História Psycho Love - Capítulo 5


Escrita por: , LunnaSla e Kyungoppa

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Sehun
Tags Abo, Baekyeol, Chanbaek, Sekai
Visualizações 136
Palavras 1.943
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOLTEI
Demorei mas né, sorry, eu realmente jurava que já tinha postado esse capítulo antes, por isso a demora.
Bem, conversei com o povo de Elephant e eles quiseram um grupo no ZAPZAP então vou deixar o link nas notas finais de todas as minhas fanfics.
Obrigada aos favoritos e comentários <3 AMO MT VOCÊS MEUS AMORES!
Bem, sem enrolações e vamos lá.

Boa leitura ❤

Capítulo 5 - Conectados


Fanfic / Fanfiction Psycho Love - Capítulo 5 - Conectados

 

Baekhyun POV

 

Minhas pernas tremiam, sentia minhas patas queimarem a cada passo que eu dava naquela corrida no asfalto quente, meu coração batia acelerado com a sensação de que a qualquer momento eu poderia ter um infarto, e minha respiração pesada falhava a todo instante que eu puxava o ar para meus pulmões. Mas mesmo assim eu insistia e forçava meu corpo a correr com o medo me motivando a continuar.

Era quase possível sentir a respiração pesada de Luhan atrás de mim, suas presas afiadas raspando e passeando pelos pêlos da minha cauda com seus passos rápidos chegando cada vez mais próximo quando meu corpo pedia descanso. Entretanto, como mencionei, o medo me motivava a continuar correndo e assustava-me toda vez que ouvia nitidamente seus dentes chocando forte contra os outros enquanto seu maxilar trincava a cada mordida falha que tentava desferir em mim.

Segredava mentalmente também que havia medo de saber o que Chanyeol faria quando Luhan conseguisse finalmente me alcançar e me ter literalmente entre suas presas e garras. Seja lá o que o maior planejava, todas as sugestões que surgiam na minha mente eram desagradáveis, mas ele sempre me surpreendia e eu só esperava que fosse coisa pior, me incentivando a correr ainda mais.

Contudo, eu estava ciente de que não poderia ficar correndo para sempre, meu corpo implorava por um descanso e um copo -balde- d'água fresca. Provavelmente acordaria cheio de dores na manhã seguinte, mas isto não importava no momento, o desespero me afligia de uma forma que me fazia chorar silenciosamente e vezes ou outra tropeçar em algumas pedras no caminho por conta da visão embaçada que deixava Luhan na vantagem.

Eu apenas queria - desesperadamente- acordar ofegante daquele pesadelo terrível e descobrir que estou no meu apartamento, no meu quarto, na minha cama com meu namorado Chen, e que tudo não passou da minha imaginação fértil; que não houve nenhuma traição e que Chanyeol continua o mesmo que conheci na primeira vez que o vi no prédio, nunca existiu aquele dia que invadiu meu apartamento e nunca me toquei pensando em si depois de acordar ofegante de um sonho erótico. O cabelo castanho claro longo preso em um rabo de cavalo e uma franja solta de lado, o jeans rasgado na altura do joelho, um coturno preto surrado e um grande moletom preto.

Em algum momento consegui conter meu choro que, certamente, não teria como evitar mais tarde. Minha visão aguçada com dificuldade avistou uma pequena placa de madeira indicando uma trilha por uma mata fechada que o final dava numa praia.

Vi como uma chance de despistar a pantera e entrei na trilha afobado, com um fio de esperança de conseguir voltar para casa depois daquela tarde insana, bati com força meu ombro naquela placa e fui pela mata na margem da trilha. A mesma dava impressão de que ninguém mais passava por ali a anos, mas ainda era possível ter uma noção do antigo caminho. Corri por alguns minutos e fui diminuindo o ritmo, recuperando o ar aos poucos após ouvir um grunhido irritado da pantera e seus passos pesados cessarem.

Talvez meu plano tivesse dado certo.

Não demorou muito e cheguei na praia, por azar a mesma estava deserta, porém ainda me dava o privilégio de descansar um pouco meus músculos, observei em volta e entendi o porquê de tanto esquecimento naquele local. O mar era aberto e tão violento que me deu pena da areia, de como as ondas terminavam na praia chocando com força contra ela e algumas rochas pequenas visíveis na água. Não havia nenhum estabelecimento, era escondida atrás daquela imensidão de verde e provavelmente estávamos fora da cidade e apenas quem vai dirigindo pela estrada tinha acesso. Ou fugindo de dois loucos como eu.

Não querendo facilitar para Luhan, voltei a me movimentar dessa vez pela areia voltando em direção à cidade e correndo não tão rápido, eu mantinha um ritmo devagar comparado a antes e respirava calmo ainda recuperando meu fôlego antes daquela pressão novamente surgir, e para um alívio andei pela areia molhada suspirando de deleite ao ter minhas patas molhadas e relaxadas depois de queimarem tanto naquele asfalto quente áspero.

Mas como os deuses me odeiam, logo a silhueta de um tigre branco com listras pretas surgiu na praia ao longe e aumentei meus passos aos poucos. E a única coisa que pensei na hora foi pedir ajuda, conseguir parar em lugar e com sorte ligar para Jongin vir me salvar.

Portanto, os deuses me odeiam demais e Chanyeol conseguiu me alcançar, seus dentes cravaram na minha pele na altura da perna e caí com força na areia cansado, respirando ofegante. Naquele momento as lágrimas voltaram mas lutei contra, engolindo o nó que insistia em se formar na minha garganta quando meus olhos encontraram-se com os do mais novo.

 

Agora eu estava em suas mãos, era sua presa.
 

XXX

 

 

Minha mãe sempre disse que eu fui abençoado pelo ser que reinava no inferno, o Diabo, em vez de terem sido os Deuses com um bom coração. Por que? No meu nascimento, meu coração parou por alguns segundos depois que saí do ventre, os médicos conseguiram me ressuscitar e nesse tempo que fiquei inconsciente, fui abençoado e minha vida a partir dali seria repleta de azar. Nunca acreditei nisso, mas olhando agora, talvez isso tenha acontecido mesmo.

 

Chanyeol dirigia irritado, havia voltado para casa depois de conseguir me alcançar na praia, me carregou na boca enquanto chorava silenciosamente e lançou meu corpo com força no banco de trás do carro ao chegarmos. Luhan logo entrou também atrás e permaneceu sentado ainda na forma da sua pantera. Ficava com a língua para fora na maior parte do tempo, babava, tinha a respiração pesada e rosnava baixo a cada movimento que eu fazia.

- Vão me matar? - indaguei entediado, suspirando pesado sentindo meus olhos pesarem, tanto pelo cansaço quanto pelo choro.

- Não faríamos isso com você. - Luhan respondeu, podendo ouvir sua voz pela primeira vez, desde que ele surgiu é diferente do que havia imaginado, era suave.

Chanyeol dirigiu por mais alguns minutos e parou frente à uma casa de dois andares com um armazém enorme atrás. A pantera pulou para fora do veículo pela janela aberta e deu a volta no carro, Chanyeol desceu também, deu a volta e abriu minha porta para que eu saísse. Não consegui ir contra, assim, desci contragosto e fui escoltado por Luhan enquanto seguia Park na direção da casa.

Park abriu a porta, empurrando-me em seguida para dentro da mesma enquanto Luhan passou direto para o armazém. Antes que pudesse agir, o maior segurou com força meu pulso e me puxou até o segundo andar, adentrou um quarto qualquer, me soltou e trancou a porta escondendo a chave em um dos seus bolsos, e foi em direção à cama em passos lentos.

Então ele agora me abusaria?

Engoli em seco, permanecendo em pé e tentando ao máximo conter a tremulações na minhas pernas. Chanyeol percebendo que eu não me movimentava, levantou-se do colchão vindo na minha direção e agarrou minha mão, puxando em seguida para que eu fosse deitar junto consigo. Relutei dessa vez, puxando minha mão de volta com força tentando  me livrar do seu aperto chutando-o, mas por ser mais forte não tive sucesso. Logo já estava caído no colchão e o maior por cima de mim, segurando meus pulsos acima da cabeça e fitando-me intensamente, assistindo minhas lágrimas quentes rolarem pelo rosto.

- O que acha que vai acontecer agora?

- Vai abusar de mim. - respondi em murmuro, engolindo em seco ao ter seus lábios secos encostados no meu pescoço e sua respiração pesada causando-me arrepios involuntários.

- Não, não faria isso contigo. - disse e depositou um beijo no maxilar. - Eu quero te corroer aos poucos mas fazer tal coisa está longe dos meus planos, a não ser que você me force a fazer tal coisa.

- O que você quer comigo afinal? Não disse que ia ficar longe de mim no terraço?

- Você me obrigou a fazer isso no momento que Jongdae te magoou. Você virou um tormento para mim e quero ser pra você também. - rosnou e cravou os dentes em meu ombro com força enquanto forçava sua ereção na minha coxa e fazia movimentos.

Uma dor aguda surgiu no meu corpo mais concentrado no local onde ele mordeu, minha cabeça doeu e antes que pudesse fazer algo, apaguei na cama com seus olhos, agora cinzas, cravados em mim.
 

 

[...]

 

 Algumas horas depois...

 

 

- Baekkie! Baekkie!

- Hã? Quem é? - perguntou não enxergando nada além de um borrão escuro.

- Baekkie! Venha aqui! - a voz desconhecida ficou mais próxima.

Piscou forte várias vezes e prendeu a respiração no instante em que seus olhos encontraram-se com de um garoto estranho à frente, seus olhos grandes que lhe olhavam como se fosse um pedaço de carne fresca.

- Baekkie! - ouviu a voz e instantaneamente virou o rosto para o lado dando de cara com Luhan, as respirações de ambos batendo contra o rosto alheio. - Cadê você? Eu só vejo o Byun que os outros querem ver, mas e o verdadeiro Baekhyun? Cadê ele?

- Eu estou aqui. - sussurrou em resposta engolindo em seco.

- Não, o Byun está. - segredou baixo.

A raposa abriu a boca diversas vezes mas nada vinha na sua mente, não conseguia pensar em nada e sua voz parecia ter falecido enquanto fitava os olhos intensos da pantera. Eram tantas emoções mas ao mesmo tempo nenhuma refletia em suas orbes.

Xiao permaneceu em silêncio parecendo querer entender a bagunça que fazia no menor encarando-o e afim de terminar de revirar tudo, beijou-o no canto dos lábios antes de se afastar e sentar numa poltrona no fim do cômodo próximo à uma janela.

 - Luhan, vem! D.O fixa o olho nele.- a voz de Chanyeol ecoou do lado de fora e logo o homem que havia lhe beijado deixou o cômodo.

Sentindo-se desconfortável pela presença do outro, tentou se mexer para achar uma posição melhor na cama e sentiu um aperto no pulso impossibilitando seus movimentos, ergueu o olho e quase riu irônico ao ver o algemaram na cama.

- Vou ser direto pirralho, só faça o que eu mando e eu tentarei não tocar em você. - uma voz grave ecoou pelo cômodo com um ar de dominância. - E nem pense em fugir, agora Chanyeol consegue saber tudo que você sente e ouvir alguns dos seus pensamentos.

- O quê? Como assim - questionou afobado, seu coração batendo forte contra o peito ao tempo que tentava compreender o que D.O dissera.

Sentia-se tão desesperado que de repente a lembrança de horas atrás veio a mente, recordando da dor que sentiu e uma tontura tomar conta total do seu corpo quando Park mordeu em seu ombro… Aumentou o tamanho dos seus olhos lentamente ao que ecoava na sua cabeça que Chanyeol lhe mordeu. Não poderia ser… Ele não teria feito isso consigo. Receoso ergueu a mão trêmula até seu ombro e deslizou os dedos sobre uma marca que provavelmente cicatrizaria mais tarde sentindo perfeitamente o formato dos dentes do tigre.

O homem chamado D.O percebeu o menor abatido, suspirou e deixou o quarto pensando em dar uma volta por perto, resolvendo dar uma privacidade a raposa, que, ao vê-lo sair, desabou chorando baixo enquanto soluçava alto puxando seus fios com força e rasgando os lençóis descontando toda raiva que sentia de Chanyeol.

Agora estavam conectados e com toda certeza daria na cara do maior assim que o visse na sua frente.

 


Notas Finais


Não achem o Luh tão doido assim kkk em breve as palavras dele faram mais sentido como essa brincadeira dele de achar o Baekhyun e só encontrar o Byun.
Sinto que Baek vai perder a cabeça com Chanyeo uahsucha

OBS: Link do grupo dos meus leitores no whatsapp, quem quiser entrar :3
https://chat.whatsapp.com/1nbzmz68Cq9IhDo7kw6Joc


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