1. Spirit Fanfics >
  2. Ps: Deixa acontecer >
  3. Vinte e dois

História Ps: Deixa acontecer - Capítulo 22


Escrita por:


Capítulo 22 - Vinte e dois



Há muito tempo eu não deitava no colo da minha mãe, tem dias que queria voltar a ser criança e viver aqui nessa casa, a vida era mais fácil, eu não tinha problemas e ainda reclamava como um idiota. Ela acariciou meus cabelos carinhosamente e sorriu. 

— Senti muito sua falta nesses últimos meses. — Disse séria e eu assenti. Nós brigamos feio e hoje me arrependo, não sei se valeu a pena. 

— Eu também, mãe. 

— Conversou com seu pai? — Ela revirou os olhos e eu ri. Os dois passaram a vida assim, brigando, se amando, depois brigam de novo, juram que se odeiam e dias depois está tudo bem. 

— Conversei, e não quero mais falar disso. Cansei. — Bufei e ela assentiu. 

— Tudo bem. Me conte da viagem então, gostou da Argentina? — Perguntou mudando o assunto, pra outro que eu também não queria falar. — Fez algum passeio? 

— Eu não queria falar sobre isso também. — Mordi o lábio envergonhado e ela negou com a cabeça. 

— Lucas, quando você era criança e adolescente, me contava tudo, agora eu não sei mais nada da sua vida. O que está acontecendo? Ainda sou sua amiga, sabia? A única amiga de verdade e que só quer o seu bem. — Disse chateada e eu assenti. Ela sempre faz essa chantagem emocional comigo. 

— Nem eu sei o que está acontecendo mãe, se eu soubesse, diria.

— Claro que sabe. O que aconteceu? Me conte do início. — Ela mordeu o lábio e eu assenti me levantando e sentei de frente pra ela no sofá, tirei o tênis e coloquei o pé no estofado. 

— Conheci uma mulher. 

Ela sorriu empolgada e fez um gesto pra que eu continuasse a história e eu ri. 

— Não é outra piranha, não né Lucas? 

— Não. Ela trabalha comigo. — Mordi o lábio e ela assentiu sorrindo. 

— Triana Civantos? Analu Lopéz? A Ana é casada. — Perguntou curiosa e eu assenti. — Ah, é a Triana, ela foi pra Buenos Aires também. Ok, me conte o que aconteceu. 

— A gente transou e eu não paro de pensar nisso. — Dei de ombros e ela riu. — Não rir.

— Com quem você transou brother? — Marina perguntou se aproximando da gente com a mochila nas costas e usando o uniforme da escola. 

— Não te interessa, pirralha. — Respondo com tom de brincadeira e ela se jogou em cima de mim e me abraçou forte. — Você está pesada. — Sussurrei no ouvido dela e ganhei uns tapas no braço como resposta, ela saiu de cima de mim rindo e revirou os olhos. 

—  Terminou a bosta do namoro com a filha da puta da Vanessa? — Perguntou cruzando os braços e eu neguei com a cabeça.

— Não.

— Ah, Lucas! Vai a merda! — Disse mostrando o dedo do meio e eu revirei os olhos. 

— Me respeita garota, sou seu irmão mais velho. — Retruquei sério e ela continuou mostrando o dedo pra mim. 

— Vai tirar o uniforme e tomar banho Marina, seu irmão tava me contando uma aventura com outra moça. — Ela disse sorrindo e eu revirei os olhos. 

— Ah, não vou, quero saber também. Quem é ela? Conhecemos? — Perguntou se sentando no nosso meio e eu revirei os olhos. — É vadia também? 

— Ela trabalha comigo na empresa, não é vadia, é solteira. — Dei de ombros e elas se entreolharam e sorriram maliciosas. 

— Lá só tem velhas. — Marina comentou com tom de brincadeira e nós rimos. 

— A Triana é jovem, deve ter a idade do seu irmão. Seu pai diz que ela bate de frente com ele nas reuniões, mas que é muito competente. — Minha mãe comentou sorrindo e eu assenti. 

— É aquela que tá na foto no seu Instagram com você e outro cara? — Marina perguntou e eu assenti. — Achei que tava rolando alguma coisa mesmo, até mandei pra Amélie a foto. Você nunca posta nada. 

— Sim, é ela. Vocês são duas fofoqueiras. — Falei com tom de brincadeira e elas riram. 

— O que deu errado? Vocês transaram e...? — Marina perguntou curiosa.

— Eu gostei e quero de novo e ela não quer, só isso. — Dei de ombros e elas riram.

— E como fica a Vanessa nisso tudo? Ela sabe? — Minha mãe perguntou mordendo o lábio e eu assenti. 

— Ela sabe do que aconteceu, mas não que estou assim, confuso, sem saber o que fazer ou falar. Não tô sabendo lidar. 

— Voltou a ser adolescente? Você é um velho, já foi casado, tem quatro filhas, deveria saber o que fazer. — Marina comentou dando de ombros e eu assenti. Ela tinha razão, mas estou de mãos atadas, porque nem eu sei o que estou sentindo pela Triana. 

— Joga mais na minha cara, Marina. 

— A primeira coisa a fazer é terminar com a Vanessa, filho. — Disse me encarando séria e eu assenti. Eu não quero terminar, quero tentar recomeçar, o que tivemos foi bom e eu gosto dela. 

— Eu não queria terminar. 

— Ah, vai a merda então Lucas, você quer ficar com as duas imbecil? — Marina perguntou impaciente revirando o olho e eu gargalhei. 

— Quero. — Respondi com tom de brincadeira e ela fez uma cara de nojo e nós rimos. — Não, eu não quero. Mas a Vanessa quer estar comigo, a Triana não, fica com um discusso de merda que eu sou só o chefe dela e nada mais. 

— O chefe que ela faz sexo? Queria bater um papo com ela. Claro que ela está afim, só não assume porque você é chefe dela. — Ela piscou o olho e se levantou. — Vou tomar banho. — Disse se afastando e subiu as escadas. 

— Sua irmã tem razão. Ela deve está com medo de se envolver, não dá em nada e o emprego dela ficar em risco. Ela é inteligente. — Disse sorrindo e eu assenti. Não tinha parado pra pensar nisso. 

— A conversa está boa, mas o trabalho me chama. — Falei calçando o tênis e me levantei e ela fez o mesmo e me abraçou forte, nos soltamos e eu passei a mão em sua pequena barriga. — Já estou ansioso pra ver a cara dela. Já escolheu o nome? 

— Ainda não, vou escolher com o merda do seu pai. — Disse revirando os olhos e eu ri. 

— Você o ama, pouco talvez, mas ama. Dê uma chance, se achar que ele merece, claro. — Beijei a testa dela e sorri. 

 — Pouco? Não, falei pra ele que não o amava do mesmo jeito de quando nos conhecemos, mas a verdade é que a merda do amor continua igual. Não consigo odiá-lo por muito tempo e já estou com saudades dele, fazendo massagem nos meus pés todas noites e, falando merda no meu ouvido. — Ela mordeu o lábio e eu ri. 

— Então dê uma terceira chance, vocês precisam criar mais essa neném que está por vir, sabe que não é fácil, mãe, e ainda tem o Marco que é uma criança.

— Ok, vou chamar o desgraçado pra vim hoje conversar. Se ele fizer uma massagem bem feita nos meus pés, eu o aceito de volta. — Disse com tom de brincadeira e nós rimos. — E você, se cuida. Venha mais vezes aqui e traga minhas netas 

— Sim senhora. 

                                  ∆


Meu almoço hoje demorou duas horas, minha mãe fala demais e me fez comer muito, perdi muito tempo só mastigando. Passei rápido dando boa tarde as secretárias e entrei na minha sala, Triana estava sentada na minha mesa olhando os processos e se levantou rapidamente ao me ver. 

— Pode continuar. Sem problemas. — Falei me encostando na mesa dela e sorri. 

— O Magnus ligou atrás de um processo, tive que mexer na sua mesa. 

— Achou? — Perguntei curioso e ela negou com a cabeça. 

— Não, acho que deve está com ele ou perdido. — Revirou os olhos e eu ri. 

— Triana, a gente pode conversar por dois minutos? 

— Depende do assunto. — Disse séria e passou do meu lado para se sentar, segurei seu braço firme e ela tentou se soltar.

— Me escuta. 

— Lucas, eu não quero misturar as coisas, estou aqui pra trabalhar. — Disse me fuzilando com o olhar e eu sorri. Marina tinha realmente razão, ela tem medo. 

— Você vai mesmo se enganar e fingir que nada aconteceu nos últimos cinco dias? — Perguntei sério e ela revirou os olhos. 

— O que você quer que eu faça Lucas? Seja sua amante? Não, eu vou não ser, isso não é do meu feitio. Não me excita. — Ela sussurrou me provocando e eu assenti. 

—  E se eu terminar meu namoro? Ela transou com meu pai, soube ontem. 

Ela revirou o olho e riu nervosa. 

— Está pedindo minha opinião? — Arqueou a sobrancelha com deboche e eu neguei com a cabeça.

— Não, quero saber se eu ficar solteiro, você vai continuar com esse joguinho. — Falei sério e soltei o braço dela. 

— Que joguinho? Não viaja Lucas. Você pensou que eu iria fazer o que? Transar com você em cima dessa mesa? Não. — Deu de ombros e eu neguei com a cabeça. 

— Não pensei não, mas seria interessante. — Me aproximei dela e toquei em seu queixo, ela tirou minha mão bruscamente e eu revirei os olhos. — Para com isso, eu sei que você quer. Tá escrito na sua testa. 

— Depois das 17:00 horas a gente conversa Lucas. — Disse sentando na cadeira e assenti. 

— Vou te esperar no estacionamento. 

                                  ∆


Me encostei no carro e tirei o celular do bolso, procurei o contato da Alba e liguei pra ela, chamou três vezes até ela finalmente me atender. Nosso relacionamento melhorou muito nos últimos meses, ela está saindo com outro cara e isso ajudou, não enche mais a minha paciência querendo reatar. 

 Oi Lucas.

Oi, posso ir aí hoje ver as meninas? — Perguntei mordendo o lábio. 

— Sim, vem mesmo, vou sair e já ia desmarcar, porque a babá delas não ia poder ficar. 

— Beleza, eu fico, elas podem dormir lá em casa hoje? 

— Claro. Vou arrumar as coisas delas, você vem que horas? 

— Daqui a pouco. Em uma hora estou aí. Vou desligar.

— Ok. — Ela finalizou a ligação. 

Guardei o celular no bolso da calça e respirei fundo impaciente, eu odeio esperar. Destravei o carro e me sentei no banco. Fiquei esperando igual um idiota por mais ou menos meia hora e ela não apareceu. Desisti de esperar e fui pra casa da Alba. 


Notas Finais


Boa noite 🖤🖤
Espero que gostem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...