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História Psycho - Capítulo 10


Escrita por: e Min_Chun


Notas do Autor


Olha quem voltou depois de muito tempo!

Juro que eu e a Mimi nos esforçamos para trazer esse capítulo o mais rápido o possível, mas ficou difícil com a tag da escrita. Enfim, pedimos desculpas pela demora e desejamos que tenham uma boa leitura desse capítulo! <3

Capítulo 10 - Capítulo nove.


Fanfic / Fanfiction Psycho - Capítulo 10 - Capítulo nove.

Hospital psiquiátrico de Danafor.

18/01/2020 as 10:45


Um sorriso encantado não saia dos lábios de Meliodas, e isso era no mínimo estranho para sua psicóloga, que estava sentada em uma poltrona na frente do loiro.

Era o dia da consulta de Meliodas com sua psicóloga, mas era muito normal que o loiro não falasse muito, respondia somente o que ela o perguntava ou coisas que não tinham muito sentido, mas hoje aquele sorriso radiante decidiu aparecer para iluminar o rosto de Meliodas. O loiro não falava nada a não ser sobre a sua nova médica, e o quanto ela é bonita, gentil e amável com ele.

— Você está realmente gostou dela não? — perguntou a psicóloga, Guila Edwards, que sorriu com aquela animação toda. — É uma grande novidade pra mim o ver assim tão feliz, normalmente você parecia ser tão tímido em nossas consultas.

— O Meliodas está muito feliz mesmo, afinal, fez uma nova amiga! — Respondeu o loiro animadamente. — Você acredita que ela gostou dos desenhos do Meliodas, Guila?! Nem o Ban tinha elogiado tanto os desenhos.

O sorriso de Guila aumentou ainda mais, gostou de ver o loiro puxando conversa com ela, pois assim ela poderia o conhecer de uma maneira melhor e bem mais leve.

— Mas, mudando de assunto... — A psicóloga um pausa, desmanchando lentamente o seu sorriso. Olhando no fundo dos olhos verdes esmeraldas de Meliodas, a médica pensou que era a hora certa para perguntar sobre o que tanto a incomodava na história do loiro. — Ainda tem seus pesadelos com a morte de seus pais?

Silêncio.

Não houve resposta do loiro e não houve outra pergunta da asiática. Em um suspiro, Guila se sentiu mal por estraga o clima bom. Agora está novamente tenso naquela sala.

Era sempre assim, ao ficar sozinha com o Meliodas na mesma sala e fazer perguntas como essa não terminava bem. Rezou que dessa vez, aquilo não acabasse com um ato descontrolado vindo de Meliodas.

— Não precisa responder se não quiser. Sei que você pode ainda não estar pronto para esta...

— O Meliodas não sonhou com eles na noite passada... — a interrompeu olhando para outra direção enquanto falava, evitando os olhos da psicóloga. — Meliodas não sonhou com os problemas de álcool do pai, ou os surtos de bipolaridade de raiva da mãe... — Fez uma pausa ao olhar para uma estante de livros na sala. — Meliodas sonhou com o dia que estava lendo um livro de história junto de Zeldris... — levantou-se do sofá e caminhou até a estante daquela sala. — sonhei com o livro de Dom Quixote... — Pegou o livro que citara da estante e olhou para ela mostrando o livro.

Guila não teve tempo para perguntar mais nada, a jovem mulher asiática ouvir o som de três batidas na porta de sua sala. Uma enfermeira entrou dizendo que já era a hora da sessão de outro paciente que estava a esperar atrás da porta.

Quando Meliodas estava prestes a sair na a companhia de Diane, que o levaria até Elizabeth, Guila o pega pelo pulso com delicadeza, assim que Meliodas se vira para questionar a ação da médica, ela recita uma das frases de Dom Quixote:

— "Quem lê muito e viaja muito, muito vê e muito sabe." — sorriu entregando o livro de Dom Quixote. — É o meu trecho predileto... — sorriu amistosa para Meliodas enquanto o entregava o livro, o loiro sorriu de volta com simpatia já pegando o livro que o era alcançado.

— O favorito do Meliodas é: "nós nos tornamos naquilo a que nos apegamos." — Ao terminar de recitar a frase, o loiro sai da sala do mesmo jeito que entrou: radiante.

Diane se questionava confusa o que tinha acontecido naquela sala. Desde que começou suas seções com Guila, Meliodas nunca havia saído com um sorriso.


-★-


O gosto amargo do café preto entrou em contato com as papilas gustativas da médica de fios prateados. Ela gostava assim: sem leite e sem muito açúcar, uma colher no máximo.

A sala reservada apenas para os médicos estava praticamente vazia, se não fosse por Elizabeth, Harlequim, Ban, um paciente e mais outras duas médicas. A médica de fios pratas bebericava seu café enquanto observava todo o ambiente.

As paredes totalmente peroladas deixava o ambiente com um ar mais sério, mas logo se contrastava com um sofá amarelo mostarda encostado em uma das paredes. Acima do belo sofá, um quadro de Antúrios Amarelos fora pendurado para fazer mais um charme, ao fundo da sala uma mini cozinha com um balcão Americano era utilizada por Sennett, que preparava um copo de água com açúcar para um paciente descontrolado.

— Você tem certeza que não foi outra coisa que ocasionou no descontrole dele? — Questionou Dr. Ban para Friesia, a médica responsável pelo paciente descontrolado. — Talvez os comprimidos?

— Eu realmente não tenho ideia! Ele estava a poucos minutos na terapia de choque do doutor Mael, e antes de entrar lá ele estava tão sorridente, parecia estar tão bem. — Revela a mulher, que tentava inutilmente acalmar seu paciente, que tremia de forma descontrolada e olhava desesperado para todos os cantos da pequena sala.

Helbram havia tentado o tratamento com antidepressivos duas vezes, mas em nenhuma das duas vezes causou efeito no jovem adulto, tendo isto em vista, Friesia decidiu utilizar dos tratamentos de choques do Dr. Mael, o que parece estar surtindo efeito em sua depressão, mas causando algum trauma em Helbram.

— O-Onde está aquele monstro...? E-Ele vai vir aqui, não vai?! Contem para mim, CONTEM POR FAVOR! — Berrou o de cabelos tingidos de um verde vivo. Aquela cor lembrava muito Elizabeth dos olhos de Meliodas.

Sennett entregou o copo com água e açúcar para Friesia, que dava ao paciente de pouco em pouco, para que ele não se agitasse ainda mais do que já estava.

— Que monstro é esse que você tanto diz? — Perguntou a médica de cabelos prata a Helbram.

— Deve ser o Dr. Mael. — Concluiu Ban, com uma expressão pensativa no rosto. Elizabeth ficou muito confusa com a afirmação do médico, afinal o que Mael faria de errado? No seu primeiro dia alí, ele fora tão legal consigo.

— O Dr. Mael? Porque ele...

— Como o Helbram está? — Perguntou um outro médico na porta, o médico, aparentemente, motivo do descontrole do esverdeado.

— ELE NÃO, SAIA, SAIA POR FAVOR! — Gritou Helbram a plenos pulmões. — NÃO ENCOSTE EM MIM, NÃO SORRIA DAQUELE JEITO! DE NOVO NÃO, EU NÃO QUERO VOLTAR.

Helbram estava inquieto, se grudou no braço de Friesia e tentava inutilmente se afastar ainda mais do médico parado no batente da porta. Os gritos do paciente ainda eram constantes, xingava Mael de tudo o que podia, na falsa esperança dele sair dalí.

— Bem ele não está. — Disse Sennett, mais alto do que o comum para ser ouvida.

Elizabeth queria que Helbram ficasse bem, não queria que ele gritasse, esperneasse ou sofresse naquele dia, então teve uma ideia.

— Dr. Mael? — Chamou a atenção do médico. — Tenho que voltar para o quarto de Meliodas, ele já deve estar por lá, poderia me acompanhar? Acho que ainda não me acostumei com o caminho.

— Mas é claro, Dra. Elizabeth. — Confirmou o prateado, sorrindo em contentamento.

A médica se levantou e deixou sua xícara em cima do balcão Americano e foi em direção a porta, onde Mael deu espaço para ela passar. Em passos lentos, os dois se afastam da sala dos médicos, Mael carregava um sorriso simpático enquanto olhava a médica pelo canto dos olhos, Elizabeth se mantinha presa em seus próprios pensamentos, se perguntando o do porquê Helbram ter se exaltado daquele jeito.

— Mas então, Dra. Elizabeth. — Começa Mael. — Você já pensou sobre o convite que eu te fiz ontem? — Perguntou ele, ansiando uma resposta positiva da médica.

— Hm? Oh, bem, não pensei sobre isso, a noite passada foi bem agitada, então não tive tempo.

— Agitada, é? Tem algum namorado por acaso, doutora?

— Não, não é isso! Apenas não tive tempo para pensar em sua proposta, por conta de tudo que aconteceu ontem não consegui nem ao menos lembrar de sua proposta. — Respondeu Elizabeth bem nervosa, a médica não namorava desde dois anos atrás, ela precisava desse tempo para superar a traição que sofreu, seu ex namorado foi a pessoa que mais a machucou psicologicamente em toda a sua vida.

— Entendo. — Disse o médico ao lado. — Que tal sairmos hoje? A maioria dos médicos irão para o Happy Hour aqui perto.

— Sinto muito Dr. Mael, não curto muito esse tipo de lugar.

— Tem algum motivo? — Perguntou o médico, deixando Elizabeth cada vez mais desconfortável.

— Elizabeth! — Gritou alguém, abraçando a médica de lado. — O Meliodas está feliz em te ver de novo.

— Olá Meliodas. — Disse a médica com um sorriso meigo nos lábios.

— Oi Meliodas, estamos nos vendo com cada vez mais frequência, não acha? — Perguntou Mael, com seus braços cruzados.

— Dr. Mael... — Murmurou o loiro de olhos esmeraldinos com um olhar entediado voltado para o médico.

A tensão entre os dois era nítida, deixando Elizabeth bem mais desconfortável do que antes.

— Ai ninguém me cumprimenta, assim eu fico ofendida. — Comenta outra voz atrás de Elizabeth. Ao se virar, Elizabeth se depara com o sorriso brincalhão de Diane.

Meliodas se afasta de Elizabeth e continua a encarar Mael, mesmo que o médico nem olhasse para ele.

— Olá para você também, Diane! — Disse Elizabeth feliz por reencontrar a nova amiga no horário de trabalho. Mael acenou com sua mão direita, sem vontade alguma de cumprimentar a acastanhada. Ele realmente pensava que conseguiria fazer com que Elizabeth fosse com ele para o Happy Hour mais tarde.

— Então, Dr. Mael, acho que você já pode ir para a sua ala, não queremos atrapalhar o seu trabalho, certo Elizabeth? — Diane disse, afim de acabar com aquela tensão toda.

Sem dizer mais nenhuma palavra, Mael foi em direção a sua ala, completamente enfurecido por não ter conseguido a resposta de Elizabeth.

— Muito obrigada, Diane, acho que se ele ficasse mais um pouco eu teria aceitado ir naquele Happy Hour. — Comenta a médica de cabelos pratas.

— De nada, Ellie. Bom, eu tenho que ver se outro médico precisa de ajuda, até mais! — Acena ela, saindo saltitante pelos corredores.

Diane era uma médica excepcional, ajudou vários pacientes em seus tratamentos e quando não tinha nenhum paciente consigo ajudava os médicos com pacientes mais problemáticos, como Meliodas.

— Hey Elizabeth, olhe o que a Guilla me emprestou! — Meliodas exibe o livro de Dom Quixote para a prateada, que por sua vez sorri.

— Foi muito legal da parte dela. — Comenta. As lembranças de Elizabeth com livros eram ótimas, seu pai ao fim da tarde sempre levava a prateada para debaixo da macieira de sua antiga casa e os dois liam diversos livros até o anoitecer, eram momentos preciosos para Elizabeth. — Meliodas, faz quanto tempo que você não sai para o jardim?


-★-


Ban tinha que admitir algo: ele morria de medo dos corredores das outras alas. Diferente de muitos que eram até bem calmos e iluminados, os corredores da ala do Dr. Mael eram bem menos iluminados e vários sons de gritos podiam ser ouvidos. A terapia de choque fazia muito efeito, mas não era indolor.

Com receio de abrir a porta em sua frente, deu uma última olhada para Helbram que tremia atrás de si. O paciente estava com medo. O médico suspirou em desapontamento pelo que tinha que fazer. Abriu a porta, e como de costume, ao abri-la deu de cara com a mesma cena.

Uma pessoa amordaçada estava deitada na maca enquanto um aparelhinho ligado a um fio elétrico era pressionado no ombro do paciente, que gemia em dor e aflição. Ao abrir os olhos, o paciente via um dos médicos sorrir para ele, causando uma tremedeira em seu corpo.

— Espere aqui, Sr. Helbram.... — Ban sussurrou baixinho para o paciente, que concordou freneticamente com a cabeça.

Já dentro, o médico de cabelos prateados fechou a porta chamando a atenção dos dois outros médicos a sua frente.

— Oh! — O primeiro a perceber a presença dele foi o Dr. Tamiel. — Ban! O que devo a honra de sua visita? — a pergunta saiu somente por educação, Ban sabia que nem ele e Rydoshel queriam o ver tão cedo.

— Vim pedir para que parem de sorrir para os pacientes quando os virem com dor! — Pediu Ban com muita calma e cautela ao dizer aquelas palavras, não queria discutir com nenhum dos dois outra vez.

— Tentamos ser simpáticos com os pacientes, Dr. Ban. Pensamos que assim é uma metodologia muito mais agradável de se trabalhar. — Retrucou Ryudoshel.

Ignorando o diálogo que se iniciou entre os dois, Tamiel olhou para a ficha dos horários dos pacientes. Não havia mais nenhum naquele dia.

— Como está o Meliodas, Dr. Ban? — a pergunta veio com um sorriso de Tamiel. — Pelo o que eu ouvi dizer, os remédios não estão fazendo efeito em sua condição.

Ban fechou os olhos com força, se controlando para não socar a cara de Tamiel. Meliodas, a muito tempo, havia quebrado o braço do Dr. Mael, irmão de Ryudoshel, o que foi um gatilho para que pedissem para Meliodas tentar a terapia de choque. Ban na época recusou de imediato, pois sabia que Meliodas não precisaria da terapia se ele tomasse os remédios corretamente, então, passou a ter que forçar o loiro a tomar aqueles remédios, para o seu bem, porém, muitas vezes o loiro os cuspia, Ban sabia disso, mas não podia evitar de ficar preocupado.

— Dr. Ban?! O paciente Helbram fugiu, acho que isso é culpa minha! — Mael entrou na sala histérico, fazendo Ban sair correndo daquela sala para procurar Helbram. Ele torceria todos os dias para Elizabeth nunca confiar em Mael e destinar Meliodas a aquela terapia.


-★-


Deitado sob o colo de Elizabeth debaixo da sombra de uma árvore, Meliodas lia Dom Quixote em silêncio enquanto Elizabeth lia Anne De Green Gables. A médica não se importou quando Meliodas deitou sob seu colo, afinal, ela fazia o mesmo com seu pai, de vez em quando, os cabelos loiros eram penteados para trás por Elizabeth, afim de não atrapalharem a leitura de Meliodas.

— Aah, eu cansei. — Comentou Meliodas, largando o livro na grama ao seu lado.

— Mas você nem fez nada de cansativo, apenas leu. — Comenta a médica, sem tirar sua atenção das palavras de seu livro.

Um biquinho se formou nos lábios finos de Meliodas. Um livro estava ganhando a atenção de Elizabeth mais do que ele. Sem exitar, ele pegou a mão livre de Elizabeth, que descansava ao lado de suas coxas e a colocou em seus cabelos. De início nada foi feito, mas logo um cafuné constante foi iniciado na cabeça de Meliodas.

Meliodas queria ficar alí para sempre, se o tempo parasse de vez ele não reclamaria. Deitado no colo de sua médica, tendo seu livro favorito ao seu lado e as mãos macias de Elizabeth lhe fazendo cafuné, não poderia pedir outra coisa além de que aquele momento durasse por muito tempo, mas se limitou em cochilar no colo da beldade que era sua médica.


Ele a conquistaria, então poderia ficar assim com ela pelo tempo que desejar.



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