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História Pulse - Capítulo 2


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Notas do Autor


Fico feliz ao ver que a fic está a ser bem recebida; muito obrigada por lerem pelos favs e comentários.

Capítulo 2 - Heart beat


Fanfic / Fanfiction Pulse - Capítulo 2 - Heart beat

Muitas vezes ouvimos dizer “Tu não sabes o que tens, até perder.”  É a verdade, nós temos a tendência a levar as coisas como garantidas …. Apenas vemos o quanto importa para nós quando estamos perto de as perder.

Nesta frase em particular, encaixam-se bem situações relacionadas com vida e amor.

-Senhora Byul…- A loira olhou a enfermeira que se aproximou. – O doutor a vai ver agora, por favor vá para a sala de examinação.

-Certo. – De sorriso calmo, se levantou, caminhou pelo corredor encontrado a doutora loira de antes, a dos olhos frios. A viu retirar uma bebida, se encostar e olhar o nada. Byul a encarou por breves segundos, deu mais alguns passos, mas então ela tinha algo a dizer. – Fora os seus sentimentos de responsabilidade e o seu dever como médica, não sente absolutamente nenhuma empatia pelos familiares dos seus pacientes?

Aquela voz jovem soou nos ouvidos de Solar, o que nem queria acreditar no que tinha terminado de ouvir, o que lhe tinha sido acabado de dizer. Virou-se para responder, encontrou-se com está jovem aloirada.

-Me desculpe? – Riu sem saber como mais se expressar. – Nós nos conhecemos?

-Oh não…- Byul balançou as mãos, sorrindo. – Não mesmo, apenas aconteceu de eu a notar está manhã e tenho vontade de lhe perguntar algo, espero não estar a incomodar doutora…- Se inclinou para ler na bata da mulher diante de si. – Kim Yong Sun. – Olhou Solar, ela se tinha inclinado muito, quase estava em cima da mais velha. – Me perdoe é que eu sou míope e esqueci os meus óculos.

“Que peculiar” Solar pensou.

-O que estava dizendo agora? Eu não estava ouvindo…- Solar foi interrompida por seu telefone.

-O meu nome é Moonbyul, me pode chamar de Byul, e bem já faz algum tempo que lhe queria perguntar algo.

- Desculpe, tenho de ir, caso de emergência. – Avisou saindo a correr.

-Ok então, tchau…- Viu Solar desaparecer diante de si. – Eu devia ter previsto isso, estes médicos são todos iguais.

»»»»

-Hum. – Solar levantava o R-X observando. – Ainda não avançou muito. Temos sorte que o encontramos a tempo, mas o melhor modo de resolver isso é provavelmente operar…vou informar o paciente e a família, e então estaremos prontos para a preparação da operação.

-Sim doutora. – A enfermeira saio dando espaço para o médico Jimin entrar.

-O teu turno ainda não terminou? – Eles se tinham graduado no mesmo ano, na mesma escola, era dos poucos amigos que Solar tinha por ali.

-Parece que não. – Se encostou vendo o R-X que Jimin expunha no quadro. – Tens um caso bastante interessante em mãos.

-Acabou de ser transferido para mim. – Ambos olhavam na mesma direção. – A paciente é tão jovem.

-Suponho que tenha isso desde que nasceu?

-Sim, mas ela parece cuidar muito bem de si.

-Seria demais perguntar para ver a ficha dela? – Jimin sorriu e entregou a pasta.

-Uma segunda opinião seria óptima.

Solar abriu a pasta e logo viu que aquele rosto não era estranho, era a jovem do corredor.

-Ela parece surpreendentemente saudável para alguém com a sua condição, é difícil para mim acreditar que ela está a sofrer uma doença cardíaca. – Jimin explicava enquanto Solar a recordava em sua mente, aquele sorriso cheio de vida. – É uma pena, alguém tão jovem devia estar aproveitar a vida ao máximo, mas ela passa a vida em hospitais, mas mesmo assim, ela poderá ter uma oportunidade de uma vida normal com um transplante. – Ele esfregou seus olhos e se lamentou. – O nome dela já está na lista de espera, mas ela não é considerada um caso de prioridade, e encontrar um doador compatível está difícil.

“Inacreditável” Solar não tirava o rosto dela de sua mente. “A personalidade dela é tão alegre, tão animada. É está atitude…o comportamento de alguém que sabe muito bem que está rastejado cada vez para mais perto da morte?”

Deixada a sós Solar deu voltas pela sala, pensando no R-X no caso de Byul. No meio de um longo suspiro caminhou até há porta que seria do quarto da jovem.

“O que estou eu a fazer? Ela é apenas uma jovem estranha…não é?”

No meio dos pensamentos o flashback das palavras de Jimin.

“- A coisa mais estranha é que ela na verdade está a recusar assinar o contrato para a operação do transplante dela”

Solar suspirou novamente ao lembrar as palavras, tão jovem, tão alegre, porque ela faria isso?

-Eu apenas estou curiosa, estou curiosa…só isso. – Olhou pela milésima vez para a porta diante de si. – Além do mais ela me ia perguntar algo está manhã.

-Não! – Solar deu um pulo ao ouvir o grito. – Não vou fazer! Eu já disse que eu não quero isso.

-Mas o que? – Solar olhou confusa para a porta e finalmente abriu no meio de gritos.

-Podias não ser egoísta uma vez na vida?

-Não! – Solar ouviu o ruido, mas a única coisa que viu foi uma almofada branca atingir seu rosto.

-Ops. – Byul disse vendo o que tinha feito.

-Agora sim, tu te meteste em sarilhos. – O rapaz disse tão assustado quanto Byul.

-Estou feita…

-Bem ela está aqui agora, por isso ela é toda sua doutora voltarei em outra altura. – O rapaz disse quase sem olhar para a médica diante de si, correndo porta fora.

-Me vais deixar assim Minhyuk? – Byul perguntou, seu irmão se virou para a olhar. – Tu és o pior irmão de todos.

-O quê? – Ele riu. – A boa doutora está ai para o chek-up! Vou pesquisar enfermeiras no Google tchau. – Disse de sorriso sínico.

-Ahem. – Byul estava perto da porta, a médica estava por detrás dela, e levou uns minutos para ter coragem de olhar a mulher atrás de si.

-Bem…- Fechou os olhos abraçando a almofada.  - Estou terrivelmente arrependida, por o que aconteceu.

-Por favor, tenha em conta que hospitais são destinados a ser lugares silenciosos. – Falou séria, e logo a jovem diante de si abriu os olhos para a encarar.

-Você é a doutora de esta manhã! Fugiu antes de eu lhe poder fazer a pergunta.

-Ah…- A mais velha fez uma careta. – Tu te lembraste de mim.

-Mas doutora e o dr.Jimin? O médico que me viu primeiro.

-Ele está ocupado neste momento. – Foi breve na sua explicação deixando Byul insatisfeita.

-Não me diga que está aqui para fazer mais testes. – Abraçou mais almofada, sem vontade de ser examinada. – Estou cansada! Mesmo antes de chegar aqui, fui picada, furada, já estou moída pelo corpo todo…- Subiu para a sua cama e se colocou de costas. – Outro médico outro exame, estou cansada disso.

-Não é nada mais, apenas um exame de rotina.

-Está bem…- Byul suspirou. – Continue.

-Sobre a nossa pequena colisão de antes…- Pegou na ficha para a poder verificar. – Estás ciente das consequências da tua situação? É muito perigoso ficar estressada desse modo. Deixar com que as tuas emoções te controlem, podem afectar severamente o modo como o teu coração reage.

-Eu sei. – Se virou de frente para a Solar, mas ainda com almofada em seus braços. – Não é como se eu quisesse ficar estressada, se não fosse pelo idiota do meu irmão mais velho que me está sempre a incomodar.

-Não me surpreenda que ele faça isso, és o modelo perfeito da pobre moça doente, sempre sendo mimada pelos pais, eles se queixando de todos os caprichos da filha, apenas para a ver crescer sendo uma menina mimada. – Disse em seu tom calmo e frio. – Tudo porque eles têm medo de agravar a situação dela.

-E depois? – Se virou escondendo o rosto de Solar. – Não sou egoísta sem razão. – O seu tom de voz começava a mudar a soar mais sensível. – Eu…eu, apenas…- Mais quebrado. – Se o idiota do meu irmão não me tivesse incomodado em primeiro lugar. – Solar pode perceber Byul chorava. – Além disso eu nem tenho um pai ou mãe, para tomarem conta de mim.

-Hey…- Disse entrando em pânico. – Eu peço desculpas não quis dizer aquilo, daquela maneira.

-A senhora doutora é apenas uma grande malvada. – Byul a olhou de olhos molhados, definitivamente naquela história de branca de neve Solar era a bruxa.

-Por favor, desculpe o meu comportamento. – Implorou até mesmo começando a tratá-la formalmente.

-Não! Eu não a vou desculpar. – Resmungou. – A doutora é malvada e vou fazer queixa de si.

-Isso não foi mesmo de propósito. – Dizia sentindo se mal, mas passou quando Byul a olhou de sorrisinho.

-Eu a posso desculpar, mas com uma condição. – Solar erguei sua sobrancelha ao escutar. – Me dê uma refeição.

-Ok, ok…- Levantou as mãos se rendendo. – Está bem, te darei algo como um pedido de desculpas. Mas isso terá que ficar para outro dia, já está tarde agora.

-Você é a médica mais simpática do mundo.

“Acho que escorreguei em grande, tem mais desta pequena fedelha que os olhos podem ver.”

-Certo! – Cruzou os braços. – Agora está tudo esclarecido, vou continuar com o check-up, ok? – Byul se sentou enquanto Solar colocava o estetoscópio. – Se pudesse abrir a sua blusa. 

-Ok. – Byul retirou seu casaco de lã e abriu a sua blusa, seu rosto tinha mudado, ela tinha claramente ficado mais triste.

-Não vai demorar muito. – Solar prometeu começando o exame, a cada batida que ela ouvia, olhava o rosto da mais nova, tão cheio de vida para pura tristeza.

-Certo, agora respire fundo e devagar…- Pediu enquanto o peito quase nu, subia e descia. – Devagar. – Pedia enquanto Byul reclamava como quase um gemido de dor, Solar tentava se focar apenas nas batidas, mas algo a incomodava.

-Doutora, quanto tempo mais isso vai levar? – Solar corou com a pergunta, vendo que se tinha perdido no tempo.

-Desculpe. – Retirou o estetoscópio de seus ouvidos. – Está tudo. – Colocou as mãos nos bolsos da sua bata e sorriu com simpatia. – Pelo som, ainda está dentro da margem normal, por isso não tem nada com que se preocupar. Apenas tenha a certeza que vai se cuidar e descansar o bastante.

-Não se esqueça daquela refeição de graça que me prometeu. – Seu olhos brilharam com o pedido. – Pode ser na hora do almoço de amanhã? Estarei esperando por você.

-Sim, sim, não me vou esquecer, prometo. – Disse saindo.

“Que diabos aconteceu? Mas que merda…agora mesmo, por um momento, porque eu me senti como...”

Colocou a mão em seu peito, enquanto se perdia na voz da sua mente.

“Foi quase como se eu pudesse ouvir o bater …não, nem pensar! Impossível”



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