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História Psit - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Último SMS.


Fanfic / Fanfiction Psit - Capítulo 10 - Último SMS.


Jungkook P.O.V.

Depois de um banho rápido após chegar em casa, deito na cama pegando meu celular com um conflito mental ao querer ouvir a voz daquela garota chata. 

Ligar não será uma boa opção, já que ela pode muito bem não atender, então decido arriscar um sms. 


Garota chata:


Está acordada? 

Não. - rio de seu deslize. 

Então por que me respondeu? 

Eu respondi? 

Ainda está respondendo. 

Merda. 

Vai fazer o que amanhã? 

Atualizar documentos. 

E depois? 

Resolver questões da imigração. 

Então você não estará livre amanhã? 

Não. 

E domingo? 

Ainda estarei em Seul. 

Seul? 

Sim. 

Por que em Seul? Não tem como resolver aqui em Busan? 

Não, só lá. 

E quando você volta? 

Domingo a noite. Por quê? 

Nada não. Só pra saber. 

Quer saber a hora que eu vou e a placa do carro também não? - sua ironia é palpável até por trás de uma mensagem. 

E por que eu perguntaria isso? 

Sei lá, pensei que quisesse por seu plano de me matar em prática já que está fazendo tantas perguntas. 

Garota chata. 

Só queria saber se você estava livre pra eu te levar em um lugar. 

Me levar em um lugar? 

É impressão minha ou você está me chamando pra sair? 

Não é impressão sua. 

Um encontro? 

Eu sou responsável pelo o que eu falo, e não pelo que você entende. 

Eu vou te espancar da próxima vez que você falar assim comigo! 

Não, melhor, vou fazer isso da próxima vez que nos virmos. Entendeu, Jão? 

Vai dormir, garota chata. 


[...] 

9:01 AM

Ainda na cama, espreguiço meus músculos no intuito de despertar nesse sábado gélido de outono. 

Caminho para a cozinha após um longo tempo no banheiro e ponho a água para ferver enquanto ligo a televisão e em seguida pego meu celular vendo várias ligações não atendidas de Hiroshi. Estranho ligando de volta, mas antes desligo o fogo. 


Ligação On

- Pra que você tem essa merda se não atende? - tiro o aparelho do ouvido fitando a tela novamente para ver se não liguei errado. É, é mesmo ele. - Por que não atendeu? 

- O que foi, cara? 

- Você ainda não soube? 

- Pelo visto não. - ironizo caminhando para sala. 

- A _____ sofreu um acidente! - meu chão some. - Dois carros bateram de frente e caíram em cima do que ela estava. Os pais dela morreram no local, Jungkook. A minha mãe falou que a irmã mais nova dela está em coma. Estão no hospit... - o aparelho cai de minha mão e imediatamente saio correndo do apartamento em direção ao hospital. 

Ao chegar, adentro o hospital como uma bala e só paro de correr ao esbarrar com o balcão da recepção onde a moça me encara apavorada pelo susto. Tento recuperar o fôlego para falar. 

- O acidente da ponte. – tento gesticular, em vão. – Vieram pra cá? 

- Sim. – solto o ar que nem percebi prender. – Por quem procura? 

- _____ Peamoon. 

- O senhor é um parente? 

- N-namorado! - minto desesperado.

- Ela está em cirurgia, o senhor pode aguardar na sala de espera. – afirmo e começo a andar me guiando pelas placas e paro frente duas portas de vidro fosco, a sala de cirurgia. 

Sento-me em uma das cadeiras que ficam no corredor e aguardo.


[...]

3 PM

Levanto-me assustado quando as portas se abrem e me aproximo pela terceira vez para ver de quem se trata e sinto meu ar faltar ao vê-la naquele estado. É ela. Vejo o médico logo atrás e o barro imediatamente.

- Doutor, ela está bem? – aponto para a que é levada. 

- O que o senhor é dela?

- Namorado! – minto observando-o tirar a máscara cirúrgica e me olhar novamente.

- Estável. – diz calmo. – Ela quebrou algumas costelas que por sorte não perfuraram o pulmão. Deslocou a bacia e fraturou a mão direita, mas vai ficar bem.

- E enquanto aos outros?

- Que outros? 

- Que estavam com ela.

- No carro em que ela estava, apenas ela sobreviveu. Os pais faleceram no local.  - perco o ar. - Enquanto a criança, irmã mais nova dela, deu entrada no hospital já em coma e não resistiu, falecendo minutos depois de chegar. Sinto muito. – segura meu ombro quando dou um passo em falso. – Conhece algum outro parente dela que possamos contactar? 

- N-não, eles são imigrantes. – sussurro sentindo meu corpo mole.

- Então ela só tem você agora. – diz me guiando para o quarto onde ela foi levada e nos deixa a sós.

Observo-a deitada e desacordada enquanto me aproximo, mas antes seco uma lagrima que escorre ao vê-la naquele estado. 

Toco sua mão, ainda azul pelo corante de ontem, e sento-me em um banquinho ao lado de sua maca observando seu cabelo agora curtos. 

O médico contou que os cabelos dela ficaram presos nas ferragens e tiveram que cortar para conseguirem tirá-la de lá. 

Derreio a cabeça na cama a olhando e acabo cochilando por causa do calmamente que a enfermeira me deu, mas horas depois, acabo despertando com algo em meu rosto e quando abro meus olhos, vejo os dedos azuis se mexendo. 

Ergo minha face vendo-a me olhar e imediatamente aperto o botão que o médico me orientou caso ela acordasse. 

Segundos depois o profissional passa por ela juntamente com Jikyung e sua família. Eles se aproximam de _____ e eu me afasto, mas seus olhos não saem dos meus. 

O médico a examina e eu me afasto aos poucos sem cortar o contato visual, mas meu coração se parte e saio dali imediatamente ao vê-la começar a chorar.




Notas Finais


💣


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