História Psychologist - Vkook l Taekook - Capítulo 34


Escrita por: e Anovskys

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Amor, Ansiedade, Bangtan Boys, Bissexualidade, Drama, Gay, Homofobia, Homossexualidade, Jeon Jungkook, Kim Taehyung, Pansexualidade, Psicólogo, Romance, Taekook, Vkook
Visualizações 263
Palavras 2.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello, Sweets! (isto é tão estranho shdhdh)
Finalmente, capítulo!
Falta um mês para a nossa vida escolar recomeçar e eu tou depressiva 😂
Adiante, demorou, mas têm aí um capítulo que GENTE
...
Boa leitura ❤️

Beijo da Sweet e da Anovkys ♡

Capítulo 34 - Era Só... Estranho


Fanfic / Fanfiction Psychologist - Vkook l Taekook - Capítulo 34 - Era Só... Estranho

             {17:24/Sexta-feira}

               P.O.V. Jungkook

Trabalho atrás de trabalho. Projetos e ideias que nem sei se agradariam os professores.

Perdi noites pintando enormes painéis com pinceladas coloridas meramente abstratas, e que, sem nenhuma certeza, poderiam servir para mostrar meu valor.

Sinceramente, não sei bem o que estava fazendo. Estava desesperado. A última semana de exames estava passando por mim como um navio que ao navegar rápido parece que não sai do lugar, e eu não tinha outra escolha senão seguir a corrente.

Os exames escritos nem estavam indo mal, mas assim que o assunto dependia de meu contacto com os professores e da obra que apresentava, se tornava completamente diferente.

O nervosismo, inevitável, nunca falhava em me deixar em um estado que nem eu sabia o que estava falando mais, me atrapalhando a mim mesmo e vendo os professores me olharem cada vez mais confusos, aumentando minha vontade de fugir a sete pés.

E minhas obras? Era apenas triste lhes chamar de obras, pois nem arte era. Apenas uma tentativa falha de recuperar a nota que perdi.

As espectativas, que eram bastante baixas, foram arrasadas pela realidade fria de que uma mera semana não daria espaço para o trabalho árduo que me iria custar para agradar meus superiores.

No fundo eu sabia disso, mas o que poderia fazer?

Agora aqui estou, a caminho de casa, com meu "trabalho" deixado por detrás das portas cinzentas daquele maldito edifício; o mesmo que um dia sonhei poder entrar e que mal sabia o quanto iria sofrer estando dentro.

E está tudo feito e dito, excepto o facto que, dentro da minha cabeça, não consigo encontrar um lugar de paz.

Não consigo deixar para trás os erros idiotas que cometi, tudo o que evitei, desculpas que criei, tudo para fugir da realidade e que acabou me aprisionando na pior parte dela: as consequências de meus atos.

Não consigo me perdoar. Provavelmente não deveria. E parece que é quase forçado, mas todo esse arrependimento acumulado causou uma lágrima a cair pelo canto de meu olho direito, e depois do esquerdo, lentamente... como se lavassem a culpa que não queria deixar escorrer.

E o facto de estar andando na rua com minha expressão de sofrimento e indiferença é o que menos me importa agora.

Talvez dormindo me esqueça desse dia. Talvez eu acorde melhor, depois de ter fingido que estava bem ao chegar a casa. Talvez elimine de minha memória que este fora o pior e mais frustrante dia de minha vida, em que tudo o que recebera foram apenas não's e sermões, críticas de coisas em que coloquei meu suor e dedicação e que no final de nada serviram.

Me lembro das palavras do Tae, sílaba a sílaba, claramente... "você é bem mais que isso". Até porque no momento de embarcar acreditamos nas palavras que nos soam bem, sem pensar se conseguiremos ou não ultrapassar a tempestade. E sei que as palavras dele fazem sentido, mas não era isso que me faria ficar bem nesse momento.

Não agora, quando meu monólogo interior é interrompido pelo estridente toque de meu celular.

Encaro o nome, escrito em letras brancas na tela, da própria pessoas que estava pensando. Atendo.

Chamada On

- Sim? - Falei, transparecendo alguma falta de entusiasmo.

- Alô Kook, desculpa te ligar assim no cair da noite, mas eu estava pensando...

Ele pausa, talvez incerto do que iria dizer.

- Sim?

- Sei que tem andado stressado e exausto essa semana. Tem sido duro pra você. Pode parecer muito bobo o que vou falar, mas queria te convidar para ir no cinema, talvez amanhã, para, sei lá, refrescar sua mente... - Ele soa um pouco envergonhado com a oferta, e junto com todas as minhas emoções do momento, também posso dizer que me sentia assim. Era uma situação constrangedora.

- Eu... Não sei se estou com humor para uma saída... - Decidi ser honesto.

- Não, não me entenda mal, isso não é um encontro nem nada do tipo. - Ele riu e eu senti meu rosto ferver. - Seria apenas ver um filme... com companhia.

Isso tudo não estava se encaixando em minha realidade. Ele, meu psicólogo, estava me convidando para uma ida ao cinema... E eu não sei como me sentir acerca disso.

Eu tentei me relembrar o quanto somos chegados e cheguei à conclusão que posso dizer, não com muita certeza, que nos tornámos amigos. Continuaria a ser estranho? Provavelmente.

- Vou pensar. Talvez amanhã tenha mais certeza de tudo o que está acontecendo. Agora não é um bom momento...

- Tudo bem. - Mesmo através da sonoridade robótica do celular, sua voz era tranquila e compreensiva. - Estou aqui pra você, se precisar. Me mande mensagem quando puder.

- Certo...

- Até mais.

Chamada Off

           •° Quebra de Tempo °•

                {14:32/Sábado}

                P.O.V. Taehyung

Ajusto a gola de meu casaco de primavera em frente do espelho. Que raio de ideia teria passado por minha cabeça quando decidi fazer isso? Eu sinceramente não tenho certeza; e o pior que posso fazer nesse momento é pensar muito no assunto.

Parece que por vezes meu diploma de psicologia consegue ser derrubado por uma simples onda de nervos, mas eu consigo manter o controlo... A maioria das vezes.

Apesar de já estar nesse ramo há muito tempo, há sempre algo em mim que sente a necessidade de desviar o rumo clássico das coisas, até porque uma saída descontraída com um paciente com certeza não estava em meus planos.

Sempre que olho aquele rosto, me vejo nele. Vejo meu eu de dezenove anos, perdido e confuso no mundo, não encontrando paz nas coisas, até perceber que só eu mesmo iria a encontrar dentro de mim.

Isto porque para além de meu pai, mais ninguém me dava apoio, mesmo em meus momentos de maior fraqueza, o que tornou tudo mais doloroso.

Posso dizer que, nessa época, meu psicólogo me salvou. Ele me fez ultrapassar obstáculos que nem as doces palavras de meu pai me permitiam ultrapassar. Não sei se alguma vez poderei ser tão importante para algum de meus pacientes como ele foi para mim. Talvez seja esse meu último objetivo.

Ontem, ao organizar os horários para a próxima semana, lembrei que seria o último dia de exames na faculdade.

Jungkook saltou em minha mente, por algum motivo, e por momentos me preocupei.

Sabendo seus momentos mais frágeis, qual seria a provável reação em um dia tão intenso? Nada agradável, imaginei.

Não consegui descansar a mente logo depois. A próxima consulta estaria longe demais para poder abordar o assunto como queria.

Realmente odeio pensar que escolho favoritos dentro de meu meio. Não era a primeira vez que involuntariamente criava laços com um paciente, mas felizmente com Baek isso não afetou seu percurso.

O facto de que Jungkook poderia estar mal sem eu ter possibilidade de o ajudar estava me matando. E foi aí que decidi "desviar o rumo".

Meus antigos professores me matariam se soubessem de meus "métodos" peculiares de terapia. Mas uma exceção não seria tão ruim assim certo?

Tudo o que quero é que ele não me ache um babaca por isso. Os nossos cinco anos de diferença não deveriam ser o suficiente para tornar a situação estranha demais, eu pensei.

Coloco as chaves de casa no bolso do casaco enquanto procuro, com a mão livre, o botão de destrancar o automóvel.

Já no assento macio do condutor decido colocar uma estação de rádio menos agitada para me acalmar e direciono o volante para a estrada.

Não demorei muito para chegar no shopping do centro de Seoul; continuava nervoso, admito.

A ideia de "sair" com meu paciente era estranha, mas ao mesmo tempo, por detrás de todos esses meus medos, seria bom para ambos.

Estaciono no estacionamento do shopping, pegando minha carteira e celular, saindo e tracando o carro.

Coloquei tudo em algum bolso qualquer de meus calções compridos, estava calor, mas não demasiado.

Entrei no local movimentado, olhando em volta para ver se o moreno já tinha chegado. Decidi lhe enviar uma mensagem, avisando sobre a minha chegada e dizendo que estaria na entrada, sentado em uma mesa qualquer.

Esperei cerca de dez minutos, vendo pessoas chegando em táxis; rindo com amigos; comendo seus almoços de fim de tarde, porque ninguém liga se já é horário de lanche.

Dentro de um desses táxis pude ver a silhueta do garoto através das portas de vidro do edifício, agradecendo a viagem e pagando.

Me senti nervoso de novo, como um adolescente. Era estúpido, sentia minha barriga revirar. Não pense algo errado, não estava apaixonado por Jungkook, isso seria de loucos; era só... estranho. Sabia que me iria conseguir controlar e transmitir calma para o outro, estudei para me ajudar a mim também.

Cada passo que o moreno dava, eu respirava ainda mais profundamente, sabia que ele estava nervoso também, era óbvio.

Vi-o formar um sorriso tranquilo quando atravessou a porta e olhou para mim.

Ele veio até onde eu estava, se sentando meio hesitante e com um olhar tímido.

- Olá. - Sorri, tentando me mostrar calmo. - Tudo bem?

- Sim. - Respondeu, se ajeitando na cadeira. - Estou bem. - Dispersou o olhar noutra direção.

- Parece muito tenso... - Falei baixinho mostrando um meio sorriso preocupado, e decidi mudar de assunto, para não deixá-lo desconfortável. - Quer comer alguma coisa antes do filme?

- Você quer? - Desviou o olhar da mesa, me olhando.

- Está sem fome, é isso? - Sorri de lado, ele assentiu. - Podemos ficar pelas pipocas, o que acha?

- Acho ótimo. - Disse serenamente, sorrindo raso.

- Vamos andando, então. - Me levantei, ele seguiu meus movimentos, começando a andar do meu lado.

- Como foram os exames até agora? - Quis criar um assunto, aquele silêncio estava me incomodando.

- Não tive problemas com os escritos, os práticos me preocupam mais. Não sei a nota ainda, entreguei ontem. - Explicou, constantemente mexendo as mãos uma na outra.

- Você vai se sair bem. Eu vi alguns trabalhos seus no corredor ontem, antes de sair. - Ele me olhou surpreso - Não duvidava de seu dom, mas realmente pude ver com meus próprios olhos. Estavam incríveis. - Falei com sinceridade, acariciando seu ombro. Ele agradeceu baixinho, separando suas mãos atarefadas. Apesar de aceitar o elogio, seu rosto não parecia muito esperançoso sobre o assunto.

Seguimos o caminho novamente em silêncio, desta vez com um ambiente confortável. Preferi não criar outro assunto, seria forçado e o barulho atarefado do centro era suficiente.

Chegámos no piso do cinema, ficando de frente para os cartazes dos inúmeros filmes que estavam em exibição.

- Qual quer ver? - Perguntei, observando as capas com os títulos traduzidos para coreano.

- Aquele ali parece muito meloso e clichê. - Comentou, apontando para um dos filmes.

Gargalhei, concordando com ele.

- Não estou virado para esses hoje. - Continuei procurando algo que pudesse nos agradar. - Gosta de que estilos?

- Comédia; romântico, mas não demais; musicais e aventura. - Me surpreendi, esperava ouvir ficção científica na lista de seus gostos.

- Não gosta de ficção científica?

- Sei que pareço alguém que gosta, mas acho às vezes um pouco secante. - Disse, mas rapidamente quis acrescentar algo. - Se você gostar, tudo bem, não quero ofender seus gostos. - Sorri automaticamente. Ver seu rosto se tornar preocupado e nervoso era algo até fofo.

- Não, tudo bem. - Ri soprado. - Também não sou um grande fã. - Ele se mostrou mais tranquilo. - Gosto de comédia, mas daquelas realmente engraçadas, que são impossíveis de não rir.

- Ninguém gosta de comédia sem graça. Deve haver algo bom.

Ficámos atentos, encontrando no meio de tantos filmes desinteressantes, um de comédia, que parecia ter boas críticas.

- Esse parece bom. - Chamei sua atenção. Ele concordou, já se direcionando para o balcão para comprar os bilhetes. Por sorte, a sessão iria começar daqui a dez minutos, então não ficaríamos esperando por muito tempo.

- Alguma vez se sentou nessas cadeiras? - Ele apontou para uma cadeira grande encostada na parede, de aspeto extrememamente confortável.

- Não... São raras as vezes que venho aqui. Elas fazem algo de especial?

- Tem um won? - Acenti, lhe dando a pequena moeda. - Agora tem de se sentar. - Fiz o que ele me pediu, um pouco incerto. Ele colocou a moeda divertidamente. Arregalei os olhos ao sentir a cadeira se mexer e começar a massagear minhas costas.

Ri bastante alto, sendo acompanhado pelo outro. Ele tirou uma moeda de seu bolso, ficando na cadeira do meu lado, visivelmente desfrutando daquilo.

- Isso é muito bom. - Disse, sentindo algo massageando minha nuca.

- Eu sei. - Riu com gosto, relaxando.

- Isso dura quanto tempo?

- Dois minutos.

Apenas sorri, aproveitando.

Quando a máquina parou, olhei para o lado e Jungkook estava dormindo. Ri baixo com a cena, para não o acordar. Cheguei perto do mesmo, tocando em seu ombro levemente, e dizendo seu nome. Nada, Jungkook parecia morto, dormindo que nem uma pedra. Acho que os exames esgotaram toda a energia dele.

Comecei a aumentar o volume de minha voz, agora cutucando seu ombro com mais força. Desisti, decidindo gritar seu nome perto do ouvido.

- Cala a boca! - Jungkook quase gritou, me olhando irritado. Logo voltou ao mundo, percebendo que tinha gritado comigo, mas eu apenas ria de leve. Ele corrigiu sua postura, se desculpando evergonhado. - Que horas são?

- Quase horas do filme, acho que agora já podemos entrar. - Voltei a meu tom normal, como se eu não tivesse acabado de gritar no ouvido do pobre garoto, que agora parecia confuso.

Ele se levantou, mostrando os bilhetes para o homem da entrada, nos dando passagem.

- Jungkook? - Fiquei parado no meio do caminho, o vendo ir na direção da sala errada. Ele me olhou, sonolento, franzindo o celho pelo facto de eu estar parado. - A sala é esta. - Apontei para a sala em minha frente, sorrindo divertido. Ele riu de forma nervosa, voltando atrás, entrando na sala certa.

Ri logo depois, colocando as mãos nos bolsos e entrando.


Notas Finais


TEMOS INTERAÇÃO TAEKOOK MINHA GENTE, ALELUIA
O que acharam??

Demorou muito, desculpem! Estávamos ocupadas.

Link para o vídeo de 300 favs:
https://youtu.be/V79Sjgz4bKw

Beijo da Sweet e da Anovkys ♡


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