História P.S. Ainda Amo Você - Capítulo 7


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nico, Nina, Pedro, Ramiro, Rey, Simón, Yam
Tags Ámbar Benson, Ámbar Smith, Chiara Parravicini, Gastón Perida, Jorge Lopez, Mambar, Matteo Balsano, Michael Ronda, Simbar, Simón Álvarez, Sou Luna, Soy Luna, Valentina Zenere, Yamila Sánchez, Yamiro
Visualizações 154
Palavras 1.692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


3/7

Capítulo 7 - Deixar isso para trás


É o último jantar com Yam antes de ela voltar para a Escócia amanhã. Papai faz costelas coreanas e batatas gratinadas. Ele ainda prepara um bolo de limão:

— Tem estado tão cinza e frio, acho que um bolo de limão vai trazer um pouco de alegria.

Então ele coloca o braço em volta da minha cintura e dá um tapinha na minha lateral, e embora não esteja perguntando, sei que ele sabe que algo maior do que meu ciclo está acontecendo comigo.

Nós mal temos a chance de colocar os garfos em nossos lábios antes de papai perguntar:

— O gosto do galbi jjim está como o da avó?

— Basicamente — eu digo.

A boca do papai torce para baixo e eu rapidamente acrescento:

— Quero dizer, pode até mesmo estar melhor.

— Eu amaciei a carne do jeito que ela falou — diz papai. — Mas não está soltando do osso como o dela, sabem? Nem mesmo se precisa de uma faca para comer galbi jjim, se estiver preparado corretamente.

Yam serrava com força um pedaço de carne com sua faca, e não conseguia.

— A primeira vez que comi foi com sua mãe. Ela me levou a um restaurante coreano em nosso primeiro encontro e fez todo o pedido em coreano, e me contou sobre cada prato. Fiquei tão admirado com ela naquela noite. Meu único arrependimento é não tê-las mantido na escola coreana.

Os cantos de sua boca se curvam para baixo por um momento, e então ele está sorrindo novamente.

— Comam, meninas.

— Papai, a Universidade da Virgínia tem um curso de coreano — eu digo. — Se eu entrar, definitivamente farei coreano.

— Sua mãe ficaria feliz — diz papai.

E ele fica com aquele olhar triste em seus olhos novamente.

Rapidamente Yam fala:

— O jjim galbi está delicioso, papai. Eles não têm boa comida coreana na Escócia.

— Leve um pouco de alga com você — papai sugere. — E algum daquele chá de ginseng que sua avó nos trouxe da Coreia. Você devia levar a panela de arroz também.

Kitty faz uma careta.

— E como faríamos o arroz?

— Nós podemos comprar uma nova. — Sonhador, ele diz: — O que eu realmente gostaria de fazer é tirar umas férias com a família lá. Quão incrível seria isso? Sua mãe sempre quis levar vocês, meninas, em uma viagem para a Coreia. Vocês ainda tem vários familiares por lá.

— A vovó poderia vir conosco? — Kitty pergunta. Ela continua esgueirando pedaços de carne para Jamie, que está sentado nas patas traseiras, olhando para nós com olhos esperançosos. Papai quase engasga com as batatas.

— Essa é uma ótima ideia — ele consegue dizer finalmente. — Ela seria uma boa guia turística.

Yam e eu trocamos um pequeno sorriso. Vovó deixaria o papai louco depois de uma semana. O que me anima são as compras.

— Oh meu Deus, só penso em todos os artigos de papelaria. E nas roupas.

E alfinetes de cabelo. Cremes. Eu deveria fazer uma lista.

— Papai, você poderia fazer uma aula de culinária coreana — Yam sugere.

— Sim! Vamos pensar nisso para o verão — concorda ele.

Ele já está ficando animado, posso perceber.

— Dependendo da agenda de todos, é claro. Yam, ficará aqui durante todo o verão, certo?

Era sobre isso que ela falava na semana passada. Ela olha para o prato.

— Não tenho certeza. Nada foi decidido ainda.

Papai parece intrigado, e Kitty e eu trocamos um olhar. Com certeza isso tem algo a ver com Ramiro, e eu não a culpo.

— Há uma chance de que eu consiga um estágio no Royal Anthropological Institute em Londres.

— Mas pensei que você tivesse dito que queria voltar a trabalhar em Montpelier — papai diz, com a testa franzida em confusão.

— Eu ainda estou pensando nas coisas. Como falei, não decidi nada ainda.

— Se fizer o estágio no Royal Institute, encontrará pessoas da realeza? — Kitty pergunta.

Reviro meus olhos, e Yam lança para ela um olhar agradecido e responde:

— Eu duvido, Kitty, mas nunca se sabe.

— E quanto a você, Ámbar? — Kitty pergunta, inocente e com os olhos arregalados. — Você não deveria fazer atividades neste verão para ter um bom currículo para as faculdades?

Lanço a ela um olhar feio.

— Eu tenho muito tempo para descobrir as coisas.

Por baixo da mesa, eu a belisco com força, e ela grita.

— Era para você estar à procura de um estágio para esta primavera — Yam me lembra. — Eu estou dizendo a você, Ámbar, se não agir rápido, todos os bons estágios terão sido ocupados. Já mandou um e-mail para Noni sobre as aulas preparatórias para o vestibular? Veja se ela dará aulas de verão ou se irá para casa.

— Tudo bem, tudo bem. Farei isso.

— Eu poderia conseguir um emprego na loja de presentes do hospital — papai oferece. — Nós poderíamos ir para o trabalho juntos, almoçar juntos. Seria divertido passar o dia todo com o seu velho!

— Papai, você não tem nenhum amigo no trabalho? — Kitty pergunta. — Se senta sozinho na hora do almoço?

— Bem, não, não todos os dias. Às vezes acho que como sozinho na minha mesa, mas isso é porque eu não tenho muito tempo para comer. Se Ámbar trabalhasse na loja de presentes, eu encontraria tempo, no entanto.

Ele bate seus pauzinhos no prato distraidamente.

— Também pode haver um trabalho para ela no McDonald’s, mas eu teria que ver.

Kitty pula.

— Ei, se você conseguir um emprego no McDonald’s, aposto que eles deixariam você comer tantas batatas fritas quanto quiser.

Franzo a testa. Posso imaginar como seria o meu verão, e não estou gostando do que estou vendo.

— Eu não quero trabalhar no McDonald’s. E, sem ofensa, papai, mas eu não quero trabalhar na loja de presentes, também. — Eu penso rápido. — Estive pensando em fazer algo mais oficial em Belleview. Talvez eu pudesse ser a estagiária do diretor de atividades. Ou assistente. Yam, qual soa mais impressionante?

— Diretora-assistente de atividades — diz Yam.

— Soa mais profissional — eu concordo. — Eu tenho um monte de ideias. Talvez eu passe por lá esta semana e fale com a Juliana.

— Por exemplo? — papai me pergunta.

— Uma aula de scrapbook — eu improviso. — Eles têm tantas fotos e fichas e lembranças, acho que seria bom juntar tudo isso em um livro para que nada se perca.

De repente, tudo se desenvolve em minha mente.

— E então talvez pudéssemos fazer uma exposição com todos os scrapbooks, e as pessoas podem andar e ver suas histórias de vida. Eu poderia fazer bolinhas de queijo, serviríamos vinho branco...

— Esta é uma ideia incrível — Yam fala com um aceno de aprovação.

— Realmente excelente — papai se entusiasma. — Obviamente nenhum vinho branco para você, mas as bolinhas de queijo, definitivamente!

— Ah, papai.

Todas nós dizemos em coro, porque ele adora quando fazemos isso, quando ele fala alguma coisa brega e todas nós gememos como se estivéssemos exasperadas e falamos: “Ah, papai.”

Quando estamos lavando os pratos, Yam me diz que eu deveria seguir com a ideia Belleview com certeza.

— Eles precisam de alguém como você para tomar conta das coisas — diz ela, esfregando o forno holandês. — Energia fresca, novas ideias. As pessoas acabam ficando exaustas trabalhando em uma casa de repouso. Juliana ficará aliviada por ter um par extra de mãos.

Eu falei todas essas coisas sobre Belleview principalmente para desviar a atenção de todos de mim, mas agora estou pensando que eu realmente deveria conversar com Juliana.


* * *


Quando volto lá para cima, tenho uma chamada perdida de Simón. Ligo de volta, e eu posso ouvir a TV no fundo.

— Você falou com ela?

Eu espero, espero, espero mesmo que ele acredite em mim agora.

— Falei.

Meu coração palpita.

— E? Ela admitiu?

— Não. — Não.

Deixo escapar um suspiro. Certo. Isso era de se esperar, acho. Jaz não é do tipo que se deita na rua para morrer. Ela é uma lutadora.

— Bem, ela pode dizer o que quiser, mas eu sei que foi ela.

— Você não pode achar isso a partir de um olhar, Smith.

— Não é apenas um olhar. Eu a conheço. Ela costumava ser minha melhor amiga. Eu sei como ela pensa.

— Eu a conheço melhor do que você, e estou lhe dizendo, não acho que tenha sido ela. Confie em mim.

Ele diz que a conhece melhor; é claro que diz. Mas de menina para menina, de ex-melhor amiga para ex-melhor amiga, sei que foi ela. Eu não me importo quantos anos tenham passado Há coisas que uma garota sabe em seu interior, em seus ossos.

— Eu confio em você. Eu não confio nela. Isso tudo faz parte do plano dela, Simón.

Há um longo silêncio, e ouço minhas últimas palavras soando em meus ouvidos, e elas parecem loucura, até mesmo para mim. Sua voz está pesada com paciência quando ele diz:

— Ela está estressada com assuntos de família agora; nem sequer têm tempo para conspirar contra você, Smith.

Assuntos de família? O que poderia ser? Sinto uma pontada de culpa quando me lembro da Emilia mencionando que sua avó quebrou o quadril e as famílias estavam discutindo se deveriam ou não colocá-la em uma casa de repouso. Jazmín estava sempre perto de sua avó; ela falava que era a favorita de todos os netos porque ela se parecia com ela, ou seja, era linda.

Ou talvez fossem seus pais. Jazmín costumava se preocupar com eles se divorciando.

Ou talvez fosse tudo mentira. Isso estava na ponta da minha língua, e então ele diz, cansado:

— Minha mãe está me chamando lá embaixo. Podemos falar mais sobre isso amanhã?

— Claro — eu digo.

Quero dizer, acho que poderia ser qualquer coisa. Simón está certo. Talvez eu a tenha conhecido bem uma vez, mas não mais. Simón é quem a conhece melhor agora. E, além disso, este não é o caminho para se perder namorados, agindo como uma paranoica, ciumenta e insegura? Estou bastante certa de que não é bom parecer assim.

Depois de desligar, resolvo deixar o vídeo para trás de uma vez por todas. O que está feito, está feito. Eu tenho um namorado, um possível novo emprego (não remunerado, tenho certeza, mas ainda assim), e os meus estudos para me focar. Não posso deixar isso me derrubar. Além disso, nem se pode ver o meu rosto no vídeo.


Notas Finais


E aí, o que acharam do capitulo? Alguém mais não consegue acreditar nem sequer em uma palavra que vem da Jazmín? E quanto ao Simón, o que acharam da posição que ele tomou sobre o assunto?


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