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História Ps: Você é especial para mim - Capítulo 20


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Capítulo 20 - Theo


Me esforcei para terminar a maior parte do meu trabalho antes do meu almoço; infelizmente faltava alguns documentos que ainda não foram enviados por um dos funcionários que estava em home Office.
Uma longa ligação de cobrança e algumas piadas que eu mesmo não entendi, que renderam risadas forçadas e um "acordo" de entrega até às 15:00; me permiti almoçar.
Antes de descer o elevador para meu tão esperando almoço, que me esperava na cantina da empresa, passei no banheiro e pouco antes de sair, me olhei no espelho, enquanto lavava as mãos, e me avaliei com o terno que vestia; estou exatamente como meu pai, meu alargador se quer combinar com esse terno, ou a maneira que sempre deixei meu cabelo, não sei, mas essa nova mudança é estranha, principalmente por tomar todo meu tempo, todo meu ser, tudo que eu fui...
Olhei para baixo e vi que a torneira altomatica já havia desligado, balancei a cabeça e sai do pequeno toalete e caminhei pensativa até o elevador. Dentro da pequena caixa cinza revi e realmente era hora de ser um homem, sem ter qualquer tipo de imaturidade dentro de mim; até porquê logo minha querida madrasta fará o máximo para me por para fora de casa.

Conclui mas um dia de trabalho e estava pronta para encontrar aquela nanica teimosa. Antes de entrar no carro joguei o jaleco do terno no banco de trás juntamente com a gravata e entrei seguindo o caminho ouvindo a rádio da cidade que tocava por coincidência It's you. Que poderia dar boas memórias vindas desta música.
Faltava pouco para ela sair do local, e eu se quer sabia onde iríamos, talvez em algum restaurante ou outro lugar.
Antes mesmo de eu conseguir me preparar ela já batia no vidro do carro com sua mochila nas costas e seu sorriso no rosto. Era simplesmente lindo e sincero.
Abri a porta e ela entrou passando a mochila para os pés e se sentando.
- Nossa gostei mais desse estilo. - sorriu desabotoando um dos meus botões. - agora sim.
- Você também tá bonita. - respondi dando partida no carro.
- É o poder que um batom tem. - riu. - como foi seu trabalho?
- Te conto quando chegarmos, onde que ir?- perguntei pressentindo que seria algum fast food.
- Burger King. Estou morrendo de vontade de comer um sanduíche. - disse ela tirando seu aparelho na bolsa.
 A maneira que comentou do alimento foi engraçada, ou apenas era diferente a maneira que eu mesmo a via. antes mesmo de sair do carro ela fez um coque em seus longos cabelos castanhos mel, saiu com a mochila nas costas e comentando de mais um dia simples e se quer interessante nos olhos de qualquer outro,(já que eu adorava ouvir sua falas um pouco infantil).
 Pensamos no que iriamos comer, pedimos no balcão e eu insisti, muito para pagar ambos os lanches. Eli escolheu a mesa perto da janela onde podíamos ver a rua, e com o cair da noite víamos os faróis dos carros e as outras luzes que se proliferam geralmente a noite.
 - E como anda sua vida ? Seu trabalho foi tranquilo ? - perguntou em meio a sua primeira mordida no grande sanduíche.
 - Normal, acredito estar dentro da monotonia sem se quer perceber quando entrei. - Respondi respirando fundo.
 - É uma fase complicada, eu imagino. Sair do ninho e ser logo jogado em uma empresa grande e ter uma função importante de imediato é um copo de gelo que vai ser difícil de engolir de uma vez, mas tente focar no seu futuro isso é um trabalho incrível, logo vai estar morando em sua própria casa, com suas regras. - sorriu com um pouco de ketchup na bochecha; se não fosse o tom meigo e agradável de sua voz com certeza ficaria assustado com toda essa maturidade sendo arremessada sobre mim.
 - É verdade, mas eu acho que estou perdendo o meu eu.- falei esticando o braço para limpar seu rosto com o guardanapo.
 - Dezenove anos já tendo seu próprio apartamento é algo a se comemorar; e talvez isso é apenas falta de ver por outro lado. 
 - Como assim ?- perguntei confuso e em fim mordiscando meu lanche.
 - Está modificando, com todas as suas experiencias e todo o seu passado, atingindo em cada momento um Theo novo, maduro, porém sem deixar de ser você mesmo do passado... com certeza vai aparecer coisas que vão se mudar mas só deixa acontecer sem sofrer. 
 Olhar aquele projeto de anjo e não imaginar de maneira nenhuma como ela consegue ter respostas incríveis par simples problemas, como o meu agora.  Ela parecia calma e certa do que dizia, mesmo, eu, não acreditando que ela tenha passado por algo parecido. 
 - Tem razão novamente. - suspirei - annm... como anda sua mãe, a pequena Emilly? - perguntei sem dar muita atenção a minha própria pergunta.
 Me estacionei em sua resposta sem perceber que meu lanche ainda se encontrava pela metade.
 - Bem, depois que Charlie foi finalmente preso; chegamos a descobrir que ele tinha mais dois crimes registrados e estava foragido a anos. - sorriu terminando finalmente o lanche. - Aliás eu só tenho a te agradecer, se não fosse seu apoio sabe-se lá o que faria, ou que poderia me acontecer de pior. 
 Por um minuto, antes de responder, parei para ver como aquela garota tinha se tornado madura; seu conselho coube a mim pois ela mesma teve que amadurecer, amadurecer antecipadamente por conta de um homem cruel que a atordoou por anos, fez sua vida infeliz e talvez em algum futuro pode ocasionar em alguma consequência.
 - Eu que agradeço, acredito ser você que sempre vai me dar essa sensação de que posso ser eu mesmo sempre. - falei a fissurando com os olhos. 
 - Um brinde para nós então. - falou sorridente, estendendo o copo de papel em seguida sem pensar muito. 



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