História Provocante - Capítulo 20


Escrita por:

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Tags Camila, Camren, Camren G!p, Comedia, Lauren G!p, Romance
Visualizações 910
Palavras 1.697
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oooooo eu aqui.
Bom, eu disse que ia atualiza hj e aqui esta!
Desculpa qualquer erro.

Capítulo 20 - "Provocações" em família


CAMILA HAVIA passado a noite nos braços de Lauren, mas se levantara cedo, por volta do amanhecer. Sabendo que a confeitaria iria ser aberta em breve, ela não protestou. Quisera protestar, é claro, mas ficou calada.

Todo o motivo para Camila estar ali em Chicago era a devoção dela pelos negócios da família. Lauren não iria nem mesmo pensar em interferir nisso. Porque ela gostava do fato de Camila trabalhar na confeitaria. Bem ali, pertinho.

Quanto ao outro emprego dela, na boate, Lauren tinha de admitir, poderia ser uma tarefa mais difícil. Ela não havia sido testada ainda, mas não imaginava que seria fácil observar a mulher por quem era totalmente louca prestes a tirar suas roupas em um ambiente cheio de homens. Principalmente agora que ela certamente ficaria imaginando o que havia acontecido na noite anterior, quando Camila tirara as roupas apenas para ela.

Tinha sido a noite mais inacreditável da vida de Lauren. E ela teve que se perguntar como Camila tivera forças para se levantar e caminhar naquela manhã, considerando que ela havia passado boa parte da noite entre as pernas de Camila.

Camila não era a única que precisava ir para o trabalho. Lauren havia prometido a Chris que o ajudaria com o recebimento de um novo forno no Santori. Então, depois de tomar um banho, Lauren se vestiu e caminhou algumas quadras até a rua Taylor. Ela passou pela Cabello’s no caminho, porém, consciente dos sentimentos de Camila, não apareceu por lá. Era estranho passar por ali e não entrar para cumprimentar a mulher com quem ela havia feito amor de tantos jeitos diferentes e frenéticos na noite anterior.

Mas Camila desejava que o relacionamento permanecesse entre elas, o que significava que Lauren não podia ficar a sós com ela, não podia segurar a mão dela em público, não podia chamá-la para sequer caminhar na rua com ela.

– Isso vai ser uma droga – murmurou ela em voz alta, quando chegou ao restaurante. Ela não fazia ideia de por quanto tempo seria capaz de manter aquele relacionamento noturno e secreto com Camila.

Só esperava que Camila mudasse de ideia. Que Camila percebesse que não precisava desistir de ser ela para se tornar parte de um relacionamento com Lauren.

Um relacionamento. Sim. Lauren desejava um. Estava ficando muito apaixonada por Camila, exatamente como suspeitava que aconteceria quando a vira tão entediada e indiferente do outro lado do Jauregui’s tantas semanas atrás.

Era um tanto irônico. Ela  estava começando a pensar que realmente podia ter encontrado a mulher perfeita. Já estava se apaixonando por Camila. E uma união entre elas certamente iria satisfazer a todos em ambas as famílias. Mas Camila não queria um relacionamento. 

– Mulheres – murmurou ela, quando adentrou o restaurante. O irmão, Chris, que estava bem à porta, saudou-a com um tapinha nas costas.

– Se não pode com elas… Mas elas certamente são uma opção melhor do que viver sozinho.

 Como sempre, seu irmão imponente conseguiu fazê-la sorrir. As sextas-feiras normalmente eram movimentadas no Jauregui’s, então o dia passou voando. E, como sempre, o restante da família começou a aparecer depois do expediente. Às 20h, todos os irmãos estavam lá com as esposas e filhos, assim como a irmã dela, que estava com seu novo marido. Ambos estavam agarradinhos como os recém-casados que eram. Embora ela tivesse ficado cética, considerando o que sabia a respeito do passado sombrio do cara, até mesmo Lauren tinha de admitir que os dois eram obviamente loucos um pelo outro.

Além disso, se o cara conseguia aguentar sua irmã tagarela, ele devia ser um homem bem forte.

– Vamos lá, tire uma folguinha – disse Michelle para Lauren assim que emergiu da cozinha, onde estava ajudando o pai.

– Sim, acho que meu chefe escravizador vai me liberar agora – respondeu ela, olhando por sobre o ombro para Chris, que estava parado à porta vaivém. 

– Não sou chefe… sou parceiro – lembrou-lhe o irmão com um sorriso. Ah, não. Não na opinião de Lauren. Mas ela ainda não queria ter aquela conversa.

Os irmãos e suas famílias ocuparam diversas mesas no restaurante, mesas que provavelmente seriam apreciadas pelos clientes pagantes que estavam enfileirados no balcão. Mas Mamma nunca nem sonharia em expulsá-los para liberar o espaço. Ela ficava cacarejando ao redor, mandando a todos que comessem, arrulhando para os netos e sorrindo quando Noelle, esposa de Michelle, ofereceu para que ela sentisse o bebê lhe chutar a barriga.

Na opinião de Lauren, aquela era uma coisa meio sobrenatural. Porém, todas as mulheres se juntaram para fazer o mesmo, e Michelle agiu como se aquela fosse a coisa mais legal desde o lançamento do robô Optimus Prime e dos Transformers. Lauren, no entanto, ficava apavorada pela ideia. A única coisa que ela queria sentir se movimentando dentro de uma mulher era seu próprio membro. Um bebê? Nem pensar. A menos que a mulher fosse Camila. A ideia era maluca, incômoda até. Mas não queria abandonar a cabeça dela.

– Ei, vejam quem está aqui – gritou Sofia, acenando para a porta da frente. – Minha irmãzinha! Como vai? 

Lauren girou imediatamente, vendo Camila ao balcão. 

– Ah, Camila, você não tem vindo me ver. O que houve, hein? – disse a Mamma, quando irrompeu até ela. Ela segurou o rosto de Camila, dando-lhe um beijo na testa, então agarrou seu braço e saiu arrastando-a pelo restaurante. Dando um beijo no ombro de Lucas, ela disse: – Saia daí e abra espaço para a irmãzinha de Sofia. 

– Sim, senhora – disse o irmão dela, com um sorriso. Luke era mais velho do que Lauren e Michelle e, como promotor, estava acostumado a dar ordens para as pessoas. Porém, assim como todos eles, não podia recusar um comando da mãe mandona deles.

– Como vão as coisas, Milla? – perguntou ele, assim que se levantou e tirou a cadeira do caminho. – Você se lembra da Rachel, certo?

Camila assentiu, sorrindo para a linda esposa loura de Luke, a única de cabelos claros no grupo. Uma sulista obstinada; de algum modo ela conseguia se encaixar tão bem que Lauren não conseguia imaginar o que a família seria sem ela.

Felizmente, o espaço que Mamma obrigara Luke a criar era entre a cadeira dele e a de Lauren. Clara Jauregui roubou uma cadeira desocupada de uma mesa ao lado e a colocou no lugar, quase empurrando Camila para se sentar ali. Tal atitude fez Lauren querer beijar a mão da mãe, embora Camila não parecesse nada feliz.

– Eu só estava escolhendo alguma coisa para levar para casa para o jantar – disse ela, soando quase atordoada com a rapidez com que tinha sido raptada para se juntar ao jantar de família. Lauren compreendia a sensação. A mãe dela era um poço de energia.

 – Deixe de ser boba – disse Mamma. – Você vai comer aqui, com a família. Você é uma de nós! – Tentando se espremer pelas cadeiras para retornar à cozinha, Mamma disse: – Afaste um pouco, sim? – E ela empurrou a cadeira de Camila até ficar tão próxima à de Lauren que as coxas de ambas se tocaram sob a mesa.

Lauren apostaria dinheiro no palpite de que sua mãe havia feito aquilo de propósito. Quando Lauren viu o sorriso afetado dela assim que ela saiu para verificar o jantar, Lauren soube que tinha mesmo.

Todo mundo queria que elas ficassem juntas. Se eles ao menos soubessem…

 – Ei, Camila – sussurrou ela, de canto de boca. Camila a chutou por baixo da mesa.

 – Então… o que acha de estar de volta a Chicago, Mila? – perguntou o irmão Joe.– Acho que é bem inexpressivo e desinteressante, depois da sua vida em Nova York. Você deve realmente precisar de uma válvula de escape criativa.

Houve uma piscadela surpreendente por parte de Joe. Quando ele e Camila trocaram um olhar demorado, Lauren começou a suspeitar que Joe soubesse um pouco mais do que demonstrara sobre a vida noturna de Camila. Lembrando-se do modo como Joe a havia incitado a aceitar o emprego, e tinha sido tão incisivo sobre Lauren tomar conta da “dançarina principal” na Leather and Lace, ela imaginou se Joe tinha visto Camila durante a reforma do lugar.

– Está tudo bem – respondeu Camila. Sorrindo, ela acrescentou: – Só estou ocupada tentando evitar retomar meu vício em bombas folheadas de creme. Elas são meu fraco.

Todos à mesa riram. Exceto Lauren. Porque houve um ronronar sensual na voz dela e Lauren julgou que Camila estivesse falando apenas com ela.

Quando ela sentiu a mão de Camila, disfarçada pela toalha quadriculada de branco e vermelho, em sua perna, teve certeza.

Havia algo de muito excitante na coisa de ter uma mulher da qual você deveria ser apenas uma amiga casual apalpando você debaixo da mesa de jantar. Principalmente quando a mesa estava lotada de membros da família curiosos que adorariam ver qualquer sinal de interesse entre as únicas solteiras ali.

Camila foi cuidadosa. Então elas definitivamente não viram a mão dela rastejar para cima para trilhar o contorno de seu membro. Isso, ela presumiu, poderia ser encarado como um sinal definitivo de interesse.

Ela  iria fazer a mulher pagar pela sua tortura sensual. Agora, no entanto, ela  estava gostando bastante de tentar deslizar a própria mão para combatê-la na mesma moeda.

A conversa logo recomeçou, Camila  retornando a ela como se nunca tivesse se ausentado. Ela trocou farpas com os irmãos de Lauren, relembrando coisas da época de escola com Taylor.

Ela se encaixava. Simplesmente se encaixava. Como uma garota normal da vizinhança.

Mas nenhuma garota normal da vizinhança que ela conhecia estaria baixando o zíper de Lauren, enfiando a mão e libertando-a da calça. Camila definitivamente não estaria roçando as pontas dos dedos maliciosos pelo membro, excitando-o até senti-lo endurecer na mão.

Aquilo era incrivelmente perigoso. Se alguém derrubasse um garfo e se abaixasse para pegá-lo, teria uma visão completa.

Mas Lauren não dava a mínima. Talvez ela e Camila não pudessem ser o casal “normal” que a vizinhança gostaria de ver. De algum modo, no entanto, o que ocorria agora era melhor. Ter um segredo erótico… e executar aquele segredo em público, onde podiam ser flagradas, era enlouquecedor. Aquilo deixava Lauren excitada. Deixava-a desesperada. E a fez terminar seu jantar rapidamente e se declarar tão cansada que precisava ir se deitar.

Felizmente Camila encontrou um pretexto, seguiu-a porta afora e a levou para sua casa para mais uma longa noite do sexo mais selvagem que Lauren já havia feito.


Notas Finais


Então? O que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...