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História Ps: Deixa acontecer - Capítulo 21


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Capítulo 21 - Vinte e um


Fanfic / Fanfiction Ps: Deixa acontecer - Capítulo 21 - Vinte e um

Point Of View — Lucas Dassler 


Ninguém sabe como é
Sentir esses sentimentos
Como eu sinto
E eu culpo você!


Tirei a camisa, deixei jogada no chão e me deitei na cama, nunca senti tanta falta da minha casa como nesses últimos dias, odeio me hospedar em hotel, por mais confortável que seja, detesto. Peguei o celular do bolso e entrei no WhatsApp, tinha algumas mensagens da Vanessa, mas procurei pelo contato da Triana e comecei a digitar.

Eu: Oi, já chegou em casa? Tá se sentindo mal ainda? 

Triana Civantos: Oi chefe, acabei de colocar o pé em casa. Haha 

Triana Civantos: Estou ótima, não senti nada hoje, dormi durante o vôo inteiro. 

Eu: Que bom! Amanhã pode ficar em casa pra descansar, vou te dá essa folga. 

Triana Civantos: Nem pensar, vou trabalhar amanhã sim. Meu celular não para de chegar mensagem do pessoal perguntando quando volto. Haha

Triana Civantos: Agora preciso de um banho urgente, até amanhã. 

Eu: Teimosa. Até amanhã então. 

Enviei a mensagem e abri a conversa com a Vanessa. 

Vanessa: Oi amor, já chegou? 

Vanessa: Posso ir na sua casa agora? 

Eu: Sim, claro, vem. 

Vanessa: Estou indo. 

Eu: Beleza. 


— Que porra é essa que você me disse? — Perguntei rindo nervoso e ela respirou fundo. 

— Calma. — Suspirou. — Aconteceu Lucas, eu me envolvi com seu pai, mas não temos mais nada, acabou, por favor, me perdoa. 

Eu esperava uma trairagem dessa de qualquer pessoa, menos do meu próprio pai, tenho consciência que ele não fez isso pra me atingir ou por querer competir comigo, disso eu tenho certeza, mas ele não deveria ter ficado com a minha namorada, está errado, seria como eu ficar com a minha mãe, afinal, ela não é minha mãe biológica, mas isso jamais aconteceria, eu nunca pensei nela como mulher, sempre a vi como minha mãe e isso nunca vai mudar. Voltei disposto a perdoar a Vanessa e virar a página de tudo que aconteceu e apesar de ser difícil fazer isso agora, não vou mudar, eu a amo e tenho obrigação de entendê-la. Empatia, como disse a Triana. 

— Vanessa, eu te perdôo. — Falei forçando um sorriso e os olhos dela brilharam, ela me abraçou forte e colocou a cabeça na curvatura do meu pescoço. 

— Obrigada amor, eu achei que você nunca me perdoaria. Eu te prometo Lucas, nunca mais vou cometer esse tipo de erro, sai do Inferninho e amanhã vou pra uma entrevista de emprego. — Ela Sussurrou no meu ouvido e eu assenti. 

— Que bom. Espero que consiga um novo emprego, e caso não consiga, você pode trabalhar na empresa comigo. 

— Lucas, a sua família agora mais do nunca, me odeia. — Ela se afastou e mordeu o lábio. — Sua mãe me deu um tapa ontem. 

Meu celular começou a tocar e eu o peguei em cima da mesa de centro, era a dona Maria Luiza. 

Oi mãe. 

Oi Lucas, chegou em casa já? 

Sim. Você tá bem? 

Só um pouco enjoada, mas estou bem. A Vanessa tá aí? 

Enjoada? Tá doente? Sim, ela está aqui.

Sim, estou grávida, acredita? Eu grávida depois do quarenta. Já te contou a safadeza com seu pai? 

Sério? Parabéns pelo bebê mãe. Contou e eu já perdoei, não quero mais confusão por causa disso. Vocês ainda vão se divorciar? 

Você é muito bonzinho. Sinto muito por isso, queria poder matar seu pai, mas seria presa, séria péssimo ter a bebê no presídio. Eu quero o divórcio, mas ele não me deixa em paz, você sabe como ele é dramático. 

A gente pode almoçar juntos amanhã? Prefiro conversar pessoalmente. Pode ser? 

Claro, vem almoçar aqui comigo e seus irmãos então. 

Sim, vou sim. 

Ok, te amo, até amanhã. 

Ela finalizou a ligação e Vanessa ficou me encarando séria e eu sorri, ela se sentou no meu colo e analisou meu pescoço. 

— Seus dias em Buenos Aires foram agitados. — Comentou séria e eu assenti. 

— Foram ótimos. — Mordi o lábio e ela revirou os olhos com ciúmes. 

— Ela era bem selvagem. Qual o nome? — Arqueou a sobrancelha e eu neguei com a cabeça. — Sem mentiras, Lucas, vamos recomeçar.

— Se eu te disser, vai ser complicado. — Dei de ombros e ela negou com a cabeça. 

— Foi aquela garota que viajou com você. Não foi? 

— Sim, foi ela. — Mordi o lábio pra esconder o sorriso e ela revirou os olhos. 

— Você ficou com ela todos os dias Lucas? 

— Quase todos. — Respondi sincero e ela assentiu. 

— Foi bom? Você gostou? 

— Muito. 

— Porra, Lucas! — Disse se levantando do meu colo irritada e respirou fundo. 

— Quer que eu minta? Beleza, foi horrível, nunca mais encosto nela. — Falei impaciente e ela ficou me encarando. — Desculpa. 

— Tudo bem. Quer mesmo tentar? 

— Sim e você? Está disposta? — Mordi o lábio e ela assentiu e voltou a sentar no meu colo de frente pra mim, toquei em seu queixo e selei nossos lábios, suas mãos pousaram no cós da minha calça e eu sorri. 

— Vamos pro quarto. — Sussurrou no meu ouvido e eu assenti. 

                               ∆


Não consegui dormir ontem, fiquei literalmente a noite toda em claro pensando em tudo que aconteceu e não cheguei a conclusão nenhuma. Não sei se tomei a decisão correta, não sei como vai ser minha reação quando encontrar com meu pai, minha única certeza é que eu a amo, apesar de ter sido tudo estranho, não consegui me conectar a ela no sexo e isso me deixou frustrado, foi meio que no piloto automático. O telefone em cima da mesa tocou duas vezes e eu atendi. 

Alô

Senhor Lucas, o senhor Enzo está querendo entrar na sua sala.  Disse minha secretária. 

Pode deixar ele entrar. 

Finalizei a ligação e a porta se abriu, ele entrou sorrindo e se jogou na cadeira vazia de frente pra mim. 

— Eu não te imaginava trabalhando com camisa social brother. — Disse com tom de brincadeira e eu ri. 

— É o jeito. O que faz acordado às 07:00 horas da manhã? — Perguntei olhando pro relógio no meu pulso e ele sorriu. 

— Tava correndo na praça aqui perto e lembrei que não te convidei pro meu aniversário, é amanhã. Lá na casa dos meus pais, leva sua mulher, só não aconselho levar as meninas, vai ser à noite e com muita bebida. 

— Filho da mãe, esquece do seu amigo de infância mesmo. — Revirei os olhos e ele riu. 

— Desculpa irmão, mas você vai né? Se não for, quebro suas lentes de contato dentária.

— Quebra não bro, foi cara. — Dei de ombros e ele riu. — Eu vou.

— Bom dia! — Triana disse entrando na sala sorrindo e o Enzo se levantou para ir embora. 

— Bom dia! — Ele disse olhando-a dos pés a cabeça e me encarou sorrindo malicioso. — Vou indo brother, até amanhã. 

— Até amanhã. — Respondi sorrindo e acenei pra ela. — E aí? Está bem mesmo? 

Enzo saiu e ficamos sozinhos, ela se sentou na mesa dela e ligou o computador, e eu liguei o meu também e me loguei no meu e-mail corporativo. 

— Estou ótima e você? — Respondeu encostando os cotovelos na mesa e me olhou sorrindo. 

— Bem. Vai fazer o que amanhã à noite? 

— Vou pra faculdade. — Respondeu colocando os óculos redondos de grau e eu assenti. 

— Vamos pra uma festa, depois da aula. — Mordi o lábio e ela riu negando com a cabeça. 

— Nem morta. 

— Me dê um bom motivo. 

— Eu disse que seria diferente quando a gente voltasse pra cá e outra, no dia seguinte eu acordo às 05:00 horas da manhã pra vim trabalhar. — Disse encarando o computador séria, me levantei e caminhei rápido até sua mesa e me encostei nela. Ela continuou me ignorando e eu coloquei a mão no teclado impediando-a de digitar. — Lucas, por favor, eu tenho muita coisa pra fazer.  

— Odeio quando você me ignora quando estou falando. 

— Lucas. 

— Não adianta querer fingir que nada aconteceu, eu sou idiota demais e não consigo simplesmente fingir que não rolou nada, desculpa. — Confessei impaciente e ela assentiu, tirei a mão do teclado e voltei pra minha mesa e sentei. 

— Aqui dentro você é meu chefe, nada além disso. — Disse séria e eu assenti. 

— Beleza, vai trabalhar então, se quiser continuar com seu emprego. — Respondi ríspido e me levantei de novo impaciente, respirei fundo e ela me olhou e assentiu. Sai da sala batendo a porta e dei de cara com meu pai. 

Inferno de dia. 

— Queria falar com você na minha sala. — Disse sério e eu assenti. 

— Se for sobre ter transado com minha namorada, está tudo bem. — Respondi forçando um sorriso e ele me fuzilou com o olhar. 

— Fala baixo! Vem! 

As duas secretárias ficaram nos olhando e nós caminhamos juntos até a sala dele. Eu não aguento mais essa história, está me deixando de saco cheio. Ele entrou na minha frente e eu o segui e fechei a porta, me sentei numa cadeira de frente pra mesa dele e ficamos nos encarando. 

— Me perdoa filho. Eu sei que fui um merda por ter ficado com ela e não vai se repetir. — Disse sério e eu assenti. 

— Beleza, estão perdoados. 

— Não vai me xingar? Ou tentar me bater? — Perguntou desconfiado e eu ri revirando os olhos. 

— Mudaria alguma coisa pai? 

— Não. 

— Então. — Dei de ombros e ele assentiu. 

— Pensei que você nunca mais falaria comigo. Suas irmãs estão me ignorando há dias. 

— Eu vou conversar com elas, tá tudo bem. — Sorri e ele assentiu desconfiado.

— Tem certeza? Como foi a viagem? Gostou de Buenos Aires? — Perguntou mudando o assunto e eu neguei com a cabeça lembrando da quase discussão com a Triana há poucos minutos. 

— Foi uma merda. 

— O que aconteceu? Quer conversar comigo? — Perguntou preocupado e eu neguei com a cabeça. 

— Não, não quero falar disso. Quero esquecer! Me muda de setor. — Pedi sem graça. 

— Bebeu cara? Não vou te mudar de setor. Algum problema com a Triana? Ela é cabeça dura, mas é muito competente. 

Sim! O problema é exatamente ela. 

— Não, nenhum problema com ela. Só não entendo porra nenhuma sobre publicidade. — Menti, em partes. Realmente não sei muito sobre publicidade e não curto. 

— Relaxa, você é inteligente, aprende rápido e quando terminar seu curso de administração, inicia publicidade, será bom pra você. 

— Que? Não. Eu aceitei você foder com a minha namorada, mas querer mandar na minha vida, eu não aceito. — Respondi impaciente e ele assentiu.

— O que aconteceu? Está irritado comigo? Fala a verdade Lucas. Fica difícil conversar assim. — Ele revirou os olhos e eu assenti. 

— Eu não vou contar, é particular. 

— Desde quando temos segredos Lucas? 

— Acho que desde que começou a sair com a Vanessa. — Respondi com ironia e ele assentiu.

— Vai pra casa, hoje você não tem condições de ficar aqui, vai distribuir coice em todo mundo, anda, vai embora! — Disse sério e eu neguei com a cabeça. 

— Não posso, minha mesa está cheia de processos administrativos pra eu analisar e assinar. 

— A Triana analisa e amanhã você assina. Vai pra sua casa. 

— Não. 

— Você está difícil hoje, meu filho. Me conta o que aconteceu, você vai se sentir melhor. — Insistiu me encarando e eu neguei com a cabeça. 

— Não. Não te interessa. Posso ir trabalhar? — Perguntei me levantando e ele assentiu.

— Vai. 

                                ∆


Passei a manhã toda sem trocar nenhuma palavra com ela, ficamos com fones nos ouvidos e nos ignoramos e foi melhor assim. Aqui de fato não é o local apropriado para conversas pessoais. Comecei a ler o último processo e apesar de entender de orçamentos, não tenho noção do quanto vale uma propaganda, engoli meu orgulho e tive que falar com ela.

— Triana, vem aqui. 

Ela tirou os fones do ouvido e se levantou da cadeira e se arrastou os saltos no chão até chegar perto de mim, entreguei o processo pra ela e assenti. 

— Esse valor condiz com a realidade? — Perguntei sério e ela assentiu. 

— Sim, está correto. Pode assinar. — Ela sorriu sem graça e me devolveu o processo. 

— Obrigado. 

Escrevi um despacho a punho e ao final assinei, ela voltou pra mesa dela e continuou concentrada no computador, olhei para o relógio do meu pulso e já eram quase 13:00 horas da tarde, o horário do almoço já era e eu nem percebi o tempo passar. 

— Triana. 

— Oi Lucas. 

— Não vai almoçar hoje? — Perguntei me levantando e ela assentiu. — Já passou do horário. 

— Vou daqui a pouco. — Respondeu séria e eu assenti. Eu até chamaria ela pra almoçar na casa da minha mãe, mas preferi não chamar e sai sozinho. 



Notas Finais


Boa tardeeeeee 💜
Espero que gostem.
Bjssss


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