História Psycho - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kris Wu, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, Tao, V, Xiumin
Tags Deathfic, Ghouls, Jimin!top, Kristao, Menção De Jikook, Psycho Love, Taoris, Tragedia, Universo De Tokyo Ghoul, War, Xiuchen, Yoongi!bottom, Yoongi!psycho, Yoonmin
Visualizações 124
Palavras 3.755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sci-Fi, Shounen, Slash, Steampunk, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Canibalismo, Cross-dresser, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLHA QUEM VOLTOU KATAS

Capítulo 4 - Arquivo 4.


Fanfic / Fanfiction Psycho - Capítulo 4 - Arquivo 4.

Arquivo 4: Garoto diferente.


|Minseok|


Eu estava em meu laboratório, cuidando das coisas e verificando coisas aqui e alí. Já era de madrugada, todos os outros cientistas já tinham ido embora e estava somente eu. Todos na base deviam estar dormindo ou então ocupados com suas próprias coisas. No meio da minha verificação encontrei os rascunhos de um novo projeto que eu mesmo havia a feito. Peguei os rascunhos e fiquei a analisando.

Ouvi um barulho e me coloquei em posição defensiva, mesmo sabendo que a proteção desse lugar era intensa. Eu peguei uma o protótipo de uma a arma para o caso de precisar me defender, sentia a adrenalina percorrer pelo meu corpo, assim como eu sentia meu coração bater rápido. Ao não ver nada acontecer, eu abaixei minha guarda e suspirei meio que aliviado.

— Eu te assustei? — Falou alguém próximo ao meu ouvido.

Tomei um susto enorme e senti um calafrio percorrer por toda minha espinha. Me virei na velocidade da luz e apontei a arma para quem quer que fosse, porém da mesma forma como minha reação foi rápida, a arma foi tirada de minhas mãos.

— Tsc, tsc, tsc... Minseok, você tem de ser mais cuidadoso. Imagine se eu fosse um espião inimigo? — Falou, e percebi finalmente quem era.

— Primeiro: é doutor Kim para você. Segundo: o que você quer aqui, Mitsuki?

 — Sempre tão hostil, Minseok. — Ele riu, ignorando totalmente o que eu havia dito sobre a forma que eu deveria ser chamado por ele.

— Diga de uma vez o que quer aqui! — Falei impaciente.

— Eu? Nada, eu não quero nada.

— Então vá embora!

— Eu vou quando eu quiser, sabe? Quando foi que você começou a ser tão rude comigo? Erámos ótimos amigos.

— As coisas mudam. Não se faça de bobo, você sabe muito bem porque eu te odeio tanto!

— Ah, um coração partido, não é mesmo?

— Cale a boca. — Murmurei, me virando para ele e passando a ignorá-lo.

— Eu sei muito bem como é ter um coração quebrado, espero que esteja aproveitando o gostinho do seu próprio veneno agora.

— Eu já disse: cale a boca.

— Oh, você se incomoda sempre que eu toco nesse assunto. Sente saudades do seu amante? — Falou, ignorando meu segundo pedido para ele ficar quieto. — É uma pena que ele era um idiota inútil, caso contrário eu não teria o mat...

— EU MANDEI VOCÊ CALAR A BOCA!!

O semblante irônico de Mitsuki foi sumindo aos poucos até voltar ao seu típico semblante sério. Ele foi se aproximando de mim e eu comecei a me afastar dele até esbarrar em uma mesa e ficar encurralado.

— Caso você não se lembre, Minseok, mas eu estou acima de você. Se eu quiser, eu posso te matar, se eu quiser eu posso te demitir e ninguém vai questionar. Então, acho bom você maneirar o seu tom de voz comigo. Estamos entendidos?


|Yoongi|


Passado dois dias, o machucado de minha perna já tinha se curado, não havia nem mesmo uma cicatriz.

A tv estava ligada, apenas para fazer um barulho mínimo enquanto eu estava ocupado no computador. Desliguei o eletrônico e comecei a me arrumar para ir "estudar". Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa confortável e quente. Já havia comido o suficiente para repor as energias, então não precisei tomar o "café-da-manhã".

Peguei minhas coisas, dinheiro e quando estava prestes a desligar a tv, uma reportagem começou a rodar. Era informações do ataque na noite de dois dias atrás.

"— ... O Ghoul deixou para trás uma bagagem de mão cheia de peças de armas, bombas e entre outras coisas. O Ghoul nunca foi visto antes, não há nenhum registro sobre ele na Coréia do Sul. Sendo assim, as autoridades o nomearam como Psycho Smile, mas diminuiram para apenas Psycho, por conta da máscara teatral com um sorriso psicopata. As autoridades acham que este Ghoul é um terrorista por conta de seu..."

Eu desliguei a televisão.

Psycho, huh? Talvez seja um nome apropriado. — Murmurei.

Saí de casa, após trancar a porta e desligar as luzes, fui até o elevador. Cumprimentei algumas pessoas que entraram naquele cubículo de metal e comecei a andar a caminho da minha universidade. Estava indo pegar um ônibus quando travei no lugar. Senti um cheiro bom, delicioso eu diria. Segui aquele cheiro de café disfarçadamente e ele me levou até a frente de uma cafeteria.

Fiquei observando um pouco a fachada, era bonitinha de certa forma e tinha uma decoração entre rosa e branco. Fofo por assim dizer.

Entrei nela e escutei um som de sininho ao abrir a porta. Sentei em uma mesa perto da vidraçaria e segundos depois um holograma com o menu apareceu. Optei por um simples café preto – afinal era a única comida humana que eu conseguia comer sem sentir vontade de vomitar até as minhas tripas. – e então o menu se fechou. Comecei a olhar as pessoas que passavam pela calçada enquanto meu pedido não chegava, o vidro era espelhado de um lado dando certa privacidade para quem estava do lado de dentro. Quem estava dentro podia ver as ruas da cidade, mas quem estava do lado de fora não, assim alguns paravam para se olhar, o que era engraçado de se ver. A maioria eram pessoas ocupadas indo trabalhar ou então estudantes indo para suas escolas e tentarem ser algo na vida. Estava tudo normal com uma rotina normal.

— Este é seu pedido, não é?

Me virei para ver quem falava e vi um rapaz bonito, ele estava com o meu pedido em sua bandeja. Quando ele sorria, aparecia covinhas em suas bochechas.

— Sim, é esse mesmo, obrigado. — Falei e o mesmo pôs meu pedido sobre a mesa.

— Desculpe a demora, Ana e Liz acabaram quebrando e por enquanto estão no concerto, então estou ajudando meu... "Amigo" a cuidar das coisas por aqui.

— Ah, entendi.

— Percebi que você parecia pensativo... Aconteceu alguma coisa?

— O quê? Comigo? Nada demais, apenas pensando na vida e na universidade que irei frequentar a partir de hoje.

— Nossa, você parece tão novo... Quantos anos você tem? — Perguntou.

— Tenho vinte e um.

— Sério? Mas você é tão pequeno.

Isso é porque se eu for grande e pesado, eu vou ser muito lento e pouco ágil. Mas você provavelmente não entende isso, não é, seu imprestável?

— É, vivem dizendo isso pra mim.

— Me chamo Kim NamJoon e você?

— Min Yoongi, mas pode me chamar só de Yoongi. — Falei meu nome falso para ele e sorri "simpaticamente".

— Bom, foi interessante te conhecer, Yoongi! Se não se importa, irei continuar meu trabalho! Tenha um bom apetite!

Então ele foi embora atender os outros clientes. NamJoon havia sido gentil e simpático, mas não me importei muito e nem quis prolongar a conversa.

Segurei a xícara de café e levei com cuidado aos lábios, tomando um pouco de seu conteúdo.

— ... Delicioso.


xPsychox


Depois de terminar meu café, eu paguei e fui para uma parada de trem para ir para minha universidade. Não demorou muito para o mesmo chegar, entrei no mesmo e me sentei próximo a janela. Baguncei um pouco meus fios e percebi algo que era de certa forma perigoso. Eu tinha que pintar os cabelos de outra cor, caso o contrário o sistema de segurança iria acabar chegando em mim e isso iria comprometer muita coisa. Resolvi então comprar a tinta depois que as aulas terminassem, mesmo me sendo muito atraente faltar aula hoje. Infelizmente vou ter que honrar meu QI de 998*, estudando nessa espelunca. Que ridículo.

Não demorou muito para o trem parar onde eu queria e desci do mesmo, com a alça da mochila em apenas um ombro. Fiquei de frente para o portão apenas observando até tomar "coragem" para entrar. Embora eu nunca tenha ido a uma escola ou universidade, eu sabia de algumas coisas. Como a organização em grupinhos e essas besteiras, isso eu aprendi ainda em minha convivência na base, as outras crianças ficavam em seus grupinhos e eu ficava sozinho. Não acho que vá ser diferente nessa universidade.

Entrei no prédio, ignorando totalmente os olhares alheios sobre mim, e fui até meu armário para organizar minhas coisas. Embora eu esteja ignorando os olhares, eles me incomodam de certa forma, afinal, meu trabalho é ser discreto e não ser notado por ninguém. Fechei o armário e suspirei pesadamente. Aquilo iria parar, uma hora iria parar.

Comecei a andar pela escola procurando minha sala, mesmo o meu horário de estudos ainda não tendo começado. Ao encontrar minha sala, entrei nela e fui até o mural que tinha na sala procurando minha localização nas cadeiras e vi que eu sentava na última cadeira da fila, ao lado da janela. Fui até a mesma e me sentei ali, me deitando sobre a mesa com a cabeça apoiada em meus braços e olhando para o céu através da janela. O céu estava tecnicamente limpo com muitas poucas nuvens nele. Fiquei olhando através das janela por um tempo, nunca tinha parado para observar o céu, eu estava sempre ocupado.

Escutei o som da porta sendo aberta e me virei meio que instantaneamente, mas não era nada, apenas um cara. Devia ter dezenove ou vinte anos.

— Ah, bom dia! Não pensei que teria alguém em sala de aula! — Falou.

— Hm... Bom dia. — Falei, ainda meio avoado.

Ele se sentou ao meu lado e se virou para mim.

Ele me parece familiar...

— Qual seu nome? — Perguntou.

— Descubra sozinho. — Falei seco.

Não havia motivo para ser gentil e tentar uma aproximação, eu não queria "amigos", eles apenas iriam atrapalhar.

— Quantos anos você tem? Você é tão pequeno e tem um rosto com feições fofas! — Falou totalmente alheio com o que eu disse antes.

— Tenho vinte e um. — Resmunguei. Era pedir demais que aquele idiota calasse a boca?

— Espera, vinte e um?! Você tá de brincadeira com a minha cara!

— Eu não brinco com coisas desse tipo, acredite se você quiser, mas se não acredita, para mim tanto faz.

— Wow, calma, eu não quis te ofender! — Falou e logo sorriu, fazendo seus olhos virarem dois risquinhos. — Eu tenho vinte anos, sou mais novo que você!

Tsc... Na verdade você é mais velho.

— Não lembro de ter perguntado sua idade em momento algum.

— Aish... Você tem a língua bastante afiada, pequeno!

— Se não gosta de ouvir verdades, não é problema meu. — Falei. — E não me chame de pequeno!

Ele riu.

— É, você tem um temperamento difícil... — Afirmou pensativo, mas logo sorriu. Esse garoto não cansa de sorrir? — Gostei de você!

— Não me importo.

Os alunos começaram a entrar em sala e todos foram para seus devidos lugares, logo em seguida o professor entrou. Ele começou a conversar com os alunos desde assuntos da escola até assuntos banais, eu não me importei em escutar o que ele dizia, só queria ir embora logo dalí. Estudar quando se sabe quase tudo é uma perda de tempo.

— Min Yoongi, gostaria de dar início as apresentações? Pode ser aí do seu lugar mesmo!

Creio que as apresentações normais são de outras maneiras em uma escola, vou tentar o meu melhor.

— O que vocês querem saber? — Perguntei com cara de tédio.

— Bom, o básico! Seu nome, idade, gostos, status... — Falou e os alunos deram risadinhas. — O que quiser contar, conte.

— Me chamo Min Yoongi.

— Não tem mais nada que queira compartilhar?

— Não.

— Entendo, bom, quem é o próximo?


xPsychox


Demorou um pouco para que o intervalo chegasse e quando chegou, todos os alunos saíram de sala, inclusive eu. Aquilo tudo era muito chato, tudo o que diziam eu já sabia, então eu só dormia com a cabeça apoiada em meus braços. Como eu ficava na última cadeira, quase ninguém percebia, pois estavam focados em seus grupinhos ou então ocupados fazendo o dever. Eu as vezes sentia o olhar de Jimin queimar sobre mim, mas eu ignorava totalmente. Percebi que o moreno estava me seguindo, pois já fazia certo tempo que eu andava pela escola e ele estava andando atrás de mim. Aproveitei que várias pessoas atravessaram nosso caminho e o despistei. Era tão fácil sair da cola de um perseguidor, o que dezesseis anos completos no mais puro treinamento intensivo não ensinam, não?

Comecei a andar por aí, estudando a estrutura daquela universidade, não tinha nada melhor para fazer e eu não estava com fome. O que considerava ótimo, pois tenho certeza de que iriam desconfiar se um dos alunos sumisse. Tsc, como se eu fosse comer algum deles, mas em casos extremos as vezes são necessárias medidas extremas.

Aprendi a ficar muito tempo sem comer, alguns meses sem comer carne humana não me fariam mal, apesar de não ser recomendável. Eu devia estar no corredor do segundo andar quando senti a presença de algumas pessoas atrás de mim. Eles davam risadinhas e me seguiam, deviam ser em torno de seis a cinco pessoas. Foi quando senti ser jogado contra a parede e ser imprensado contra ela.

— Ora, ora, se não é o gênio da nossa turma! Andando sozinho, gracinha? Sabia que com essa sua cara de garotinha você seria um alvo fácil para bullying e brincadeiras aqui? Você devia tomar cuidado quando sair de noite, com toda a certeza acabaria sendo estuprado!

Todos começaram a rir e falar coisas qualquer como "bichinha", "vadia", "puta" e entre outros. Eu estava pouco me fodendo com o que me chamavam, minha cara devia estar estampada com uma bela cara de tédio.

Eles estavam tentando me assustar com aquilo?

— Mas e aí, vadia? Não vai fazer nada? Não vai chorar, não vai tentar fugir?

Tombei a cabeça levemente para o lado, ainda sem ter expressão alguma em minha cara.

— Para quê sendo que posso acabar com você em um estalar de dedos? — eu queria dizer "matar", mas achei melhor não arriscar.

Percebi que todos pararam de rir e o que estava em minha frente ficou sério com uma pontada de medo.

Um covarde, como pensei.

— A-Ah, é? Então por que não acaba com a gente e vai embora? Até agora você não fez nada além de ficar com essa cara de peixe morto!

— É meio óbvio que eu estaria entediado, afinal, você é apenas um covarde tentando se fazer de forte e eu já lidei muito com gente da sua laia.

— Ora, seu...

O rapaz ergueu o punho e começou a me socar. Dor física... Eu me sinto bem em senti-la as vezes, me mostra que eu consigo sentir pelo menos isso. Ele me empurrou, me fazendo cair e começou a me chutar junto com os outros rapazes e as duas garotas ficavam apenas rindo. Aonde estávamos não tinha câmeras, ninguém veria o que está acontecendo comigo.

Eu sabia que poderia revidar, que poderia aniquilar aqueles porcos, mas achei melhor deixar que ele fizessem o que bem queriam, do jeito que eram tão "unidos" iriam se juntar para conseguir me tirar da escola e eu não queria chamar a atenção por apenas eu conseguir acabar com seis de uma vez. A melhor opção era simplesmente não fazer nada.

Eu já sentia o gosto férreo de meu sangue em minha boca quando alguém falou:

— Ei, deixem-no em paz! Tenho certeza que ele não fez nada para vocês! — Disse Jimin.

Ele me encontrou.

— E você vai fazer o quê? Vai falar com os coordenadores?

— É claro, acha mesmo que sou que nem você que vou partir para a força bruta?

— Pra mim, ele está é com medo de apanhar! — Disse um dos rapazes.

— Então vamos ser justos, gente! — Disse o que aparentava se o líder. No caso o que me bateu primeiro. — eu acabo com ele, então, não se metam!

Ele partiu pra cima de Jimin que apenas desviou dos golpes, mas isso não durou muito já que os dois começaram a trocar socos. Os outros esqueceram de mim e eu apenas continuei observando tudo ainda deitado no chão. O idiota derrubou Jimin no chão e o socou algumas vezes antes de aproximar o rosto de Jimin pela gola da camisa.

— Tão patético! Aprenda uma coisa novato, este ensinamento serve para vocês dois. — Disse alternando o olhar entre Jimin e eu. — Nunca enfrentem alguém que é mais forte que você!

Disse e foi embora com sua turminha às risadinhas. Eu não me importei  e me levantei sem muitas dificuldades. Estava fora de questão eu revidar contra um ataque de um civil comum, mesmo eu querendo matar todos aqui dessa escola. Eu estava entediado, um massacre nessa faculdade não era uma péssima ideia, mas tinha que me manter no anonimato.

— Você está bem, Yoon?

Eu havia esquecido totalmente de Jimin, ele já estava de pé e tinha um semblante preocupado em seu rosto machucado. Idiota, ele não devia ter se metido em algo que não consegue resolver.

Espere, ele havia me dado um apelido?

— Não devia ter se metido nisso, eu poderia resolver aquilo sozinho.

— Ah, tá! Você estava apanhando daqueles babacas! Achei que a essa altura as pessoas não eram mais tão infantis!

— Que seja. Estou indo. Não se aproxime de mim novamente e nem se meta nas minhas brigas.

— Nem pensar que você vai embora assim! Nós dois vamos na coordenação falar sobre o que fizeram com a gente!

Olhei para Jimin e percebi que ele estava falando a verdade quanto a isso e estava certo de fazer isso mesmo eu não me importando em prestar queixa.

Tanto faz.

— Faça o que quiser que pra mim tanto faz. Irei na enfermaria. — Falei, começando a andar sem esperar Jimin.

— Ei, me espere!

Parei de andar ao escutar um gemido baixo dele. Eu sentia aquele cheiro ferreo, cheiro de sangue. Eu não sentia fome, mas aquele cheiro me fez salivar com a mínima ideia de sentir qual seria o sabor da carne daquele rapaz em minha boca. A luta com aqueles robôs deve ter consumido mais células RCs do que eu esperava.

Eu preciso me alimentar.

Me virei levemente para o mesmo e percebi que ele havia colocado a mão sobre o ombro que estava meio molhado com sangue. Franzi a sobrancelha e me aproximei um pouco dele com cuidado.

— O que houve? — Perguntei.

— Hm? Ah, isso... É apenas meu machucado que deve ter aberto.

— Machucado?

— Sim, é que a dois dias, eu estava no centro de noite procurando por um emprego e na volta para casa, eu fui meio que vítima de uma bala perdida. Tive que ir para o hospital e tirar a bala que foi bem fundo e tiveram de abrir um pequeno corte pra poder tirar. Os poucos pontos devem ter abertos nessa briga. Sou um pouco azarado. — Suspirou.

Eu estava estático, eu sabia que tinha visto Jimin antes. Ele foi o civil que acabei baleando sem querer.

Eu resolvi não continuar aquela conversa e apenas continuar andando.

Ao chegarmos na enfermaria, uma enfermeira cuidou dos nossos machucados e perguntou o que aconteceu, eu iria dizer que aquilo não tinha importância, mas Jimin foi rápido e explicou a situação para a moça gentil. Ao que parece, o robô que cuidava da enfermaria e de machucados estava em reparos.

Logo fomos liberados e nós dois falamos para o coordenador sobre a situação e ele disse que tomaria providências. Logo voltamos para nossa sala e a turma que nos agrediu foi chamada. Eu voltei a dormir quando a aula começou.

xPsychox


— Ei, Yoon! Acorde! — Falou Jimin, me balançando levemente.

Olhei para ele entediado quando o sono passou e ele explicou que as aulas já tinham acabado. Joguei as coisas na mochila e saímos da sala e depois da escola. Eu e ele caminhávamos lado a lado e ele falava qualquer coisa sobre a aula estar chata, mas eu não prestava atenção. Eu poderia simplesmente enchotá-lo, mas tinha certeza de que ele iria insistir em continuar me acompanhando.

Passamos em frente a uma farmácia e lembrei que eu tinha que pintar os cabelos, além disso, iria me separar de Jimin.

Olhei meus bolsos da mochila. Eu tinha um cartão em minha carteira, mas não tinha dinheiro vivo.

Entrei na farmácia sendo prontamente seguido por Jimin – Tsc, ele sempre vai me seguir como se fosse um cachorrinho atrás do dono? – e comecei a procurar tintas de cabelo.

Que cor eu deveria pintar? Me perguntava.

Eu estava com preguiça de ficar retocando então peguei uma tinta preta mesmo. Paguei tudo e Jimin pegou uma tinta de cabelo de um ruivo alaranjado, logo imaginei ele com aquela cor de cabelo.

— Você ficaria bonito ruivo. — Soltei sem perceber e me afastei dele, sem esperar uma resposta.

Ele colocou o pacote no lugar e me seguiu para fora do estabelecimento.

— Você acha? Pintar o cabelo é meio radical para mim!

Ele então começou a tagarelar novamente e voltei a ignorá-lo até que ele desistiu de tentar conversar comigo. Fomos para uma estação de trem e ele continuou a me seguir. Me sentei em um dos bancos e logo ele pegou um assento ao meu lado.

— Vai me seguir até quando? — Perguntei.

— É que, até agora, você fez o caminho de minha casa.

Assenti com um "hm" desinteressado.

— Veja o lado bom! Com Ghouls a solta, não é bom ficar andando para cima e para baixo sozinho!

Coitado, se ele soubesse que eu provavelmente usaria ele como alimento...

Dei de ombros.

— Tanto faz.

Quando o trem que eu queria chegou, eu entrei no mesmo e Jimin me acompanhou. Continuou nisso até que chegamos no apartamento que eu morava. Eu já estava começando a desconfiar que Jimin era algum tipo de espião que descobriu o esquema de minha infiltração e agora estava me seguindo para me eliminar quando ele disse:

— Você também mora aqui? Que legal! Somos meio que vizinhos! Poderemos ir para a universidade juntos!

Ele é definitivamente um civil comum. Um civil comum irritante e falante demais.

Ele cumprimentou o porteiro e as outras pessoas levemente, então decidi não me pronunciar para parecer alguém normal, já tinha alguém sendo gentil com todos. Eu não precisava me preocupar em parecer gentil quando ninguém vai perceber. Entramos no elevador e quando eu iria apertar no botão do meu andar, Jimin foi mais rápido e o apertou antes de mim.

Ele morava no mesmo andar que eu?

A porta do elevador se abriu e eu saí primeiro sendo seguido por ele como sempre. Parei em frente ao meu apartamento. O 94 estampado na placa da porta.

— Somos realmente vizinhos! Sou do apartamento ao lado, o 95! — Falou.

— Hm... Legal. — Resmunguei sem animação alguma.

Abri a porta de casa e quando estava prestes a entrar, Jimin disse:

— Até amanhã, Yoon!

Entrei finalmente em casa, naquele canto que poderia me isolar do mundo pelo menos uma vez. Jimin era estranho. Um garoto diferente.

Olhei para a minha máscara em cima da mesa.


Bem, ao que parece, está na hora de comer.


Notas Finais


*QI: não faço ideia como funciona o QI, mas o da fic, pessoas normais chegam até 500+ de QI os mais inteligentes entre 700 e 800+ e o realmente inteligentes entre 900+ e 1000

É isto, espero q tenham gostado!

Kissus de açúcar! ( ˘ ³˘)❤

Fui

~foge pras montanhas~


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