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História Psycho - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Finalmente, a Estação.


Fanfic / Fanfiction Psycho - Capítulo 16 - Finalmente, a Estação.

Durante a caminhada para poder sair do túnel, Ágata se assusta com uma silhueta masculina, ela tentou se esconder na escuridão por achar que era o Caliban, porém era um homem muito parecido com ele. O encarando ela percebeu que era um dos seus companheiros de palco, o Heitor, o operador de luz. Por isso ela achava Bruce familiar, Heitor só podia ser, basicamente, um parente próximo. Mas ela podia confiar nele? Ela só podia arriscar:

- HEITOR! -  o mesmo olhou assustado para a moça, que foi aos poucos saindo do escuro. Ao vê-la, ele apagou o cigarro.

- Ágata, o que faz aqui? Não me diga que... - Heitor ficou pensativo e com a mão sobre a boca, mostrou-se surpreso. - Ele tem que aprender a parar com isso, ou se não vou ter que interná-lo!

- Você o conhece, certo?

- Ele é meu irmão, sinto muito por deixado isso acontecer com você! Marcos e Sr. Moura estão extremamente preocupados. Vamos vou te levar pra um lugar seguro! - Heitor se certificou que de que alguém não estava próximo e começou a andar para o lado de onde veio, Ágata o seguia, com certo receio porém não tinha muito o que fazer.

- Aonde vamos?

- Vamos para a Estação Ferroviária, não tenho celular comigo para fazer alguém te buscar. Mas lá posso te ajudar a chegar em casa!

- Heitor, não sei como agradecer... Você parece ser diferente do seu irmão.

- Ele só é assim por causa do tratamento dos nossos pais, e como você com certeza viu... Ele se sente superior a todos, e sempre que quer uma coisa faz de tudo para ter. 

- Sim, eu percebi... Você sabe sobre minha mãe, né?

- É difícil não conhecer você e a história sobre sua mãe, eu a conheci, porém não pude nada...

- Pode fazer agora, comigo! Está me ajudando agora. 

- Não por muito tempo... Bruce certamente descobrirá que você sumiu, e como eu ia visitá-lo, vai achar estranho até a minha demora!

- Você não sabia que eu estaria com ele?

- Sabia, era a única pessoa que conheço que poderia fazer isso. Por ser meu irmão, não falei por conta disso. Novamente, sinto muito pelo ocorrido e pela sua mãe...

- Heitor, tudo bem... Estamos chegando?

- Vamos virar ali, estamos chegando. Como estamos andando numa floresta, você se perderia se não tivesse me achado! Ficaria perdida, talvez encontraria algo pior que ele. 

- Certamente... - Ao virarem perto da árvore mais alta que tinha ali, mais a frente se via a estação ferroviária. Heitor ia ao lado de Ágata, mas sempre se certificava de que seu irmão não apareceria para os atacar.

- Bom, é aqui. Lá na frente tem outro túnel. Mas aquele é do metrô! Provavelmente quem vier te buscar, virá por lá.

- Heitor, não sei como agradecer... Você não sente medo dele fazer algo com você?

- Tenho! AHAHAHA - ele soltou um riso nervoso, mas logo se acalmou. - Meu irmão, sempre foi mais forte que eu, em todos os sentidos. Porém, nosso pai dava mais prioridade a mim, pois sou o mais velho. Nossa mãe morreu no parto dele, isso deve ter influenciado para que meu pai tivesse um pouco de raiva dele. Nosso pai também não era flor que se cheirasse, mas isso deve ter influenciado para que Bruce tivesse esse gênio e tentasse fazer as próprias coisas sozinho.

- Sinto muito... Ambos devem ter sofrido.

- Como eu era o mais velho, pude sair de casa com mais rapidez que Bruce. Não consigo pensar no que nosso pai tenha feito com ele enquanto eu não estava perto. Bruce sempre aparecia machucado, por isso tive que levá-lo comigo, nosso pai certamente o mataria.

- Que horror, já ouvi falar que traumas do passado mudam as pessoas. Eu sinto pena do Caliban.

- Caliban? Gentil de sua parte, ter pena de alguém que matou sua mãe e no futuro poderia matar você.

- Caliban porque ele é um homem bruto. Eu sinto raiva dele, não nego. Mas não sei... - enquanto conversavam, ambos iam subindo as escadas para entrarem na estação.

- Não queria fazer essa manipulação emocional. Você não é culpada de nada, ok?

- Não, tudo bem...Eu entendi o que quis dizer... Quero ir logo, você vai ligar para eles? 

- Sim, pode me esperar ali! Vou ligar para o teatro, espero que tenha alguém lá para me atender...

Ágata se sentou sobre o banco próximo do telefone, e esperou Heitor terminar a ligação. Por alguns pequenos minutos, houve um grande silêncio. Ao se levantar para se certificar que estava tudo bem, viu que o telefone não estava encaixado e Heitor não estava mais lá. Ágata não se desesperou, "talvez ele tenha ido ao banheiro" pensou.

A estação estava vazia, era como se fosse abandonada. Ágata pegou o telefone pra ver se tinha alguém na linha, mas o mesmo estava xiando, como se tivessem cortado o fio do telefone.



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