História Psycho Love - Capítulo 7


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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena, Justin Bieber, Mistério, Romance, Selena Gomez, Suspense, Terror, Violencia
Visualizações 71
Palavras 2.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Você usa uma máscara o tempo todo


Fanfic / Fanfiction Psycho Love - Capítulo 7 - Você usa uma máscara o tempo todo

 

POVS’ SELENA GOMEZ 

CHICAGO. 

  Dia seguinte....  (Cemitério.)

Só queria apoiá-lo. Me sentia uma intrusa observando o enterro de longe. Era desrespeito da minha parte ter trazido justamente Hope comigo sendo que a pequena estava metida até o pescoço pela fatalidade que matou a esposa de Justin. Mas eu precisava me desculpar. Eu sabia que ele estava me evitando e talvez fosse a última vez que iria vê-lo. Necessitava encarar qualquer que fosse seu julgamento ou explosão caso quisesse me culpar por ter enfiado Hope em sua vida. Justin tinha uma parcela de culpa já que quando o mandei ir ele simplesmente permaneceu por Hope. 

Por outro lado era uma situação diferente. Nossa filha havia tirado a vida de alguém que nunca mais retornaria e  talvez esse sentimento de remorso estivesse afetando os  pensamentos de Justin. O que seria dos seus filhos sem a mãe?

Iria agir. Um longo suspiro escapou dos meus pulmões antes e agachei de frente a Hope a avisando que iria tentar conversar com o médico que estava sendo consolado por algumas pessoas. Por mais difícil que fosse para mim aparecer para ele falando “ sinto muito “ eu precisava pedir perdão pela minha filha.

Justin era bom demais.  Ele com certeza se recuperaria com o tempo, anos fossem o suficiente para apagar esse momento trágico de sua vida. Ele só precisava esquecer. Não sua esposa, longe disso! E sim, eu e Hope. Éramos tóxicas demais para Justin ter que se preocupar e não precisávamos de alguém tão quebrado como eu para viver uma vida cercada de crueldade.

— Lamento muito pela sua perda!— Ele apenas me olhou de uma forma desacreditada. Era como se eu tivesse dito as piores palavras. Talvez o médico estivesse achando uma afronta já que ele via Hope distante com uma expressão de criança “ confusa” e sem paciência. 

No entanto ignorei os olhares tortos que estavam sendo lançados a mim. E como forma de solidariedade joguei a única flor vermelha que segurava na mão em cima do caixão que estava rodeado de flores brancas. A tristeza era dolorosa sem dúvida. Havia um nó na minha garganta que eu mal conseguia conter as lágrimas por ter que assistir todo aquele luto. Meus olhos lacrimejavam  tanto pelo estado dos filhos de Justin. Queria apenas pegar aquelas crianças e a proteger. Era um pensamento de ilusão já que eu não conseguia proteger nem a mim mesma imagina os filhos dos outros. Eles eram irmãos de Hope, mas mesmo assim no futuro eles pudessem a odiá-la pela morte de sua mãe. 

Em sinal de respeito e porque sentia que a minha presença não estava agradando resolvi me afastar.  Eu caminhava em direção para chamar Hope para que fôssemos embora. Contudo, uma voz feminina interrompeu os meus passos:

— Hey.— Falou. Seu sorriso era amigável e havia euforia em seu tom para me cumprimentar. Parecia até que a mulher não estava em um enterro.— Sou a mãe do Justin, muito prazer! — Estendeu a mão e a delicadeza que fluía me fazia ficar sem jeito. Afinal, como uma mulher tão jovial poderia ser mãe dele? Ela era tão linda. 

Apenas sinalizei com a cabeça envergonhada. Eu não estava bem vestida como a mulher de lindos olhos azuis. Seu vestido era preto e batia quase acima dos joelhos. A maquiagem não era tão forte em seu rosto, mas havia um batom vermelho realçando seus lábios de uma maneira discreta. Ela não parecia nada com Hope, tentei comparar se havia alguma semelhança, mas não havia. Minha pequena tinha puxado traços apenas de mim. Logo percebi que a mulher estava frustrada e me perguntava o porquê? 

— Prazer é todo meu. Me chamo, Selena!— Falei tentando soar gentilmente.

— Já ouvi falar de você, Selena, estava curiosa para te conhecer pessoalmente querida. Drew me disse uma vez que o seu primeiro amor tinha sido uma caipira, mas não sabia que ela era tão desajeitada e desleixada feito você.— Soltou rindo e pegando no meu braço como se fôssemos íntimas. A  sua voz era normal como se nem ligasse de como eu iria me sentir depois do breve “ elogio” que partiu para a  “ofensa”. 

A parte que mais me deixava intrigada e com o coração disparando era“ o primeiro amor”. Eu havia sido a primeira a balançar o coração dele?  Achava aquilo uma tolice já que as pessoas mal conseguiam me enxergar do jeito que eu era. Apenas julgavam a minha aparência e o modo das minhas roupas que por sinal o meu vestido estava todo rasgado e sujo. 

— Não se sinta ofendida, querida, estou apenas brincando.— Completou soltando uma gargalhada alta e tentando tocar em mim. Parecia que ela tinha lido os meus pensamentos.— Não leve para o lado pessoal porque eu quero ter uma relação agradável com a minha futura nora. Acredite, eu sempre soube que Hailey não era a mulher certa para o meu filho. Não existia amor no relacionamento. Eu li as mãos dos dois antes do casamento e não tinha nada de em comum. O destino revelava que eles não ficariam juntos. 

—Entendo como é.— Murmurei baixinho não prestando muita atenção na conversa. Estava olhando para Hope que parecia estudar a mulher que conversava comigo. Esperava que ela não fosse cometer nenhum crime contra a sua recém e simpática vó. A mãe do Justin parecia ser uma mulher extrovertida e cheia de energia. Até que eu estava gostando dela.

— Falando nisso, querida, posso ler a sua mão?— Despertei ao ouvir o pedido. Não acreditava muito naquelas coisas de prevê o futuro e tinha um certo receio. Acreditava que sua intenção desde do início fosse aquela já que ela tentou tocar na minha mão inúmeras vezes. 

Apenas assenti e coloquei minha mão a sua frente. Minha respiração estava ofegante. Havia também um pouco de nervosismo com o que seria dito. Talvez ela fosse apenas adivinhar e nada que fosse revelado seria realmente real. 

Queria hesitar, mas não iria fazer aquela desfeita de tirar a minha mão. Seus olhos estavam fechados e sua expressão estava confusa.

Quando ela abriu os olhos novamente, me olhou apavorada: 

— O que houve?— Perguntei tensa.

— Nada. 

—  A senhora tem certeza?.— Insisti a vendo se afastar de mim.

— Não me chame de senhora, eu mal lhe conheço querida e não quero que finja que se importa comigo.— Lançou um sorriso amargo estando extremamente na defensiva. Perguntava-me: por quê? 

—Desculpe, mas o que eu fiz?— Tentei parar os seus passos. Eu estava bastante confusa.

— Quer um conselho? Fique longe do meu filho! Você não é digna de confiança. Você usa uma máscara o tempo todo. Não ouse chegar perto de Drew. Passar bem! 

Oh meu Deus!

Sai andando e fui até Hope com informações demais passando pela minha cabeça.  Sentei em um canto e minha pequena ficou parada em minha frente.

— Mamãe, o que foi que aquela mulher disse? — Apontou para mãe de Justin que nos olhava com indiferença. 

— Nada demais, Hope.—Menti, forçando um sorriso.— Vem cá pequena.— A chamei colocando-a em meu colo.— Você acha que  a mamãe é mau?— Questionei alisando os fios lisos do seu cabelo escuro.

Rapidamente ela balançou a cabeça positivamente:

— É sim, mamãe.— O meu coração se apertou. — Você é igual a mim!— Falou inocentemente.

— Obrigada anjinho, era isso que eu precisava ouvir.— Sorri fraco fingindo estar contente. Levantei um pouco frustrada com as palavras grudadas na minha mente “ Você usa uma máscara o tempo todo” 

           (...)

   16:40 PM

— Eu sinto muito por Hope não ter atendido suas expectativas, Justin. Ela matou a sua esposa e você tem todo o direito de ficar chateado.— Ele continuava virado de costas para mim apenas ouvindo meus lamentos. Parecia que ele não queria estar aqui e foi meio que obrigado a vim.— Essa será a nossa última conversa porque eu não quero que você faça mais parte disso, você merece viver uma vida tranquila e seus filhos vão precisar mais do que nunca do apoio do pai. 

— Já terminou?— Indagou grosseiramente como se nada que eu falasse fizesse alguma diferença.

— Acho que sim.— Dei de ombros, afastando-me.

— Eu a amava. — Parei assim que ele pronunciou com o tom amargo.— Ela era o amor da minha vida. Hailey foi a primeira mulher que me mostrou o amor. Ela era a pessoa mais adorável. Não existia tristeza para minha esposa porque ela sempre tinha um sorriso no rosto. — Por um momento ele abaixou a cabeça parecendo relembrar de todos os momentos que passaram juntos.— Eu a perdi para sempre.— Continuava murmurando enquanto soluçava —  E foi por culpa do demônio da sua filha. Aquela praga é um demônio, Selena! 

Suspirei fundo.

Era um misto de decepção porque tudo que a mãe dele havia me dito era mentira. Mais uma vez eu tinha criado um mundo mágico no qual estava sendo derrubado. 

— Por favor, não chame Hope de demônio. Ela é apenas uma criança — Pedi incomodada pela maneira que ele culpava a minha filha. 

— Está se ouvindo?— gesticulou indignado fazendo uma careta de desgosto.— A sua filha é...— Alterou o tom.

— Ela é a nossa filha, Justin, embora você não queira aceitar no momento. Até ontem ela era a garotinha que você queria dar o seu sobrenome. As coisas mudam tão rápido como isso é engraçado. Uma hora estamos bem e outra hora estamos caindo. — Balancei a cabeça em negação olhando para ele— Você é um homem bom e eu não quero mudar de opinião. Te desejo toda felicidade do mundo! Agora realmente eu preciso ir.— Virei-me soltando um longo suspiro pesado e começando a andar para fora daquele cemitério. 

A noite estava quase chegando, mas o que importava para mim era proteger Hope. Iria contra tudo e contra todos porque eu era a mãe. Ela só tinha a mim e eu a ela. Se fosse questão de usar uma máscara preferia ser como Hope, agir sem emoção para ter que tirar a dor de dentro de mim. Estava esgotada de todo aquele sofrimento, e me sentia pior ainda, sabendo que não havia significado nada para o pai da minha filha. 

— Podemos ir pegar a sua boneca.— Sugeri e a pequena virou para mim com um sorriso brincalhão no rosto. Ela queria Annabelle de volta e se fosse para fazê-la feliz iria ter que viver o mesmo inferno novamente.

— Você é a melhor mamãe do mundo— Suas palavras me fizeram abrir um sorriso largo. Era a primeira vez na vida que eu me sentia sendo amada pela minha filha. Era a primeira vez que os olhos de Hope estavam brilhando de felicidade. Pela primeira vez a minha filha parecia uma criança normal. Aquilo deixava o meu coração pulando de alegria.

Eu a abracei forte. Beijava seu rosto não poupando o momento que poderia sumir num piscar de olhos. Sentia que Justin estava nos observando. Só queria curtir a minha filha. Havia uma esperança crescendo dentro de mim que tudo poderia se resolver com o tempo. Seria apenas questão de tempo talvez.

— Eu te amo, Hope! Amo-te tanto minha princesinha.— Declarava olhando para seu rostinho meigo.

— Preciso te dar um presente, mamãe.— Sorriu escondendo algo que havia em sua mãozinha. — Toma.— Quando ela abriu acabei arregalando os olhos pois era um dedo humano. 

— Hope, o que você fez?— Questionei ficando assustada.

— Eu cortei o dedo daquela velha que te deixou triste. — Sussurrou baixinho como se fosse a coisa mais normal do mundo. Queria chorar pela hipótese dela ter matado a mãe de Justin por minha causa. Duas dores ao mesmo tempo o deixaria muito mal.

— Voc-ê a ma-tou?— Perguntei com a voz trêmula olhando para os lados temerosa pelo o pior. 

— Não, mamãe. — Suspirei aliviada .— Apenas cortei a cabeça dela.— Engoli seco, arregalando os meus olhos por ouvir a risada da pequena.

— Por Deus Hope, precisamos fugir daqui antes que o Justin descubra.

Comecei a andar apressadamente com ela nos meus braços.  Quando estávamos em uma certa distância ela me chamou:

— Mamãe?

— Sim?

Eu também te amo.— Recebi um beijo na bochecha sentindo o meu coração  voando até  as nuvens. Porque não era comum vindo da Hope. O seu jeito carinhoso em dizer as tais palavras me davam mais força para lutar por ela. Não importava se Justin estava com ódio e quisesse até machucá-la devido às circunstâncias, mas antes que ele fizesse qualquer mal a ela, eu estaria primeiro para eliminá-lo. Porque eu não deixaria ninguém matar Hope sem que isso partisse de mim. Porque eu era a única com o total direito de matar a minha filha. 

 


Notas Finais


Espero que gostem!<3 mas resta saber: será que a Selena é igual a Hope e ela manipula tudo ao seu redor? Ou a Pattie só disse aquilo para afastar ela do filho? 👀 A Hope mata a geral essa menina precisa de limites kkk


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