História Psycho Love - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais, Outlast
Personagens O Walrider, Personagens Originais, Waylon Park
Tags Comedia, Eddiexreader, Mistério, Outlast, Romance, Suspense, Terror
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Palavras 2.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - The Walrider...


Fanfic / Fanfiction Psycho Love - Capítulo 9 - The Walrider...

Capítulo 9 – O Walrider

  “– Por que você conversa com outros homens? Está passando tempo demais! Eles podem pensar algo errado! – Esbraveja irado ao pensar nela com outro que não seja ele mesmo.

  – Eddie, eu apenas quero tentar ajudá-los. Eles provavelmente passaram por muitas coisas antes de agirem assim hoje em dia. – Ela se aproxima um pouco do moreno e senta ao seu lado, olhando para frente de forma meio avoada – Claro que alguns antes de virem para cá já cometiam atos errôneos, mas a maioria fazia isso porque tinham traumas demais em seus passados e não tinham ninguém para apoiá-los. E se tivessem? Será que talvez o gatilho da insanidade nunca teria os atingido?

  Enquanto ela lhe explica tudo, Gluskin observa atentamente cada expressão sua, confuso, curioso, contrariado e ao mesmo tempo admirado por ela ter um lado tão amável com pessoas que ela nem conhece e que qualquer outra pessoa, em seu lugar, abandonaria a ideia de salvá-los sem pensar duas vezes.

  – As vezes, apenas saber que alguém está disposto a escutar sobre seus traumas e aquilo que te faz sofrer, dá o apoio necessário para o começo de uma mudança boa. Sei que seria considerada completamente maluca por qualquer outra pessoa uma pouco mais “sã”, mas não me importo. Saber que talvez eu possa ajudar alguém a melhorar e mesmo assim não o fazer me faria me sentir mal, he.

  – Então você não gosta e nem pensa neles de outra maneira? – A pergunta sai da forma mais sincera e espontânea possível, fazendo com que a (morena/loira/ruiva/outra cor) ria achando fofo e engraçado.

  – Claro que não. Eu apenas converso com eles, uma espécie de amizade meio fora do comum, já que as pessoas normalmente teria medo de interagir com eles. – Sorri de canto arqueando a sobrancelha – Por acaso estava com ciúmes, Eddie?

  – C-Claro. Afinal como reagiria sabendo que a mulher com quem irei me casar sinta algo por outra pessoa que não seja eu? – Apesar de ser sincero admitindo seus sentimentos com facilidade, é possível ver que em suas bochechas há um leve rubor. (Seu Nome) acha até fofa sua reação, mas suspira pesado, voltando a olhar para frente com um olhar perdido.

  – Posso perguntar algo?

  – O que, Darling? – Olha para ela prestativo, preocupado com sua mudança de humor repentina.

  – Você sabe sobre a situação psicológica das outras pessoas que andam por aqui, certo? E sobre o que esse lugar é? – Ela o encara séria, atenta a resposta que ele dará. Confuso, ele apenas acena positivamente com a cabeça.

  – Sim. Eles não estavam bem antes de eu acordar, depois que acordaram estavam piores. Esse lugar é como um verdadeiro inferno. Ninguém se importa com o que acontece ou não aqui, querem apenas o dinheiro que podem lucrar.

  – Agora me diz... Você sabe onde nos conhecemos? – Sua pergunta pega o mais alto de surpresa, que gagueja sem saber o que responder. Depois de alguns minutos de silêncio ele finalmente se pronuncia.

  – Minhas memórias andam confusas desde quando acordei, talvez seja por isso que não me lembro.

  – Não Eddie, não é por isso. – Ela sorri triste, olhando-o agora de forma mais amena – Irei dizer algo, mas tente manter em mente que eu jamais mentiria para você. Está bem? E espere até eu terminar até você falar algo.

  – Certo.

  – Nós não nos conhecíamos antes. Nos vimos a primeira vez quando você me salvou daquele variante mal intencionado. – O nervoso dele começa a aparecer por estar tendo que escutar novamente ela falar sobre isso, sendo que para ele, os dois se conhecem a muito tempo – Você foi trazido para cá a bastante tempo atrás e sofreu com as torturas e pesquisas da Murkoff. Antes que diga que talvez tenhamos nos conhecido quando ainda não tinha sido trazido para cá, já devo explicar que não teria como. Na verdade nem mesmo dessa dimensão eu sou. – Suas palavras e sorriso triste deixam Gluskin atordoado. Ele coloca uma de suas mãos na testa, abaixando o olhar tentando entender a situação, mas sem sucesso.

  – Não faz sentido! Como poderia ser de outra dimensão?! Sei que coisas estranhas acontecem aqui, mas não posso acreditar que sejam tão estranhas a esse ponto... Está tentando fazer isso para me afastar?! – Sua expressão de raiva volta a aparecer em seu rosto, segurando o pulso dela com certa força, apesar de não machucá-la.

  – Já lhe disse antes que não mentiria para você. Lembra-se?

  – E-Eu...

  Um silêncio incômodo se instala entre os dois, Gluskin começa a andar de um lado para o outro nervosamente, pensando em várias coisas ao mesmo tempo e preocupando mais ainda a garota, que fica a observar seus movimentos bruscos e ao mesmo tempo confusos por causa de toda a informação que acabara de ser despejada sobre ele.

  – Olha... Não precisa pensar nisso por hora. Acalme-se um pouco e quando achar que está na hora de pensar sobre o que acabei lhe dizer, pense. Não há necessidade de lhe apressar. Apenas prometa que irá analisar está bem?

  – Certo. – Acena positivamente com a cabeça ainda conturbado.”

  Um mês se passa desde então. (Seu Nome) e Eddie estavam conseguindo conviver tranquilamente, por mais estranho que pareça, além de ele começar a se acostumar com a ideia da jovem estar sempre tentando ser gentil com Dennis e outros variantes mais “calmos”, por assim dizer. Ela consegue conversar até mesmo com alguns variantes mais nervosos e agressivos, que sem perceberem, acabam se tornando mais educados, não querendo ferir qualquer um “sem motivo” e conversando mais abertamente, apesar de ainda manterem seu comportamento instável com outros variantes, exceto para com a própria (Seu Nome). Gluskin apesar de irritar-se por vezes, enciumado com a proximidade dela com outros caras, tenta controlar tal sentimento lembrando sempre do dia em que reclamou com a mais baixa.

  Por estar até certo ponto conseguindo modificar um pouco a personalidade de um número significativo de variantes – contando com a vez em que encontrou Chris Walker e o próprio Eddie Gluskin –, (Seu Nome) acaba chamando a atenção negativa de um certo ser que praticamente comanda e coloca terror nas pessoas que sobraram. Sim, o tão temível Walrider. Sua presença no manicômio está sendo um incômodo para ele, forçando-o a ir até a ala de Gluskin tomar alguma atitude para reverter o que, para ele, é um verdadeiro caos acontecendo.

  – O que faz aqui? – O moreno exclama sem paciência ao perceber a presença da entidade em seu território.

  – Eu? Vim ver de perto o que essa humana insolente está fazendo de tão especial para conseguir enganar justamente você. – Responde através da mente do ainda humano.

  – Está tentando me colocar contra ela, Billy? – Ri sarcástico.

  Ao ouvir o nome do seu atual hospedeiro, Walrider flutua para trás chocado ao notar que ele já sabe mais claramente o que ocorreu muito tempo antes.

  – Como você...?! – A voz da entidade ecoa alta e ríspida em sua cabeça, o deixando zonzo por breves segundos, mas nada de grave.

  – Devo agradecer a (S/N) que, por sempre tentar sem desistir, está conseguindo devolver minha consciência. Algumas coisas ainda são confusas e embaralhadas para mim, mas sei que ela estará lá para me ajudar. – Ri novamente – Parece que seu poder não me afeta mais como antes.

  – Você ainda a chama de Darling, diz que irão se casar em pouco tempo, continua com suas loucuras de sempre... Como é possível que consiga dizer, agir e pensar assim?!

  – Gosto da presença dela, de quando faz alguma brincadeira ou simplesmente elogia meus desenhos e roupas que crio. Não quero perder a atenção e o afeto que ela direciona a mim. Se perceber que estou “melhorando”... – Faz aspas com os dedos – Deixará de ter essas atitudes, se afastará de mim e eu não poderia suportar tal coisa. É a primeira vez que alguém que não é minha mãe, trata-me bem. Prefiro que pense que não mudei. Gosto muito dela e não irei permitir que tirem-na de mim. – Sua voz se torna arrastada e mais grossa, ele abaixa o olhar enquanto encara a grande fumaça negra, seus olhos brilhando sombriamente em um sinal de perigo – Isso inclui você. Mesmo que tenha o Billy como hospedeiro, não me importarei em acabar com você se fizer algum mal a ela. Entendeu?

  – NÃO!

  Walrider usa sua força para jogar o moreno na parede, apertando seu pescoço e consequentemente incapacitando-o de respirar. Ele entra em sua mente, forçando que o humano se lembre de todos os abusos que sofreu de seu pai e tio, as mulheres e homens que matou até agora, o que sofreu graças a corporação Murkoff, aoo mesmo tempo em que Gluskin é obrigado a lembrar de todo os terrores que presenciou, a entidade modifica algumas informações, colocando imagens falsas em sua mente sobre (Seu Nome) ter mentido esse tempo todo sobre tentar ajudar as pessoas que pode, sobre a forma e o porquê que o trata tão bem – dando a impressão que faz isso apenas para não ser morta –. Algumas lágrimas de tristeza misturadas com ódio começam a escorrer pela face do moreno que tenta a todo custo se livrar do aperto em seu pescoço.

  – (Seu Apelido) não faria isso comigo... Ela não poderia... Poderia? – Sua fala sai fraca e carregada de sentimentos negativos, que a cada imagem que Walrider planta em sua mente, aumentam gradativamente.

  – CLARO QUE PODERIA! ELA É IGUAL A TODAS AS OUTRAS MULHERES QUE VOCÊ CONHECEU!

  É nessa hora que a porta do “porão” é aberta e (Seu Nome) desce as escadas apressadamente, preocupada e apreensiva, dando de cara com Walrider sufocando Gluskin e gritando mentiras para o mesmo.

  – Não acredite no que ele está falando, está mentindo para você. – Sua voz e expressão demonstra uma enorme seriedade. A garota sai de perto da escada e se aproxima a passos lentos e firmes de onde os dois estão, que estão olhando diretamente para ela: Walrider com raiva e Gluskin com sua confusão e mente toda remexida.

  – QUEM ESTÁ MENTINDO É VO...

  – CALA A PORRA DA BOCA! OU SEJA LÁ QUE MERDA QUE VOCÊ ESTEJA USANDO PARA SE COMUNICAR! – Interrompe o que ele tinha para dizer. Seu grito e palavrões assustam aos dois parados em sua frente, calando a grande fumaça negra e o fazendo afrouxar o aperto em volta do pescoço do humano – Sim, é verdade que quando nos conhecemos eu acabei entrando por pouco tempo no papel de “noiva” sua, mas sabe por que Eddie? – Sorri na direção do mais alto, que acena negativamente com a cabeça fracamente – Porque tinha medo que sua saúde mental não aguentasse ouvir tantas verdades de uma vez só, já que quando tentei lhe explicar você não quis entender e se enfureceu. Tentei fazê-lo voltar um pouco a si antes de lhe dizer mais alguma coisa. No mês atrás achei que talvez fosse o momento de lhe explicar e foi o que fiz.

  Extremamente irritado que seu plano não está sendo concluído, a entidade maligna movimenta-se para frente, atraindo a atenção da jovem no mesmo instante, que o olha brava e com ódio.

  – Nem se atreva a se mexer. Não quis tentar falar essas mentiras? Agora vai ouvir também, idiota. – O ser assusta-se ao perceber que apesar de ela ter total ciência de seu poder e capacidades, não tem medo de si e consegue crescer sua presença ainda mais, sobressaindo da presença dele – Eu nunca consegui simplesmente entrar totalmente na farsa de ser sua noiva imaginária porque sei que você merece a chance de poder melhorar sua saúde mental, sair dessa droga do Mont Massive e poder conhecer alguém que realmente te faça feliz, sem ter essas paranoias te atrapalhando. Eu te trato bem, tento ser gentil e amorosa porque sei que se não tivesse passado por tudo que você passou, talvez nunca tivesse pensado em matar as pessoas que matou. Sei que talvez você poderia ter tido uma vida maravilhosa e feliz. – Gluskin arregala os olhos ao ouvir tais palavras, seus olhos voltando a ter um forte brilho esperançoso.

  – (Seu Apelido)...

  – Nunca me importei em acabar em algum perigo por um motivo que realmente importasse, por isso jamais mentiria para escapar de um. – Ri um tanto quanto alto – Se soubesse o tanto de vezes em que me meti em perigo sem eu querer e tive que escapar, ficaria surpreso em saber que ainda estou bem. – Eddie sorri abertamente, achando graça da forma que ela fala – Por isso esqueça o que esse idiota falou ou colocou na sua cabeça, sim?

  Walrider aproveita o momento de distração dos dois e tenta desferir um ataque na jovem, mas algo o impede. O-O que?... Ele tenta novamente e nada faz efeito. É como se houvesse um campo de força que me repele, que me impede de chegar perto dela. Ainda mais irritado do que antes, se é que é possível tal coisa, Walrider solta Gluskin sem delicadeza alguma, que cai sentado no chão, reclamando de dor no pescoço e no quadril. A fumaça negra deixa o local rapidamente, se afastando o máximo que pode de lá.

  – Eddie! – Preocupada, (Seu Nome) corre na direção do moreno, agachando-se a sua frente – Você está bem? – Ele nada diz.

  O mais alto levanta sua cabeça e a encara, sorrindo cansado, levando sua mão até uma de suas bochechas enquanto faz um carinho suave no local.

  – Obrigado por tudo, Darling.

  A forma carinhosa que ele a trata faz com que a coloração vermelha tome conta de ambas bochechas suas, mostrando sua timidez. Ainda assim ela sorri descontraidamente de volta para o rapaz a sua frente.

  – Não precisa me agradecer, Eddie. – O ajuda a se levantar. Ele acaba cambaleando um pouco, fazendo a garota segurar um de seus braços, tentando ajudá-lo a se manter em pé tranquilamente – Talvez seja melhor que descanse um pouco. Precisa se recuperar depois de tudo o que acabou de acontecer.

  – Tem razão.

  (S/N) ajuda-o a andar por um dos corredores até chegarem ao quarto. Ao entrarem no quarto, ela o faz caminhar até a cama e a deitar-se confortavelmente. A jovem senta em uma cadeira que colocou do lado da cama e espera até que Gluskin consiga pegar no sono completamente, saindo do cômodo depois disso.

  – Eu preciso urgentemente encontrar aqueles dois. Tenho que entender o que é que está se passando aqui. – Sussurra para ela mesma, andando sem rumo pelo território dominado por Gluskin.

 

   Continua...



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