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História Psiquê - Capítulo 3



Capítulo 3 - Capítulo III



“E eu vou me levantar

Eu vou me levantar como o nascer do dia

Eu vou me levantar”

- Rise up.


Os dois se encaravam em silêncio, nenhum dos dois estava acreditando no que estavam vendo. Principalmente Neji, passou tanto tempo procurando por ela que nem sabia como reagir quando a encontrou.


Doutora? A enfermeira chegou e os tirou do transe. Precisamos de você o mais rápido possível quando terminar aqui.


Claro, já vou. Tenten tomou uma atitude mais profissional e voltou a olhar os detalhes na ficha. Ok, foi um ataque severo de alergia. Abaixou a ficha e começou a examinar a pele visível do homem, havia algumas manchas. Desde quando você tem essa alergia?


Desde criança. A morena assentiu.


Tem alergia a algum medicamento?


Não. Observou a Mitsashi olhar para o monitor ao lado da cama. Tenten... Ao escutar seu nome, ela suspirou. Eu procurei por você.


Eu sei. Suspirou. O Lee me contou na época. O Hyuuga ficou boquiaberto, traíra, duas caras, salafrário! Não culpe ele, eu pedi para que ele não falasse nada. Entregou um receituário. Tome esse remédio de oito em oito horas até todas as vermelhidões passarem. Em seguida entregou um cartão com um número, o mais alto a olhou chocado. Me ligue amanhã à tarde, acho que te devo algumas explicações. E se retirou do leito.


Neji não sabia como reagir, queria gritar de felicidade, mas estava em público. Também queria matar o Lee, o desgraçado o viu procurando a mulher até no quinto dos infernos e não falou nada. Por hora, decidiu sorrir.


Assim que a enfermeira retirou o aparelho de seu dedo, foi até a farmácia para buscar o remédio, quando estava saindo sua prima chegou.


Cheguei! A azulada estava ofegante, o que indicava que ela correu do estacionamento até a entrada do hospital.


Minha carona chegou então. O sorriso estava intacto no rosto do maior.


Ih, tá feliz demais para quem acabou de sair de uma crise das feias. O que aconteceu?


Eu a encontrei, Hinata Disse com emoção mostrando o número da Mitsashi.


A Hyuuga levou alguns segundos para raciocinar sobre o que seu querido primo falava e quando leu o nome da médica, seus olhos se arregalaram. 


Mentira! O grito foi tão alto que Hinata foi chamada atenção. Vamos logo buscar seu carro, no caminho você vai me explicar tudo. Pegou no braço de seu primo antes dele responder e saiu arrastando-o até o carro.


Por todo o percurso Neji contou o que aconteceu consigo desde que saiu para o almoço, recebeu uma bronca da prima pelo descuido com a sobremesa, porém o mais alto não deixou barato e a deu um longo sermão sobre o descuido dela no trânsito e como isso acabaria a causando problemas.


Mas me diga, priminho lindo do meu coração. – Tentou contornar o sermão do primo, que a olhou com um semblante sério. O que tem a dizer depois de tanto tempo a procurando e finalmente a achando?


Em resposta soltou um longo suspiro, encostou a cabeça no apoio do banco.


Eu estou feliz, MUITO feliz e também estou nervoso, a última vez que a vi, ela estava se recuperando de uma depressão profunda. Então não sei como será daqui para a frente, nem sei se ela vai querer manter contato.


Ela te deu o número de telefone, então conversa com ela, deixa acontecer naturalmente.


Tem razão. Sorriu. Ela continua linda Sussurrou.


Hinata sorriu sapeca após escutar a frase, torcia pelo primo, o mesmo merecia ser feliz.





Na tarde do dia seguinte o Hyuuga estava agitado, estava visivelmente feliz, qualquer um que o visse em outros dias perceberia fácil.


Assim que encerrou os atendimentos foi direto para casa, queria conversar logo com a morena. Na verdade, não sabia como iniciar o diálogo, iria no improviso e teria que manter. Queria saber como ela estava depois de todos esses anos.


Quando chegou em casa foi direto preparar sua banheira para um relaxante banho, conversaria com a morena enquanto estava na banheira, que era o lugar onde ficava mais confortável depois do trabalho.


Após se despir e entrar na banheira, respirou fundo três vezes, parecia uma garota ansiosa para um encontro, nem parecia que era um simples telefonema.


Com um ímpeto de coragem discou o número do cartão, chamou algumas vezes até que a Mitsashi atendesse.


Alô? A voz da morena estava sonolenta.


Alô, Tenten? Te acordei? Se sentiu culpado, provavelmente ela estava muito cansada do plantão puxado.


Não se preocupe, estava no meu horário de acordar. 


Se quiser eu ligo outro dia.


Não, eu estava ansiosa para conversar com você. Aquela pequena frase fez o coração do Hyuuga se aquecer.


Bom... você disse que me devia explicações e fiquei curioso em onde você estava e por que nunca mais te vi.


A morena suspirou. 


Naquela época eu disse que estava com meu tratamento de depressão avançado já, eu vi que você estava realmente querendo se aproximar e isso me deixou feliz pra caralho. Neji escutou tudo atentamente. Mas naquela mesma semana eu tive uma recaída muito grande, quase tive que regredir todo meu tratamento. Os olhos do Hyuuga se arregalaram. Eu sei que foi injusto só sumir, mas não queria te arrastar para o caos que estava minha vida.


Olha, Tenten. Suspirou. Entendeu completamente o lado dela. Eu entendo o seu lado, você só se esqueceu de um pequeno detalhe. Sorriu e se aconchegou melhor na banheira. Me tornei psicólogo para ajudar a melhorar o caos na vida das pessoas. 


O coração da Mitsashi acelerou no outro lado da linha.


Então você me procurou...


Porque eu queria te ajudar independente do seu problema, te procurei em muitos lugares, queria saber como estava, acredite, eu iria até o fim do mundo para te encontrar.


Um silêncio reinou na ligação, o Hyuuga não sabia bem se deveria ter dito aquilo, até que escutou a respiração de Tenten ficar pesada.


Tenten? Está tudo bem? 


Obrigada. A voz da morena era chorosa. Fungou forte. Desculpa ter feito você ter passado por tudo isso. Fungou mais uma vez.


Só te perdoo se pudermos recomeçar.


Claro! Podemos nos encontrar amanhã se quiser.


Sim! Nos encontramos no horário de almoço. Vou te mandar o endereço de um restaurante ótimo no centro.


— Ok, amanhã no almoço nos encontramos. Até amanhã, Neji.


Até amanhã. Sorriu.


Após encerrar a ligação o Hyuuga não sabia o que tinha acontecido.


Meu Deus, meu Deus, MEU DEUS. Se levantou na banheira. EU CONSEGUI!


Saiu da banheira comemorando, até que pensou em algo.


Meu Deus! O que eu vou usar?




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