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História Pulse - Capítulo 17


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Notas do Autor


Estou revoltada porque esses povo estão chamando meu estilo de vida de quarentena. Palhaçada!...Tirando as brincadeiras, por favor galera, fiquem em casa, lavem as mãos, cuidem da sua saúde e da saúde de quem vocês amam.

Capítulo 17 - Capítulo Dezessete




     Nós seres humanos... Nós não gostamos de espera. Esperar, pra nós, é uma tortura... Do tipo mais chato. Mesmo assim, há exceções onde estamos disposto a... Não, onde teremos muito prazer em perder nosso tempo fazendo exatamente isso. Por que acreditamos que algumas coisas... Realmente vale a pena esperar.

Tzu: ufa... Estou de volta... -- voltei meu olhar para a porta. Tzuyu parecia destruída, devia estar cansada do trabalho, ou de outras atividades -- estou tão cansada. Tive uma operação de dez horas hoje. Meus pés estão me matando.

Sana: seja bem vinda, doutora. Eu quase pensei que essa fadiga fosse por sua rotina de caçar mulheres.

   Tzuyu jogou sua pasta na mesa de centro e se jogou no sofá, afundando no mesmo.

Tzu: eu estive presa na sala de cirurgia por dois dias consecutivos, como eu poderia ter tempo pra isso? E além disso, eu sempre acabo com os casos de maiores riscos... Eu só quero dormir.

   A taiwanesa fechou os olhos quase babando no processo de relaxamento. Apenas revirei meus olhos indo até a cozinha e pegando um copo de suco pra ela.

Sana: qual eh!? Você vai ficar bem melhor depois de pegar uma mulher bonita... Ou duas.

Tzu: não me importo com nenhuma mulher bonita no momento. Só vou tirar um bom e longo descanso. Aqui mesmo!

Sana: bem, eu trouxe um pouco de suco de laranja. Beba, vai refrescar você. -- coloquei o copo ao lado da sua pasta na mesinha

Tzu: obrigada... -- susurrou ainda com os olhos fechados

   Minha cabeça estava a mil, eu realmente não estava conseguindo me controlar. Uma parte de mim queria sentir seu beijo de novo, mas a outra achava aquilo totalmente sem noção, ela dormia com várias mulheres, eu seria somente mais uma.

Sana: doutora... V-você ainda está acordada...? -- suspirei aliviada ao não escutar nenhuma resposta, afinal, meu corpo queria aquela sensação outra vez. Então aproximei nossos rostos, roçando meu nariz no seu.

Tzu: que diabos você pensa que está fazendo? -- dei um pulo de susto, me fazendo quase cair em cima dela.

Sana: E-eu...!? V-você... É... T-talvez eu estivesse apenas pensando em te estrangular... Como vingança pelo que você me fez da última vez.

  Para alguém que estava sonolenta, tzuyu agiu muito rápido em agarrar meus braços e me puxar em sua direção. Eu, como a desastrada que sou, acabei caindo sentada em seu colo.

Tzu: você acha mesmo que consegue me estrangular com essas pequenas mãozinhas? -- apertou minhas mãos enquanto ria -- eu aposto que você não conseguiria esmagar uma formiga corretamente com elas!

Sana: yah! Você quer mesmo apostar? -- perguntei tentando ignorar o fato de que estávamos em uma posição comprometedora. Corei ao pensar naquilo, tentando sair de seu colo, sendo impedida pela mesma que me abraçou.

Tzu: shh... Não se mexa.

Sana: o qu...

Tzu: sana... Estou cansada. E você é quente, quero ficar assim um pouco -- me abraçou mais forte -- estou com tanto sono... -- se deitou no sofá me levando junto com seu corpo

Sana: Ei, Ei, Ei!!! Não adormeça em mim assim! -- tzuyu se manteve em silêncio -- por favor diga-me que está apenas brincando outra vez. Eu não consigo respirar com você agarrada em mim assim. -- arqueei uma sombrancelha ao não ter nenhuma resposta -- espera... Você está falando sério? -- cutuquei seu rosto bronzeado e não obtive nenhum retorno. Dei de ombros e com cuidado sai de cima dela.

   Ajeitei meu vestido ouvindo um barulho. Era o celular da Tzuyu. Eu sei que é errado bisbilhotar e mecher nas coisas dos outros, mas eu não resisti e peguei o celular. Era uma mensagem.

Aisha ~~ oi amor. Está livre esta noite? Estarei esperando no nosso lugar de sempre.

Aisha~~ não se atrase...! Xoxo

  Desliguei o aparelho me sentindo idiota. Não fiquei nenhum pouco surpresa com o conteúdo da mensagem, na verdade, já esperava algo do tipo. Além do mais eu... Já me acostumei a esperar. Porque não importa se eu vivo ou morro, eu ainda vou ter que esperar, seja como for.

____________________/

Tzu: wow... Isso parece muito bom!! -- falou se referindo ao espaguete que eu estava fazendo -- então você tem habilidades culinárias afinal de contas...! Parece que nós não teremos que viver de comida encomendada, heim!?

Sana: eu tinha que ficar em casa com minha mãe a maior parte do tempo. Por isso acabei ajudando bastante ela na cozinha. -- dei de ombros indiferente

  Desliguei o fogo, pegando a panela com o molho e o espalhando sobre o espaguete.

Tzu: cara! E você nunca mencionou saber cozinhar -- observei aquelas mãos nervosas irem em direção ao prato quase pronto, mas antes que ela realmente tocasse na comida eu peguei a colher de pau e bati na sua mão.

Sana: não tão rápido, doutora! -- bati outra vez, só que dessa vez mais forte -- eu ainda não acabei, por isso não toque na comida. Vá sentar na mesa e espere por favor.

Tzu: ooh você é bastante má para alguém tão minúscula -- falou alisando o local atingido

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CHOU POV:

Tzu: hmmm.... Isso está realmente ótimo. Delicioso! -- levei mais uma garfada a boca -- esqueça o companheira de casa, você é uma completa dona de casa. Não há nada que você não possa fazer, hein!?

  Sorri nervosa, sana estava muito quieta, a garota não era tão séria, não como estava agora. Suspirei aliviada ao ver a mensagem de Aisha, era um meio de fuga, e eu iria aproveitar.

Tzu: ei... Eu vou sair e não sei se irei voltar pra casa essa noite, então como você estará por sua conta, não se esqueça da rotina de sempre, certifique-se de trancar a porta e todas as janelas, ok? -- sana ainda se mantia neutra, o que só aumentava meu nervosismo -- Obrigada pela refeição, eu realmente gostei. Acho que vou indo agora.

  Me levantei da mesa e peguei meu celular, mas antes que eu realmente desse um passo, senti minha blusa ser puxada. Olhei para a pequena mão de sana, grudada firmemente em minha blusa. Voltei meu olhar para o rosto inexpressivo da japonesa.

Tzu: sana...

Sana: doutora... Você... Não pode voltar pra casa essa noite...? -- seu semblante agora era triste -- eu... Não quero dormir aqui sozinha...

Tzu: ah... Sana... -- delicadamente tirei sua mão de minha camisa -- o que você está falando? Eu acabei de dizer para você que eu não vou voltar. -- suspirei ao ver a japonesa abaixar a cabeça -- vê o que quero dizer...? Eu sabia que você não seria capaz de lidar comigo. Se não quer estar sozinha, então é melhor que você simplesmente volte para casa.

    Olhei uma última vez em sua direção e sai em passos firmes. Assim que fechei a porta da sala, a ficha caiu. O que eu tinha feito...? Ela estava suplicando, com os olhos e as mãos delicadas dela... E eu... A rejeitei...


Notas Finais


Obrigada por lerem até aqui e se cuidem!!! Até o próximo 😊❤️❤️❤️


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