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História Psycho - Capítulo 9


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Notas do Autor


Aqui está mais um capítulo....

Espero que todos estejam bem e que se cuidem!

Capítulo 9 - The "first" kiss


Fanfic / Fanfiction Psycho - Capítulo 9 - The "first" kiss

                                                                                                                                                      (POV Maya)

Acordei com a minha mãe me chamando, já eram quase 10 horas, e esse horário era para eu estar lá e não em casa.

- Você vai se atrasar. – Minha mãe falou.

Levantei rapidamente da cama e fui direto para o banho, tomei bem rápido já que não podia enrolar muito. Peguei uma calça jeans e uma blusa cinza, coloquei meu tênis, peguei minha bolsa e coloquei tudo que precisaria, mesmo não utilizando quase nada daquilo; fiz uma make leve e rápida, só máscara para cílios e um protetor labial.

Sai de casa correndo, não iria dar tempo nem de comer algo. Entrei no carro e fui o mais rápido que pude até o presídio.

- Um pouco atrasada hoje, não é srta. Maddox? – A carcereira falou.

- Pois é. – Falei dando um sorriso sem graça.

O carcereiro veio e me levou até a sala de visitas.

- Ele parece estar bastante impaciente hoje, cuidado. E qualquer coisa grite. – Ele falou.

Apenas assenti e entrei na sala. Peter já estava lá me esperando, hoje estava um pouco atrasada e ele parecia um tanto impaciente.

- Você demorou! – Ele falou.

- Estava ocupada. – Falei sem entrar em muitos detalhes, na verdade não ia falar para ele que dormi demais.

Antes que eu pudesse sentar, ele levantou e veio em minha direção e me prensou contra a parede gelada da sala, seu rosto ficando centímetros do meu, podia sentir sua respiração bater no meu rosto, seu olhar era tão intenso que sentia minhas bochechas queimarem.

Ele aproximou seu rosto mais ainda do meu, agora ficando à minha altura. Peter olhava diretamente nos meus olhos, desviando às vezes para a minha boca.

- O que você está fazendo? – Perguntei.

Minha voz saiu um pouco trêmula.

- Não é obvio? – Ele devolveu a pergunta.

Sua boca se aproximou da minha, quase me beijando.

- A câmera.... – Comecei a falar.

- Não está funcionando. – Ele falou.

Antes mesmo que eu pudesse processar a informação de que a única câmera de segurança não estava funcionando, ele me beijou. Foi tudo muito rápido.

O beijo dele era diferente – não que eu tivesse experimentado vários – de todos que já tive. Sentia meu coração acelerar conforme o beijo acelerava. Um gosto diferente, bom.

Mas não durou muito, antes do ar ser necessitado, ele parou o beijo, se afastando logo em seguida e voltando a sentar. Demorei alguns segundos para voltar à realidade.

- Vamos! Hoje não temos tanto tempo como das outras vezes, graças a você. – Peter falou com uma certa arrogância em sua voz.

Revirei os olhos, respirei fundo, me recompus e ignorei totalmente o modo como ele falou. Sentei na sua frente e comecei a pegar o caderno para escrever as respostas das minhas perguntas, como se ele fosse responder alguma.

- Podemos começar? – Perguntei e ele assentiu. – Se você pudesse voltar atrás você faria algo diferente ou faria do mesmo jeito? – Perguntei novamente.

- Sério? – Ele perguntou de volta.

- Peter.... – Comecei a falar.

- Que tipo de pergunta é essa? Isso é quase que a mesma coisa de perguntar se eu me arrependi de ter feito o que fiz. – Ele falou.

- Não sou eu que escrevo as perguntas. – Comentei.

- Então quem escreve deve ser muito idiota. – Ele falou.

- Você está bem? – Perguntei.

- Isso faz parte do seu trabalho? – Ele devolveu a pergunta.

- Não. – Respondi.

- Então por que quer saber? – Ele perguntou.

- Por mera curiosidade. Afinal, você está bem impaciente hoje. Sem contar que está agindo como se você não tivesse me beijado. – Falei.

- E você queria que eu agisse como? – Ele perguntou. – Todo carinhoso e romântico? Um fofo? Como um completo apaixonado? – Continuou.

- Quer saber, acho melhor nem continuar. Hoje pelo visto não é um bom dia para você e muito menos para mim. Então se for para ficar agindo desse jeito, é melhor eu ir embora e voltar na sexta que vem. – Falei incomodada pelas suas perguntas.

Levantei pegando o caderno, fui para porta pedir para abrir.

- Espera. – Peter falou segurando meu braço.

- O que foi? – Perguntei.

- Por que não está sendo um bom dia para você? – Ele perguntou.

- Você se importa? – Perguntei.

- Não. – Ele respondeu.

- Então por que.... – Comecei a perguntar.

- Olha, eu vejo as mesmas pessoas todos os dias. O único dia do qual posso ter contato com o mundo lá fora é de sexta e com você. Por isso pergunto essas coisas, não porque eu realmente me importo com você, mas sim para ter breves momentos de nostalgia com as minhas lembranças de como era viver em liberdade. – Ele falou.

Suspirei. Olhei para sua mão que ainda segurava meu braço, ele soltou rapidamente, voltamos a nos sentar.

- Por que está impaciente hoje? – Perguntei.

Peter revirou os olhos e soltou um sorriso de lado.

- Você não vai me deixar em paz até eu te responder, ne? – Ele falou.

- Uhum. – Murmurei.

- Foi uma semana um tanto complicada. – Ele falou. – Entrou um novo detento aqui, não é da cidade, foi transferido. Ele começou a mexer com o seu irmão, mesmo ele não tendo feito nada para provocar esse cara. Isso começou a me irritar, então fui para cima dele, dando vários socos. – Continuou.

- Você defendeu meu irmão? – Perguntei surpresa.

- Eu fui parar na solitária por três dias. TRÊS DIAS! – Ele falou dando ênfase na quantidade de dias.

Ri.

- Mas, sim, eu defendi seu irmão. O Jason é um cara legal, não merecia estar num lugar como esse. – Ele voltou a falar.

Dei um pequeno sorriso ao ouvir Peter falar aquilo, também achava que meu irmão não merecia estar ali.

- E você M&M? Por que está sendo uma semana difícil? – Ele perguntou.

- Acho que não deveria te contar. – Falei.

- É sério? Acabei de falar qual era o meu problema e você simplesmente fala para mim que não deveria me contar? – Ele perguntou.

- Não tem porque contar sobre isso. – Respondi.

- É uma troca, eu contei e agora você conta. – Ele falou.

Comecei a rir.

- Nunca as nossas conversas foram uma troca. Você nunca me responde muita coisa sobre o meu trabalho. – Falei.

- Não tenho culpa se as perguntas são idiotas. – Ele falou.

- Meu professor as escreve. – Falei.

Peter revirou os olhos.

- Vai me contar ou não? – Ele perguntou, neguei. – Se não contar, vou te beijar de novo.

Por mais tentador que fosse, por um breve momento ponderei essa oportunidade de acontecer novamente, mas não seria uma boa ideia.

- Meu pai está na cidade. – Falei.

- Você realmente ponderou em eu te beijar de novo? – Ele perguntou ignorando completamente minha resposta.

- Você me ouviu? – Perguntei de volta.

- Ouvi, mas achei mais interessante o fato de que você queria outro beijo meu. Se quiser é só pedir, não precisa ponderar. – Ele falou dando aquele sorriso de lado.

Revirei os olhos.

- OK, ok! Qual o problema de seu pai estar na cidade? – Ele perguntou.

- Porque eu menti para o Jason sobre algumas coisas. – Respondi.

- Sobre? – Ele perguntou.

- Sobre ele continuar casado com a nossa mãe. Na verdade, ele foi embora depois de um mês que o Jason foi preso, arrumou uma mulher, casou e tem filhos com ela agora. Não queria ver meu irmão sofrer por causa do meu pai. – Respondi.

- Mas é sempre melhor a verdade do que a mentira. – Peter falou.

- Não me diga. – Falei ironicamente.

Ele riu.

- É sério. – Ele falou.

- De qualquer forma, ele vem aqui amanhã. – Falei. – E, a propósito, ele não vai muito com a sua cara.

- O que? Mas, por quê? – Ele perguntou.

- Ele acha que você é um psicopata assassino. – Respondi.

- Bom, eu sou um psicopata assassino. – Ele falou.

- Ele também acha que por Jason ter você como “herói”, foi você que fez a cabeça dele para planejar o massacre. – Falei.

- Como? – Peter perguntou.

- Isso mesmo que você ouviu. – Falei.

- Seu pai é louco? – Ele perguntou novamente.

- Provavelmente, e o pior é que ontem comecei a discutir com ele. Eu falei para ele que, mesmo você e Jason sendo desse jeito, são melhores do que ele. – Falei.

- Uma comparação meio estranha, você não acha? – Peter falou.

- Sim, mas estava tão irritada com ele que acabei falando isso. – Falei dando de ombros. – De qualquer forma, ontem mesmo chegamos num acordo de sermos cordiais um com outro pelo bem da minha mãe e do Jason. – Continuei.

- Bem sensato da parte de vocês. – Ele comentou.

- Já que você disse que a verdade sempre é melhor que a mentira, quero que seja honesto comigo. Por que me beijou? – Perguntei.

- Não tem necessidade em você saber disso. – Ele respondeu.

- Claro que tem. – Falei.

- Claro que não. – Ele falou.

- Claro que sim. – Retruquei.

Ficamos um tempo em silêncio, de todas as perguntas que já fiz para ele, essa definitivamente foi a que o mais deixou desconfortável. Ele remexia um pouco na cadeira e olhava para todos os cantos da sala menos para mim.

- Ainda acho desnecessário te responder. – Ele falou.

- Qual é o problema em me responder? – Perguntei.

- Todos os problemas. – Ele respondeu.

- Tipo? – Perguntei.

- Tipo.... – Ele começou a falar.

O olhei, encorajando ele a terminar de falar, mas nada saia de sua boca. Pela primeira vez vi Peter Langford sem palavras.

- Você vai ou não vai me responder? – Perguntei.

- Eu te beijei porquê…. – Ele respirou fundo. – Porque quando estava na solitária, a única coisa que vinha na minha mente era que se eu ficasse até sexta não iria te ver, e eu gosto quando você está aqui, gosto da sua companhia, e, bom, do seu beijo. – Ele falou.


Notas Finais


xoxo!


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