História Psicose - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Ficção, Investigação, Mistério, Monsta X, Suspense
Visualizações 12
Palavras 1.675
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura pessoal❤

Capítulo 13 - 12


 

 

 

[...]

A banheira estava cheia de água misturada ao sangue que escorria dos cortes na garganta dela. Tirei seu corpo frio de dentro da água, que caiu sobre mim no chão húmido do banheiro.

Thais chorava, soluçando de desespero, Changkyun estava paralisado na porta, com olhos arregalados e embargados olhando para nós duas, caídas no chão molhado.

-O... O que vamos fazer?! -Thais limpava as lágrimas dos olhos inchados e vermelho.

-Eu vou chamar os detetives. -Changkyun disse.

-Não! -Gritei. -Eu irei...

Me levantei, deitando o corpo opaco de Junhui delicadamente, tocando com meus dedos que tremiam as letras infernais marcadas em seu pé direito: A.T
 

Tirei minha camiseta suja de sangue, pegando uma seca e limpa, vesti e bati a porta, deixando os três lá dentro.

Meu corpo parecia não corresponder aos meus comandos, porque por mais que eu insistisse, cada célula minha se contorcia de medo, ódio, vontade de vingança... Fechei a porta do alojamento com dificuldade, mas enfim consegui.

 

Passando pelo portão vi Jooheon, Kihyun, Minhyuk e Hoseok, caminhando para seus alojamentos.

-Onde vocês estavam? -Perguntei-lhes, os mesmos me olhavam confusos, até um pouco assustados.

-No Playground...

-Cadê o Hyungwon?

-Ele não foi, disse que tinha trabalho para fazer. -Jooheon disse.

Suspirei pesado, sentindo o peso afundar meus ombros, o peso de se ver tantas mortes e não consegui-las impedir.

-Jun... Jun... Junhui foi morta, ela está lá no quarto 22. -Falei olhando nos olhos de Jooheon que mudou a feição de assustado para horrorizado.

Deixei eles parados lá, e andei para o campus. Acima de minha cabeça, a lua cintilava seu tom prateado, iluminando o caminho escuro. Já não havia mais ninguém rodando pelo local, mas as luzes da reitoria estavam acesas.

 

Andei com passos largos, passando pela entrada, onde havia uma secretária no balcão, segui direto, batendo forte na porta da sala de orientação assim que cheguei até ela. Jiho a abriu, ele segurava um copo de café na mão e não estava usando o terno de sempre, só uma camisa social branca.

-Amélia?

Ele me convidou para entrar, mas notou minha feição perturbada e me perguntou:

-O que foi dessa vez?

-Ele matou minha colega de quarto!

Sem delongas, os dois detetives pegaram seus paletós e suas maletas e trancaram a sala.

Corremos de volta ao alojamento.

 

O corredor estava abarrotado de alunas afoitas, choramingando assustadas. Entramos pela porta que estava escancarada, e além dos três que deixei, estavam lá dentro também a senhora Bora, Jooheon, Kihyun, Hoseok e Minhyuk... Jooheon segurava Junhui nos braços.

-Quero que liguem para a família dela. -Hyunwoo disse.

-Eu ligo! -Senhora Bora falou, saindo pela porta.

-Os demais, eu peço que saiam, precisamos analisar o local do crime, que já foi bastante modificado. -Jiho olhava para Jooheon.

Eles saíram do quarto, mas eu fiquei, parada no pé da porta, olhando o corpo desfalecido da garota mais cheia de vida que já conheci.

-Amélia, você também... Precisámos do local vazio.

-Não, eu vou ficar com ela e, aliás, o assassino é homem, alto e tem ombros relativamente largos... Ele me trancou numa das salas de aula e veio aqui matar Junhui, fazendo a replica do assassinato de minha mãe. -Falei tudo de uma vez, quase perdendo o fôlego.

-Tem coisas que não nos contou não foi Amélia?! -O detetive Jiho me encarava. -Precisa ser honesta se quiser que consigamos prender o culpado.

Respirei fundo, meus olhos pesavam e eu me sentia um pouco zonza.

-Os assassinatos daquela manchete que lhes mostrei, as vítimas eram minha família, eu fui a única sobrevivente... Não me lembrava de nada pois perdi minhas memorias por causa do trauma, mas agora alguém está matando pessoas, replicando a morte de minha família. Junhui morreu igual minha mãe.

E mais uma vez os olhos dos dois estavam cravados sobre mim.

-Acha que pode ser o mesmo assassino, ou alguém que tomou conhecimento e tá querendo brincar com você? -Jiho indagou-me, ainda com seu olhar firme.

-Não faço a menor ideia...

-Olha Amélia, nós precisamos de cada uma dessas evidências aqui, agradecemos sua ajuda, mas acho melhor você descer e beber um copo de água.

Assenti, arrastando meu corpo para o lado de fora, batendo a porta. O corredor estava vazio, a não ser por Thais, Changkyun e Jooheon parados no canto da parede.

-Como está? -Thais me perguntou.

-Vou ficar melhor se um de vocês me levar até o alojamento masculino.

Changkyun fez cara de confuso, mas pegou em minha mão e me fez acompanha-lo.

-Como está Amy, depois de tudo isso?!

-Não sei, é como se eu sentisse, mas meu corpo não fosse capaz de expressar.

-Você desconfia de mim não é?

-Desculpa por isso, mas eu não consigo pensar mais com clareza, está tudo confuso...

-Olha -Ele parou e ficou em minha frente, com suas duas mãos em minhas bochechas, encarando-me com seus olhos castanhos... Estava com saudade de vê-los de tão perto. -Sou o teu melhor amigo desde os sete anos de idade, não desgrudamos um do outro esses anos todos, eu te conheço como a palma de minha mão e te ver assim não me faz bem, então eu te peço para que seja forte, igual sempre foi, igual quando me defendia dos valentões da escola, igual quando as pessoas eram preconceituosas com você... Eu sei que vai descobrir quem é esse cretino e vai por ele atrás das grades, e eu irei te ajudar...

Gostava das palavras de força que Changkyun me dava, era como se nada de ruim estivesse acontecendo e que éramos apenas crianças brincando no quintal de casa, mas diferente do que Changkyun disse, eu não queria que o assassino fosse para atrás de uma simples grade de prisão...

 

Entramos no alojamento masculino, passamos pelo corredor, parando na porta de número 20. Changkyun bateu e depois de alguns segundos ele abriu.

Cara amassada, cabelos bagunçados. Usava um moletom preto e calça jeans, seus olhos sempre vinham de encontro com os meus, mas o ódio que eu sentia falava mais alto.

-Onde estava meia hora atrás... Hyungwon?!

-Quê?

-Não foi para o playground com seus amigos, então, onde estava? -Meu tom de voz era alto e grave.

-Eu fui na biblioteca pegar uns livros, voltei e acabei dormindo... Mas pra quê esse monte de pergunta?!

-Junhui está morta, e eu vi o assassino na minha frente há quarenta minutos atrás, e ele tem a mesma altura que a sua.

-Não sou assassino Amélia, eu tenho mais o que fazer, como estudar por exemplo...

-Espero que não esteja mentindo. -Dei meia volta, mas parei quando o ouvi perguntar.

-E como... Como você está?

-Não faz diferença, não até eu pegar o culpado.

Voltei a andar, Changkyun veio logo atrás.

 

Do lado de fora dos dois alojamentos, o carro dos legistas levava o corpo de Junhui para o laboratório.
 

Senti meu coração apertar de angústia e um nó se formar em minha garganta, eu não ouviria mais suas reclamações sobre meu jeito estanho de me vestir e minha falta de organização, não a ouviria cantar mais pela manhã enquanto se arrumava... Não estaria mais com sua companhia entusiasmada, calorosa e irritante... E saber disso não era nem um pouco bom.

Senti uma lágrima escorrer dos olhos, limpei com as costas da mão e fui para dentro do alojamento feminino.

 

Os detetives já haviam saído do quarto, mas as manchas de sangue continuavam lá, sujando o chão de piso branco.

Senhora Bora entrou e pediu para que pegássemos nossos cobertores e levássemos para o quarto vago dos fundos. Peguei meu pijama, meu cobertor, minha escova de dentes e uma toalha, Thais pegou as coisas dela e fomos pro quarto no final do corredor do terceiro andar. Era pequeno, cabia malmente as duas camas de solteiro e uma cômoda ao pé da janela. O banheiro também era pequeno, mas era mais do que o suficiente.

Tomei um banho rápido, me sequei e vesti o pijama azul com desenhos de pequenas estrelas. Depois que Thais tomou o dela, ela veio e se sentou do meu lado na cama, onde eu encarava as mensagens do número restrito em meu celular.

-Você não parece bem, é melhor ir dormir.

-Acho que não vou conseguir.

-Mas tem que tentar. Dona Bora deixou esse chá para nós, ela disse que acalma. -Thais pegou o bule que estava em cima da cômoda, pôs o chá em duas xícaras, me deu uma e ficou com a outra.

Era de camomila, eu reconheceria o gosto de longe, minha mãe, a que me criou todos esses anos, fazia chá para nós duas tomarmos enquanto liamos o jornal da manhã de Busan.

 

Thais pegou no sono rápido, mas quando eu consegui tirar todos os pensamentos ruins da cabeça e dormir, já eram quase 04:00am.

 

 

Não tivemos aula, e todos os alunos foram chamados para a cerimônia de homenagem ao professor Kang e Junhui, por volta das nove da manhã. O auditório já estava liberado, colocaram jarros de flores por todos os cantos. No palco haviam as fotos deles num quadro posto em tripés; o porteiro, a garota do quarto 28, a secretária do RH, o professor Kang e Min Junhui...

 

Todos estavam lá, usando preto, com os rostos abatidos e tristonhos. Thais ficou sentada do meu lado, na quarta fileira de cadeiras. Changkyun e os amigos estavam na fileira de trás, senhora Bora se sentou junto aos outros funcionários da instituição. Taehyung tirava fotos dos familiares e do local. E os detetives conversavam com um policial de guarda.

O diretor fez seu discurso de apoio ao familiares e amigos, e assim que desceu do palco, Jooheon subiu segurando um violão na mão, ele foi até o microfone.

-Essa música é dedicada a todas às vítimas e, principalmente, para minha Junhui...

 

 

 
 "It's been a long day, without you my friend
 And I'll tell you all about it when
  I see you again
 We've come a long way from where we began
 Oh I'll tell you all about it when
 I see you again
 When I see you again"
 

 

                                    ​***


Notas Finais


Teorias novas???


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