História Psycho Club - Capítulo 27


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 438
Palavras 1.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


PAZ NA TERRA HUMANOS!

Dei aquele perdido básico não é? Eu estive muito ocupada ultimamente, mas acho que agora será mais fácil de prosseguir regularmente. Sem muita bla bla bla vamos ao capítulo!

Capítulo 27 - -Como Se Fosse Um Estranho-


Fanfic / Fanfiction Psycho Club - Capítulo 27 - -Como Se Fosse Um Estranho-

        

           O garotinho falava sem parar a bons minutos e eu o assistia encantada. Quer dizer, não era como se de repente eu o amasse e um instinto de mãe nascesse em mim. Eu ainda estava confusa e meio insegura sobre tudo, mas com aquele pequeno ser me tratando com tanto amor eu não pude pensar em outros problemas. Apenas foquei em cada um dos desenhos - extraordinariamente muito bem feitos - espalhados no chão do quarto.

- E esse aqui eu fiz quando o appa me levou ao circo. - Ele mostrou outro desenho.

- Por que tem tantas pessoas olhando para vocês? - Perguntei curiosa.

- Appa me disse que é porque ele é o dono da cidade e as pessoas gostam muito dele.

Não liguei muito para a explicação confusa dele, talvez o rapaz fosse prefeito ou algo parecido.

- Vou trazer mais. - O garoto disse e se levantou para pegar mais desenhos na cômoda.

Olhei em volta observando cada detalhe do quarto. Será que eu havia ajudado na decoração? Era tudo tão bonito. As cortinas e carpetes na cor branca, contrastando com alguns detalhes azuis davam um ar juvenil ao quarto.

Fui atraída novamente quando escutei um barulho no chão.

- Você está bem? - Perguntei ao vê-lo de joelhos no chão, ia ajudá-lo a se levantar, mas rapidamente o garoto se colocou de pé e sorriu para mim.

- Estou. - Ele respondeu, esfregando suas mãos repetidas vezes e eu atentei ao detalhe, logo o deixando passar quando vi uma fotografia com um clip de papel anexada num desenho.

A fotografia mostrava seis garotos lado a lado e com as mãos nos ombros de quem estava ao seu lado. Eles pareciam adolescentes, assim como a fotografia parecia ter sido amassada. Levantei a foto para ver o desenho a qual estava anexada, e me surpreendi ao ver um desenho um tanto parecido com a foto, com a pequena diferença de que no desenho um dos garotos estava com uma cara nada amigável.

Sorri com aquele pequeno detalhe e me voltei para o menino, pronta para perguntar-lhe sobre aquilo, mas de repente ele recolheu a foto da minha mão e a escondeu de baixo da perna, me deixando com a mão estendida no ar e um ponto de interrogação no rosto.

- Jin-hyung já foi, appa? - A voz alegre do garoto me pegou desprevenida e eu rapidamente olhei para trás, vendo o homem - que supostamente era meu marido - fechar a porta calmamente.

- Acabou de ir. - Ele sorriu parecendo desconcertado, e o seu olhar rapidamente recaiu sobre mim. - O que fazem? - Virei para frente e pude escutar seus passos se aproximando de nós.

- De-desenhando. - Olhei nos olhos do garoto e por uma fração de segundo vi o medo. Será que aquela foto era tão importante?

- Eu... - Falei, atraindo a atenção dos dois para mim. - Será que eu poderia tomar um banho? - Falei bem baixo, olhando para minhas pernas cruzadas.

- Ah, claro...me dê apenas um instante para preparar seu banho.

Assenti levemente e de canto de olho o observei se levantar e sair do quarto. Olhei para trás para me certificar de que ele já havia mesmo ido, e me virei para o garoto, que agora tirava a foto de baixo da perna e corria para guardá-la dentro de uma caixinha de baixo da cama.

Um sorriso brotou nos meus lábios assim que o vi suspirar fundo e fazer uma expressão fofa, logo depois se sentando na minha frente.

- Obrigado. - Ele sussurrou.

- Por que ficou tão assustado? - Perguntei aquilo que martelava a mente.

Ele pareceu pesar os prós e contras de me contar o que havia acabado de acontecer, mas logo cedeu.

- Appa não gosta daquela fotografia. - Ele disse como se fosse um segredo sagrado.

- Por que não? - Franzi o cenho. - É por causa do garoto de "cara feia"? - Me referia ao garoto do desenho que não estava com uma expressão alegre igual aos outros.

Eu achei que meu palpite tinha ido longe e que não tinha nada a ver, mas quando o menino assentiu fiquei ainda mais curiosa.

- Por que seu pai não gosta dele?

- Omma, você pergunta coisas de mais. - Ele sorriu, enquanto olhava seus outros desenhos.

Fiquei surpresa com a forma que ele contornou a situação. Ele era só um garoto de prováveis cinco ou seis anos, como conseguia ser tão perspicaz?

Antes que eu pudesse ter outra reação, o homem que havia estado aqui antes voltou.

- Já pode vir. - E sem o olhar, levantei do chão e me dirigi até a saída do quarto. - Vou te mostrar onde fica. - Concordei, e ele me levou para um quarto grande que ficava logo ao lado do quarto em que eu havia acordado. - Aquela porta alí é o banheiro, tem uma toalha e umas roupas minhas pra você usar. - Ele coçou a nuca. - Amanhã sairemos para comprar algo decente a você. - Concordei novamente e dei uma passo a frente esperando que ele fechasse a porta e saísse.

- Não vai sair? - Tentei não ser tão grossa com ele, que logo entendeu o recado e desajeitadamente fechou a porta.

Olhei em volta para me situar no espaço, e depois entrei no banheiro.

Inicialmente foi um choque me olhar no espelho, porque parecia ser a primeira vez que via meu reflexo. Meu rosto estava magro e com as maçãs do rosto levemente acentuadas, como se entregasse minha fraqueza. Meu cabelo era longo e de uma cor laranja adorável, a qual eu não entendia como não havia reparado antes. Fiquei um tempo olhando fixamente a mim mesma e depois entrei na banheira que estava cheia pela metade.

Foi estranho sentir a textura da água e a do meu próprio corpo como se fosse a primeira vez, e também me peguei curiosa com o fato de que não haviam pelos em meu corpo. Enrubesci ao pensar que enquanto eu "dormia" alguém tocava em meu corpo.

Quando acabei de tomar banho me sequei e vesti as roupas que ele cuidadosamente havia colocado sobre a pia. Se tratava apenas de um conjunto de moletom e uma escova de dentes. Escovei meus dentes me sentindo totalmente incomodada com as roupas largas e sem estar com nada por baixo, mas logo que me conformei tive confiança de sair do banheiro e respectivamente do quarto.

Olhei para os lados do corredor o encontrando vazio, então apenas refiz os passos até o quarto do pequeno, onde o encontrei desenhando algo completamente concentrado enquanto o maior o orientava a mudar algo.

Somente aí foi que eu parei para avaliá-lo por inteiro. Ele vestia uma camisa preta que contrastava totalmente com a sua pele branca, e de um lado da sua orelha provinha o brilho cintilante de uma argolinha, o qual eu não sabia dizer se era um par ou apenas de um lado. Ele era muito bonito, embora sua beleza não despertasse em mim nenhum tipo de sensação diferente. Eu me perguntava o por quê disso.

- Você realmente gosta de passar despercebida, não é, jagi? - Ouvi sua voz um tanto grossa dirigir-se a mim.

Ele havia me chamado de jagi? Jagiya?

- Desculpe. - Pedi, um pouco envergonhada.

Ficamos nos encarando por alguns segundos que pareceram anos, e ainda sem tirar os olhos dos meus ele falou com o garoto.

- Jisang...você não deveria ir tomar um banho também?

- Não. - O pequeno respondeu rapidamente, me fazendo sorrir involuntariamente.

- Yah, seu pequeno insolente. - O maior falou com um tom carinhoso ameaçando ir até o menino, que saiu correndo do quarto aos risos.

O rapaz se levantou e me encarou, com as mãos nos bolsos, como se esperasse por algo. Mas assim que percebeu que eu não iria falar nada, ele tratou de começar.

- Eu sei que não está nada fácil pra você se adaptar a tudo isso.

- Ah, não. Jisang é uma criança maravilhosa. - Falei, me aproximando um pouco e olhando para qualquer que não fosse ele.

- Ele é um garoto incrível, e com uma inteligência acima da sua idade, é fácil gostar dele.

Ficamos em silêncio novamente, e dessa vez quem respirou fundo fui eu.

- Está mesmo sendo difícil, quer dizer, não fazem nem vinte e quatro horas que eu acordei de um coma e já tenho que lidar com tanta informação.

- É por isso que não vou te falar mais coisas...não quero te sobrecarregar. - Ele disse, e eu o olhei, observando cada pedacinho seu se comprimindo em uma clara tristeza.

Eu o estava deixando triste?

- Você ainda não me disse meu nome...nem o seu. - Ele me olhou por alguns segundos antes de responder.

- Solji, seu nome é Min Solji. E o meu é Min Yoongi. - Ele disse, obviamente frisando nossos sobrenomes.

Então era isso? Ele estava deprimido porque sua esposa agia como se ele não fosse ninguém importante?

- Então...Yoongi, você se importa se eu perguntar como nos conhecemos? - Perguntei tentando o animar e um sorriso ladino adornou seus lábios, ele fez que não.

- Nos conhecemos no colegial, apesar de que eu era seu vizinho.

- Vizinho? - Perguntei, espantada e ele assentiu.

- Sim, e você negou bastante antes de finalmente admitir que sentia o mesmo. Você era difícil. - Observei seus olhos se encherem de lágrimas, e eu sabia que aquele não era o melhor momento para se perguntar algo do tipo, no entanto minha parte irracional agiu mais rápido.

- Me desculpe por isso, mas é que...eu sinto que tem algo errado entre nós, você me parece um estranho. O que aconteceu antes do meu acidente?

- Você me traiu. - Ele falou simples e direto, embora sua voz estivesse carregada de um sentimento que eu não podia definir.

- Traí você? - Minha voz saiu fraca e eu levei as mãos até a boca.

- Sim, e com o meu melhor amigo, Hoseok. A gente brigou feio, eu saí do apartamento e você saiu com o carro atrás de mim. Eu fiquei com o coração partido, mas quis morrer quando soube de você. - Ele estufou o peito, como se fosse difícil falar do assunto. - Você sente isso? - Ele se aproximou, pegando minha mão e suavemente a colocando na direção do seu coração. E era surreal como batia tão forte. - Não parou por um minuto sequer. Sabe por que? Porque não importa o que aconteça, eu sempre vou voltar pra você. É assim que a gente funciona.

E naquele momento eu me senti a pior pessoa do mundo. Como pude trair alguém tão especial assim? Eu não sei se era a culpa ou se realmente algo dentro de mim havia voltado a funcionar, só sabia que quando voltei a olhar para Min Yoongi ele já não me parecia um estranho.


Notas Finais


Vocês perceberam que o Yoongi é um psicopata muito fdp? Ele tá alterando toda a realidade pra fazê-la se sentir culpada. Mas aviso logo: vai ser muito difícil odiá-lo em alguns momentos.

Será que teremos Taehyung em breve?

O capítulo foi meio parado, eu sei. Mas é que eu não podia exagerar logo agora que ela acordou não é? Tem que ir com calma pra ficar bom, é como aquele ditado "A pressa é inimiga da perfeição" Kkkkkk

Então...lembra que eu falei que estava com um projeto de uma fic de modelos e etc? Não deu muito certo. Acho que eu ainda não estou preparada pra escrever algo desse porte, no entanto (!!!!) essa idéia vai ficar guardada para o futuro.

A outra notícia é que agora eu tenho um projeto sobre música que já tem até o prologo escrito, eu vou soltar pequenas informações dele com o passar dos dias, e quando for perto do natal (ou depois) eu lanço! Estejam preparadas que vai ser muito bom.

Se gostaram comentem, BJAAAAO♥

P.S: vou responder todos os comentários do capítulo passado somente agora, desculpem mais uma vez pelo chá de sumisso que eu tomei kkkk


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