História P.S. Ainda Amo Você - Capítulo 9


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nico, Nina, Pedro, Ramiro, Rey, Simón, Yam
Tags Ámbar Benson, Ámbar Smith, Chiara Parravicini, Gastón Perida, Jorge Lopez, Mambar, Matteo Balsano, Michael Ronda, Simbar, Simón Álvarez, Sou Luna, Soy Luna, Valentina Zenere, Yamila Sánchez, Yamiro
Visualizações 136
Palavras 1.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


4/7

Capítulo 9 - Você tem 15 minutos


Fanfic / Fanfiction P.S. Ainda Amo Você - Capítulo 9 - Você tem 15 minutos

Nessa tarde, tivemos uma assembleia da classe júnior no auditório. Nossa representante de turma, Reena Patel, está no palco com uma apresentação em PowerPoint sobre nossa verba – quanto dinheiro nós levantamos para o fundo do baile, as propostas de viagem do pessoal do último ano. Estou sentada na minha cadeira, aliviada pelo descanso, onde as pessoas não olham para mim, sussurrando e fazendo julgamentos.

Ela passa para o último slide, e é quando acontece.

Eu estou tão excitado. A frase sai pelos alto-falantes, o meu vídeo, meu e de Simón, aparece na tela do projetor. Alguém pegou o vídeo do Instagram e fez a sua própria trilha sonora para ele. E o editou também, então estou pulando para cima e para baixo no colo de Simón em velocidade tripla, acompanhando a batida. Ah não não não não. Por favor, não.

Tudo acontece de uma só vez. As pessoas estão gritando e rindo e apontando e dizendo “Oooh!”. O sr. Vasquez se apressa até desligar o projetor, e, em seguida, Simón está no palco, arrancando o microfone da mão de uma Reena atordoada.

— Quem fez isso é um merda. E não que seja da conta de alguém, mas Ámbar e eu não transamos no ofurô.

Meus ouvidos latejam, e as pessoas estão se virando em seus lugares para olhar para mim e depois se virando novamente para olhar para Simón.

— Tudo o que fizemos foi nos beijar, então vão à merda!

Sr. Vasquez, o assessor de classe júnior, está tentando pegar o microfone de volta de Simón, mas Simón consegue manter o controle dele. Ele segura o microfone para o alto e grita:

— Eu vou encontrar quem fez isso e vou chutar sua bunda!

No tumulto, ele deixa cair o microfone. As pessoas estão aplaudindo e rindo. Então Simón está pulando para fora do palco, e busca freneticamente pela plateia. Procurando por mim.

A montagem então termina, e todos começam a sair da apresentação, mas fico encolhida em meu lugar. Emilia vem e me encontra, o rosto alegre. Ela me segura pelos ombros.

— Hmmm, que loucura! Ele surtou e soltou a bomba duas vezes!

Ainda estou em estado de choque, talvez. Um vídeo pesado e sexy de mim e de Simón simplesmente apareceu na tela do projetor, e todo mundo viu. O sr. Vasquez, o sr. Glebe de setenta anos que nem sequer sabe o que é Instagram. O único beijo apaixonado da minha vida e todo mundo viu. Emilia me balança pelos ombros.

— Ámbar! Você está bem? — Eu aceno de cabeça em silêncio, e ela me solta. — Ele vai chutar a bunda de quem fez isso? Eu adoraria ver isso!

Ela bufa e joga a cabeça para trás como um pônei selvagem.

— Quero dizer, o garoto é um idiota se pensa por um segundo que não foi Jaz quem postou esse vídeo. Tipo, uau, alguns são seriamente cegos, não acha? — Emilia para e examina meu rosto. — Você tem certeza de que está bem?

— Todo mundo nos viu.

— Sim... que saco. Tenho certeza de que foi obra de Jaz. Ela deve ter mandado um de seus pequenos subalternos inserir o vídeo no PowerPoint da Reena. — Emilia balança a cabeça em desgosto. — Ela é uma vadia. Fico feliz que Simón corrigirá o erro, no entanto. Assim, eu odeio dar crédito a ele, mas foi um ato de cavalheirismo. Nenhum cara já corrigiu o erro por mim.

Eu sei que ela está pensando no menino do primeiro ano, aquele que falou pra todo mundo que Emilia transou com ele no vestiário. E estou pensando na Sra. Duvall, do que ela disse antes. Ela provavelmente marcou Emilia como uma menina festeira, uma menina que dorme por aí, uma menina que não é “melhor do que isso.” Ela estaria errada. Nós somos todas iguais.


* * *


Depois da aula, estou saindo da sala quando meu telefone vibra em minha bolsa. É Simón.

Estou em liberdade condicional. Encontre-me no meu carro!

Corro até o estacionamento, onde Simón me espera com o aquecedor ligado. Sorrindo para mim, ele diz:

— Você não vai beijar o seu homem? Acabei de ser libertado da prisão.

— Simón! Isto não é uma piada. Você está suspenso?

Ele sorri.

— Claro que não. Eu falei docemente para sair dessa situação. A diretora Lochlan me ama. Ainda assim, eu poderia ter sido suspenso. Se tivesse sido qualquer outra pessoa...

Ah, Simón.

— Por favor, não se gabe para mim agora.

— Quando saí do escritório da Lochlan, havia um bando de meninas do segundo ano me esperando para dar um oi. Elas estavam tipo, Álvarez, você é tão romântico — ele brinca, e eu lhe lanço um olhar. Ele me puxa para o seu lado. — Ei, elas sabem que eu estou comprometido. Há apenas uma garota que quero ver em um biquíni Amish.

Eu rio; não posso evitar. Simón adora atenção, e odeio ser mais uma menina que lhe dá isso, mas às vezes ele torna isso impossível. Além disso, foi romântico. Ele planta um beijo em minha bochecha, roçando contra o meu rosto.

— Eu não te disse que cuidaria disso, Smith?

— Disse — admito, acariciando seus cabelos.

— Então eu fiz um bom trabalho?

— Fez.

Isso é tudo o que preciso dizer para que ele fique feliz, dizer que ele fez um bom trabalho. Ele sorri o caminho todo até em casa. Mas ainda estou pensando no assunto.

Peço para ficar de fora da festa do lacrosse a qual eu deveria ir com Simón esta noite. Digo que é porque tenho que me preparar para a reunião com Juliana amanhã, mas nós dois sabemos que é mais do que isso. Ele poderia chamar a minha atenção, me lembrar que prometemos sempre dizer a verdade um ao outro, mas ele não faz isso. Ele me conhece bem o suficiente para saber que eu só preciso me enterrar na minha pequena toca hobbit por um tempo, e quando estiver pronta, sairei de novo e tudo estará bem.

Naquela noite, asso biscoitos de açúcar chai com canela e gemada – eles são como um abraço na boca. Cozinhar me acalma; me estabiliza. É o que eu faço quando não quero pensar em nada complicado. É uma atividade que exige muito pouco, você só tem que seguir as instruções e, no final, você criou algo. A partir de ingredientes de uma sobremesa de verdade. É como mágica. Puf, delícia.

Depois da meia-noite, deixo os biscoitos esfriando e visto meu pijama de gato, e estou subindo na cama para ler quando há uma batida na minha janela. Penso que é Emilia, e vou até a janela para verificar se está trancada, mas não – é Simón! Puxo o vidro para cima.

— Ah meu Deus, Simón! O que você está fazendo aqui? — eu sussurro, meu coração palpitando. — Meu pai está em casa!

Simón sobe. Ele está usando um gorro azul marinho e um colete acolchoado que deve ser térmico. Tirando o gorro, ele sorri e diz:

— Shh. Você vai acordá-lo.

Corro para a minha porta e a tranco.

— Simón! Você não pode estar aqui!

Estou dividida entre o pânico e a animação. Eu não sei se um garoto já esteve em meu quarto antes, não desde de Ramiro, e isso foi há séculos. Ele já está tirando os sapatos.

— Apenas me deixe ficar por alguns minutos.

Cruzo meus braços, porque não estou usando sutiã, e digo:

— Se serão apenas alguns minutos, por que está tirando seus sapatos?

Ele se esquiva da pergunta. Se jogando na minha cama, ele diz:

— Ei, por que você não está usando seu biquíni Amish? Está tão quente.

Me aproximo para dar um tapa em sua cabeça, mas ele me segura pela cintura e me abraça. Enterra a cabeça em minha barriga como um menininho. Com a voz abafada, ele diz:

— Sinto muito que tudo isso esteja acontecendo por minha causa.

Toco o topo de sua cabeça; seu cabelo é macio e sedoso contra meus dedos.

— Está tudo bem, Simón. Eu sei que não é culpa sua.

Olho para o meu despertador estilo moonbeam.

— Você pode ficar por 15 minutos, mas então terá que ir.

Simón acena com a cabeça e me solta. Afundo na cama ao lado dele e encaixo a minha cabeça em seu ombro. Espero que os minutos passem devagar.

— Como foi a festa?

— Chata sem você.

— Mentiroso.

Ele ri de uma forma fácil.

— O que você cozinhou esta noite?

— Como você sabe que eu cozinhei?

Simón me cheira.

— Você cheira a açúcar e manteiga.

— Biscoitos de açúcar chai com gemada.

— Posso levar alguns comigo?

Eu aceno, e apoiamos nossas costas contra a parede. Ele desliza seu braço à minha volta, salva e segura.

— Doze minutos passaram — eu digo em seu ombro, e me sinto melhor ao vê-lo sorrir.

— Então vamos fazer ficar bom.

Nós começamos a beijar, e eu definitivamente nunca beijei um garoto na minha cama antes. Isto é novo. Duvido que eu serei capaz de pensar em minha cama da mesma forma novamente. Entre beijos, ele diz:

— Quanto tempo eu tenho?

Olho para o meu relógio.

— Sete minutos. — Talvez se eu der cinco minutos extras...

— Nós podemos deitar, então? — ele sugere.

Eu o cutuco no ombro.

— Simón!

— Eu só quero abraçá-la um pouco! Se eu fosse tentar fazer mais, eu precisaria de mais de sete minutos, confie em mim.

Por isso, deitamos, eu de costas contra seu peito, ele curvado à minha volta, com os braços ao meu redor. Ele aconchega o queixo na cavidade entre o meu pescoço e ombro. Pode ser a minha coisa favorita de tudo o que já fizemos. Eu gosto tanto que tenho que ficar me lembrando de tomar cuidado para não adormecermos. Quero fechar meus olhos, mas mantenho-os concentrados no relógio.

— Assim é bem melhor — ele suspira, e eu gostaria que ele não tivesse dito isso, porque me faz pensar em quantas vezes ele deve ter feito algo assim com Jazmín. Na marca de quinze minutos, eu me sento tão rápido que ele se assusta. Dou uma batidinha em seu ombro.

— Hora de ir, colega.

Sua boca se torce em mau humor.

— Poxa, Smith!

Balanço a cabeça, resoluta.

Se você não tivesse me feito pensar em Jazmín, eu teria lhe dado mais cinco minutos.

Depois que mando Simón para fora com um saco de biscoitos, deito de volta e fecho os olhos, e imagino que seus braços ainda estão à minha volta, e é assim que eu adormeço.


Notas Finais


Finalmente um pouco de paz depois de tanta confusão. O que acharam do capítulo? Compensou como eu prometi?


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