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História Psycho - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oiiii gente voltei para atualizar essa fic! Eu espero de verdade que vocês gostem dessa capítulo, e quero que vocês tenham uma ótima leitura.

E desculpa por demorar tanto para atualizar, eu acabei tendo alguns problemas pessoais. Enfim queria dar um aviso, sei que ninguém está romantizando mas este aviso é mais para o Spirit do que para os leitores.

:) NÃO ROMANTIZEM SEULRENE NESSA HISTÓRIA

boa leitura!

Capítulo 7 - Adeus Chanyeol


Fanfic / Fanfiction Psycho - Capítulo 7 - Adeus Chanyeol




Seulgi





Aquele passeio na floresta foi mais como uma última busca, como se tivessem alguma chance pelo menos a esperança tinham, mas não encontramos nada como previsto, e a polícia disse que tinha 90% de chances dele estar morto, então era como ter pisado nos corações de quem amava o platinado.

Hoje era o funeral e o sepultamento de Park Chanyeol, todos do grupo de buscas foram convidados a participar. Era estranho todos aqueles jovens que estavam procurando o amigo, vão ir para o funeral do mesmo, isso deveria acabar com suas esperanças, mas acho eu que é mais frustrante não encontrar o corpo, então por isso eles não desistem.

Enquanto me arrumava para o funeral da minha vítima lembrei de como foi difícil para mim ter que matar ele, Chanyeol podia ser o rapaz que eu mais odiava mas ter que matar alguém lhe custa algo muito caro, que o tempo não pode pagar, isso é a nossa sanidade. Não me considero uma doida qualquer e sim uma apaixonada, que faria de tudo para ter o que quer, ambição. Coloquei um cachecol preto pois hoje estava frio, achei estranho não estar chovendo geralmente quando alguém morre pelo menos nos filmes está chovendo. Mas hoje não era o caso, o céu estava cinza, e o clima gelado. 


 Assim que terminei de me vestir eu me olhei no espelho, eu estava apresentável não sei porque me preocupei tanto com a minha roupa. Após isso escutei a voz de quem eu menos queria escutar no mundo, Seo Joo-hyun. Está mulher estava sendo meu pior pesadelo, ela não parava de vir aqui em casa, não sei porquê mas algo me diz que ela achava que fui eu quem matou Park Chanyeol, bom se Joo-hyun pensar assim ela está certa. Abri a porta do meu quarto devagar queria ver o que Joo-hyun estava fazendo, além de dar risadas com meu pai. Foi nessa hora que meu coração apertou com tudo, eram como milhares de agulhas furando meu peito, apertei meu punho com força, machucando a pele da palma da mão com minhas unhas, para ter uma idéia de como eu estava com raiva que eu nem senti minhas unhas entrando na minha própria carne.


Papai estava beijando Joo-hyun


Entrei no meu quarto tive quase certeza que eles não me viram, respirei fundo, eu queria chorar e ficar no quarto o dia todo, meu pai beijando outra mulher que não seja minha mãe, no fundo eu ainda queria que mamãe voltasse e ficasse para sempre. Talvez eu pensasse que seria como um conto de fadas, ela apareceria com seu sorriso lindo e com os olhos apertadinhos por causa do mesmo. Mas a vida NÃO é como um conto de fadas, coisas ruins acontecem, pessoas fogem e não voltam...pessoas também matam as outras. Fui até minha gaveta e retirei rapidamente a foto em família, peguei uma caneta qualquer na minha mochila, e risquei com tudo o rosto do meu pai na foto, para mim ele não era mais da família. Olhei para o rosto da minha mãe, uma última vez e risquei também, nenhum deles tinha direito de ser chamado de Kang. 


Liguei para Irene e pedi para a mesma vir aqui em casa me buscar, não falei muita coisa muito menos ela, mas havia um tom de preocupação em sua voz. Me sentei na cama tentando calcular quanto tempo Irene demoraria para chegar, então liguei para Joy, fazia um bom tempo que não nos falamos, desde que Bae entrou na minha vida eu não presto mais atenção em nada, nem em ninguém. Por sorte Joy atendeu a ligação, demorou um pouco para ela falar mas depois começou e não parou mais.


— Então a senhorita acha que é assim né? Pensa que vai me trocar pelos amiguinhos da Irene e eu vou ficar aqui te esperando? — Não interrompi ela pois sabia que a mais alta queria falar e também eu precisa escutar a voz de alguém, talvez eu mereça ouvir puxão de orelha — Olha Seulgi, nós éramos super amigas...mas sinto que estamos nos afastando, você está diferente. — Ela deu uma pausa — Você está bem? —. 


Não Joy eu não estou bem, eu matei um garoto.


Eu queria poder falar tudo para minha amiga, que até então era a única, mas eu não podia nem sempre as melhores amigas contam tudo o que acontece, e infelizmente eu não poderia dizer nada a mais nova.


— Estou bem sim, só tudo andou muito estressante para todos nos últimos dias. — Aquela com certeza não era a melhor resposta que eu poderia inventar, mas não tinha outra em mente.


— Okay, Seulgi. — Ela suspirou — E como anda com Irene? Algum avanço? Tipo uns apertões na bunda? Ou algo como- Interrompi minha amiga antes que ela ficasse falando todas as posições que se pode fazer sexo.


— Nenhum avanço, o ex namorado dela morreu sabia? Como alguém vai ter vontade de receber apertões na bunda? — Disse e Joy ficou quieta por alguns instantes.


— Seulgi você precisa dar um passo a mais, sei que Chanyeol morreu mas se você não fizer nada…— Joy deu uma pausa dramática, ela sempre faz isso para dar um mistério a sua frase.


— Ou você vai cair na...— A mais nova tossiu forçado para dar mais um suspense — FRIENDZONE! — Por pouco minha amiga não me deixa surda, mas mesmo sendo boba Joy tinha razão, eu matei alguém por Irene eu não posso perde-lá. Depois de mais alguns assuntos aleatórios, nós paramos a chamada, por um minuto pensei que Bae não iria chegar nunca, porém ouvi o barulho de algumas pedrinhas batendo na janela. E lá estava ela, Bae Irene jogando algumas pedrinhas na minha janela, por alguns segundos me permitir imaginar-me em um daqueles filmes clichês. Assim que abri a janela quase que Irene acerta uma pedrinha em mim, olhei a mais velha feio por causa disso.


— Oi princesa, jogue seus cabelos para eu poder subir. — Disse a mais baixa forçando a voz para parecer mais máscula, tentei conter meu riso mas foi impossível.


— Para de ser idiota Irene! — A mesma fez um biquinho que eu considerei a sétima maravilha do mundo — Como eu vou descer? — A mais velha olhou para os lados e deu de ombros.


— Você pode descer pelas escadas. — Olhei para elas e lá estavam, nunca havia reparado. Enquanto eu descia vi que Bae estava olhando para o jardim, meu coração apertou na hora e eu pensei em sair correndo gritando, mas tive que agir naturalmente e me pus ao seu lado.


— É um lindo jardim. — Disse Irene olhando cuidadosamente cada detalhe — Deve ser difícil cuidar dele. — A mesma acrescentou e depois olhou para mim.


— O adubo é muito bom. — Afirmei e sorri, a mesma devolveu o sorriso.


— Vamos para o funeral? — Perguntei ela concordou mas parecia ainda um pouco receosa.






(...)






Estávamos andando caladas já fazia um tempinho, eu não me importava de ficar quieta sempre gostei muito do silêncio, mas ao contrário de mim Irene parecia querer conversar, isso deixava claro pelo seu jeito inquieto, seus olhos se direcionando para mim quase sempre e até mesmo o balançar de suas delicadas mãos. 


— Sabe hoje eu vi meu pai beijando aquela detetive Seo Joo-hyun .— Ela olhou para mim e ficou com a boca entreaberta por alguns segundos, parecia decidir o que dizer e estava medindo as palavras.


— Foi por isso que me chamou não foi? — Concordei e olhei para outro canto qualquer da rua enquanto caminhavámos.


— Deve ser difícil para você, sinto muito mas quem sabe seja bom para seu pai. — Ela puxou sua saia para baixo, diferentemente de mim que estava com um terno masculino escuro, Bae estava com uma saia preta que deixava de fora suas lindas pernas pálidas.


— Você pode ter razão, mas ainda queria que ele fosse fiel a minha mãe. — Disse em um tom baixo, não queria que ela me respondesse mas infelizmente ela respondeu.


— Pelo menos você tem uma, às vezes nós nos importamos demais com a vida alheia. Sei que é seu pai, mas deixe-o ser feliz, as coisas nem sempre saiem do jeito que a gente quer. — Irene parecia tão calma em seu modo de falar, era como se eu estivesse recebendo uma lição de moral.


— Desculpa...— Parei de caminhar e fiquei de cabeça baixa. — Não precisa se desculpar — Disse Irene parando de andar e se virando para minha direção.


— Você tem uma vida complicada, sua mãe morreu, seu namorado morreu e eu estou aqui lhe dizendo sobre os micro-problemas que acontecem na minha vida. — Segurei meu choro o máximo que deu, mas depois acabei chorando, no entanto foi um sentimento novo para mim já que eu não me senti triste, as lágrimas simplesmente caíam e escorriam sob meu rosto.


— Ei ei ei Ursa, não chora se não eu vou chorar também. — Ela chegou perto de mim — Todos nós temos nossas dores, e eu estou bem e me desculpa se não respeitei seu problema de verdade. Não precisa chorar pelos problemas da minha vida ok? Se não eu vou ficar mais triste do que já estava...eu gosto de te ver feliz Seulgi — Enxuguei minhas lágrimas e logo recebi um abraço apertado da mais velha.





(...)





O funeral era na casa dos pais de Chanyeol, e assim que nós entramos a mãe do garoto começou a nos abraçar com tanta força que não consegui respirar direito. Acabei descobrindo que fomos as últimas a chegar na casa, os outros amigos e parentes de Park já haviam chegado, e pelo visto daqui alguns minutos iriam falar um pouco sobre o platinado, e o pai de Chanyeol disse para Irene que só os parentes iriam no sepultamento, confesso que fiquei um pouco aliviada, pois era naquele momento que todos iriam cair no choro e eu não teria reação. Vi que Taeyeon bebia e comia bastante, pelo que Tiffany falou ela estaria muito triste e quando fica triste precisa comer e beber muito, não acreditei nem um pouco porém não fiz vista grossa. Vi Suho, Sehun, Kai e Baekhyun sentados nas cadeiras do fundo, e Irene se sentou junto aos meninos, deixando eu ter que me sentar um pouco mais na frente junto a Wendy, Tiffany e uma bêbada descontrolada quis dizer Taeyeon. Eu estava tão perto da mãe de Chanyeol, ela parecia tão triste que eu senti vergonha, vergonha de quem eu era...e do que fiz. A mãe do garoto se levantou e foi até o caixão do mesmo, todos os convidados dirigiram seus olhos a mesma, ela tocou na foto grande que tinha do garoto e olhou para frente.


— Chanyeol era um garoto divertido, atencioso, prestativo mas principalmente bondoso. Meu filho era daquelas pessoas que não machucaria nem uma mosca, e eu queria muito agradecê-lo por ser meu filho, por estar comigo e por me fazer sorrir. Eu queria ter sido uma mãe melhor — Minha espinha gelou na hora em que a mesma disse, me lembrei do rosto de Chanyeol, de sua angústia e desespero. — Queria ter lhe abraçado mais, dizer que te amava, dizer que sentia orgulho de você. Mas às vezes nós achamos que temos muito tempo com as pessoas que amamos, mas não é verdade em um dia ele sorri para você e no outro ele não sorri mais. Eu amei ele assim que peguei ele nas mãos, ele era tão frágil, tão pequeno...— O Sr.Park se levantou e acompanhou a esposa até sua cadeira a mesma não parava de chorar.


Sehun se levantou e se posicionou onde antes estava a mãe do falecido. 


— Eu e Chanyeol éramos amigos grandes amigos, eu diria melhores amigos, ele era muito especial — Engoliu em seco. — Eu me lembro de um dia que estávamos treinando e ele olhou para mim e falou "Sehun, sei que por sermos homens isso não é muito comentado mas eu te amo amigo", ele não tinha medo do que os outros diziam dele, Chanyeol sempre foi um exemplo para todos nós e eu fico muito feliz em ter estudado e em ter falado com ele, pois o cara não se encontrava em qualquer esquina — Sehun secou as lágrimas que escorriam sobre seu rosto. — Ele irá fazer falta para o mundo, e eu vou sentir muita saudade mas sei que ele sempre estará aqui. — Apontou para seu próprio peito — Ele sempre estará também em nossas lembranças. — Sehun voltou-se a se sentar em seu lugar, e quando eu pensei que está tortura havia acabado Irene havia se levantado, após receber a atenção de todos ela começou.


— Chanyeol era meu namorado, mas antes de qualquer coisa ele foi meu amigo, e ele era um grande amigo. Sempre rindo e tentando fazer o melhor para agradar os outros, eu o amava e eu infelizmente só percebi isso tarde demais. Talvez se eu tivesse ficado mais ao seu lado, tivesse prestado mais atenção nas coisas que ele falava...Eu teria me apaixonado mais ainda, e sei que Chanyeol está em um lugar bom...No lugar onde ele merece estar, nós te amamos Chanyeol e nunca esqueceremos de você. — Irene sentou-se em seu lugar de cabeça baixa.












Continua








Notas Finais


Obrigada por ler e boa noite!


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