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História Psycho Love - Harry Styles - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Psycho Love - Harry Styles - Capítulo 1 - Prólogo

Sorri para o último cliente do dia, entregando suas compras e olhando para o relógio mais uma vez. Agradeci e vi a mulher sorrir e se virar para ir embora, fazendo o som do sininho soar e vi a porta ser fechada. A floricultura estava menos movimentada quando se aproximava das seis da noite, o som do relógio soou pelo local, me alertando que meu turno havia findado. Sorri aliviada, estalando suas costas e bocejando. Fiz o pequeno ritual de sempre, para fechar a loja e apagar as luzes. Andei pelo local apertado até chegar à porta, a fechando e tirando a chave da fechadura. Segurei minha bolsa comigo, a apertando com o corpo. 

A loja ficava exatamente na esquina de uma das quadras mais movimentadas do centro, um pouco mal iluminada, porém movimentada mesmo naquele horário. Andei pela calçada, indo em direção o ponto de ônibus no outro lado da quadra. Vi carros passarem por mim em alta velocidade, mas não havia percebido que uma SUV preta parava no acostamento, bem próxima a mim. Tranquei minha respiração, vendo que o carro andava agora devagar e bem ao meu lado. 

— Entra no carro. – Meu coração disparou em milésimos de segundos quando escutei a voz rouca dizer para mim, não pude ver quem era dono daquele timbre, por que só tive coragem de olhar para frente e acelerar meus passos. — Tá me escutando? –  A voz perguntou mais uma vez, ignorei sentindo minhas pernas falharem e logo virei na direção oposta, voltando a andar para trás. O carro parou, e no mesmo instante que escutei o barulho da porta sendo aberta, acelerei meus passos e comecei correr. 

No quinto passo, senti meu corpo ser brutalmente puxado para trás, e antes que pudesse abrir a boca para gritar por ajuda, tamparam meus lábios com um pano úmido, que ao inalar senti o clorofórmio incendiar meu olfato, fazendo minha visão ficar turva e minha garganta queimar com a substância. Fechei os olhos sentindo minhas pernas perderem a força para sustentar meu corpo com o efeito daquela droga. Os sons das coisas ao meu redor ficaram longes e a última lembrança foi de ver o carro preto estacionado rente ao meio fio, e as luzes da avenida, antes de apagar totalmente.  

 

 

 

Meus olhos arderam, minha garganta queimou e meus pés e mãos doíam mais o que tudo. Senti o chão gelado por baixo do meu corpo, estava úmido e pude sentir a sujeira nele grudar na minha pele. Abri os olhos imediatamente, quando minha consciência voltou, a primeira coisa que vi foi uma estrutura de madeira a minha frente, caixa e mais caixas empilhadas e um lugar fedido e fechado, mal iluminado e só com a luz de uma pequena janela no alto da parede iluminado o local. Levantei a cabeça com rapidez, mas logo o barulho de correntes se fez presente, me desesperei me lembrando a noite anterior e tentei me por de pé, mas um peso em minhas canelas me deteve. Olhei para baixo, sentindo meu batimento cardíaco estourar e minha respiração se acelerar.

Eu estava nua e presa a cordas e meus pés junto a correntes. O chão era gelado e úmido, pode perceber a sujeira por estar nua. Meu corpo estava roxo e vermelho, como e tivesse apanhado, mas alguns dos hematomas já estavam quase curados, como se já estivessem ali a semanas. Olhei para a janela enquanto erguia a cabeça, vendo o céu claro nublado. Era muito raro um dia amanhecer nublado em Orlando, a capital mais quente do país. 

— Bom dia. – Escutei a voz rouca soar pelo local, me arrepiando e meus olhos automaticamente se umedeceram com as lágrimas. Me virei para o lado, vendo um homem alto e sorridente vir em minha direção enquanto descia as pequenas escadas. Ele era um homem bonito, com os cabelos grandes e algumas tatuagens a mostra pela camiseta desabotoada. Vi o rosto psicopático sorrir mais uma vez, me levando ao desespero e me fazendo chorar que nem uma criança. 

— Por favor! Eu não fiz nada! – Gritei chorando descontroladamente, soluçando e me arrastando para mais longe dele. — Não faça nada comigo! Eu imploro... Por favor! – Disse alto e fechando os olhos. Uma risada alta e sarcástica soou pelo local, me fazendo o olhar, ainda com medo sem entender o porquê da risada, sentindo meu coração quase parar. 

— Elloa Fay... Elloa Bresson Fay. – Disse meu nome calmamente, se aproximando de mim e vendo s lágrimas molharem meu rosto já sujo e cansado. Se abaixou, ficando agachado e sorrindo em minha direção. Temi mais ainda com  a respiração acelerada e meu peito sendo rasgado pelos meus batimentos cardíacos. — A puta da sua mãe deve ter ficado sem criatividade para escolher um sobrenome francês... Em homenagem ao amante dela, não foi? – Perguntou retórico, mordi o lábio inferior e solucei com medo. 

— Minha m-mãe... Já morreu. – Disse chorando mais ainda e ficando com falta de ar, me afastando sentindo as cordas apertarem meus braços. Meus pulmões ardiam pedindo uma pausa para poderem respirar, meu medo fazia meu corpo se encolher ainda mais. 

— Eu sei. – Murmurou. — Eu que a matei. – Disse baixo, arregalei meus os olhos, demorando alguns segundos para reagir. Harry riu alto, vendo a minha expressão chorosa e achando graça. — Eles nunca pegaram o assassino que matou sua mãe, não foi? – Perguntou retórico mais uma vez. — O prazer é todo meu. – Falou como se me cumprimentasse. Senti meus olhos arderem e uma raiva enorme consumir meu corpo, fazendo ele tremer por inteiro sem controle. 

— P-por que... Você tá fazendo isso comigo?! – Perguntei alto, chorando e sentindo minha respiração cortar minha fala. Senti meu estômago dar voltas, e logo vomitaria. Ele era um psicopata brincando comigo? 

— Por que sua mãe foi uma vagabunda! – Disse alto e me assustou segurando meu rosto com apenas na mão, apertando minhas bochechas com os dedos fortemente, me fazendo ficar quieta e o olhar nos olhos. — A sua mamãe? Sabe quem era ela?! – Perguntou a olhando no fundo dos olhos. Os olhos esmeralda rasgaram meu corpo, emitindo toda sua raiva e desprezo. — Uma puta desgraçada! Ela acabou com a porra de minha vida! Ela destruiu um casamento, ela foi amante do meu pai... – Disse apertando mais ainda meu rosto, fazendo a carne de minhas bochechas entrarem em conflito com meus dentes, quase as rasgando. — Graças a Deus você não é fruto deles dois. Sorte sua... Por não ir visitar sua mãe mais cedo. – Falou baixo, soltando meu rosto de uma vez, me fazendo bater a cabeça no chão. 

Chorei em silêncio, fechando os olhos e pedindo a Deus para que me tirasse dali, e pedindo perdão por todos os pecados que já havia cometido. Sentiu algo cair no chão a minha frente, me fazendo abrir os olhos, enxergando uma vasilha a minha frente.

— Gemma, alimenta essa imunda... Deve ter ficado com fome na viajem. – Disse autoritário, a menção de uma terceira pessoa me fez ficar mais desesperada ainda, olhando para os lados. Vi uma mulher parada no começo das escadas, olhando a cena com reprovação. 

— ...Harry, a gente precisa mesmo disso? – Ela perguntou baixo para ele, que a olhou com raiva, a fazendo ficar quieta. 

—  A gente precisou mesmo matar a mãe dela? – Perguntou sarcástico, se levantando e saindo de perto, passando por ela e subindo as escadas. A loira suspirou, se aproximando e se abaixando. Olhou para mim, provavelmente percebendo as lágrimas caírem descontroladamente, fechei os olhos com medo. — Não se acostume de receber comida na boca... Eu vou viajar em breve e não vou mais estar aqui. – Disse baixo, enquanto destampava a vasilha e via a pequena marmita, com uma colher dentro. Eu apenas concordei e respirei fundo. Pegou a colher se plástico, pegando uma porção generosa e estendendo na minha direção, abri a minha boca quase de imediato. Eu realmente estava com fome. — A única coisa que deve saber é que... Você está em Toronto no Canadá, não adianta tentar pedir socorro, além de você estar em um porão estamos em uma casa afastada da cidade. – Falou brevemente. 

Eu fiquei em silêncio, sem ter o que dizer, apenas concordei e aceitei mais comida. Gemma não forçou nenhum tipo de conversa e muito menos contato, após terminar de me dar aquela comida, me deu água e subiu para a casa, não antes de injetar mais outra droga em mim, fazendo-me adormecer contra minha própria vontade. 

 

 

 

Novamente, o gosto forte do meu mal hálito me acordou, junto com a dor de cabeça a e o desconforto. Estava mais escuro do que antes, acordei e senti um cheiro forte ali dentro, percebi uma movimentação estranha no porão. Abri meus olhos, me arrependendo logo em seguida. Vi Harry sem camiseta e calça, apenas de cueca e com um avental branco, e antes que a cena de parecesse engraçada, as manchas de sangue sujavam toda a sua roupa, fazendo seu rosto e seu pescoço ficarem vermelhos, como tinta. Respirei fundo, me desesperando outra vez e começando a chorar, vendo que ele cortava a perna de um corpo humano já sem vida na pia do porão. 

— Já acordou? – Perguntou olhando para trás, me vendo ainda presa com os olhos lacrimejados e temerosos o olhando. Sorriu e limpou suas mãos no avental, se aproximando de mim. Me desesperei mais ainda e me debati, percebendo que agora havia uma fita tampando minha boca quando eu tentei gritar. — Você ainda tem medo de mim? – Riu sem humor. — Se eu quisesse ter te matado, já teria o feito, acredite em mim. – Disse baixo, se abaixando e ficando bem perto do meu corpo, me fazendo ficar quieta. Estendeu sua mão, eu me esquivei, mas foi em vão por que ele tirou a Silver tape dos meus lábios o puxando de uma vez, fazendo minha boca ficar vermelha. — Olha para você... Idêntica a puta da sua mãe. – Disse baixo e se aproximando, sorrindo de um jeito psicopata. Deu um tapa forte em meu rosto, me fazendo gritar de dor, logo segurando meu rosto com uma mão, sujando minhas bochechas de sangue com sua luva que estava suja. 

Sem que pudesse pensar direito, vi ele se aproximar repentinamente, selando meus lábios e me beijando com raiva. Senti seus dentes baterem contra os meus, gemi de dor e apenas tentei corresponder, mas meu corpo reagia de um forma totalmente diferente da minha cabeça. A sua língua se movia com raiva, como se quisesse arrancar um pedaço de mim, por mais que quase tivesse conseguido. Investiu mais um vez contra minha boca, se separando por falta de ar. Senti meu coração se acelerar quando os seus olhos verdes me fitaram com desprezo e logo dando um sorriso sarcástico. Ele havia me beijando, sem se importar de sentir o gosto horrível da minha boca depois de sabe-se lá quantos tempo sem ver uma escova de dente.

— E-eu... Posso usar o banheiro? – Perguntei vendo-o se afastar, e voltar ao que estava fazendo. 

— Usa aí mesmo. – Falou se referindo ao chão. Fiquei em silêncio, tentando entender o porquê dele me pedir para mijar ali mesmo. Ele logo soltou uma risada. — Não é como se fosse a primeira vez... Olha o cheiro disso aqui, você acha que eu deixaria isso nesse estado? – Perguntou a olhando. — Não adianta com essa desculpa de querer usar o banheiro para tentar escapar. Você já está aqui a dois meses, todo mundo lá fora já pensa que você morreu, e pra que você tentaria fugir? Você já é minha. – Falou calmamente, voltando a colocar os órgãos humanos sem vida dentro dos sacos pretos de lixo ali, voltando a sujar suas mãos. 

— D-dois... Dois meses? – Perguntou olhando para ele. 

— Você foi drogada por vários dias... É como se você entrasse em coma, só não tinha consciência disso. – Falou e sentiu um respingo de sangue voar em seu rosto ao quebrar a mão do cadáver a sua frente, o fazendo respirar fundo, vendo que voltaria ao trabalho duro. — Bem-vinda a vida de cárcere privado, baby. 

 


Notas Finais


Oláaa, bom, pra quem não me conheçe, prazer, ana. 

Bom, eu vou precisar explicar algumas coisas aqui. Essa fanfic, é baseada em um relacionamento abusivo e totalmente psicopata, em uma história policial, ou seja, se você não gosta de ler o gênero "violência" provavelmente esse não é seu lugar. Eu já aviso desde já, para que não haja críticas sobre isso haha 

Bom, essa vai ser uma short-fic, com apenas cinco capítulos. Sim, só cinco capítulos, eles podem ficar resumidos ou ficarem bem detalhados e grandes, mas vai tudo ser resumido em apenas cinco capítulos. 

Bom, espero que tenham gostado e prólogo, ficou curto, mas é o de hoje haha, obrigado a quem leu até aqui. 


Até mais


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