deveria e isso apenas por você não o deixar ir. Sabe, superar não é esquecer, não quer dizer que você o amou menos ou que já não sente o mesmo. Eu sei muito bem o que você sente por ele mas você precisa liberar isso guardado em você. Essa coisa que você não conta a ninguém, suas mágoas, o remorso, tudo que você guardou durante esses anos está te corroendo por dentro.

Yoongi se abaixou novamente pra ficar mais próximo do rapaz, tocou levemente acima do braço que abraçava seus joelhos tentando mostrar que ele não estava mais sozinho pra aguentar toda aquela carga sozinho.

— Mas... Eu vou te deixar sozinho por um tempo, se você precisar de espaço eu não quero atrapalhar, afinal sempre que você ver minha cara vai se lembrar dele — disse Yoongi. — Eu sabia que quando te falasse isso eu teria que ir, ate porque você odeia tecnologia e eu sou um filho da tecnologia. — Jimin o olhou tentando dizer que não era mais assim mas seus olhos demonstravam a verdade. — Olha Jimin, não se esqueça que eu gosto de você, e isso não é uma programação. — Terminou em seguida segurando seu rosto com as mãos e o beijando no topo da cabeça.

Ele se levantou devagar, andando até a porta com seu coração gritando pra ficar e a mente pedindo pra esperar Jimin pedir pra ele ficar. Mas nenhuma palavra foi dita, Park permaneceu na mesma posição até Yoongi abrir a porta e olhar para trás, assim, ele levantou a cabeça o vendo partir mas antes que ele sumisse entre as luzes escuras indicando que era noite. Ele ouviu "seguir em frente não é errado."

Algumas pessoas podem pensar que os próximos dias foram bons, que ele aceitou seguir em frente, que Yoongi voltou pra casa e cuidou de suas plantinhas logo deitando todo gelado ao lado de Jimin para o abraçar e se aquecer com ele. Mas não, não foi isso que aconteceu. Nos dias seguintes Jimin se via cada vez mais no fundo do poço, ia trabalhar cada vez mais com olheiras profundas, talvez, somente talvez tenha perdido alguns quilos. Sua casa não parecia habitável por alguém, as pilhas de roupas sujas em cima da cama, o lixo de comidas rápidas espalhado pela casa, tudo apenas deixava seu ambiente mais tóxico. Yoongi sabia que não era certo deixar alguem como ele sozinho, mas achava que somente por ser quem ele era já causava algo desconfortável em Jimin. Foram meses nesse ritmo, Jimin acabou caindo naquela rotina, trabalho, casa, comer, dormir, tomar remédios, chorar em baixo do chuveiro, superar nunca foi fácil para si. Uma vez ficou semanas se sentindo mal por seu gatinho que sumiu e quando adotou outro se sentia culpado por substitui-lo mas sempre diziam para si o mesmo que Yoongi disse "superar não significa esquecer".

Joseph até mesmo ficou preocupado com o estado catastrófico em que Jimin se encontrava, seus projetos, por incrível que pareça ficavam impecáveis e prontos antes das datas previstas. Ou seja, ele estava tentando encher sua mente com outras coisas. O homem mais velho tentava saber o que estava acontecendo mas Jimin nunca se abria, ele era seu chefe mas sua saúde mental era mais importante que qualquer trabalho. Certo dia chegou a encontrar o mais novo dormindo em cima de seu trabalho, coisa que nunca havia feito. Os fios do robô em que estava trabalhando ficaram marcados em sua face, isso fez o homem rir brevemente e logo Jimin também estava rindo. A tristeza era assim, havia dias ruins, mas havia dias bons. Aquele era um dos dias bons, Jimin arrumou sua bagunça, conseguiu dormir bem, regou as plantinhas em sua mesa. Tinha quase certeza que estavam mortas mas continuou o que Yoongi fazia todos os dias, mas o fez a cada semana, em seus dias bons, pois nos dias ruins tinha vontade de quebrar tudo. Os dias ruins eram maiores e pareciam eternos, as vezes acordava sem ao menos saber o motivo de estar daquele jeito, claramente seu motivo era Yoongi. Mas sentia algo vazio dentro de si. Por algum tempo deixou de tomar os remédios pra dormir na tentativa de superar mas a cada vez que fechava os olhos a imagem de Yoongi sempre sendo levado vinha em sua mente.

" — Não, por favor, eu não fiz nada de errado — pedia um menino de cabelo verde.

Os guardas eram agressivos e sem piedade alguma, um deles segurava Yoongi pelo pulso enquanto o outro corria pra conseguir pegar Jimin que parou assim que ouviu o grito do esverdeado. Ele pediu pra ele correr sem olhar pra trás mas ele sabia que Yoongi havia sido pego, sabia pra onde ele iria, sabia que não sobreviveria sozinho. O primeiro bombardeio afetou metade da cidade matando todos que ele conhecia, seus pais moravam exatamente no centro onde o míssil atingiu. Eles tiveram que sair as pressas de sua casa pelos guardas buscando todos que não seguiam as normas. Jimin correu mais do que podia segurando a mão do esverdeado mas por alguns segundos onde soltou sua mão pra ele conseguir correr mais rápido, desgraçadamente foi  quando um guarda o pegou. Ali, ele viu seu amado ser levado, mas com um sorriso por Jimin estar mais a frente, sorriso esse que morreu quando viu o mais novo correr em sua direção se entregando."

Algum dia a culpa que sentia por ter se entregado iria partir? Vivia tanto tempo no "e se" que não pensava com destreza. E se ele não tivesse se entregado, Yoongi seria solto? E se ele não estivesse lá no momento de escapar do campo de concentração, Yoongi conseguiria pular? E se ele não tivesse conhecido Yoongi, ele ainda estaria vivo? E se não odiasse tecnologia, seu amável andróide ainda estaria ali? E se não fosse tão difícil para si superar, as coisas seriam diferentes?

Algum dia o remorso de não ter aproveitado cada segundo o deixaria? Ter brigado tantas vezes com Yoongi pela maldita tecnologia o assombrava cada vez mais, mas o que doía realmente era a saudade. A criação do andróide o ajudou a ver que ele não precisava se sentir culpado daquele jeito, que ele fez tudo que podia e continuar vivendo deixaria Yoongi feliz. Mas viver daquele jeito não o deixaria nem perto de estar feliz.


25 de junho de 2020


Acordou naquela manhã se sentindo leve, assim que abriu os olhos concluiu que aquele seria um de seus dias bons, demorou mais do que deveria ao seu arrumar, experimentou um penteado novo jogando parte do cabelo para trás deixando sua testa a mostra, anotou mentalmente que deveria retocar a raiz ou então colocar logo uma tinta preta e desistir do loiro. Tomou um café da manhã saudável e até arriscou ir a empresa por fora. Tentava não se convencer mas seus olhos procuravam um andróide em específico, a poucos dias escutou que um certo homem moreno com forte resistência a doenças estava ajudando os andróides a cuidar das crianças hospitalizadas na planta dois, logo abaixo de onde Jimin morava. Seu coração pedia pra ser quem ele pensava que era.

Pela tarde notou as diferenças mínimas em seu cotidiano ao olhar sua agenda e relembrar os dias anteriores. Era algo pequeno mas estava mudando, estava conseguindo superar. Quando voltou pra casa decidiu olhar as plantinhas que a dias não via, ele não esperava ver um pequeno brotinho no meio daquele potinho. Era pequeno mas possuía duas folhinhas verdinhas de cada lado do brotinho, não percebeu quando lágrimas de felicidade desceram por sua face. Ele havia conseguido, o andróide havia conseguido vida na primeira planta.

Primeiro o loiro ficou andando pela sala onde estava o potinho com a plantinha pensando no que faria, se contaria a Yoongi, se a levaria pra cima pra ver se ela sobreviveria lá, mas se contaria a Yoongi, como entraria em contato com ele?

O segundo passo foi buscar o número de identificação do andróide, assim conseguiria fazer uma ligação quase como uma ligação por celular. Suas mãos suavam em ansiedade, o tempo que demorou pra conseguir iniciar a chamada foi maior que o tempo que demorou pra finalmente clicar no botão pra chamar. Yoongi não tardou em atender, afinal a chamada iria diretamente pra sua mente.

"Aah, oi?" disse Jimin inseguro, do outro lado pareceu ouvir a respiração prender e ser solta com força pela surpresa.

“Jiminie?" disse logo em seguida

"Nasceu." foi curto e direto mas escutou o outro rir de sua aflição e dificuldade pra falar.

"O que nasceu?"

“As violetas, isso, as violetas brotaram" se atrapalhou ao dizer. Yoongi ficou calado, estava surpreso com ambos acontecimentos.

"Eu... Eu posso ir-"

"Pode sim, sim claro." O interrompeu corcordando com a cabeça ao mesmo tempo que dizia sim.

Se despediu rápido já que o mesmo aceitou e logo estaria ali, fazia tanto tempo que não o via. Céus! Fazia muito tempo que não o via, sequer ouvia sua voz e agora sua voz como Yoongi, o andróide e não Yoongi. Aquilo fazia uma certa confusão em sua mente, se lembraria mais tarde de sugerir um apelido ao mesmo.

Ele estava com as costas encostada na porta quando escutou as batidas fracas serem disseridas na madeira e uma pergunta baixa pelo menor "Jimin? Está ai?". Havia um pouco de hesitação quando abriu a porta, mas quando o viu novamente depois de tantos meses a unica coisa que quis fazer foi abraça-lo e sentir seu calor único em contato consigo mesmo.

— Tudo bem? — perguntou retribuindo o abraço na mesma intensidade.

— Por que não voltou? —perguntou Jimin o levando pra dentro.

— Você precisava disso, não, droga, espera, você precisava não ver minha cara, não a parte de sofrer, não que eu tenha espiado na empresa espera por que estou dizendo isso? — Yoongi respondeu com seu jeitinho atrapalhado em ser sempre sincero, viu Jimin sorrir, ah como sentiu falta daquele sorriso.

— Olha, aqui está. — Apontou pro potinho acima da bancada que separava a cozinha da sala.

O moreno olhou animado o brotinho verdinho dentro do pote, seu coração estava acelerado, mas sabia que não era pela plantinha, estava feliz por ela, esperou muito por aquilo. Mas estar perto de Jimin daquele jeito o deixava sem estruturas, quando soube o quão mal ele estava quis voltar correndo pra consolar o menor, mas sabia que aquilo o faria mal, ele passou dias ruins vendo a tristeza que estava causando, não conseguia conter a felicidade que sentiu ao receber a chamada do rapaz.

— Yoongi — pigarreou — posso te chamar por outro nome?

— As crianças me chamam de suga. — Coçou a nuca envergonhado. — Dizem que é pela cor da minha pele.

— Então era você, era você no hospital, Yoon- am.. suga, era você, isso é lindo.

— Contei a eles historias sobre você, Jisoo diz que te ama muito por ser o herói dela — disse Yoongi. Se sentou ali mesmo na bancada, não era nem muito alta nem muito baixa.

— Herói? — Sorriu olhando pra baixo imaginando a criancinha que havia dito aquilo.

— Sim, não é incrível? Ela disse que você deu uma nova vida, e por isso ela pode brincar novamente com as outras crianças — dizia animado.

Jimin se rendeu logo se sentando na bancada junto ao outro, ouviu todas as histórias sobre as crianças e como conseguiu o trabalho lá, Joseph coincidentemente estava lá no dia em que Yoongi apareceu aos prantos procurando um lugar pra ficar. Park não sabia disso e muito provavelmente nunca saberia, tudo que Yoongi queria era fazer Jimin se sentir vivo novamente. Naquele mesmo dia Yoongi pediu vergonhosamente para ficar lá aquela noite, mas Jimin disse que não. Min quase, quase mesmo, chorou ao ver ele dizer não com a cara fechada mas ela logo virou uma expressão sorridente dizendo "eu quero que você volte a morar aqui."


Notas Finais


os forninhos ainda estão de pé? o meu caiu ಥ⌣ಥ
e dependendo do tamanho do próximo capitulo ele sera o último ಥ_ಥ


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