História PS: Eu Te Amo - CLEXA - Capítulo 17


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Lexa, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Lexa, Lgbt, Romance, The 100, Yuri
Visualizações 218
Palavras 3.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, então eu li alguns comentários e vi a revolta de alguns de vocês. (Yep) Assim, eu resolvi modificar alguns capítulos da fic... Dêem boas vindas ao novo personagem. 😂😂

Capítulo 17 - A Mesma Moeda - 15


Fanfic / Fanfiction PS: Eu Te Amo - CLEXA - Capítulo 17 - A Mesma Moeda - 15

Era madrugada. Lexa acordou sentindo seu corpo todo alerta, excitada, tensa. Clarke acordou várias vezes naquela noite, oras com calor e oras com frio, conforme sua febre ia e vinha. Lexa acordou todas às vezes e cuidou dela até que estivesse dormindo novamente... Até que ela acordou, mas não com febre. Olhou a morena dormir por minutos. Então, subitamente, precisava estar com ela. Juntas, unidas em uma só. Clarke se moveu silenciosamente, acariciando-a, beijando-a. Quando encontrou a calcinha, seu corpo já havia respondido absolutamente, enquanto a dona dormia. Clarke se posicionou cuidadosamente no meio das pernas de Lexa, afastou o tecido fino da lingerie e permitiu-se deliciar com o gosto único da esposa. Lexa só acordou quando a boca de Clarke a chupou, abriu os olhos e arfou, cada pedaço do corpo sendo violentamente chamado a realidade.

Clarke não disse nada, continuou com o que estava fazendo, sua língua fazia movimentos calmos e ritmados por cima do clitóris. Os olhos azuis encararam a morena por de baixo dos cílios, um sorriso sendo escondido no canto dos lábios.

Lexa: T-ta l-oouca? – Perguntou, rouca, as mãos buscando apertar os lençóis. Ela mordeu o lábio inferior e se controlou para não gemer. Ainda mais. Clarke riu, interrompendo seu maravilhoso trabalho nos países baixos, e mordeu a parte interna da perna de Lexa, enquanto se apoiava na cama para alcançar o rosto da esposa. — Você está doente Clarke... – sussurrou, sufocando um gemido.

Clarke: Não importa. Me beije.

 

Lexa: Maldita seja. – Acusou, com a voz arquejante, e buscou a boca dela. Logo os lábios das duas se encontravam com a mesma sintonia com a qual as mãos tocavam os corpos. Clarke sentiu as mãos dela subirem por dentro da blusa do moletom, removendo-a, e o corpo ainda frágil pela febre dela se encontrou com o quente de Lexa.

Logo Lexa apanhou ela pela coxa, mantendo-a presa ao seu corpo enquanto se deitava na cama, com ela por baixo de si. Estavam bem enquanto estivessem assim. Desse modo eram iguais, e estariam bem enquanto seguisse. Mas só enquanto seguisse.

 

Clarke ria levemente. Lexa estava afundada no travesseiro, deitada de bruços, um fio de suor correndo pelas costas, a respiração ofegante. Ela continuou, quieta, esperando. Até que a luz ao lado de Lexa se acendeu. Ela virou o rosto e viu a mão da morena no abajur, e o rosto observando-a.

Lexa: É louca! – Disse. Clarke riu. — Está febril outra vez, babe? – Perguntou, incrédula.

Clarke: Me sinto perfeitamente bem, Lexa. – Garantiu. 

Lexa: Eu poderia ter machucado você. – Ressaltou, atenciosa e preocupada. Clarke assentiu, olhando-a. — E o melhor é que você não está dando a mínima pra isso. – Disse, debochando de si mesma.

Clarke: Não é pecado desejar minha esposa, é? – Perguntou, virando o rosto pra encará-la. 

Lexa: Não comece... – Avisou, vendo o olhar dela. Clarke engatinhou até ela. — Clarke Griffin, não. – Reprimiu. Então a boca dela tocou o primeiro músculo das costas dela, beijando atrevidamente. — Sabe que não vou te fazer nada.

Clarke: Já o fez. – Sussurrou no ouvido dela, sorrindo, enquanto suas mãos subiam pela barriga plana e agora agarravam aos seios, quente, abafado contra o lençol. Lexa sempre gostou de dormir com o menos de roupa possível, e claro que isso é algo que desde o início agradou bastante Clarke.

Lexa: Não fiz... Você o fez. – Contestou. 

Clarke: Não o fez? – Perguntou, fazendo biquinho, e mordiscando a orelha dela.

Lexa: Clarke Griffin, é uma sedutora. – Acusou, e ouviu o riso dela atrás de si. — É melhor você ir dormir. 

Clarke: Mas eu não quero. – Disse, a voz envolvente como veludo, enquanto sua boca passeava pela nuca dela. 

Lexa: E o que você quer? – Perguntou, exasperada, afundando o rosto no travesseiro de novo. A resposta demorou um instante pra chegar, e ela percebeu que Clarke se afastava, engatinhando de ré pro seu lado da cama. Então o hálito doce e quente dela tocou seu ouvido.

Clarke: Quero que me foda... Que me faça sua... – Sussurrou, e os lábios dela deixaram o ouvido de Lexa.

Lexa virou o rosto, os olhos verdes  dilatados de desejo apenas pela voz dela, vendo a esposa ali, nua, engatinhando perto dela, os cabelos caindo livremente pelos ombros e colo, os olhos azuis parecendo duas safiras, os lábios que pareciam pedir pra ser beijados.

Lexa: Eu vou pro inferno. – Afirmou, segurando-se em toda vontade que tinha pra não atacá-la. Não podia. Ela estava doente. Se resultasse pior, a culpa seria toda sua.

Clarke: E você me quer. – Disse, um sorriso nascendo em seu rosto. Lexa a observava, fascinada. Que ela a queria não era novidade pra ninguém — Mas continua se controlando, meu amor. – Provocou, virando o rosto pro lado. — Não sabe a vontade que tenho agora. Não faz idéia de como estou quente, de como a desejo, de como meu corpo está gritando pelo seu, por seus beijos... Mas insiste em me negar. – Disse, se fazendo de indefesa. Um sorriso breve nasceu no rosto de Lexa. Mal sabia ela com o que estava brincando. — Não me toca...

Lexa: Está doente, babe. Se piorar, será mais uma culpa pra que eu carregue. – Disse, e ela viu Lexa morder o lábio inferior ao final da frase. Faltava muito pouco.

Clarke: Mas eu quero, eu estou pedindo. 

Lexa: Não conta. – Disse, e ela viu a mão da morena se agarrar distraidamente no lençol. Nem Lexa via o que estava fazendo. 

Clarke: Hum… – Ela pensou. Precisava fazer algo agora, era o último golpe, e Lexa perderia toda aquela resistência. Olhando a cabeceira da cama, algo riscou a mente dela. 

Lexa viu ela engatinhar pra perto de si, e quase prendeu a respiração, se mantendo quieta, mas ela não a tocou. Lexa viu as mãos de Clarke subirem pela cabeceira da cama e se manterem ali, suspensas, como se estivessem presas. Então a loira jogou o cabelo pro lado, o olhar encontrando a imensidão esverdeada, e abriu um sorriso provocativo. Lexa não acreditava que Clarke estava realmente fazendo aquilo.

 

Clarke não viu como, nem quando. Lexa parou, olhando-a por um instante, os olhos verdes sondando-a. Então, com um impulso, ela se ergueu, se pondo atrás dela. Clarke se manteve quieta, ansiosa, os pulsos na cabeceira da cama.

 

O corpo de Lexa colou ao dela, quente, e ela arfou, sentindo uma mão passar por seu quadril, subindo pelas costas, passando pelo braço, e realmente prendendo as mãos dela na cabeceira, enquanto com os joelhos Lexa abria as pernas dela, ficando ajoelhada dentre elas.

 

Lexa: Agora, quieta. – Disse, possessiva, e a loira sorriu. Lexa abaixou o rosto pra pele exposta do pescoço dela, se deitando na pele acetinada das costas dela, e Lexa arfou, sentindo-a morde-la, beija-la com luxuria.

Então, sem que ela esperasse, Lexa a possuiu com dois dedos, a mão esquerda sendo mantida firme junta a de Clarke na cabeceira, enquanto a direita estava posicionada perto do seu quadril, seu corpo ajudava nos movimentos dos dedos. O corpo das duas ondulou pra frente, fazendo Clarke se amparar na cabeceira da cama, franzindo as sobrancelhas com força. Não entendia porque se sentia assim. Toda esse desejo, esse tesão incompreendido e sem fim, mas quase se desfez quando a mulher puxou mais seu cabelo a fim de buscar sua boca. Lexa se arremeteu com o quadril a ela de novo, novamente os corpos das duas foram contra a cabeceira da cama, os dedos penetrando fundo a vagina de Clarke. Lexa arfou, sentindo seus dedos escorregarem, Clarke estava úmida e quente demais.

Clarke: Deus. – Gemeu, abaixando a cabeça, enquanto cravava as unhas na mão dela, que segurava um de seus  pulsos.

Só Lexa era capaz de fazê-la sentir assim. Muitos pensam que sexo é uma questão de rapidez. Mas não... É rapidez, força, e jeito. Lexa sabia disso. Sabia exatamente o que fazer pra que ela não tivesse mais controle de nada. Assim as duas se amaram, com mais violência que da primeira vez. Clarke não tremulava, muito menos Lexa. Precisavam daquilo. Então, de repente, ela se sentiu muito perto do tão buscado orgasmo. Suas mãos tremeram, e a morena sentiu, enquanto mordia a nuca dela. Clarke se moveu, ansiosa, mas a mão de Lexa, autoritária, a manteve ali, impedindo-a de ir em frente, deixando-a no mesmo passo que ela. 

Clarke: Por favor. – Choramingou, a voz quebrada, e Lexa sorriu, malévola. 

Lexa: Você pediu, babe. – Lembrou, investindo os dedos uma única vez, novamente.  

Clarke: E-Eu... Eu preciso… – E Deus, ela precisava. Com urgência, ou enlouqueceria.

Lexa: Precisa? – Clarke assentiu, franzindo o cenho e se agarrando a cabeceira da cama. — Sim? – Ela confirmou, e Lexa sorriu. — Mas não vai ter. – Provocou, e ela sentiu o ritmo dos movimentos dos dedos se amenizarem. Ela quase deu na cara de Lexa, pela audácia em cessar os movimento daqueles maravilhosos e incríveis dedinhos.

 

Clarke: Lexa… – Grunhiu, lançando os quadris contra os dela. Lexa também estava perigosamente perto de seu alivio, mas queria vê-la assim, querendo algo que só ela podia a dar.

E ela se pôs calma, pra desespero de Clarke. Por alguns minutos, assim foi, os dedos brincavam com o clitóris, mas não a penetrava. Então, do nada, a mão de Lexa soltou o pulso da loira, e agarrou a cintura dela com força, com a outra mão ela voltou a mover os dedos, penetrando-a com mais força. Clarke foi ao céu, enquanto seu corpo ia e voltava. Os cabelos lhe caíram ao rosto, mas ela não ligou. Logo não importava mais. Foi tomada por uma explosão agressiva, que lhe roubou os sentidos. Lexa a manteve, impedindo que caísse, mas logo caiu junto com ela na cama. Cansadas e satisfeitas.

Lexa: Está bem? – Perguntou preocupada, vendo-a quietinha. Clarke assentiu, sorrindo de leve. — Minha louca. – Murmurou no ouvido dela, e ela sorriu mais ainda, os olhos ainda fechados. 

Clarke: Meu amor. – Respondeu, erguendo os lábios pra beija-la ternamente.

Era por isso. Pelo conforto de casa, pela corpo quente dela, pela proteção, pela companhia, pelo brilho dos olhos dela, pelo timbre da voz dela quando gemia em seus braços, pelo modo que o azul de seus olhos brilhava quando ela dizia que a amava. Era por isso que ela tinha esperado 4 anos.

 

Na manhã seguinte…


Lexa e Clarke estavam na garagem. Ela se despediu dela com um beijo apaixonado, e seguiu em direção ao seu carro. Clarke fez o mesmo, indo ao seu. Ela observou Lexa dar a partida no carro, e pôs a chave na ignição do seu. Sem resposta. A morena já estava quase saindo, quando viu o rosto de Clarke frustrado, pelo retrovisor do carro. Ela franziu o cenho, e diminuiu a velocidade, ganhando tempo pra observar. Clarke tentou ligar o carro de novo, sem sucesso. Lexa viu a porta do carro dela se abrir e a delicada perna da esposa sair, sob um salto alto, coberta por uma fina meia calça. Ela parou seu carro, observando-a. Clarke observou o carro, irritada, aparentemente tentando saber qual o problema. Lexa sorriu de canto, quase podia ver a carinha irritada dela, os cabelos caindo no sobretudo creme que ela usava. Clarke virou o rosto ao ver o carro da esposa dar a ré, voltando pra ela.

Lexa: O que houve? – Perguntou, após sair de seu carro.

Clarke: Essa porcaria não liga. – Disse, olhando o carro. — Juro que não entendo. – Lexa passou por ela, o terninho fino lutando contra o vento arisco da manhã, e se sentou de lado no carro. Puxou a marcha e tentou dar a partida. O carro roncou, mas não ligou. — Vou trocá-lo. – Decidiu.

Então Lexa saiu do carro dela. Foi até a frente do seu, e abriu o capô. Ela viu os olhos esverdeados estudarem o interior do carro, sendo que ela era leiga ali. Poderia olhar por horas, o problema poderia estar em seu rosto, e ela não saberia dizer. Foi quando Lexa tirou o blazer. Clarke observou os seios da esposa, cobertos pelo linho da refinada camisa branca, e sentiu um assalto incompreendido de desejo por ela. Novamente. Ela, sem perceber a reação da loira, pôs seu blazer a salvo dentro do carro seu carro.

Clarke mordeu o lábio inferior, observando a loira ali, as mãos  sumidas dentro do capô do carro, o rosto concentrado, os cabelos com poucos cachos caídos por cima dos ombros. Clarke olhou fixamente os seios dela, tentando adivinhar a cor do sutiã da esposa. Lembrou-se do poder que eles tinham sobre ela, quando Lexa estava nua. Mil lembranças riscaram sua cabeça. Algumas recentes, outras nem tanto...

Lexa: Não acho que seja o caso de trocar. É um bom carro. Pneus furam, babe e eu não tive nada a ver com o último, eu juro. – Disse, erguendo o rosto. Então encontrou o olhar dela. — O que há?

Clarke se sentou na beira do capô do carro, do lado dela, observando-a. Lexa estudou a expressão do rosto dela cuidadosamente e sorriu, negando com a cabeça. Ela se inclinou e tomou os lábios dela em um beijo carinhoso. Clarke segurou o rosto dela com as mãos e retribuiu o beijo com desejo. Ela ouviu Lexa fechar o capô do carro com um baque, e sentá-la nele, se pondo dentre suas pernas. A abraçou pela cintura, acolhendo-a dentre suas pernas de modo que a saia que usava correu mais pra cima. As mãos de Lexa sondaram por de baixo da saia dela, se frustrando ao se encontrar com a meia calça que a protegia. Ela apertou as coxas dela e a puxou mais pra si, chocando a cintura das duas. Clarke sorriu, satisfeita, mas então percebeu que Lexa se afastava do beijo dela.

Lexa: O que há, Clarke? – Perguntou, fascinada, segurando-a pelos quadris enquanto ela enchia seu pescoço de beijos e chupões. 

Clarke: Vamos subir. – Convidou, com a voz quebrada, as mãos apertando as costas dela. Lexa riu da espontaniedade dela. A morena abriu os olhos e viu uns adolescentes do prédio passando na outra extremidade do grande estacionamento. Comentavam, animados, a cena que supunham estar ocorrendo. Lexa revirou os olhos.

 

Lexa: Faz menos de 3 horas desde a última vez babe. – Lembrou, estranhando o desejo repentino da esposa, sentindo as mãos dela sondarem o botão da sua calça.

Clarke: Precisamos subir. – Insistiu. 

Lexa: Por que? – Perguntou, achando graça do jeitinho dela, e ao mesmo tempo subindo com as mãos pelas costas dela, de baixo do sobretudo e da blusa.

Clarke: Minha meia calça. – Disse, manhosa, beijando o lóbulo da orelha dela.

Lexa: O que há com ela? - Perguntou, mordendo a maçã do rosto dela.

Clarke: Desfiou. 

Lexa: É mentira. – Disse, rindo de leve.

Ela viu a loira abaixar a mão até a coxa, a unha pegando a meia calça fina. Logo um grosso fio se soltou, descendo pela perna dela. Clarke continuou, até que havia um rasgão na meia calça.

Clarke: Não é mais. – Disse, sorrindo. Lexa observou o trecho da pele dela, descoberta pelo rasgão. Clarke arfou quando a boca dela encontrou a sua mordendo-a, chupando-a, beijando-a. Então Lexa se tocou de onde estava, e o que estava prestes a fazer. Clarke suspirou, frustrada, quando ela se levantou.

 

Lexa: Vamos subir. – Disse, rouca de desejo. Precisava do gosto dela em sua boca, e daria um show se continuassem ali. Ela puxou Clarke do capô do carro, e ela foi, de bom grado.

Lexa travou os carros das duas, pouco se importando se o seu estava mal estacionado. Ela apanhou Clarke, risonha, pelo mão, e elas subiram.

(...)


Quando Clarke conseguiu, enfim, chegar ao ateliê, era hora do almoço. Ela tinha o rosto risonho, a pele corada, e uma carinha sapeca. Raven já havia almoçado, e Luna devorava um X-bacon. Ela deu bom dia, e foi pro seu lugar, começando a remexer tudo, trabalhando a toda. Raven a observou, e Luna também, enquanto mastigava.

Clarke: O que há? – Perguntou, pegando sua máquina. A loira, além de pintar, fotografava, era um detalhe a se lembrar.

Raven: Pensei que não viesse hoje. Estávamos preocupadas. – Luna assentiu.

Clarke: Foi só uma febre boba, passou logo. – Ela cheirou o ar. — X-Bacon no almoço, Luna? – Perguntou, se levantando.

Luna: Tô cuidando da minha mão. – Disse, risonha, de boca cheia. O estomago de Clarke embrulhou com o cheiro forte de bacon, e ela fez uma careta, abaixando o rosto pra câmera profissional. Clarke mexeu em alguns controles, até que o assunto veio a tona.

Raven: Pensei que a insanidade de Lexa não a deixaria vir trabalhar. – Alfinetou.

Luna: Raven... – Advertiu, após engolir o que tinha na boca.

Raven: É a verdade. – Disse, largando uma caneta na mesa e se recostando em sua cadeira.

Clarke: Não fale assim dela, Raven. – Pediu, equipando a maquina. 

Raven: O que esperava que eu dissesse depois de ontem? – Perguntou, observando a amiga. — Ela quase avançou na Niylah. Por nada, Clarke, por nada! – Acusou. — Até quando você vai permitir isso?

Clarke: Eu não vou permitir nem proibir nada. Ela é minha esposa, teve ciúmes. Não defendo a reação dela, é claro, mas a Niylah também não cooperou. – Ela ergueu o rosto. — E, se quer saber, ela concordou em que eu marque um jantar, com todos nós, Niylah e Ontari inclusas, pra nos… conhecermos melhor. – Disse, satisfeita. Ela riu consigo mesma, se lembrando das condições de Lexa quando ela pediu isso. 

Raven: Está pedindo permissões agora, Deus a abençoe Clarke. – Disse, irônica.

Clarke: Assunto encerrado, Raven. Você é nossa convidada, mas não vou forçar você a ir. – Disse, ainda mexendo na maquina. O celular de Clarke apitou, sinalizando uma nova mensagem na tela, ela olhou de relance e um pequeno sorriso nasceu em seus lábios.

Luna: Eu vou, aviso prévio. – Clarke riu, pegando o celular em sua mão. — Vai fotografar o que? – Perguntou, mudando o assunto antes da resposta de Raven.

Clarke: O dia está bonito, achei que daria uma boa foto. Depois pensei em ir ao cais, então eu poderia tentar umas fotos pra próxima vernissage. – Disse, caminhando até a janela. Raven suspirou.  

Luna: Soube que o cargueiro que estava lá finalmente foi embora. – Comentou, mordendo o sanduíche. 

Clarke: Melhor ainda, tenho vista livre. – Disse, animada. Ela levou a câmera ao rosto, fotografando as pessoas que passavam no térreo, o céu nublado de Londres, enfim.

Naquele dia, Clarke trabalhou. No dobro de seu normal. Niylah esteve lá, atenciosa, e constatou que Clarke não tinha absurdamente nada. A loira terminou uma tela, comeu uma enorme porção de sushi, e trabalhou de novo. Luna achou graça, mas não riu muito.

Raven: Mas pelo amor de Deus! – Exclamou a certo ponto, quando Clarke começou mais uma tela. Era hora de parar. Luna estourou em risos.

Clarke: O que foi? – Perguntou, perdida na conversa.

Raven: Você parece uma locomotiva, o que há com você, Clarke? – Perguntou, exasperada. 

Clarke: Nada. – Disse, fazendo uma careta confusa.

Raven: Impossível.

Luna: Eu sei de uma coisa que deixa uma pessoa bem… digamos que… elétrica. – Disse, se recostando em sua cadeira, com um sorriso.

Raven e Clarke: O que? – Perguntaram, juntas, olhando a ruiva.

Luna: Sexo, ladies, sexo. – Disse, rindo. Clarke corou. — Em boa quantidade, e bem feito. É bem revigorante. – Disse, convencida.

Clarke: Você é patética. – Disse, parada, o rosto queimando de uma vergonha que ela não sabia porque levava, parada onde estava, com o avental de pintura e um pincel em uma mão.

Raven: Claro que não. – Disse, revirando os olhos.

Luna: Por que não? – Perguntou, se indignando. 

Clarke: Virou graça agora. – Disse, olhando-as.

Raven: É CLARO que ela não transou com Lexa. Não depois de ontem. – Disse, obvia. Clarke ergueu as sobrancelhas. Luna estourou em um riso gostoso, jogando a cabeça pra trás. — Não transou, não é? – Perguntou, desconfiada.

Clarke arregalou os olhos e se virou pro quadro. Não acreditava que estavam discutindo aquilo. Mas uma frase de Raven ecoava em sua cabeça. “Não depois de ontem.”. Ontem. Clarke teve flashes vividos da noite passada em sua cabeça, da expressão de Lexa enquanto alcançava seu ápice. A surpresa nos olhos esverdeados quando acordou ao se lado. Clarke se permitiu sorrir, olhando a tela, o olhar distante, quando um grito lhe chamou.

Raven: NÃO CLARKE GRIFFIN! – Gritou, e Clarke se virou, de sobressalto. Luna quase se dobrava de rir.

Clarke: O que? – Perguntou, exasperada. Raven estava de pé, olhando-a. — Eu preciso ir. – Disse, tirando o avental e verificando a caixa de mensagens do seu celular.

Raven: Pra onde?! – Perguntou, confusa.

Clarke: Preciso ir. – Se resumiu, olhando o relógio. — Arrumem tudo por mim, por favozinho? – Disse, pegando seu sobretudo na cadeira.

Clarke solicitou um táxi que a deixou no cais, ela não queria se atrasar, então apressou seus passos, assim que desceu do carro, um sorriso nasceu em seus lábios, ao notar o belo homem encostado no muro de concreto, entre os labios um pequeno cigarro era tragado brevemente.

Clarke: Bell...

Bellamy: My princess. - Bell recebeu a loira com um abraço afetivo, aproveitando da aproximação para beijar o canto da sua boca

___XX___


Emori: Passa bem? – Perguntou, entrando na sala. Lexa estava recostada na cadeira, de olhos fechados. Um par de olhos esverdeados se abriu para olhar Emori.

Lexa: Apenas cansada. – Disse, tencionando os ombros. Ela apanhou uns documentos, sem nem ler qual era a solicitação, e saiu assinando. — Vou pra casa mais cedo hoje. – Emori riu.

Emori: Anormal, e cuidado com o que assina. – Disse, segurando a mão de Lexa. A morena assentiu, largando a caneta.

Lexa: Clarke estava doente. Perdi a noite toda cuidando dela. – Explicou e sorriu com o duplo sentido do “cuidando”.

Emori: Então deve ter ganho mais pontos com ela, digo, em relação a reconquista-la. – Emori deu ombros e olhou a pilha de documentos na mesa. — Vá pra casa Lexa e não assine mais nada sem ler... – Disse, com um sorriso divertido, deixando a morena sozinha.



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