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História Ps: Saía da minha escola - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oioi, eu já tinha postado essa história antes, mas ela flopou kk Aliás, ela é minha primeira no fandon de Bnh, sejam bonzinhos.

Capítulo 1 - Bilhetes


 Ás vezes, é só dor de barriga. - Sero pronunciou-se, enquanto eles estavam discutindo sobre o mais atual acontecimento, que estava abalando todo o grupo de amigos.

- Mas e as mãos suando? - Izuku rebateu, analisando os sintomas que o amigo tinha descrito.

- Sem contar que ele fica todo vermelho. Acho que você deveria ir visitar a Recovery Girl, Bakubro. - Mina disse, o encarando com preocupação.

- Não estou doente, inferno! - Ele bufou irritado. Ele estava deitado de barriga para cima, no meio do quarto de Sero, enquanto seus amigos estavam todos à sua volta. Mina, Sero, Midoriya, Tokoyami e Jirou estavam o encarando como se ele tivesse duas cabeças.

- Isso é ridículo. - Tokoyami se manifestou, bufando. Ele era o mais calando dentre todos, então, assim que se pronunciou, todos viraram-se para o encarar. 

- Bom, já que é tão inteligente assim, o que caralhos eu tenho, droga? - Bakugou perguntou, irritado. O garoto com cabeça de pássaro sorriu marotamente, como se estivesse guardando um enorme segredo. Péssimo sinal. - Desembucha, inferno!

- Você está apaixonado por Eijirou, Kacchan. - Tokoyami disse, com a voz suave, como se tivesse pena do louro, que por sua vez, estava tão estava tão chocado que nem conseguiu se importar com o apelidinho insuportável que tinha sido chamado.

Todos os outros a sua volta levaram as mãos à boca, aparentemente tão chocados quanto Bakugou. Mina soltou um gritinho histérico, parecendo realmente animada. - Eu deveria ter notado. Que péssima leitora de romances eu sou! É tão óbvio! 

- Não, porra! Não há nada de óbvio porquê eu não estou apaixonado pelo Kirishima!! - Disse quase eufórico, assustado com o quão de repente aquilo tinha sido exposto, e mais assustado ainda com o quanto de sentido tal afirmação fazia.

- Se você diz... - Disse o emo, ainda sorrindo. 

- Aliás, Fumikage, desde quando você tem experiência em relação à sentimentos? Principalmente à paixão? Você odeia ler livros de romance... - Jirou disse de supetão, deixando o outro claramente encabulado.

Tokoyami balbuciou algumas palavras sem sentido, mas Mina fora mais rápida. - Ah, Eu não acredito! Eu s-a-b-i-a que tinha algo a mais entre você e Shoji! Vocês ficam tãoooo fofos juntos! 

- Quando diabos isso se tornou uma conversa voltada para mim? O Bakugou e o Kirishima, foco neles! 

- Ah, sim... - Mina murmurou, desconfiada, mas mesmo assim se virando para Bakugou. - Certo, o que você vai fazer em relação a isso?

- Isso o quê? 

- O Eijirou, Kacchan! É óbvio! Como você vai se declarar? Rosas? Velas? Oh... Rosas e velas! - Midoriya disse já se agitando.

- Vocês estão sem um mínimo juízo se acham que esse história vai sair da porra deste quarto! Isso nasceu aqui e vai morrer aqui! Kirishima não precisa saber de nada! - Ele disse com seu sangue fervendo, a mínima possibilidade de Kirishima saber disso só não era pior do que a de ser rejeitado. 

Ele sabia que o amigo não era hétero, no primeiro ano Eijirou tivera um caso com Tetsutetsu, mas não sabia se o ruivo o via de outra forma além de uma amigo. Seus pelos se arrepiaram. Ele nunca permitiria que Eijirou ficasse sabendo daquilo.

- Mas, Bakubro... - Tentou insistir Sero, mas logo foi cortado pelo louro raivoso.

- Eu já disse que não, porra! - Ele rugiu, para logo adoçar a voz, quase em súplica. - Por favor...

Todos os outros ficaram em silêncio, Bakugou não pedia "por favor" sem que estivesse sendo brutalmente torturado ou com deboche, então eles sabiam que a situação era séria.

O silêncio pesado se instalou no quarto, até que uma dúvida se instalou na cabeça de Mina. - Fumikage, você tem um e cinquenta e cinco de altura, não é? 

- Sim. - O garoto emo respondeu, já desconfiado.

- E Shoji tem um e noventa e oito, não é?

- Sim...

- Como diabos vocês transam? Quer dizer, você já deveria ter ficado tetraplégico, não é? - Ela continuou, todos ali sabiam que era apenas uma curiosidade inocente, mas nada impediu Tokoyami de simplesmente se levantar e sair porta afora, sem dizer uma palavra. - Grosso...  

(...)

- Tsuki? Que cara é essa? - O falso ruivo questionou, quando viu o amigo completamente disperso pelo que parecia ser a quinta vez ao dia.

- A única que eu tenho. - Ele resmungou, a conversa do dia anterior tinha lhe deixado um tanto paranoico, e agora ele não conseguia mais ficar perto do amigo sem ter um ataque de histeria. Passarinho Maldito! Ele jurou que depenaria Tokoyami assim que o visse por o deixar naquela situação.

- Até onde eu me lembro você era mais bonito. - Kirishima disse em meio às risadas, um ato normal e gentil de sua personalidade, mas que estava afetando Bakugou muito mais do que ele gostaria de admitir. 

- Hmm... - Ele respondeu, sem graça, se sentindo realmente perdido. Kirishima era belo, isso era óbvio, mas agora, parecia diferente. Ele não perecia apenas bonito, parecia certo. Bakugou não sabia explicar como, mas ele era. Suas mãos pareciam serem feitas sob medida para se encaixarem nas dele, seus lábios rosados pareciam serem perfeitos para serem mordidos e repuxados e sua pele bronzeada delicada parecia estar implorando por algumas marcas.

Oh, céus, ele estava virando um daqueles idiotas dos filmes de romance que Mina o obrigava a assistir com ela. Oh, céus. 

Ele sacudiu a cabeça, se assustando com o pensamento dele recitando poemas e as outras coisas bregas. Esse era o trabalho de Mina. E Kaminari, quando estava com Jirou.

- Bakugou.- Kirishima o chamou, suas enormes orbes vermelhas de cachorrinho abandonado estavam carregadas de preocupação, fazendo Katsuki querer se chutar. - Eu sei que não sou bom com palavras como Jirou, um bom ouvinte como Tokoyami ou Mina, e nem um amigo de longa data como Izuku, mas eu me preocupo com você, e eu sei que você não está bem, e...

- Ei, cabelo de merda! Eu estou bem, só estou pensando, agradeço você ser um enorme coração de manteiga, mas não irrite sua cabeça de vento comigo. - Disto isso, Kirishima sorriu genuinamente, coisa que fez o coração de Katsuki palpitar descontroladamente.

Pássaro Desgraçado!

(...)

Aquilo estava o deixando louco. E ele não estava sendo dramático. Ele jurava que quanto mais ele tentava esquecer a boca apetitosa e o calor do corpo do outro, mais próximo de si Kirishima ficava. Katsuki se via a minutos de surtar. O torneio desportivo estava prestes a acontecer, era sua chance de ficar nos vencedores pela terceira vez consecutiva (Diferente do primeiro ano, no ano passado quem ganhou o primeiro lugar fora o meio-a-meio desgraçado. Mas este ano ele iria esmaga-lo!), e ele não acreditava que seria Eijirou quem o distrairia daquele momento tão importante para sua jornada em busca de ser o número um.

Aquilo estava tomando proporções que não deveriam ter nem existido, ele decidiu isso naquela noite, e, por mais humilhante que fosse, ele sabia exatamente para quem ligar.

"Alô? Bakugou? Tá tudo bem? São dez na noite!"  A voz de Jirou se fez presente, ele resistiu a vontade imensa de desligar o celular e ignorar tudo aquilo, mas se não resolvesse aquilo agora, sabia que ficaria muito pior depois.

- Oi, Jirou... É, eu preciso te contar algo...

"Tá' Tudo bem?" Sua voz preocupada se fez presente.

- Sim, inferno! Me deixa falar! - Ele suspirou, pensando em como falaria aquilo sem se sentir totalmente humilhado. - Eu me masturbei. 

"Q-que diabos...? Eu Não preciso saber disso, Katsuki! Que Nojo!!" A voz da outra foi ouvida, e embora sentisse raiva, não podia discordar.

- Me ouve, caralho! - Ele suspirou, se perguntando quando tinha perdido sua dignidade daquela forma. - Eu me masturbei pensando No Kirishima e agora eu não sei como eu vou olhar na cara dele amanhã.

"Bom, de preferencia, com os olhos, 'né?" Ela respondeu, gargalhando assim que entendeu o motivo da ligação: Bakugou finalmente tinha se dado conta de que realmente gostava de Eijirou e agora estava surtando.

- Escute aqui, sua fodida... - Ele começou, prestes a sair do seu quarto e ir no quarto de Kyoka apenas para lhe dar uns tabefes. 

"Nãnaninanão! Sem essa de 'escuta aqui'! Você gosta dele, e só vai saber se ele gosta de você caso se declare! Não precisa ter rosas e velas como o exagerado do Deku falou." Ela respondeu, divertida, embora ainda empática pelo amigo.

- E se eu mandar uma carta...? - Ele perguntou, já tendo uma idéia. 

"Ah, Bakugou! Isso é incrível! Eu sabia que iria pensar em algo. Mas, tenho certeza de que Kirishima vai gostar, seja lá o que for!" 

- É... 

Depois de desligarem, Katsuki pegou uma folha de papel um branco, escrevendo o que seu coração mandava.

(...)

Kirishima já recebeu muitas cartinhas na vida. Tanto de amigos quanto de namoradinhas (Até de alguns fãs, ele se orgulhava), mas aquela era a carta mais estranha que ele já tinha visto na vida, e, de alguma forma, foi a que mais o machucou.

Não quero mais olhar na sua cara. Ps: Saía da minha escola. 

Bakugou

Uma folha de papel rabiscada e amassada. Era isso que ele valia? Um bilhete amassado e rabiscado, dizendo que uma das pessoas que ele mais amava (Senão a que ele mais amava) não queria mais olha-lo? 

Ele sentiu vontade de gritar, de correr atrás de Tetsutetsu e pedir por carinho e consolação, que sabia que o amigo o daria de braços abertos, visto que ele era um dos únicos que sabiam de sua paixonite por Katsuki.

Mas ele não faria isso. Respirou fundo. Uma vez, duas vezes, três vezes. Até que seus olhos já não queimavam e ele conseguia controlar sua respiração. Andou em passos firmes até os dormitórios, parando em frente ao quarto do Louro, onde bateu com firmeza, disposto a por todas as cartas na mesa naquele momento.

- O Que foi, cara... Kirishima? - Bakugou parecia realmente surpreso em vê-lo.

- Olá. - Ele respondeu, um tanto sem jeito. - Quero conversar com você.

Após hesitar por alguns momentos, Katsuki abriu espaço para ele passar e adentrar o quarto tão bem conhecido por ele. - O que é? 

- Eu que pergunto, cara! Estava tudo bem até que você simplesmente começou a ficar completamente distante, depois começou a me ignorar, e agora esse bilhete estúpido! 

- A Culpa é toda do Tokoyami! - Ele disse, jogando as mãos para o alto em sinal de redenção.

- De o que você está falando?

Katsuki levou as mãos ao rosto, claramente nervoso. - É muito complicado...

- Então me explica! 

Bufando, Bakugou marchou até sua mesa, pegando um cadernos e vários papéis soltos e jogando sobre seu braço. - Está aí tudo que você precisa saber, agora, vaza! 

(...)

Bakugou odiava desenhar, mas era isso que Kirishima estava segurando, não um, mas três desenhos seus, com os detalhes de sua cicatriz no olho até o sinalzinho que ele tinha na mão esquerda.

Também tinham vários rabiscos sobre ele (aquilo era um poema? Ele admirava, e achava extremamente fofo, mas aquilo definitivamente não era a praia de Bakugou), que falavam desde sua cicatriz até seus dentes, que falavam de como Bakugou sentia ciúmes (Ciúmes!) dele com Tetsutetsu, de como ele aparentemente tinha a energia mais contagiante de todas e de como sua companhia era gostosa.

Bakugou gostava dele? 

O garoto que ele gostava, gostava dele? 

Faziam quase três semanas desde que ele havia recebido o bilhete, desde então, não tinha falado com Bakugou, e, agora, sentado nas arquibancadas do colégio, ao lado de Mina e de Kaminari, assistindo a Bakugou explodindo Todoroki, ele percebeu que sim, Bakugou gostava dele, e ele gostava de Bakugou, e muito.

- Que papéis são esses, Kirishima? - Midoriya perguntou, o olhando. 

- Não são nada demais.... - Murmurou, arregalando os olhos quando Midnight anunciou a vitória acirrada de Bakugou no festival desportivo, depois dele ter ganho de Todoroki. - Você se importa de segurar para mim?

- Claro que não! - Disse Midoriya, com um sorriso gentil. - Vá atrás do seu homem. 

Envergonhado, assentiu e saiu correndo até o campo, onde um machucado Bakugou rugia em plenos pulmões sua vitória. Timidamente, Kirishima se aproximou, sorrindo ao ver a felicidade no olhar do outro.

- Parabéns, tsuki! - Ele falou, com a voz calma, sorrindo timidamente, porém, seu grito quando ele foi agarrado pela cintura e beijado, fora extremamente alto. 

Passou os braços pelo pescoço do Louro, sentindo-se realizado, mesmo que houvesse um friozinho na barriga: Ele estava sendo beijado pelo menino que ele gostava na frente do Japão inteiro! 

Quando o ar se fez falta e eles finalmente tiveram de se separar, sorriram envergonhados com todos os gritos e urros da multidão, principalmente de seus amigos.

- Ainda quer que eu mude de escola?

- Calado, cabelo de merda.  


Notas Finais


Mereço comentários...?


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