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História Pulse - Capítulo 1


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Notas do Autor


Esta fic é uma adaptação do manga Pulse escrito por Renata Satis, eu a amo, amo a suas historias, seja Pulse, Lily. Em geral eu sou uma apaixonada por manga e Yuri é a minha praia, faz parte de ser-se gay. A adaptação tem uma parte minha, porque manga é imagem, e em escrita há coisas que tem que mudar. Mas sério deviam ler o manga original.
Espero que gostem da adaptação =) estou a gostar da escrever, já que a li mil vezes

Capítulo 1 - Cold girl


Fanfic / Fanfiction Pulse - Capítulo 1 - Cold girl

O coração, um dos órgãos mais vitais do corpo humano, se tu soubesses as coisas que aquele pequeno, mas surpreendente, órgão é capaz de fazer. Ficarias espantado …

Beep…beep…

Com apenas três quartos do tamanho de um punho e mesmo assim contendo a força suficiente para bombear de 4.7 a 5.7 litros de sangue por todo o corpo por minutos. Batendo aproximadamente 72 vezes por minuto. Se a longevidade normal de um humano é 66 anos, então seu coração deve ter batido mais de 2,5 bilhões de vezes.

Beep…Beep…

Em adição, funciona de forma independente, ou melhor o musculo cardíaco é estimulado através de condução elétrica, sem o controle voluntario da mente… o que quer dizer completamente involuntário, trabalha sozinho. O que é estranho é que, este pequeno órgão também se envolveu com está história de amor…

-Desculpe doutora Solar…- A loira pode ouvir seu nome ser chamado pela enfermeira, ela tinha acabado de sair da sala de operações, ainda trocava de roupa. – A reunião do departamento está marcada para esta tarde.

-Ok…- Abriu seu sorriso no meio de um suspiro. – Muito obrigada. – Um banho rápido e troca de farda, o dia o trabalho continuava.

-Ela é tão cool…-Uma das enfermeiras, Chorong suspirava enquanto via Solar de longe falar com alguns pacientes. – Não importa como olhes para ela, tenho tanta inveja de quem trabalha com ela na sala de operações.

-Ela é uma mulher. – Jennie outra enfermeira que ouvia respondeu, apontando o obvio. – Por acaso tu és uma dessas?

-Uma dessas? – Chorong levantou a sobrancelha indignada. – E se for? Atualmente isso já não importa!

-Verdade. – Jennie concordou acompanhando os olhos de Chorong que ainda estavam focados na médica.

-Ouvi dizer que o reluzir de determinação que ela tem no olhar quando opera é muito encantador. – Mais um suspiro e Jennie ria, mas começa a compreender e quase que a concordar. – Olha para ela, olha como ela está a falar com aquelas pessoas…- Longo suspiro de amor platónico. – Tão penetrante, se ela alguma vez olha-se para mim com aquele olhar…- Sonhava acordada. – Acho que derretia.

-Acho melhor não te envolveres com ela. – Jennie aconselhou.

-Hum? – Questionou curiosa. – E porque dizes isso?

-Bem, pelo que eu ouvi dizer ela não é uma mulher comum. – Esclareceu, Chorong pediu para a colega ser mais clara. – Muitas médicas e enfermeiras já tiveram uma relação com ela, mas nunca foi nada sério, nunca namorou nenhuma das mulheres com quem se envolveu.

-É sério isso? – Chorong apenas corou.

- Por tudo que vi e ouvi, ela é uma pegadora…- Tentou pensar como formular a próxima frase sem soar errado. – Que dizer, ela é lésbica por isso...- Sorriu torto. – Ela provavelmente não quer relações sérias. Não têm medo de destroçar uns corações aqui e ali…entendes? Seria melhor, tu não te tornares em um dos brinquedos dela. – Mordeu o lábio, ficando de costas para a médica e encarando Chorong. – Mesmo que namorar mulheres não seja levado tão a sério como homens …se tu passares qualquer linha invisível que ela desenhou, então no final, vais terminar magoada. – Chorong fez uma careta ao ver que o monologo ainda não tinha terminado. – Mas outra vez, mesmo com ela dormindo com todas por aí, ela deve ter algum tipo de padrão.

- Hum…- Chorong resmungou. – Não é como se eu fosse feia ou algo do tipo.

»»»»

A hora de almoço tinha chegado, Solar caminhou calmamente até ao refeitório, puxou a cadeira e se sentou relaxando. Olhou a maçã vermelha em sua mão, sorriu ao pensar em todo o seu sabor doce, mas antes de poder mesmo dar a primeira mordida foi interrompida. Uma enfermeira de cabelo azul, ela se recordava dela, ou isso achava, no momento Lucy o nome ainda era teoria em sua mente.

- Não se importaria de eu ficar com este lugar, não é mesmo doutora? – A jovem de cabelo azul puxou a cadeira e então se sentou.

-Esteja há vontade, quem mesmo ira recusar uma jovem tão bonita como você. – Sorriu com um certo charme.

-Encantadora como sempre. – A mais nova olhou para a maçã e curiosa questionou. – Apenas vais comer isso? Isso lhe dará toda a energia suficiente para o resto do dia?

-Comi algo antes, e não gosto de me sentir cheia. – Finalmente ela conseguiu morder a sua maçã.

-E de doces…- A jovem de cabelo azulado deitou o rosto sobre a mão questionado. – A doutora gosta de doces? – Ela aproximou-se de Solar e questionou. – Gostaria de um pequeno intervalo depois do almoço? – Solar sorriu com sua bochecha cheia.

-Com prazer.

Depois da pequena conversa nem mesmo a maça foi terminada, no refeitório, passaram para algum pequeno laboratório daquele hospital. As calças do cabelo azul se tinham perdido algures por aquele lugar, algo que não importava naquele momento, sentada em uma das bancadas com suas pernas  em volta da cintura de Solar.

O ar ardia naquele pequeno lugar, lá fora era Inverno, ali dentro estava agosto, a estação mais quente do ano. Lucy pressionava os ombros de Solar com seus dedos, enquanto os dedos da médica estavam dentro dela, fazendo-a gemer.

- Eu não posso…- Sentia o suor escorrer por sua testa. – Aguentar, estou quase. – Com os seus dedos dentro de Lucy, Solar sorriu ao ouvir, e maliciosamente perto do ouvido da cabeça azul disse.

- O que quer então que eu faça? Vamos lá linda, peça com essa voz. – As palavras saiam da boca de Solar quase como uma ordem, e não um pedido.

-Por favor. – Pediu quase sem forças, mas satisfeita ao sentir os dedos dentro de si irem mais rápido, e o clímax chegou vorazmente. -Parece que o doutor Xiumin da pediatria vai ser transferido no final do mês. – Avisava vestindo as calças. – Por isso os colegas estão a planejar uma festa, se quiser ir comigo.

-Obrigada por o convite…- A loira vestiu a sua bata. – Mas vou recusar, não gosto de multidões. E mesmo assim já vi demasiadas vezes o grupo perambulando durante seus turnos. – Lucy fechou a cara pela recusa do convite. – Não saia já depois de mim, espere aqui um pouco, e depois então saia.

Lucy não disse nada, murmurou algo para si, não se arrependia do prazer, mas esperava ter ganhando algo mais.

“Amar com seu coração? Não, isso não faz sentido para mim.

                                       Aquela dor palpitante no teu peito quando as coisas não correm bem…

Não é nada mais  do que teu corpo libertando um monte de químicos em resposta há rejeição. Esta dor em específico que sinto…

                      Apenas vem de compreender isso e prevenir o corpo de libertar endorfinas que te dá “alegrias” …

…e feniletilamina. O hormônio da paixão. Uma vez que o coração para esses químicos de entrar no seu sistema, sua mente é capaz de aceitar e tolerar dor… Porque não tem nada que o impeça.

Se tu queres ser vítima das tuas próprias emoções…tudo o que tu tens de fazer é ficar por cima delas e pegá-las pelos chifres; é sempre mais favorável se tonar caçador do que acabar virando caça.”

O início do seu pensamento teve começo ao sair do hospital, durou por o longo banho em sua casa onde ela negava que o amor podia existir em si. E terminou quando encontrou uma jovem mulher no bar para poder levar para casa. Romance casual, era sempre mais simples, que o pateta amor.

Do bar para um quarto de hotel, o caminho foi curto; os beijos começaram com todo o desejo carnal, a temperatura subia fazendo os corpos soarem. Diante de tanto calor, roupas não eram necessárias; escorregaram facilmente de seus corpos, no meio de cada intenso toque.

A língua de Solar passou por o corpo da jovem mulher que apenas conhecera há horas, sugou seu sexo fazendo a gemer e pedir por mais. Esse era um pedido que por Solar era sempre concedido, ela acalmava qualquer sexo ardente. Fez a pouca conhecida ficar de quatro em cima da cama, enquanto beijava as costas largas, seus dedos se molhavam dentro do sexo quente.

As posições variadas, trouxeram a manhã, Solar acordou com o som de seu chato telefone.

-Hum? – Mal abria os olhos, apesar do toque estar alto. – Demasiado cedo para chamadas…- Resmungou enquanto se esticava para pegar o telefone. – Que merda, só pode ser uma piada…- Esfregou os olhos. – Uma urgência a estas horas?

O resmungar foi interrompido quando Solar notou que não estava sozinha na cama, nem estava em sua casa e de facto não se recordava sequer do nome da pessoa com quem estava a partilhar os lençóis brancos, mas que de inocentes não tinham nada. Se levantou cautelosamente da cama, se vestiu rapidamente e deixou um pequeno bilhete “Obrigado. Me diverti ontem há noite. Eu te ligo depois”. Ela não iria ligar.

Ela era médica, e adorava a sua profissão e naquele momento alguém precisava dela. Colocou o seu capacete e pegou na sua mota, tentando chegar o mais rápido possível.

-A doutora Solar está aqui. – Uma enfermeira anunciava a sua entrada, colocando-se ao lado de Solar para lhe dar as informações. – Desculpe por ligarmos para si, mas ouve um acidente com um autocarro turístico…

-Tudo bem, me dê a ficha do paciente.

- Várias pessoas ficaram feridas na colisão, a maioria precisa de ir para a sala de operações urgentemente.

-Certo. – Solar nunca se perdia no meio da confusão, sempre mantinha a calma, entregou o capacete a uma das enfermeiras e começou a atar seu cabelo.

-Nome do paciente é Paulo, homem de 59 anos, se encontra com o crânio fraturado. Ele sustentou várias lacerações por todo o corpo e outros ferimentos durante o impacto; está quase sem respirar.

- Levem-no de imediato para a sala de cirurgia. – Ela dizia, de modo profissional, e tantas enfermeiras em pequenas fraturas de tempo ficavam a pensar como aquilo era sexy.

- As roupas dela cheiram tão bem.

- A sério que achas que é tempo para isso? – Enquanto as enfermeiras discutiam, Solar começava o seu trabalho, na sala de operações.

-Sucção. – Mandou.

-Doutora, a pressão do sangue está caindo.

-Eu sei, mas ainda não encontrei o vazamento. – Seres humanos não conseguem manter a sua atenção por muito tempo, muitas das coisas que fazemos por horas, como conduzir, começam a ser de modo automático, mas ali Solar sabia, não havia tempo para erro, nem distração.

-A situação dele está a piorar. – Avisaram naquela sala fria, mas que parecia sempre tão quente.

-Passem-me os hemostáticos, continuem fornecendo o sangue, administrem hyponor. – Pedia, tentando não ceder ao estresse. – Tem muito sangue, drenem.

-Doutora, a pressão arterial dele, está perigosamente baixa…ele entrou em paragem.

-Merda, merda…- Disse para si frustrada. – Não faça isso comigo Paulo, fique comigo, fique comigo…- Pedia mas nada. – Usem o desfibrilador …carreguem…afastem-se.

Estresse, pensamento rápido, acção rápida, tentar ser perfeito, tentar salvar uma vida, era sempre seu maior desejo.

-Puff. – Suspirou, quando pode sair da sala de operações e tirou a máscara.

-Doutora Solar. – Uma voz masculina a incomodou. – Desculpe, por isto tudo a sua vida não está fácil desde hoje de manhã.

-Todo o hospital ficou agitado com o acidente. – Retirou sua toca mostrando o cabelo loiro.

-Sim…- Ele sorriu simpático. – Médicos, enfermeiros, até o pessoal que estava fora de serviço foi chamado; mas no seu caso em particular, o paciente já tinha sustentando vários ferimentos severos quando o trouxeram. – Ela conhecia aquela simpatia, a odiava. – De qualquer maneira ele já não estava tão forte quando foi trazido até si.

-Eu vou ficar bem. – Esfregava suas mãos, olhando apenas para elas. – Não se preocupe.

-Eu acho que vi você na noite anterior, no bar “Al”, não sabia que era do tipo que gostava desse tipo de ambiente.

-Tenho os meus dias…- Pegou a toalha secando suas mãos. – Não frequento muito. Só se preciso de um tempo ou quando me estou a sentir um pouco aventureira, pessoalmente gosto de ir lá.

-Você gostaria de irmos um dia juntos um dia destes? – Ela sabia que o doutor Eric lhe estava para pedir algo assim há semanas. – Como dizem, quantos mais melhor.

-Agradeço a proposta, mas prefiro andar sozinha. – Sorriu simpática antes de sair, ele não insistiu mais, mas Solar pode ouvi-lo dizer.

-Suponho que os rumores sejam verdade.

“Não é a primeira vez que acabo neste tipo de situação; o momento mais difícil para mim, como médica não é quando estou na sala de operações.

 É quando estou em frente dos parentes dos pacientes, prestes a dizer-lhes o que eles não querem ouvir. Aquelas expressões desgostosas cheias de dor…Essas são as coisas que não querem enfrentar.”

- Vocês são os familiares do senhor Paulo? – Os dois jovens sentados se levantaram rapidamente.

-Doutora, qual é a condição do meu pai? – Ela questionou como se já esperasse o pior.

-Foi você que a operou, certo? – Solar inspirou, respirou e sentiu sua garganta secar.

-Os meus mais sinceros pêsames, fizemos tudo o que podíamos. O paciente já estava em condição critica quando chegou ao hospital, tinha ferimentos graves no tronco o que deu lugar a uma grave perda de sangue. – Era impossível descrever, como era dar aquele tipo de notícias.

-Não, por favor…- A jovem morena abraçou o rapaz em lágrimas. – O pai não pode estar morto, não, não pode ser verdade…mesmo esta manhã nós falamos.

-Vai ficar tudo bem amor. – Ele abraçava com toda a força tentando não chorar com ela.

- Agora, isto é interessante. - Uma loira jovem alguma distancia dizia para si mesma, enquanto assistia. – Uma mulher sem coração portadora de más noticias…sem expressão, com olhos frios, completamente privada de emoções.


Notas Finais


Eu vou usar muitas pessoas do mundo do K-pop, mas não os marquei porque apenas são breves mesões


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