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História Psit - Capítulo 24


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Capítulo 24 - Farinha do mesmo saco.


Fanfic / Fanfiction Psit - Capítulo 24 - Farinha do mesmo saco.


- Não tem mais para aonde correr, Jungkook. - o CEO da empresa me alerta. - É melhor você falar a verdade para os seus fãs agora, porque se eles descobrirem depois e lembrarem que você desmentiu, vão se revoltar. Além do mais, você não conseguiria esconder que tem uma filha para o resto da vida.

- Mas ela ainda é uma criança, só tem quatro anos!

- E vai crescer! Você não precisa mostrar o rosto da sua filha para todos só porque revelou que a tem. - me aconselha. - Na foto não mostra porque ela está de costas para a câmera e ainda por cima era noite.

- Eu não sei. - coço a nuca.

- Nós temos que nos pronunciar, Jungkook, não temos escolha e os fãs estão loucos cobrando uma explicação da empresa! Eu sinto muito, mas essa é a única saída.


[...]

- Aqui é a BigHit Entreteniment. - sento frente a televisão para assistir ao pronunciamento ao vivo da empresa para todas as emissoras. Eu conversei com _____ sobre e ela preferiu não intervir e deixar que eu decidisse, então a minha decisão foi essa: - Viemos aqui por meio dessa nota oficial, esclarecer os boatos e a foto ilegalmente postada. - prendo a respiração.

- Quem é a criança? - um repórter interrompe.

- A criança da foto é a filha do integrante de um dos grupos da nossa empresa, Jeon Jungkook! - o silêncio é presente por breves segundos, mas logo tudo vira um alvoroço com perguntas e mais perguntas gritadas e berradas pelos repórteres presentes, mas o CEO logo prossegue. - A foto foi tirada quando Jeon Jungkook se dirigia a casa onde seus pais estavam para uma visita. Acrescentando que tomaremos as medidas legais cabíveis sobre o assunto imediatamente. Obrigado.


[...]

Inverno, 2018.

Se tudo voltou ao normal? Digamos que sim. Houve um alvoroço naquela época quando revelei sobre minha prole, mas alguns meses depois as pessoas se aquietaram e tudo voltou ao normal, mas a pergunta que nunca se calou foi: "Quem é a mãe?". Óbvio que eu não disse, e nem pretendo, não quero tornar a minha vida pessoal mais pública do que já é.


Entro no elevador com minha roupa de academia para praticar meus exercícios diários e não perder o meu abs maravilhoso. Eu não sou tão convencido assim, tá legal? Só não quero perder minha forma física.

- Cara, eu sou muito lindo! - sussurro ao ver meu reflexo nas paredes espelhadas do elevador. - Olha esse rostinho! - pisco para mim mesmo. - E essas coxas? - aperto os músculos me sentindo a única bolacha do universo. E eu sou a única! - Então é por isso que aquela tarada gosta de sentar nas minhas pernas? - rio convencido. - Garota chata!

As portas do elevador se abrem e me recomponho para ir à academia do prédio, mas paro imediatamente ao ouvir uma voz conhecida.

- Boa noite. - fito a recepção o vendo. Não!

- Boa noite. - o síndico o cumprimenta e me aproximo já nervoso. O que esse imbecil faz aqui?

- Eu procuro por... - diz pegando uma pasta.

- O que faz aqui? - ele se assusta ao ver-me ao seu lado.

- Jungkook? - para o que está fazendo para me olhar. - Que surpresa.

- Digo o mesmo, Kang Joohyun. - o meço de cima a baixo.

- Você mora aqui?

- Não está óbvio? - meu tom de voz é o mais seco e áspero possível.

- É, está. - me mede de cima a baixo também.

- Por quem o senhor procura mesmo? - o síndico chama a atenção do mais alto.

- _____. - endireito a postura o encarando quando ele responde sem tirar os olhos dos meus. - _____ Peamoon.

- A senhorita Peamoo...

- O que você quer com ela? - interrompo o síndico vendo o outro sorrir cínico.

- Assuntos de trabalho.

- Trabalho? - aproximo escorando no balcão fazendo o outro recuar um passo. - Você trabalha com ela?

- Sim. - seu tom é provocador. - Algum problema com isso? - Sim! O fato de que vocês já gostaram um do outro voltou a me perturbar e agora descubro que vocês trabalham juntos, esse é o problema! Você não vai entrar de novo no meu caminho, seu imbecil!

- Não, nenhum. - digo pondo as mãos em sua gravata para arrumá-la delicadamente (lê-se: apertar o pescoço do outro com o pano ao encurtar o nó) e rio ao vê-lo estremecer. - Enfim, sobre o que você precisa falar com ela? - Joohyun tira minha mão de si afrouxando a gravata.

- É confidencial da empresa. - cerro os olhos o analisando.

- Ela não está. - digo por fim, mentindo é claro.

- Como você sabe?

- Eu moro aqui, esqueceu? - Odeio esse sorrizinho cínico dele! - Entregue-me os papéis e eu darei a ela.

- Sinto muito, mas esses papéis só saem da minha mão para a dela. - Esse idiota tem talento para me tirar do sério, não é possível!

- Então volte outra hora porque ela não está!

- São onze da noite.

- Por isso mesmo. - as faíscas são visíveis saindo de nossos olhos. - Volte outra hora! - ele me encara por alguns minutos enquanto ri cínico, mas logo dá dois tapinhas no mármore dando meia volta. Observo-o sair. - Não deixe ele subir em hipótese alguma! - alerto o síndico que afirma. - Quem ele pensa que é? - cicio indo para a academia do prédio.

Ele não vai tirar ela de mim!

Dá pra ver nos olhos dele que ele está disposto a me desafiar e eu, de forma alguma, perderei para ele.

Jamais!


[...]

12:07 AM

Para não acordar os hyeongs, como sempre, vou para o apartamento das minhas mulheres. Abro a porta e vejo a ocidental na mesa com alguns papéis. Passo reto para tomar banho.

- Tem alguma coisa para me contar? - paro quando ela me chama.


_____ P.O.V.

- Eu? - confuso, ele interroga apontando para si mesmo. Afirmo com a garganta. - Não.

- Certeza? - arqueio uma sobrancelha. Ele afirma. - Então porque você o expulsou do prédio?

- E-eu? Expulsei ninguém não.

- É mesmo? - ele afirma novamente e logo fica em silêncio quando eu o encaro.

- Como você soube?

- Jungkook! - jogo a caneta na mesa e cruzo os braços.

- O quê? - falha a voz. - Eu não fiz nada.

- Eram documentos importantes que precisam estar prontos amanhã de manhã! - explico. - E por sua causa eu terei que ficar até tarde resolvendo isso!

- Eu não sabia. - finge uma carinha triste. 

- Esquece! - balanço a mão no ar. - Vai tomar banho, você está fedendo a suor.

- É esse suor que faz esse corpinho ficar sarado. - sorri apontando para si mesmo.

- Sai do cu, bosta!

- Ei, eu não sou tão metido assim! - se defende.

- Não, nadinha. - volto a escrever percebendo sua aproximação sorrateira. Seus braços são postos na mesa em que estou para sustentar seu corpo enquanto me olha. O meço de cima a baixo.

- Vai dizer que não gosta? - sussurra provocador.

- Do quê? - rio percebendo seu olhar ficar mais intenso. - O que está tentando fazer?

- Estou tentando te seduzir.

- Você é louco. - rio voltando ao trabalho.

- Eu não sou, mas posso ficar se você quiser. - o fito novamente. Seu olhar é sugestivo e malicioso.

- Vai tomar banho, vai! - levo minha mão ao seu peitoral malhando para o empurrar, "apenas".

- Quer vir comigo? - sugere fitando minha mão ainda em seu corpo que agora vagueia pela extensão.

- Não, obrigada! - recolho meu braço ainda o medindo.

- Tá bom. - ergue o corpo ainda me encarando. - Sua tarada!

- Vou nem te responder. - rio voltando ao trabalho.

- Ei. - ergo a vista o vendo parado no batente. - Está livre amanhã à noite? - afirmo com a cabeça. - Me encontra no Kiu's às oito. - largo tudo para olhá-lo.

- Kiu's? O restaurante? - ele afirma tímido. - Isso é um encontro por acaso?

- Nunca tivemos um, então... - desvia o olhar envergonhado fazendo-me rir. - Pensei que poderia ser legal. - toma coragem para me olhar, agora esperançoso. - Você topa?

- Por que não? - ele sorri logo adentrando o quarto.


[...]

- Chegamos. - o taxista avisa ao pararmos frente ao restaurante.

- Obrigada. - suspiro.

- Está nervosa? - o mais velho pergunta ao perceber que não me mexi. Afirmo. - É um encontro? - afirmo novamente. - Cara de sorte.

- O que disse? - pergunto ao não entender.

- Ele é um cara de sorte! E a senhorita está belíssima. - sorrio.

- Obrigada. - agradeço pelo elogio e pela corrida ao lhe entregar o dinheiro.

- Disponha.

Dou um último sorriso me preparando para sair do carro, mas paro imediatamente ao fitar a vidraçaria do restaurante através da janela do automóvel. Não sinto mais meu coração bombear sangue e nem meus membros se mexerem, apenas meus olhos me obrigam a assistir a cena.



O que a Haeran está fazendo sentada com você, Jungkook?

E por que você está sorrindo pra ela?




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