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História Ps: Deixa acontecer - Capítulo 11


Escrita por:


Capítulo 11 - Onze


Fanfic / Fanfiction Ps: Deixa acontecer - Capítulo 11 - Onze

Point Of View — Vanessa Dewan


Amélie Dassler: Olá minha professora e cunhada preferida hahaha 

Amélie Dassler: Como você está? E meu irmão? Está cuidando de você direitinho? 

Eu: Oi minha querida, saudades de você. Estamos bem e você? Está curtindo morar aí em Paris? 

Amélie Dassler: Estou ótima! Amando morar aqui, a escola é maravilhosa, nunca pensei que viveria esse sonho. Tudo graças a você. 

Eu: A mim? Não, é mérito seu, só ajudei na sua caminhada, o resto quem fez foi você, meu bem. As vezes ainda assisto o vídeo da sua apresentação, foi a melhor que já assisti e olha que já fui pra várias. 

— Senhorita Dewan, na minha sala agora. Prieto disse encostado na porta e eu assenti. Vesti uma calça de moletom rosa bebê por cima do collant e prendi os cabelos num coque bailarina alto, coloquei a bolsa no ombro e respirei fundo e o segui. Guardei o celular no bolso e rapidamente entramos em sua sala, ele se sentou na cadeira dele e eu em outra de frente pra ele. 

— Então? — Perguntei sorrindo e ele assentiu. 

— Você está demitida. — Respondeu sério e meu queixo caiu de surpresa, ri nervosa e neguei com a cabeça. 

— O que eu fiz? Nunca faltei e chego no meu horário, os alunos gostam de mim, qual o problema? — Questionei-o incrédula e ele respirou fundo e sorriu irônico. Desgraçado filho da puta. 

— Algumas mães me contataram dizendo que você dança em uma casa noturna, e você sabe que teria que ser exclusiva aqui na escola. 

— Algumas mães? Ou a senhora Dassler? Prieto você nunca me falou sobre exclusividade e isso não tem no meu contrato. — Revirei os olhos e ele assentiu. 

— A partir de hoje eu quero exclusividade. Vou te pagar seus direitos e não precisa mais vim amanhã. — Disse sério e eu assenti. 

— Ok, foda-se. 

Me levantei e sai batendo a porta com força, que ódio daquela cobra nojenta, conseguiu mesmo foder com minha vida. Eu nunca deveria ter me metido nessa, amo o Lucas, com todo meu coração, mas não posso mais continuar com isso, minha vida virou do avesso desde que nos conhecemos. Meu celular tocou no bolso da calça e eu o peguei para olhar quem era e atendi. 

Lucas, você me ligou numa péssima hora, depois conversamos, ok? — Falei irritada. 

Ei, calma, o que aconteceu? Onde você está? 

Saindo do trabalho, indo pra casa. Respirei fundo e soltei o ar pela boca. 

Vou na sua casa então. 

Lucas, eu quero ficar sozinha, depois conversamos, ok? 

Ok. — Disse irritado e finalizou a ligação. 

Faz alguns meses que estou morando sozinha e trabalhando igual uma escrava quase todas as noites pra conseguir pagar todas as despesas, e agora sem o salário certo da escola, eu não sei como vai ser os próximos meses. 

— Acho que vou voltar pros Estados Unidos. — Comentei tomando um gole do chá que Andie fez pra gente e ela revirou os olhos.

— Essa não é a opção, posso conseguir uma entrevista pra você na escola que eu trabalho. — Ela respondeu sorrindo e eu assenti. 

— Você acha que a filha da puta da mãe do Lucas já não manchou minha imagem em todas escolas de artes de Madri? — Arqueei a sobrancelha e ela deu de ombros.

— Por que ela odeia tanto você amiga? 

— Ela diz que sou garota de programa e só estou com o filho dela por dinheiro. Grande coisa, sabe? O Lucas nunca me deu um euro e eu nem quero. — Revirei os olhos e ela assentiu. 

— Esse anel que você usa deve valer mais do que seu carro amiga, se as coisas piorarem, vende ele. — Comentou com tom de brincadeira e nós rimos. Lucas me deu esse anel de compromisso quando me pediu em namoro e desde então eu não o tirei mais do dedo. 

— Só você mesmo pra me fazer rir. Queria só chorar o dia todo hoje. — Tomei o restante do chá e ela me abraçou pelos ombros. 

— Calma, a gente vai dá um jeito. Qualquer coisa, você pode morar comigo. — Sussurrou sorrindo e eu assenti. 

— Preciso da um jeito mesmo, já estou ficando com umas contas atrasadas com dois empregos, agora com um só, estou fodida. — Bufei irritada e ela assentiu. 

— Tem como você dançar todos os dias? 

— Sim, mas o dinheiro não é muito, mas vou ver com o Alex o que ele pode fazer por mim. — Mordi o lábio e ela assentiu. 

Ouvimos a campainha tocar e ela correu pra atender, continuei sentada no sofá e a voz dele soou pela sala, me virei para olha-lo e sorri. 

— Amiga, eu já vou, qualquer coisa me liga! — Andie disse pegando sua bolsa e eu assenti. 

— Ok, obrigada pelo chá Andie. — Respondi sorrindo e ela assentiu e saiu, Lucas fechou a porta e de aproximou de mim sério e se sentou do meu lado, coloquei a xícara em cima da mesinha de centro e ficamos em silêncio por um longo tempo. 

— Me conta o que aconteceu. — Ele quebrou o silêncio e eu assenti e respirei fundo. 

— Fui demitida. 

— Aconteceu alguma coisa? 

— Sim, sua mãe fez o Prieto me demitir.  — Sorri irônica e ele revirou os olhos. 

— Sério? Eu vou falar com ela. — Disse indignado e eu revirei os olhos assentindo. 

— Lucas, eu não aguento mais isso. — Confessei sentindo o nó se formar na garganta e ele assentiu. — Não posso mais ficar nesse fogo cruzado entre você e sua mãe. 

— Quer terminar por causa dela? 

— Talvez, ela é sua mãe e isso não vai mudar nunca, estou desempregada por causa dela, pra vocês isso não significa nada, mas pra mim sim, eu não posso me manter nesse país sem emprego. — Minha voz soou trêmula e ele negou com a cabeça. 

— Vanessa, eu tô com você pra tudo, não vamos terminar por isso, eu te amo e você pode ficar na minha casa, até conseguir outro emprego e o resto deixa comigo, eu resolvo. — Ele tocou no meu rosto com as duas palmas das mãos e selou nossos lábios. — Essa merda toda foi culpa minha, eu vou resolver, prometo. 

— Você vai ficar mais distante da sua mãe por minha causa amor, isso está errado, eu nunca quis que isso acontecesse. — Minhas lágrimas rolaram pelo meu rosto e ele riu. 

— A culpa não é sua, é dela. Arruma suas coisas e vem comigo. — Disse limpando meu rosto e eu neguei com a cabeça. 

— Hoje vou trabalhar à noite, quando eu sair do Inferninho vou pra sua casa. — Respirei fundo e ele assentiu. 

— Se você não quiser mais trabalhar lá, não precisa, eu vou te ajudar com tudo. — Disse sério e eu neguei com a cabeça. Nunca precisei do dinheiro de nenhum homem, não vai ser agora que vou precisar. 

— Eu te agradeço, mas não quero, sério. Enquanto eu puder trabalhar fazendo o eu gosto, vou continuar, lá no Inferninho eles são se importam se eu sou puta ou não. — Revirei os olhos e ele riu. 

— Você é safada, puta não. — Disse selando nossos lábios e eu me sentei em seu colo, ele tirou minha blusa e eu sorri. 

— Sou sua. — Sussurrei contra a boca dele e sorri. Desabotoei a camisa social dele e arranhei seu abdômen trincado, ele mordeu meu lábio e me ajudou a se livrar de sua camisa. Me levantei e tirei o shorts jeans, fiquei de lingerie e ele sorriu me olhando. 

— Seu vizinho dele está adorando te ver assim. — Comentou apontando para a janela aberta e avistei o vizinho nos olhando, mordi o lábio e fechei a janela e as cortinas. 

— Ele ia se masturbar nos vendo. — Revirei os olhos e ele riu e se levantou, tirou sua calça jeans e a cueca, mordi o lábio e me aproximei dele e o empurrei no sofá, fazendo-o se sentar, me ajoelhei no chão de frente pra ele e me apoiei em seus joelhos. 

— Nunca transei no meio do expediente. — Sussurrou segurando meus cabelos desfazendo o rabo-de-cavalo de cavalo e eu assenti e abocanhei seu membro rígido e com as veias dilatadas. 


— Você me deixou morto, e estou atrasado pra uma reunião. — Ele disse se vestindo e eu ri. — Meu pai vai comer meu fígado. 

— Se você correr, da tempo. — Mordi o lábio e ele assentiu. 

— Talvez, estou uma hora atrasado. — Disse olhando o celular e revirou os olhos. — Dez chamadas perdidas dele. 

— Vai logo! — Revirei os olhos e ele riu e selou nossos lábios. 

— Até mais tarde. — Disse parando o beijo e eu assenti. Ele saiu e eu vesti minha calcinha e o sutiã, olhei para o relógio na parede e já são quase três da tarde, peguei meu celular em cima da mesinha de centro e fiquei olhando minhas mensagens. 

Alexandre: Boa tarde! Você pode vim mais cedo hoje? Vou fechar a casa pra uns empresários e queria a melhor dançarina dando boas vindas. 

Eu: Boa tarde! Claro, vou sim. Vai me pagar mais? 

Alexandre: Claro, gatinha. Hoje vai ser bem diferente. Coloque sua melhor roupa e fará sucesso. 

Eu: Tudo bem. Tenho que ir que horas? 

Alexandre: Às 21:00 horas, pode ser? 

Eu: Claro, estarei aí. Até mais! 

Alexandre: Até! 

Terminei de responder a mensagem dele e abri a conversa com a Lucy. 

Lucy: Oi amiga, fiz a ultrassom, é uma menina! Estou fora feliz! 

Eu: Oi amiga, que notícia maravilhosa! Que nossa princesa venha com muita saúde e traga muitas felicidades. 

Lucy: Você vai ser a madrinha, né? 

Eu: Vou? 

Lucy: Claro. Você aceita ser madrinha dela? 

Eu: Óbvio que aceito! Minha sobrinha/afilhada. Obrigada amiga pelo convite, amo vocês. 

Lucy: Eu quem agradeço amiga, também amamos vocês. Amanhã vou na sua casa, Andie conversou comigo sobre seu emprego. 

Eu: Tudo bem. Pode vim! Estou precisando conversar mesmo. 

Lucy: Imagino! Depois nos falamos, ok? Beijos e se cuida. 

Eu: Se cuide também! Beijos. 


Quase não consegui dançar hoje quando vi meu sogro no meio dos empresários, nunca imaginei que ele estaria aqui. Morri de vergonha de ficar nua na frente dele, mas tive que fazer, e para piorar o cara que ficou no palco, ainda me tocou, mesmo sendo uma regra não me tocar, Alex me pediu pra aceitar, pois o dinheiro iria compensar, tive que deixar e me senti ainda mais mal. Tirei toda a maquiagem e respirei fundo, vesti uma calça jeans e uma blusa de mangas longa de tricô bege clara, prendi meus cabelos num coque bailarina e coloquei minhas argolas, e passei um gloss sem brilho nos lábios. 

Guardei minhas roupas na mochila e sai do quarto, os demais quartos estão ocupados, dava pra ouvir os gemidos vindo deles, hoje as meninas irão ter muito trabalho, são uns trinta homens e não tem trinta meninas. Senti alguém tocar meu braço e me assustei. 

— Você é a Vanessa? — O cara de meia idade perguntou sorrindo e eu assenti séria. — Quanto cobra pela hora? 

— Que? 

— Sua hora, querida. Sexo. — Explicou arqueando a sobrancelha e eu neguei com a cabeça. 

— Eu não sou garota de programa. — Respondi séria e ele riu. 

— Não? Você ficou nua na frente de vários homens. Eu pago bem, diga seu preço. — Ele deu de ombros e eu neguei com a cabeça novamente. 

— Eu não faço isso senhor. — Falei educadamente e ele segurou meu braço com força. 

— Claro que faz. Você é muito gostosa. — Disse apertando ainda mais meu braço e eu tentei me soltar, mas foi em vão, ele era mais forte que eu. 

— Meu amigo, solte a garota. — A voz do Magnus se fez presente e eu agradeci aos deuses por isso. O babaca me soltou e sorriu nervoso. 

— Essa putinha não quer transar comigo. — Ele torceu o nariz com nojo e eu revirei os olhos. 

— Você não pode obriga-la. — Magnus retrucou e ele assentiu e saiu. 

— O que você está fazendo aqui? — Perguntei encarando ele séria. 

— Por nada. — Respondeu irônico e eu revirei os olhos. 

— Obrigada por me salvar, príncipe encantado. — Falei com ironia e ele riu. 

— Respondendo a sua pergunta: Eu não tinha nada pra fazer e fui convidado pra vim aqui. — Disse sorrindo e eu assenti. 

— Queria ver sua nora nua? Acho que o Lucas não vai gostar disso. — Perguntei com ironia e ele negou com a cabeça. 

— Acho que você não vai dizer que me viu aqui. — Ele respondeu mordendo o lábio e eu assenti. 

— Talvez eu diga sim. Vocês só estão fodendo minha vida. — Revirei os olhos e ele assentiu. 

— Justo. Mas o Lucas ficaria chateado com você também, não só comigo. Seria melhor pra nós dois esquecer a noite de hoje. 

— Eu vou esquecer, com certeza. Mas você, não vai mais me ver com os mesmo olhos, se é que me entende. — Provoquei-o irritada e respirei fundo e ele riu. 

— Você está me provocando? Eu sou seu sogro garota. 

— Não, longe de mim fazer isso. Até qualquer dia, sogrinho. — Respondi virando as costas pra ele e sai caminhando rápido e ele segurou meu braço.

— Quanto você quer pra ficar calada? 

— Vai a merda, Magnus. Me respeita! — Respondi me soltando e ele gargalhou. 


Notas Finais


Bom diaaaaaa 🖤
Espero que gostem 🤪


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