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História Psiquê - Capítulo 1



Notas do Autor


Oi meu anjos, tudo bom? Vim aqui mais um mês postar a fanfic desse projeto maravilhoso.

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Psiquê - Capítulo 1 - Capítulo I


“Talvez a gente tenha se encontrado

 na hora errada”

- Melhor eu ir.


Primavera de 2014


Era mais uma manhã calma na cidade de Konoha. Neji se encontrava nervoso, pois esse dia era especial, iniciaria seu estágio como interno de psicologia.


Chegou no prédio onde ficava o consultório as exatas 8h55, onde calculou que levaria cinco minutos para entrar na sala e completar a nove horas, que era a hora que combinou de chegar. Sempre foi muito pontual e se orgulhava muito disso.


Inúmeras são as histórias e as loucuras que já fez para estar sempre no horário, um forte exemplo foi o dia que correu uma distância que normalmente duraria vinte minutos de caminhada em oito minutos, somente para não se atrasar para a escola.


Sentia orgulho de todas as loucuras, pois elas o renderam um histórico impecável, com as melhores notas, avaliação de professores e indicações, e essas indicações o levaram para a melhor faculdade de psicologia da região e também o levou ao presente, onde está prestes a entrar no consultório de Hatake Kakashi, o melhor psicólogo e professor da área na cidade.


Suas mãos suavam enquanto estava no elevador se dirigindo ao quinto andar, tentava secá-las em sua roupa, o que não funcionava por muito tempo. Era claro seu nervosismo, não somente pelo status do homem,  mas também por ser grato a forma que ele ajudou sua família, com a depressão de sua prima anos atrás.


Quando chegou no andar, olhou seu relógio, 8h57, apressou seus passos até a porta “123”.  Antes de abrir a porta, colocou seu jaleco rapidamente, o sobrenome Hyuuga estava bordado em linha preta e o brasão da faculdade em seu braço direito, o brasão era totalmente dourado.


Ao adentrar encontrou a recepcionista que aparentava já estar na casa dos trinta anos, em menos de meio minuto, Neji fez uma análise da aparência dela e como achava que era a personalidade da mesma. 


Olhou a hora novamente 8h58, tratou de se identificar para a senhora, que o informou sobre a espera de Kakashi na sala de atendimento.


Quando o relógio em seu pulso apitou indicando que havia chegado a hora tão esperada, entrou na sala, onde o grisalho o esperava tomando uma boa xícara de café.


O Hyuuga se aproximou lentamente, e Kakashi levantou.


– Hyuuga Neji, certo? – Esticou a mão para o Hyuuga, que segurou firme.


– Sim. – Se esforçou para não gaguejar e temia que sua mão estivesse suada no momento do aperto. – Antes de qualquer coisa gostaria de agradecer a oportunidade de aprender com você. 


- Eu que agradeço a oportunidade de poder ensinar alguém tão empenhado como você. Antes de enviar minha resposta, eu olhei seu histórico, a forma como ele é impecável me deixou curioso e ansioso para ensiná-lo.


Neji deixou escapar um sorriso, que não passou despercebido pelo professor.



Ao longo do dia Kakashi começou uma dinâmica com o aluno, disse para observar os pacientes que chegavam e tentasse montar um perfil de como eram, procurando descobrir o que tinham. Neji seria chamado junto do paciente para que pudessem ser apresentados e que assim conseguisse ver a forma como se comportavam em uma conversa, logo após a retirada do paciente daria seu veredito, onde o mais velho diria se estava correto ou não. de qualquer forma conversariam sobre a doença e suas formas de tratamentos até que o próximo paciente chegasse e assim iria iniciar tudo novamente.


A última paciente do turno da manhã havia acabado de chegar, o moreno rapidamente fazia a análise enquanto a mesma estava conversando com a recepcionista. Não aparentava ser mais velha que ele, se vestia de forma simples o que indicava que ainda poderia estar estudando, sorria bastante e aparentava simpatia, de fato essa o deixou na dúvida.


Em poucos minutos foram chamados na sala, onde o Hatake logo começou a apresentação.


– Tenten, esse é Hyuuga Neji, a partir de hoje ele será meu aluno no turno da manhã.


– É um prazer. – Sorriu. – Fico feliz em te conhecer e espero que possamos ser amigos.


Após as apresentações Neji se retirou. Continuou pensando em que tipo de problema ela teria.


– Talvez ela não tenha nada… – Sussurrou. 


É claro! Existe muitas pessoas que simplesmente vão ao psicólogo para conversar e pedir conselhos, esse com certeza é o caso dela.


Aguardou pacientemente até que a paciente se retirasse e entrou. Estava animado, havia percebido a pegadinha por trás daquela dinâmica.


- Parece que estar animado, por acaso descobriu qual a doença dessa vez?


- Sim, não há doença, ela é um dos que vem o psicólogo para conversar.


- Como chegou a essa conclusão? – O mais velho parecia intrigado com a resposta.


- Ao observar a forma de interação dela, eu percebi que ela não se encaixava no perfil básico de várias doenças, estava quase desistindo quando essa hipótese veio à mente, decidi me apegar a ela por fazer sentido.


- Sua conclusão é realmente interessante, porém, infelizmente, está errada. – Neji o olhou confuso. – Essa dinâmica de hoje tem um objetivo, que enquanto estiver estudando em casa tenha ela a todo tempo em sua cabeça. Quando você está lidando com pessoas tudo é imprevisível, as pessoas que menos aparentam podem ter as piores doenças, Tenten por exemplo, tem depressão profunda.


Naquele momento Neji duvidou de tudo o que sabia. Como uma pessoa sorridente como ela pode ter depressão? De fato, pessoas com depressão ainda sorriem, mas não tão abertamente.


Ficou tão imerso em seus pensamentos que nem ao menos prestou atenção na explicação de Kakashi, ficou extremamente curioso sobre quem ela era, tentaria se aproximar dela na próxima semana.



Na parte da tarde faria estágio em um ambulatório público, seus dias de estágio com o Hatake eram todas as segundas e quintas, então sua semana era sempre bem corrida.


Sempre que podia encontrava com algum amigo e tomavam café ou almoçavam juntos, no momento estava com seu amigo de infância, Rock Lee. O rapaz fazia faculdade de educação física e trabalhava como ajudante em uma academia, a vida era corrida para ambos.


Por estar meio distraído, pensando na doença de Tenten e a forma como ela escondia bem, quase não ouvia o que o amigo dizia. Brincava distraidamente com um brócolis em seu prato enquanto pensava.


- Cara, você tá me ouvindo? – Lee percebeu a distração do amigo.


- Uhum. – Se limitou a dizer apenas isso, ainda jogando o brócolis de um lado para o outro no prato.


- Está mesmo?


- Uhum – Respondeu da mesma forma.


- Que bom mano, eu estava aqui dizendo que deveria desistir da faculdade, queimar a academia e virar terrorista. – Decidiu testar.


- Claro, é uma boa ideia – Respondeu de automático sem prestar atenção no que foi dito.


Já impaciente Lee começou a estalar dos dedos na frente dos olhos perolados, para ver se assim o tirava do transe.


- Desculpa. – O Hyuuga suspirou. – Estou encucado com uma paciente que apareceu hoje no consultório.


- Mas já? Primeiro dia e já tá afim de uma paciente, até parece enredo de filme pornô hétero. – Fez uma careta no final, as vezes até o Hyuuga esquecia que Lee era bi.


- Não é nada disso pateta! É a forma como ela consegue esconder a doença que ela tem, pessoas com esse diagnóstico costumam ser um pouco mais fechadas.


- E quem seria essa garota que para chamar sua atenção não fez nada?


- Tenten, se não me engano.


- Tenten? – Questionou Lee, surpreso. – Mitsashi Tenten?!


- Acho que sim.


- Tanta garota para você pregar os olhos, você foi logo nessa. – Suspirou. – Nos conhecemos quando ela começou a malhar na minha academia, ela é uma pessoa legal, mas meio esquisita, não sei o porquê, ela vive sorrindo mesmo com um olhar triste. Todos ficam cochichando sobre ela.


- Não fizeram isso na frente dela, né?


- Não sei.


Neji suspirou cansado. Essa garota realmente chamou sua atenção e não iria poupar esforços para saber mais sobre ela e ajudá-la a enfim, sorrir de verdade. 




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