História Psycho Love - Capítulo 6


Escrita por: e MzSavelo

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Nicky Nichols, Personagens Originais, Piper Chapman
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Palavras 9.169
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Rollecoaster


- Amor, desce aqui. - Piper chamou. Tinha uma surpresa, pra ela.

- Oi. - Alex apareceu, um minuto depois. Ela observou a sala de jantar. Luz fraca, três taças de vinho na mesa, junto a três garrafas. - O que é isso, Piper?

- Uma brincadeira.

- Adoro as suas brincadeiras. - Alex a agarrou, beijando-a lentamente. Piper a afastou, rapidamente.

- Não é esse tipo de brincadeira. - Fez a Alex se sentar. - Por enquanto.

- Tá bom. O que devo fazer?

Piper não respondeu, apenas cobriu os seus olhos com um lenço.

- Você deve adivinhar. Se acertar tudo ganha um prêmio. - Disse, com as mãos apoiadas nos seus ombros.

- E se eu perder?

- Eu ganho um prêmio. - Sua voz estava sexy. Beijou a bochecha da Alex e se afastou.

- Então, vamos começar, logo. - Alex posicionou as mãos na mesa.

- Pois, não. - Piper pegou uma das taças e colocou na mão da Alex. - Prove e me diga o que sabe, sobre esse vinho.

A morena pegou a taça, sentiu o aroma e degustou o vinho duas vezes.

- Esse vinho é seco, tinto e doce. - Disse, segura.

- Parabéns. Já temos um ponto. Faltam dois. - Entregou a segunda taça.

- Hmm... Esse é tinto e cítrico. - Sorriu. Piper parou por uns instantes, olhando pra ela. - Piper? Estou certa, não é?

- Sim, Alex. Está certíssima. - Pegou a outra taça. - Prove o último, agora. Se você acertar, o prêmio estará em suas mãos.

- Ele já é meu. - A morena disse, sorrindo. Balançou o líquido na taça, sentiu o aroma e bebeu. - Branco. - Bebeu, novamente. - Seco e doce.

- Acertou.

- É lógico. - Disse, convencida. - Agora, quero o meu prêmio.

- Tem mais um!

- Mas, você disse que eram apenas três.

Piper não respondeu, depois de uns instantes, se sentou no colo da morena, beijando-a intensamente. Ficou inebriada, ao sentir o gosto do vinho, na boca da esposa.

- E esse? - Piper perguntou, ainda sem fôlego.

- Esse é o melhor. É o gosto da minha felicidade. Minha esposa, meu amor, mãe do meu filho, minha eterna companheira.

- Seu prêmio. - Piper tirou a venda, do rosto da Alex. Então, Alex pôde ver que ela estava com uma lingerie vermelha, embaixo de um robe, também vermelho.

- Como eu amo esse prêmio. - Alex voltou a beija-la, a levantou, colocando-a sobre a mesa. Passeou com as mãos, pelo corpo dela, instigando. Parou nos seios, onde massageou. - O melhor prêmio. - Dizia, a voz rouca, provocando.

Piper gemeu, muito excitada, apertando as pernas, na cintura da Alex. Puxou-a para um beijo, enquanto sentia suas mãos, invadirem o robe e começarem a acariciar o seu sexo. Afastando a calcinha minúscula, Alex a penetrou com dois dedos, sem aviso. Piper gemeu alto, fincando as unhas, nos seus ombros. Alex sorriu e tirou os dedos. Tirou o robe e abriu o sutiã, levando a sua boca de encontro aos seios dela.

Piper gemia, se inclinando pra trás, para se deitar. Enquanto Piper retirava a calcinha, Alex pegou uma das garrafas de vinho e deu três goles. Então, se sentou na cadeira, se inclinou pra frente, e provou o sexo da loira, vagarosamente. Então, começou a chupar. Piper gemeu e cruzou os pés nas costas da morena, puxando a toalha da mesa. Não demorou e ela arqueou as costas, empurrando a cabeça da Alex, em direção ao seu sexo, gozando na sua boca.

Dois minutos depois, Piper se sentou com um pouco de dificuldade. Alex ainda estava na cadeira, bebendo vinho direto na garrafa. Elas sorriram. Piper se abanou com as mãos, jogando o cabelo pra trás.

- Pronta pra mais? - Alex perguntou, já agarrando a cintura da loira, fazendo-a se sentar no seu colo. Elas se beijaram.

- Eu sempre estou pronta. - Piper sussurrou, com um sorriso.

- Então, vem aqui. - Alex se levantou e a pegou no colo, levando-a pro quarto.

Alex e Piper haviam sido convidadas, para uma pequena festa, na casa da Poussey e da Soso. As quatro haviam ficado bem próximas, desde o jogo de basquete. E a Poussey, agora era a médica que estava acompanhando, a gestação da loira.

Piper estava parada em frente ao espelho, conferindo a roupa. Usava uma saia longa rodada vermelha, uma blusa regata branca e sapatilhas azuis. Já se notava, a sua barriguinha de treze semanas. Estava entusiasmada, para vê-la crescer, mais e mais. Se sentia ótima, naquela tarde, bem diferente de como se sentiu pela manhã. Enjoada e com uma dor de cabeça, bem chata.

Já pronta pra sair, ligou pra Alex, que havia saído para pegar uma papelada na empresa. Já tinham combinado, de se encontrar na festa, mas sabia que a Alex tinha comprado algumas coisas, para levar.

- Oi, amor. - Alex atendeu. - Como você está? Melhorou?

- Oi, Al. Estou bem e já pronta. - Dizia, descendo as escadas. - Você vai querer que eu leve algo, pra casa da Poussey?

- Ah, sim. Vá até a cozinha. Tem uma caixa térmica. A caixa tem rodinhas, então pegue na alça, pra você não carregar peso.

- Pronto. - Entrava na cozinha. - Estou aqui e já vi a caixa. O que mais?

- Ótimo. Pegue duas peças de carne, que estão no nosso frízer. Estão em uma embalagem, escrito Poussey.

- Feito. Alex, você vai demorar, pra chegar lá? - Ia em direção a garagem, puxando a caixa.

- Eu já estou saindo da empresa. - Piper escutou o som do elevador. - Olá, Tadeu. Está ali? - Alex falava com alguém.

- Sim. O Mark deixou as chaves comigo. - Piper ouviu um homem dizer.

- Alex, você comprou outro carro? - Parou, no meio do corredor, que dava acesso a garagem.

- Não fui eu que comprei. - Alex parecia sorrir.

- Alex! - Piper revirou os olhos e voltou a caminhar em direção a garagem.

- Mas, não foi. E não é um carro. É bem melhor.

- Eu lembro de você dizendo isso, sobre a Ferrari.

- Mas, dessa vez, é verdade.

A loira chegou a garagem, e viu todos os carros.

- Como você foi pra empresa? - Abriu o porta malas da Lamborghini.

- Chamei um Uber.

- Hm... Na última vez, que você chamou um Uber, me apareceu com a Lamborghini. Você é muito exagerada, amor.

- Eu já estou saindo, e você? - Mudou de assunto.

- Também. - Já estava tudo no carro.

- Então, nos vemos lá. Ah... Você encontrou, a chave da Land? Eu deixei lá no quarto.

- Eu não vou com a Land Rover.

- Como? - Ela parecia chocada.

- Vou soletrar. E-u n-ã-o v-o-u d-e l-a-n-d-r-o-v-e-r. - Riu, um pouco.

- Então, deixa eu chegar em casa e te levar. Esses carros são perigosos. Muito velozes. Você não tem costume.

- Assume, que está com medo de que eu estrague.

- Que isso? - Pareceu estar ofendida. - Eu só me importo com você, Pipes. E com o nosso bebezinho, que está aí dentro da sua barriga.

- Vai ficar tudo bem. Eu vou na Lamborghini.

- Você sabia, que a minha Lamborghini é mais veloz que a Ferrari?

- Eu sei. Por isso, eu vou com ela. - Sorriu, brincalhona. Olhou tudo no carro e se lembrou de uns papéis, que ia mostrar a Soso. - Amor, eu tenho que desligar. Esqueci, de pegar uns papéis no escritório.

- Espera. Liga o seu celular ao carro, caso eu tenha que te ligar, tá?

- Alex...

- Por favor? - Alex pediu, com um tom de preocupação.

- Tá bom. Não sei pra quê isso tudo. A casa delas é logo ali. - Mexeu no painel do carro. - Pronto, Al. Agora, eu tenho que ir, te encontro na festa. Te amo.

- Também, te amo. Dirija com cuidado.

Piper foi até o escritório, e se distraiu separando os papéis. Simplesmente, não estava vendo o tempo passar. Até que o seu celular começou a tocar, era a Alex. Assim que olhou pra tela, viu a hora. Havia ficado ali, durante trinta minutos.

- Droga! Tô atrasada. - Recusou a chamada e correu até o carro. Assim que entrou, colocou a rota da casa de Poussey no GPS, e saiu com o carro.

- Você tem uma mensagem. - Era o sistema de inteligência, da Lamborghini.

- Abrir mensagem, Alpi. - Disse. Alex quem havia feito aquela junção de nome.

- Mensagem da Alex.

"Piper, por favor atende o telefone! Estou preocupada. Faz meia hora, que você disse que ia sair de casa e ainda não chegou aqui."

- Você irá responder? - O sistema perguntou.

- Alpi, ignorar mensagem. - Piper disse e continuou a dirigir. Estava perto. Alex era tão preocupada.

- Mensagem ignorada.

Faltava apenas dois quarteirões quando, Alpi avisou outra chamada.

- Chamada de Alex.

Piper apertou um botão no volante, que atendeu a ligação.

- Oi.

- Piper, pelo amor de Deus! Eu já estava indo pra casa. Por que não me ligou, ou respondeu a minha mensagem? A Alpi tá aí, pra isso. - Alex parecia muito preocupada, e um pouco irritada também.

- Calma, Alex. Eu só me distraí.

- Se distraiu?

- Estou na metade do segundo quarteirão. Daqui a instantes, eu chego aí, amor. - Tentou acalma-la.

- Okay. - Ela suspirou. - Você ainda vai me matar do coração Piper!

- Você tem que relaxar. - Riu.

- Eu sei. Só que eu sou muito preocupada, é isso. - Fez uma pausa. - Tá todo mundo, na frente da casa. Lorna, não. - Reclamava. - Não. É melhor esperar ela chegar. Porque ela tá dirigindo, e tem que se concentrar na estrada!

- Piper, eu sonhei com você. - Piper ouviu a voz da Lorna e riu.

- Ei, você não pode fazer isso! - Alex reclamou. Lorna tinha pegado o celular. - Será que não consegue, esperar a porra de dois minutos?

- Cala a boca, Alex! - Lorna disse.

- Não mereço, essa sua amiga folgada viu, Piper! - Alex continuava reclamando.

- E como foi o sonho, amiga? - Piper riu.

- Eu vi você, toda feliz com a idiota da Alex e o seu bebê. Eu acho que já sei... Qual vai ser o sexo.

- Idiota? - Alex perguntou.

- Mas, como você é chata! Nossa. - Lorna olhava pra Alex.

- Olha, a Piper vindo ali. - A morena apontou pro carro.

- Então, direi pessoalmente, Piper. Obrigada, Alex. - Devolveu o celular.

- Hm... Amor, eu vou desligar, já vi você.

- Você acha, que a Lorna vai acertar?

- O sexo do nosso bebê? Só se for na sorte. Ela errou o sexo do próprio filho, não lembra? - Ouviu a loira dar risada. O carro se aproximou e não parou, em frente a casa. - Pipes... Não viu a vaga pra estacionar, bem aqui perto de mim. Por que não parou?

- Alex, eu vi. Mas... Eu não consegui parar. Não estou conseguindo, parar o carro! Acho que o freio, não está funcionando. - Disse rápido.

-Como assim? -Alex ficou nervosa. - Piper, tenta o freio de mão. Olhava pro carro, lá na frente. Piper virou a rua.

- Eu já tentei! Ele não está funcionando!

- Para de brincar!

- Alex, eu não estou brincando! - Sua voz estava tremida.

- Esse será o seu fim, Alex Vause. - Ambas ouviram a Alpi dizer.

- Alex, está me ouvindo? - Piper, não teve resposta. - ALEX?

- Piper, tá me ouvindo? Droga! - Alex correu até a casa e pegou as suas chaves. - Piper se tiver me ouvindo, tenta desligar a Alpi. - Continuava, tentando falar com a loira - Piper?

- Alex... Alex! - O carro mantinha a velocidade, Piper tentava se controlar, para conseguir guiar o carro. - Alex, me ajuda! O que eu faço?

- Pra onde é que você tá indo? - Nicky viu a Alex subir na moto.

- O carro está sem freio. - Disse, rápido.

- Como, Alex? - Nicky ficou confusa.

Alex saiu com a moto, em alta velocidade. Virou a rua, assim como a Piper havia feito. Procurava pela Lamborghini. A visualizou, dois minutos depois.

Piper tentava a todo custo, parar o carro. Agradecia por estar em ruas de bairros residenciais, não havia muito tráfego de carros. Mas, o desespero estava ali, não sabia o que fazer. Não conseguiria pular do carro, até porque as portas e as janelas, estavam trancadas. De repente, viu a Alex, em uma moto, ao lado do carro. Não conseguia ouvi-la muito bem, mas entendeu o que ela pretendia, pelos gestos que ela fez. Piper se afastou o quanto pôde, da janela.

Alex tentou quebrar o vidro, com o braço, mas se desequilibrou da moto. Não desistiu, continuou tentando, agora com o pé. Com alguns chutes. Despedaçou o vidro, por completo.

- Desliga a Alpi. - Alex gritou.

- Eu já tentei. - Olhou pra frente. - Mais pra frente tem o píer?

- Piper... - Alex olhou pra frente e depois pra loira. - Tira o cinto e passa o corpo pela janela.

- Não! - Olhou pra morena, horrorizada. - Eu vou cair! E se... Nós esperarmos a gasolina acabar?

- Não, amor. Eu enchi o tanque, ontem. - Ela dizia. Piper assentiu, conferindo.

- Vai demorar muito.

- Piper, vem! Eu pego você. - Alex pediu. - Eu nunca vou te deixar cair. Por favor? É o único jeito!

Não faltava muito, para chegarem ao fim da rua. Piper, sem saída, juntou sua coragem e passou o corpo pela janela. Se sentou, com as pernas ainda dentro do carro. Alex, aos poucos, foi aproximando a moto. Ela passou um braço, pela cintura da loira.

- Se segura em mim e vem - Pediu.

- Tá. - Piper tentava manter a calma, mas estava bastante trêmula e gelada.

Piper se prendeu ao corpo de morena. E com toda a força que tinha nos braços, Alex a puxou, colocando-a sentada na sua frente. Foi diminuindo a velocidade da moto, até parar. O carro seguiu, rua abaixo.

Ele fez uma pequena curva, lá no fim e se chocou com algo. Elas ouviram só estrondo, não conseguiam ver, onde havia batido. Desceram da moto, e se sentaram na calçada mais próxima. Piper estava grudada, ao corpo da morena. A loira chorava, incessantemente. Alex estava do mesmo jeito, chorando como uma criança. Sentiam uma mistura de medo e alívio.

- Alex... eu qu... - Não conseguia falar, estava muito assustada.

- Shii... Tá tudo bem, agora. Nós conseguimos. Você está bem. - A abraçava forte.

Depois de uns cinco minutos, Nicky, Lorna e Poussey chegaram, em um carro.

- Gente, vocês estão bem? - Nicky olhava pra elas, preocupada. Alex assentiu, com a cabeça.

- O carro estava sem freio. - Alex disse. - A Piper, teve que sair pela janela.

- Meu Deus. Temos que levar ela pro hospital! - Poussey avisou. - Não esqueça que está grávida.

- Piper, amiga... - Lorna se aproximou e segurou as suas mãos, que estavam geladas. - Está sangrando. - Olhou pra saia dela, preocupada.

- Foram... Os estilhaços. - Alex disse, prestando atenção naquele detalhe. - Não foi? - Olhou pra loira, que assentiu com a cabeça, levantando a saia, para ver as pernas, haviam uns pequenos cortes. - Vamos pro hospital. - Ajudou-a se levantar e entrar no carro. - Nicky, o carro seguiu rua abaixo. - Apontou. - Nós o ouvimos bater em algo. Vai lá.

- Tá bom. Eu vou. - Ela assentiu.

- Eu espero, que não tenha machucado ninguém. - Alex desabafou, olhando pro final da rua. Onde começava a se formar, um pequeno aglomerado de pessoas.

- Vai pro hospital, relaxa. Eu cuido de tudo aqui. - Piscou.

- Vamos, logo. - Poussey chamou entrando no carro, vendo alguns curiosos se aproximarem.

Durante o caminho, Poussey foi fazendo perguntas pra Piper, e aos poucos ela foi se acalmando e respondendo.

Assim que chegaram ao hospital, Piper foi levada para uma bateria de exames. Alex ficou na recepção, aguardando. Ligou para o Bill e pra sua mãe. Eles disseram estar a caminho.

- Alex. - Poussey chegou, na recepção.

- Sim. - Se levantou.

- Venha comigo. - Poussey foi andando e informando a Alex, dos exames. - Ela foi diagnosticada com pré-eclampsia.

- E o que é isso? - Alex a olhou, assustada.

- É um distúrbio da gravidez, onde a gestante desenvolve hipertensão. Ocorre por vários fatores. Descobrimos precocemente, então ainda não está tão grave. Mas, preciso ser sincera, se manifestou bem cedo, e quanto mais cedo ela ocorre, maiores serão os riscos para a gestante e seu bebê. - Alex suspirou, pesado. Poussey continuou. - A pré-eclampsia, pode exigir trabalho de parto induzido ou parto cirúrgico.

- E agora?

- Agora, faremos de tudo para reverter. Vai exigir uma mudança drástica, no estilo de vida, a acompanharemos bem de perto.

- Tá. Tá bom.

- Ela está tomando soro com um calmante. - Poussey colocou a mão em seu ombro. - Quer ver sua esposa e novas fotos do bebê?

- Claro! Por favor...

- Mas primeiro, acho que você tem que ir fazer uns curativos. Tô vendo que, você está mancando.

- Não é nada. Depois eu vejo isso. - Olhava pro tornozelo. - Primeiro, a Piper.

- Alex...

- Vamos. Isso foi só pelo chute, que dei no vidro do carro. Já levei pancadas bem piores.

- Então, tá.

Assim que entrou, Alex foi até Piper com um meio sorriso no rosto. Piper sorriu e abraçou a morena, elas ficaram ali curtindo o abraço, por alguns instantes.

- Me desculpa. Isso foi tudo culpa minha. - Beijou a testa da loira. - Eu te amo. E prometo, que não vai acontecer de novo.

- Alex, como isso pode ter sido sua culpa?

- É o meu carro. Aquilo, era pra ter acontecido comigo. - Alex dizia, nervosa. Só naquele momento, que a Piper parou para analisar, o que tinha acontecido. Foi uma tentativa de assassinato. - Você vai andar com um segurança, colado em você, a partir de agora. Se você respirar, ele respira junto, se vier alguém pra te entregar um papel, ele analisará primeiro. Se for almoçar, jantar ou comer em qualquer lugar, ele experimenta primero.

- Alex, não precisa disso tudo. Eu já tenho você, pra me salvar. - Alisou o rosto dela, tentando acalma-la.

- Dessa vez, você tinha. - Segurou as mãos da loira. - Mas, e se eu não estivesse por perto? Ah... Eu não quero nem pensar. Mas, eu vou descobrir quem foi. Isso não vai ficar assim. - Disse, séria. - E ainda tem o nosso bebê. - Colocou a mão na barriga da loira. - Como você está se sentindo?

- Agora, estou bem. Mas, eu tive tanto medo. - Acariciou a mão da Alex.

- Eu também. Por isso, você terá um segurança. E o nome dele será Pitbull. Será um daqueles seguranças grandalhões, sabe?

- Olha, vamos ver isso depois, okay? - Sorriu, um pouco.

- Okay.

- A doutora falou da pré-eclampsia, pra você?

- Sim. Eu estou assustada.

- Mas, ela disse que podemos reverter.

- E iremos. Nós iremos. - Beijou a sua bochecha. Ficaram se olhando, por vários instantes. - Obrigada. - Alex disse, do nada.

- Pelo o que?

- Por não ter me atrapalhado tanto, ontem. - Sorriu. - Eu ia blindar, os vidros do carro.

- Conte sempre, comigo. - Sorriu. - Obrigada, por ter me salvado. - Beijou a morena. - Eu te amo.

- Eu também te amo.

Poussey entrou na sala, e elas nem perceberam. Ela pigarreou, pra chamar atenção.

- Queria dizer que, temos novas imagem do bebê. - Mostrou as imagem.

- Ja dá pra saber, se é menino ou menina? - Piper perguntou, esperançosa.

- Daria, se o bebê não estivesse com as perninhas cruzadas, querendo fazer uma surpresa. - Sorriu.

- Meu bebê, deixe as suas mamães menos apreensivas, por favor? - Alex pediu, pertinho da barriga da Piper.

- Mas, está grande e forte. - A médica piscou. - Piper, você ficará em repouso absoluto por um mês.

- Isso inclui sexo, não é? - Alex a olhou.

- Al, não vai me envergonhar na frente da minha médica e nossa amiga, por favor? - Piper cantarolou, aos sussurros.

- Isso Alex, um mês sem sexo. - Poussey reafirmou, com uma risada.

- Okay. - Alex assentiu. Piper riu. - Que? - Olhava pra loira. - Eu consigo ficar um mês, sem sexo. - Disse, bem baixinho, só para que a esposa ouvisse.

- Então, tá. - Piper disse a morena.

- Consigo. - Deu de ombros.

- Eu tenho várias recomendações aqui, que você deve seguir a risca, Piper. - Poussey lhe entregou um papel.

- Não tem remédios? - Piper perguntou, lendo a lista.

- Não. Por enquanto, não. Você terá consultas pré -natais e exames de sangue mais frequentes. Ultrassonografias e monitoramento da frequência cardíaca, mais vezes. E também deverá haver mudanças, no seu estilo de vida, como ingerir pouco sódio, manter o peso, dormir adequadamente. Nesse mês, estou exigindo repouso absoluto, mas no próximo você começará a fazer caminhadas regularmente.

- Tá.

Logo, Bill chegou ao lado da Carol. Diane chegou, um tempo depois. Todos eles ficaram a par, da situação. Alex deixou a esposa na companhia dos pais e da sogra, pois iria até a delegacia, prestar queixa. Antes, fez um curativo, no tornozelo. No caminho pra delegacia, ela ligou pra Nicky e descobriu que ninguém mais, havia se machucado, e o carro havia se chocado com uma lancha vazia, no píer.

- Piper, eu não achei que fosse tão difícil, ficar um mês, sem sexo. - A morena entrou no quarto. Estava tão estressada, por não conseguir "liberar energia".

- Amanhã, é o fim do prazo. - Sorria, ao ver o estado da esposa.

- Parece que o mundo, quer que eu me estresse!

- O que foi, dessa vez?

- Sabe o fiscal? Aquele velho... O tal do Healy? - Piper assentiu. - Ele já me deu duas multas, por entrar sem dar a seta. E eu estava entrando na minha casa! Foram cento e oitenta dólares, de multa.

- Alex, custa dar a seta? - Revirou os olhos.

- Piper, a questão não é a seta, e sim que ele quer meu dinheiro. A Nicky estacionou o carro dela no meio fio, e ele não fez nada. Passou olhando, sem fazer nada. - Dizia, indignada.

- Você acha mesmo, isso? - Tentava não rir.

- Sim, quase mandei o Pitbull dar nele. - Elas haviam contratado um segurança, e o apelidado de Pitbull.

- Ah... Ainda bem, que ele vai embora, logo. - Combinaram de ter o segurança, só enquanto a Piper estava de repouso. Ele era mais pra faz tudo, do que segurança.

- Pensei que você gostasse dele, amor. - A encarou.

- Eu até gosto. Ele faz uma ótima massagem nos pés. - Sorriu.

- E então?

- Mas, ele não gosta de conversar. - Fez bico. - Não tem graça.

- Pense melhor? - Pediu.

- Tá bom. - Bateu a mão na cama. - Deita aqui, comigo.

- Vamos fazer algumas coisas? - Subiu na cama.

- Al... - Disse, calmamente.

- Tá. Falta só mais dezesseis horas. Só dezesseis horas. - Suspirou.

- Boba. - Se beijaram.

Mais um mês se passou. Piper estava com pouco mais de quatro meses, de gestação. Estava seguindo as recomendações médicas e seu estado de saúde progredia. Alex também estava progredindo, sua terapia, a ajudava a manter-se calma. Há dois meses, não havia tido uma explosão de raiva. O casal estava muito feliz e também, faziam terapia de casal.

- Alex. Al... Amooor. - Piper cutucava a morena. - Vause, Alex.

- Hm... - Se virou pro outro lado.

- Al, acorda. - A morena não respondeu, então Piper ficou irritada. Com os dois pés, começou a empurra-la. - Alex! - Terminou de empurrar a morena, que caiu no chão.

- O que foi? - Se levantou com o lençol preso no corpo, pegou o relógio no criado mudo e viu as horas. - Duas e dez, da manhã. O que deu em você, Piper? Você me derrubou da cama! - Dizia indignada, voltando pra cama.

- Estou com desejo. - Fez uma carinha travessa.

- Desejo? Como assim, desejo? - Estava muito confusa. A loira revirou os olhos e apontou pra barriga. - Ah... Desejos! - Se sentou na cama e passou a mão no rosto, um pouco animada. - O que você quer que eu traga?

- Eu quero um quarteirão, um milk-shake de chocolate, fini e pipoca com leite condensado. - Quando ela terminou de falar, Alex viu que precisaria sair pra conseguir tudo, e desanimou.

- Não era UM desejo?

- Vai, amor! Eu estou com muita vontade.

- Eu tenho que acordar cedo, amanhã. - Alex deitou na cama. - E você deve manter uma alimentação saudável, Pipes.

- Por favor? - Implorou. - Eu não te peço mais nada, hoje.

- Hoje? - A encarou. Piper fez uma carinha de choro.

- Eu juro, que estou com muita vontade de comer essas coisas, Al.

- Tá bom. - Foi em direção ao closet e pegou uma calça jeans e um moletom.

- Chame o Pit. É madrugada, pode ser perigoso. - Piper se deitou. Havia passado mais um mês, e o segurança ainda estava com elas. Haviam desistido, de demiti-lo.

- E te deixar sozinha? Sem chance. - Observou a loira, que estava de olhos fechados. - Piper!

- E quanto ao segurança do bairro, Alex? Ele não dorme, não. Qualquer coisa eu chamo ele. - Virou pro outro lado da cama. - Agora vai, estou com vontade.

Alex desceu as escadas resmungando, foi até a cozinha, ver se tinha algo do que a Piper queria. Então, foi ao quarto do Pitbull e bateu duas vezes na porta. O segurança atendeu, com um short de moletom, uma regata branca e uma cara de sono.

- Sim, senhora Vause? - Perguntou.

- Só Alex, Pit, já disse. Preciso ir ao mercado e ao Mc, também.

- A essa hora? - Ele admirou, mas logo deduziu. - Desejos?

- Sim. - Suspirou.

- Okay. - Sorriu. - Eu vou pegar um casaco.

- Obrigada. - Alex foi até a Land Rover e ficou lá esperando o segurança. Dormia no volante, quando ele entrou no carro.

- Não quer que eu dirija? - Ele estava mais acordado, que ela.

- Quer fazer isso, por mim? - Alex sorriu e então trocaram de lugar. - Obrigada.

Durante o caminho, Alex dormia no banco do passageiro. Foi fácil achar a pipoca, o Fini e o leite condensado, pois havia um mercado vinte e quatro horas, praticamente ao lado da casa delas. Mas o Mc foi mais difícil. Dirigiram por uns vinte minutos, atrás de um lanche e o Milk Shake. Durante o delivery, Pit e Alex dormiram, esperando o pedido.

- Senhor? Senhora? - A atendente chamava. - Senhor. - Cutucou o Pit.

- Ahñ? O que? - Ele acordou, desnorteado.

- Seu pedido.

- Ah... - Ele se virou pra Alex. - Senhora, Alex. Preciso que segure o pedido.

- Ah, claro, eu vou segurar. - Ela pegou tudo.

Quando chegaram em casa, já era três horas da madrugada. Alex estava exausta, mas tinha que preparar a pipoca.

- Pit, pode ir dormir, eu cuido de tudo por aqui.

O homem pediu licença e foi pro quarto. Alex preparou a pipoca, e colocou tudo em uma bandeja. No quarto, Piper dormia com a boca aberta e os cabelos bagunçados. Alex a achou tão linda. Ficou até com dó de acorda-la. Colocou a bandeja no criado mudo e acordou a loira, com beijos nas costas e pescoço.

- Você trouxe tudo? - Foi a primeira coisa, que a Piper disse.

- Tudo o que me pediu. - Pegou a bandeja.

- Obrigada. - Piper se sentou na cama e a morena colocou a bandeja nas suas pernas.

Alex se deitou, na cama. Viu a loira pegar o lanche e os Finis, comendo-os juntos.

- Pensei que você ia comer Fini com pipoca. - Alex riu, um pouco, estava morta de sono. Piper estava com a boca cheia, então só fez um som.

- Hmm... Era essa a combinação, que eu queria.

- E a pipoca?

- Sobremesa. - Voltou a comer. Passou vários minutos comendo. Nem percebeu a Alex caindo no sono, novamente. - Amor? Alex?

A morena não respondeu. Piper tirou tudo que havia restado da cama, que era a bandeja. Ela se levantou para ir usar o banheiro e lavar as mãos.

- Alex, acorda, amor! - Cutucou a Alex, assim que voltou pra cama.

- Oi? Quer mais alguma coisa? - A morena se sentou.

- Quero sim. - Alex fez cara de que iria chorar. - Quero que você durma agarradinha comigo. - Riu.

- Hm... É isso? - A encarou. Piper assentiu. - Okay.

Se deitou com a loira e a agarrou. A segurava firmemente, em seus braços. Não queria mais largar, aquele corpo quente e fofinho.

- Você está tão quentinha. - Alex sussurrou.

- Eu estava debaixo dos cobertores, esse tempo todo. - Sorriu. - Obrigada, meu amor. Não sei o que seria de nós, sem você. - Virou o rosto para ver a Alex. Ela já estava dormindo. Lhe deu um selinho. - Te amo.

- Alex, não esquece de colocar o lixo pra fora. - Piper dizia, lá do quarto.

- Cadê o Pitbull? - Alex perguntou.

- Está fazendo massagem, nos meus amados pés. E depois, ele irá atrás de uma pizza de mussarela e de nutella.

- Tá bom. Amor, eu tenho que ir pra empresa assinar uma papelada. - Alex estava parada, no pé da escada.

- Você prometeu ficar comigo, hoje. - Piper apareceu lá no começo da escada, sendo carregada pelo Pitbull.

- Eu não vou demorar, mais que uma hora.

- Você promete?

- Sim. É o tempo de você assistir um capítulo da sua série, com o Pitbull. - Piscou. Piper se animou.

- Pitbull, o Roberto vai largar a Carla e ficar com a Marisa. - Piper sorriu.

- Sério? - Pitbull era um brutamontes, com o coração de criança. - Vamos assistir!

- Tchau, amor. - Piper acenou. Alex gargalhou.

- Tchau, princesa.

Alex pegou o lixo e o levou até a lixeira, que ficava perto da calçada. Abriu o latão e jogou o lixo. Assim que fechou, o Healy apareceu.

- Oitenta dólares, por deixar a lixeira fora do meio fio. - Ele disse.

- Como? - Alex o encarou.

- Dois centímetros. - Ele tirou uma trena, do bolso.

- Você está de brincadeira! - Semicerrou os olhos.

- Não. - Ele sorriu.

- Mas, a Nicky nem coloca o lixo no latão. - Apontou. Ele olhou e deu de ombros.

- A senhora Nichols, tem o manual do vizinho.

- Eu só preciso desse manual, para você para de me encher a paciência?

- Sim.

- Eu vou querer dois!

- Trezentos dólares. - Ele cruzou os braços.

- Okay. - Alex abriu a carteira.

- Mas, só irá receber daqui a dois meses. Estão em falta.

- E até lá, você vai me cobrar multas? - O encarou.

- Se você fizer coisas erradas, sim!

- Ah, seu velho maldito. - Alex ficou vermelha.

- Xingar o fiscal, são trinta dólares, por ofensa. - Avisou.

- Só trinta? - Alex tirou a carteira do bolso. - Você é chato e velho! - Colocou as notas na mão do homem.

- Sem problemas.

- Eu odeio você, seu velho mercenário, babaca, chato do caralho, ladrão, corrupto. Nem a sua mãe, gosta de você. E pra terminar, você é broxa. - Ela olhou a carteira. - No fim da noite, aparece de novo, que brincamos mais disso. - Sorriu.

- Pode deixar, será um prazer.

Alex entrou na ferrari e saiu mostrando o dedo.

- Gestos obscenos são cinquenta dólares! - Então, ele viu a nota voando.

Mais alguns dias, se passaram. Alex estava em sua sala, na empresa. Já havia passado da hora do almoço e não tinha tido tempo, pra sair. Estava terminando uma papelada, quando bateram na porta e já foram entrando.

- Posso saber o porquê, da minha esposa não ter saído pra almoçar, ainda? - Piper entrou na sala, com duas sacolas. - Olha a hora, Alex Vause.

- Que surpresa, maravilhosa! - Alex disse, com um sorriso de orelha a orelha.

- Eu trouxe o seu almoço, preferido. - Deixou uma sacola sobre a mesa e foi até a cadeira da morena, virando-a pra si. Elas se beijaram, delicadamente.

- Macarrão a bolonhesa, né? - Alex disse. Piper sorriu, com uma piscadela, indo se sentar na poltrona. A morena abriu o pacote e logo começou a se deliciar. - Eu já disse que te amo, hoje?

- Você diz o tempo todo, Alex. - Ela sorria, vendo Alex se deliciar com a comida. Assim, que a morena acabou, Piper se aproximou para lhe entregar a outra sacola. - Desse, eu quero um pedaço, tá? - Sentou no seu colo.

- Tudo o que quiser. - A morena abriu a embalagem, e deu de cara com um grande pedaço, de torta de maçã. - Eu tenho algo maravilhoso, pra acompanhar. - Fez a loira se levantar, para ir até o frigobar. Ela pegou um pote de sorvete da Ben e Jerry. Comeram se divertindo e curtindo uma a outra.

- Alex, eu também vim lembra-la da ultrassonografia do bebê, hoje.

- Eu não esqueci. Está bem aqui. - A morena apontou pra cabeça.

- Então, não se atrase.

- Não perderei, por nada. - Alex se ajoelhou e beijou a barriga da Piper. Então, a porta foi aberta com brutalidade.

- ELA ESTÁ MESMO GRÁVIDA? - Sylvie perguntou com raiva, olhando pra barriga de grávida já visível da Piper, e em seguida pra Alex.

- O que é que você está fazendo aqui? - Piper perguntou, se alterando.

- Sylvie, vai...

- Alex... Meu amor... - Interrompeu a Alex. - Eu não acredito, que você fez isso comigo! - Ela estava séria, com lágrimas nos olhos. - Você me disse, que ia deixa-la. Você mentiu pra mim! - A mágoa era evidente, em sua voz.

- Cala a boca Sylvie! Saia da minha sala. Que merda, você veio fazer aqui? - Tentava se controlar. Piper apenas as assistia, calada.

- Sua vadia interesseira! - Sylvie se dirigia a Piper, agora. - A Alex ama a mim, esse casamento é uma farsa. - Ela deu um passo, em direção a loira.

- CALA ESSA BOCA! - Alex se aproximou dela, que avançou em sua direção.

- COMO VOCÊ PÔDE FAZER ISSO, COMIGO? SUA TRAIDORA, MENTIROSA! - Sylvie tentou lhe bater, mas Alex segurou os seus braços e a empurrou com força. Sylvie quase caiu.

- EU JURO, QUE SE VOCÊ NÃO SAIR DAQUI AGORA, EU IREI... - Alex foi interrompida pela Diane.

- Sylvie? O que você faz aqui? - Diane tinha ouvido, os gritos. Sylvie a olhou, um pouco assustada. - Vá embora! - Diane nem precisou terminar de falar, e a Sylvie saiu andando.

- Essa mulher... - Alex esbravejou batendo na mesa com força, várias vezes. - Piper...

- Não tenho tempo, pra isso. - Ela deu as costas pra Alex.

- Piper! Você não vai ficar com raiva de mim, pelo que aquela maluca disse, não é? - Dizia alto.

O telefone da Piper começou a tocar, e a loira não pensou duas vezes, antes de atender.

- Alô, Lorna. Pode falar. - Ela saiu da sala e Diane ficou encarando a filha.

- Ah... Era só o que me faltava! - Alex se sentou na cadeira, batendo a tampa do notebook e derrubando várias coisas da mesa. - A Sylvie só sabe atrapalhar a minha vida! É impressionante. Já faz mais de cinco anos, que a gente terminou! E a Piper, ainda... - Suspirou, desistindo de falar. Passou a respirar fundo.

- Se acalma e vai falar com a sua esposa. Não deixe-a ir embora, daquele jeito. - Diane mandou.

Mas, o celular da Alex vibrou, com uma mensagem da Piper.

- AH, OLHA ISSO! - Se levantou, irritada. - Ela está indo embora. - Alex saiu da sala e olhou para os lados, mas não a encontrou. Escutou o som do elevador e correu até lá. - Piper! - A porta estava se fechando.

Quando a Piper olhou pra Alex, viu a Sylvie se jogar nos braços dela.

- Meu amor... - A Sylvie disse. E foi a única coisa que a loira ouviu, antes da porta se fechar por completo.

- Me solta! - Alex empurrou a Sylvie com força, quase a derrubando de novo. Ela começou a chorar. - Não chega perto de mim! - Apontou o dedo pra ela. - Por que é, que você não me deixa em paz, sua louca?

- Porque eu te amo. - Ela falou, baixo. Alex fechou o punho, mas rapidamente se controlou e deu as costas a ela. Saiu andando.

- Não quero mais te ver aqui! Nunca mais.

Uma, duas, três, cinco, dez. Mais de vinte ligações, feitas pela Alex. Já havia se passado cerca de meia hora, e a loira não a atendia.

- Droga! - Alex jogou o celular na mesa e saiu da sala.

- Flaca, eu preciso que desmarque as minhas reuniões de hoje. - Pediu. A secretária assentiu. - Não volt...

- Desmarcar essas reuniões, para ter uma conosco, não é senhorita Vause?

Alex reconheceu a voz do senhor Paul Dolyrol. Se virou para olha-lo e teve uma surpresa.

- Pela primeira vez, concordo com ele, Alex. - Era a senhora Black, a segunda maior acionista da empresa. - Pois a minha secretária, teve que desmarcar todos os meus compromissos, para eu estar aqui, hoje.

- A reunião com vocês, era só daqui a três dias. - Estava muito confusa. Olhou pra secretaria, que assentiu. - Hoje não vai dar! Eu preciso...

- Espero que tenha algo hoje, para me mostrar. - A interrompeu. - Desmarquei com gente realmente importante, Alex. - Ela dizia, com arrogância.

Alex suspirou, teria que se explicar com a Piper, depois. Até porque ela estava brava, injustamente, e não lhe atendia. Por mais que doesse, apenas colocou um sorriso falso, no rosto.

- Então, vamos a reunião. Flaca prepare a apresentação, por favor. - Pretendia não demorar muito.

No horário marcado, Piper foi chamada para a ultrassonografia.

- Piper, vamos?

- Estou esperando a Alex. - A loira sorriu, sem graça, pra doutora. - Espera. Me deixa ligar pra ela.

- Tudo bem, mas não demore muito, não esqueça que temos um horário.

- Sim, eu sei. Me desculpa. É só pra saber, se ela já está perto. Dois minutos.

- Okay. - Poussey sorriu e entrou na sala.

Piper ligou pra morena. E ela não atendeu. Suspirou, começando a ficar com raiva. Achou, que aquilo devia ser uma vingança boba, por ter ignorado as ligações dela, antes. Mas, não queria acreditar que ela deixaria de ir a ultrassom do bebê, por isso. Tentou novamente e então no terceiro toque, ele foi atendido.

- Onde você está, Alex? - Perguntava indignada. - Já está na hora!

- Aqui é a Sylvie. - O sangue da Piper ferveu, ao ouvir a voz dela.

- O que está fazendo, com o celular da minha esposa? - Estava atônita.

- É que a Alex acabou dormindo, de tanto me comer. Desculpa, mas estou com peninha de acorda-la, agora. Principalmente, pra falar com você.

- Sua vadia! - Esbravejou, e se arrependeu, não podia ficar tão alterada. - Isso é mentira. Por que você não nos deixa em paz? Cadê a Alex?

- Não se preocupa, Piper, assim que ela acordar eu avisarei que você ligou. Ou não. - Riu, um pouco. - E como pode dizer com tanta certeza, que eu estou mentindo? - Provocou. - Você sabe, que a Alex ainda gosta de mim!

- Ela odeia você!

- A Alex me ama! No fundo você sabe, disso. Foi você que se meteu entre a gente e estragou tudo, anos atrás. Mas, a nossa conexão nunca acabou, realmente. - Dizia calmamente. Bem diferente, de como a Piper estava se sentindo, mas queria ouvir o que ela tinha a dizer. - Você não passa de uma interesseira! A Alex sempre me amou. Ela me disse isso! E é comigo, que ela vai ficar de agora em diante! Você tem que sair, do nosso caminho. - Diminuiu o tom de voz. - E você, não vai ter esse bebê. - Disse, friamente. E antes que a Piper pudesse pensar em dizer algo, a ligação foi finalizada.

Piper ia começar a chorar, mas se segurou.

- Calma. - Respirou fundo. - Não chore mais, por ela. - Já sabia exatamente, o que tinha que fazer.

Cinco minutos depois, abriu a porta e entrou na sala, com um sorriso enorme no rosto.

- Vamos começar, doutora?

- Claro. A Alex chegou? - Poussey olhava pra porta, esperando que a morena entrasse.

- Ela teve uma reunião, de última hora. - Fechou a porta.

- Entendo. - Sorriu. Piper se deitou na cama. - Levante a camisa. O gel é bem gelado. Vamos começar a ver, esse bebezinho.

- Já poderei saber o sexo, né?

- Espero, que sim. - Sorriu e pegou uma barrinha de chocolate, entregando pra loira. - Coma isso e veremos ele ou ela, se mexer mais um pouco.

- Ah... Não será um grande sacrifício. - Abriu a barra.

- Vamos escutar o coração. - E então o som de um coraçãozinho acelerado, se fez presente. - Coração de atleta.

- Ele está bem? - Piper perguntou, com os olhos cheios de lágrimas.

- Parece muito saudável, e está crescendo como devia. - Olhou mais perto a tela. - Wow... - Disse, animada. - Quer saber o sexo?

- Claro! - A loira sorriu, agitada. - Por favor!



5 anos atrás

A campainha do apartamento tocou, despertando a Piper. Ela esperou, para ter certeza, de que tocaram mesmo a campainha. Ao olhar pro lado viu a Alex, dormindo tranquilamente. Sorriu, ao se lembrar da noite anterior. A campainha tocou, novamente. Piper deu um beijinho na morena e se levantou. Ela vestiu um robe e foi atender a porta. Deu de cara com a Lorna. Ela trazia dois cafés, e um saco de papel, com algo que parecia ser bolo.

- Bom dia! Eu trouxe o seu favorito. - Ela dizia, alto.

- Shiiiu... Fala baixo. - Puxou a amiga pra dentro e fechou a porta.

- Por que estamos sussurrando? - Lorna perguntou, desconfiada.

- Tem alguém, no meu quarto. - Recebeu o seu café.

- Humm... - Lorna sorriu, maliciosa. - Ótimo jeito de esquecer, aquela filha da puta da Alex Vause. - Bateu no seu braço.

- É. - Sorriu, sem jeito.

- Quem é? A Stella? - Observava a Piper. A loira desviou o olhar. - Ou é um super boy hétero gostoso?

- Cala a boca, Lorna. - Deu um gole, no café.

- É um boy, eu sabia. - Sorriu. - Vou cortar um pedaço, desse bolo. Vai lá, acordar o seu boy.

- Não. Vou deixar ele dormindo. - Dizia, cínica. Não iria contar pra Lorna, agora. Ela ia ficar bem puta e a Alex estava ali. Depois conversariam, com calma.

Lorna, em poucos minutos, voltou da cozinha com dois pratinhos de bolo. Piper queria que ela fosse embora, logo. Torcia, pra Alex não acordar cedo.

- Como foi a noite? - Lorna perguntou, curiosa. - Foi bom?

- Muito mais que bom! - Sorria. - Parece que finalmente, eu descobrir o que é sexo de verdade. Talvez, as outras pessoas com as quais dormi, eram muito ruins de cama, mas... Nossa. Foi incrível!

- Okay, safadinha.

- Eu estou apaixonada. - Piper sorria, como uma criança boba.

- Awn... Fico feliz! - Tocou na sua mão. - É solteira, dessa vez? Aprendeu a lição? - Alfinetou.

- Olha... Eu já disse que não sabia, que a Alex tinha namorada, tá? - Suspirou. Queria esquecer, aquela noite. - Eu jamais, teria ido pra cama com ela, se soubesse.

- Eu sei. A Alex, que era uma cara de pau, infeliz.

- Por que você implica tanto? Por que a odeia? - Perguntou, bastante incomodada, com as ofensas a Alex.

- E por que você está defendendo? Não acabou? - Revirou os olhos.

- Não estou defendendo! - Negou, rapidamente. - Só queria entender, toda essa implicância. Tem algum motivo, em especial?

- É a fama que ela tem.

- Mas, as pessoas mentem também, Lorna! - A encarava. - Você nem a conhece direito. Falou com ela três vezes, no máximo.

- Você levou uns bons tapas, da namorada dela, Piper. Como é, que você não tem ódio dela?

- Não sei. - Deu de ombros, tomando o seu café.

- Hm... - Olhava pra Piper, desconfiada.

Quando a Lorna ia dizer algo, elas escutaram o som da campainha, e a Piper se levantou.

- Mas, quem será? - Ela se aproximou da porta e não viu ninguém, pelo olho mágico. Então, abriu a porta e deu de cara com um saco de papel, no chão, pegando fogo. Gritou e começou a pisar nele, então sentiu algo denso em seus pés. Viu tudo que tinha dentro do saco, se espalhar.

- Ai, meu Deus! Ai, meu Deeeeus! Tem merda nesse saco. - Piper fazia uma cara de nojo.

- Eu não acredito, que você caiu nessa! Isso é mais velho, que andar pra trás, Piper. - Lorna deu risada.

- O que é mais velho, que andar para trás? - A encarou. - Cocô? Em um saco? Pegando fogo?

- Isso. Meu irmão e os amigos faziam isso. É idiota pra caramba. É uma pegadinha.

Piper tentava limpar aquilo da sua pantufa, quando a ficha caiu.

- Ai, meu Deus! - Olhava pros lados. - É ela. A Sylvie.

- Quem? - Lorna procurava.

- A ex da Alex.

- Aff... Sério?

- Sim! Ela é louca pra caralho. - Apontou pros pés. - Isso é coisa dela. Eu sei.

- Será que é bosta humana?

- Não. Deve ser de cachorro, né? - Piper negava com a cabeça.

- Se ela for louca, como você diz...

- Será, que ela se agachou e fez cocô, em um saco? - Piper ficou surpresa. - Ela disse o que pensa. Dou o braço a torcer.

- Mas, pra que isso? A Alex não está com ela, gente? - Lorna se virou, e deu de cara com a Alex.

- Tá tudo bem, por aqui? Eu escutei uns gritos. - Alex estava com uma camisa branca, pelo avesso, que mal cobria a cueca box, cabelo bagunçado e meias nos pés.

- Alex! - Piper arregalou os olhos e então sorriu sem jeito, pra Lorna.

- O que houve? - Alex se aproximou e viu a bagunça, no chão e nos pés da Piper.

- Ela acha, que a sua ex deixou isso aí. - Lorna respondeu, pela Piper. - Precisamos conversar, hein, Piper. - Ela entrou.

- Quer que eu limpe, essa bagunça? - Alex perguntou, se sentindo culpada. Coçou os olhos, pois ainda estava com sono.

- Depois. Eu preciso falar com a Lorna, e tirar essas pantufas sem me sujar.

- Isso eu resolvo. - Alex pegou a Piper no colo. A loira gargalhou. - Agora empurra, com os pezinhos.

- Ah... Eu amava, essa pantufa. - Piper empurrou a pantufa, com lágrimas nos olhos. Alex sorriu.

- Eu compro outra, pra você. Igualzinha.

- Você quem vai limpar isso, tá? - A encarou.

- Tá bom. - Beijou a Piper. Ficou uns instantes olhando para a loira, em seus braços.

- O que foi? - Piper perguntou, com um sorriso tímido.

- É que... Eu te amo. - Sorriu, também tímida. Piper ficou olhando pra ela, surpresa.

- Eu sei que ama meu lindos olhinhos azuis.- Piper deu um beijinho de esquimó.

- Mas eu amo tudo em você. Por que eu te amo. Você é o amor da minha vida.

- Amor da sua vida? E você me ama? Ta bom Alex- estava com um sorriso bobo, nos lábios, mesmo não levando tão a serio o que a morena dizia. Alex sorriu mais.

- Mas eu amo. - Se perdeu, no azul dos olhos da Piper. - E eu não digo isso, pra todo mundo. - Garantiu. - Você também, precisa dizer.

- Eu também, te amo. - Sorriu. Elas deram um selinho. E ali seu coração se incendiou de amor.

- PIPER! - Lorna chamou.

- Nossa. - Piper suspirou. - Vamos, vai. Antes, que a Lorna mate a gente. - Deu risada.

- Ela me odeia, tanto. - Alex a colocou no chão.

- Vamos mudar isso. - Envolveu os braços no pescoço da morena, beijando-a.



Alex chegou em casa desesperada, entrou e foi logo chamando pela Piper. Começou a correr todos os cômodos da casa, até chegar ao quarto do casal. Assim que a morena entrou no quarto, Piper direcionou o controle para a televisão, e então a morena escutou o coração do seu bebê. Alex ficou em pé, estática. Já tinha ouvido antes, mas sempre era tão mágico. Deixou algumas lágrimas de felicidade, caírem.

- É tão rápido. - Ela disse sorrindo e secando as lágrimas. Então, olhou pra Piper. - O bebê está bem?

Piper parou o som.

- Se quisesse mesmo saber, teria aparecido na ultrassom.

- Piper, me desculpa? - Tentou se aproximar, mas Piper fez um gesto negativo com a mão, fazendo-a parar. - Eu posso explicar.

- Não, você não pode. Eu também não quero, que você me explique nada. - Encarou-a friamente. - Fica com esse DVD. Vai ser a única coisa, que você terá do nosso bebê, enquanto ele estiver aqui na minha barriga. Infelizmente, não poderei impedir você de vê -lo, quando nascer.

- Por que você está falando assim? - A encarou, assustada. - Me perdoa, por não ter ido? Eu tive...

- Não. Pode esquecer. Não vou perdoar, porcaria nenhuma! - Estava séria. - Você sequer me enviou uma mensagem, pra avisar!

- Eu juro que tentei, e não encontrei o meu celular. Piper, eu não tive...

- Isso não é problema meu! E eu já disse, que não quero saber o que aconteceu. Você não foi e pronto.

- Você não está assim, só por eu não ter ido. Admita! - Suspirou. - É a Sylvie, de novo! Por que não atendeu as minhas ligações?

- Ah... Então, você acha pouco, ter perdido a ultrassonografia? - Elas se olhavam. - Mas, sempre tem a Sylvie, mesmo! Entre vocês nunca acabou.

- Acabou, quando eu terminei com ela, cinco anos atrás, pra ficar com você, Piper.

- Não. Não foi bem assim. Você me traiu com ela, inúmeras vezes!

- Eu nunca traí você! Nem com a Sylvie e nem com ninguém. Você é...

- Mentira! - A cortou. - E você não vai me estressar. A gente já teve essa discussão, milhares de vezes. - Piper respirou fundo. - O Mark já levou as minhas coisas. E daqui a pouco, a sua mãe virá me buscar.

- Você só pode, estar de brincadeira com a minha cara, porra! - Alex se aproximou. - VOCÊ NÃO PODE ME CULPAR, POR ELA TER APARECIDO!

- EU POSSO, SIM! E SE VOCÊ ENCOSTAR UM DEDO EM MIM, EU JURO QUE VOU TE COLOCAR NA CADEIA, ALEX!

Elas se encararam, por uns instantes.

- Eu não vou fazer nada, com você. Nunca mais. - Disse baixo, com a respiração pesada. - E você não vai embora!

- Eu vou, sim. E dessa vez, não tem volta. - Piper dizia, friamente. - Eu não aguento mais! - Saiu do quarto, com a sua bolsa no ombro.

- Não... Piper! Você não pode fazer isso. - Descia as escadas, também. - Por que está indo embora? Eu não tenho culpa, da Sylvie ter aparecido lá. Ela estava lá, com o pai dela. Eu não tenho culpa de nada, que ela faça ou diga. - A alcançou. Elas desciam os degraus lado a lado. Piper estava apressada. - Eu fiz tudo o que você me pediu. Eu nunca mais, sequer a tinha visto.

- Olha... - Se desequilibrou e se apoiou no corrimão, rapidamente. As duas, se assustaram. - Eu vou sair do caminho, pra que você duas fiquem juntas. - Piper terminou de falar, olhando-a. Alex negou. - Vocês duas se merecem, mesmo. São duas loucas! Doentes. - Voltou a descer a escada.

Alex parou de segui-la. Ficou parada por uns instantes, ofendida.

- Nós vamos ter um bebê, Piper. - Disse, descendo os últimos degraus, ficando de frente pra Piper. - Por favor? Não vai embora. Vamos conversar. Pensa um pouco, no que você está fazendo. Eu não entendo.

- Desde o início, nós fomos um erro. - Piper a olhou, irredutível. Alex se deixou chorar.

- Ela é só um passado distante, eu me casei com você. - Secou algumas lágrimas. - Eu amo você!

- Então, prova.

- Como? - A olhava, um pouco perdida. Piper sacudiu a cabeça, desviando o olhar.

- Me deixa ir embora em paz, sem escândalos. - Lhe deu as costas.

Alex entrou na frente de Piper, e tentou pela última vez.

- Não vai, por favor! Não me deixa. - Se ajoelhou e pegou nas mãos da Piper. - Você e o nosso bebê, são tudo pra mim. Fica?

Piper não disse nada, puxou as mãos e se afastou.

- Piper? Está pronta? - Diane perguntou pra Piper, da porta. Viu a Alex no chão, mas não disse nada.

- Sim. Vamos. - Piper saiu da casa.

- Mãe, por favor? - Alex olhava pra mãe. - Fala alguma coisa!

- Depois a gente conversa, filha. - Diane saiu também, fechando a porta.

Ficou ali no chão, por uns dez minutos, até cessar o choro. Depois de pensar um pouco, começou a rir alto. Pegou o celular e fez uma ligação, que foi atendida no primeiro toque.

- Como planejado, ela resolveu me deixar. - Sorriu. - Agora, podemos mata-la. E sim, ele será nosso.

Se levantou e subiu pro quarto.


Notas Finais


Acho que estamos tendo fortes emoções :*

Por hoje é só pessoal :P
Até o próximo ;)
Beijokas :D


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