1. Spirit Fanfics >
  2. Puníceo como os tons de Marte >
  3. Vermelho vivo vibrante;

História Puníceo como os tons de Marte - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


puníceo
adjetivo
1.
relativo a Cartago; púnico, cartaginês, peníceo.
2.
frm. de cor vermelha brilhante; escarlate, purpúreo, púnico.
"as p. rosas"

Capítulo 1 - Vermelho vivo vibrante;


Fanfic / Fanfiction Puníceo como os tons de Marte - Capítulo 1 - Vermelho vivo vibrante;



Seus toques se assemelham às cores de Marte, quentes. 



  — Você é uma equação complicada, não consigo descobrir quando é maior ou menor que zero, muito menos quando é igual. 


 Esse era o jeito mais simples e perfeitamente romântico, que Kim Jongdae usava para descrever os momentos difíceis de lidar com sua esposa e, felizmente ela conseguia compreender. 


 A mulher de cabelos incrivel e naturalmente alaranjados – quase vermelhos –, olhava atentamente o homem à sua frente, mordendo o lábio para impedir o riso preso em sua garganta que insistia em sair. Ele era um homem incrível, beirava a impossibilidade, vulgo perfeição. Era fácil fazê-lo sorrir, muito mais fácil ainda era irritá-lo. 


  — Querido, não fique assim.  — pediu tocando os ombros largos do marido que soltou um resmungo.  — Infelizmente, não consigo controlar os meus desejos. 


  Já não tinha mais controle sobre seus desejos de gestante. Era apenas o terceiro mês, a barriga mal aparecia e mesmo assim ela quase enlouquecia com os desejos repentinos e enjoos constantes. 


  — Poderia ao menos, me esperar voltar para saciá-los. — As orbes escuras fitaram-na com indignação, estava sendo quase impossível segurar a vontade de rir.  — Ao invés de dormir e perder a vontade de comer. 


  — Eu sinto muito querido. Mas, não me julgue, culpe seu filho por me enlouquecer tão cedo. 


 O moreno arqueou a sobrancelha. Ela não podia estar falando sério, ainda era um feto, bom, já estava se formando, mas não tinha culpa. 


  — Não culpe o nosso filho, ou filha. — Ela concordou, porém não com palavras, apenas balançou a cabeça. Estava ocupada abrindo o pote de Nutella, ignorando os outros doces, que horas atrás havia implorado para que ele comprasse, dentro da sacola. 


 Jongdae ajeitou-se, sentado na beirada do colchão, observando o quão adorável era sua mulher. Os longos fios de coloração exótica caiam sobre os ombros e uma mecha cobria parte do rosto, esticou o braço usando o polegar para jogá-la para trás e recebeu atenção das orbes escuros, os finos lábios rosados agora estavam um pouco sujos com o chocolate, entreabertos, pareciam um convite tentador. Jongdae não rejeitou. Sem enrolação, deitou-se sobre o colchão, acabando com a distância entre eles e puxou-a para deitar-se sobre si, com todo cuidado. Todavia, não teve tanta delicadeza com os lábios, o chocolate os deixavam ainda mais saborosos, instigando o Kim a chupa-los e mordiscar. As mãos deslizavam pelo corpo pequeno da mulher, pelos quadris estreitos e as coxas macias, e pelos seios que já ganhavam um pouco mais de volume, apalpando e sentindo tudo com carinho. Apreciando a maciez e a temperatura da pele alheia. 


 Ela findou o beijo, respirando fundo, o marido aproveitou-se da situação e segurou-a pela nuca levando os lábios em direção ao pescoço alvo, beijando-o. As mãos pequenas, espalmadas contra o peitoral duro, subiram lentamente até o pescoço dele, tocando-o com delicadeza causando arrepios por todo o corpo. Então, deslizaram na direção oposta, adentrando por debaixo do tecido azul-marinho da camisa, os dedos finos tocaram o abdômen e subiram para o peito, firmes e ao mesmo tempo carinhosas, sentindo os músculos contraírem sob seu toque. 


 As mãos de Jongdae escorregaram, apertando os ombros, a cintura e por fim alcançando os quadris, os dedos apertaram a área carnuda. A ruiva grunhiu, aprovando o ato, moveu o quadril em círculos sobre ele. Foi a vez dele arfar. 


 O Kim, guiou as mãos até os botões da camiseta que ela trajava e, que por sinal pertencia a ele, começando do primeiro descendo sem pressa alguma até o último e então desceu as mangas pelos ombros dela, até retirar a peça por completo. Agora já tinha a mulher seminua. Com a destra, envolveu um dos seios e com outro, usou a boca. Enquanto os dedos apalparam a carne, a língua contornava o mamilo enrijecido chupando em alguns momentos. A ruiva mordia os lábios reprimindo os sons presos em sua garganta, em contradição, arqueava as costas pedindo por mais. Os dedos perdiam-se entre os fios de cabelos do Kim, os puxando para conter gritinhos de surpresa.


  — Seus toques são tão quentes, que se assemelham às cores de Marte. — Afirmou entre arfares. 


 Kim sorriu, sabia o quanto aquilo significava. Não era apenas uma comparação inusitada. Era a prova de que estava sendo bom e de que conseguia agradá-la, não só no sentido sexual, melhor dizendo, era o jeito dela dizer o quão singular ele se tornará. 


  — Quero ficar entre suas pernas e sentir o quão quente e molhada está para mim. — Sussurrou de volta contra a tez, os seios agora marcada por leves chupões e molhados de saliva.  — Deite-se para mim.


 Estava entorpecida com as carícias que receberá, mas, obedeceu deitando-se ao lado do homem que levantou-se tirando as poucas peças que vestia, a blusa preta e a calça de moletom, restando apenas a cueca boxer. Voltou-se para cama, engatinhando até estar perto o suficiente, deitou-se sobre ela usando o apoio do braço esquerdo no colchão para não machucá-la com o próprio. E então, pressionou seus lábios. Jongdae contornou o lábio inferior com a língua, antes de iniciar um ósculo intenso. Mas, não demorou muito por ali, logo estava distribuindo beijos pelo pescoço, clavícula, descendo até o ventre onde depositou o selinho mais demorado, como um sinal de carinho, não só por ela. E, só então chegou ao destino tão almejado, ajoelhou-se entre as pernas dela ainda na cama. 


 Os dedos enroscaram-se no cós da calcinha de seda, deslizando-a pelas pernas torneadas, para que ele não precisasse descer, a Kim dobrou as pernas terminando de tirar a peça, que tomou o mesmo rumo que a camiseta, o chão. Kim Jongdae não deixou de admirá-la, sua mulher era linda. 


 Subiu as mãos pelas coxas, dispensando uma ao tocá-la intimamente, com o polegar, massageava o clitóris de leve, deslizando o dedo em movimentos circulares pela carne úmida e com outro dedo, tocou a fenda também lubrificada, mordeu os lábios e segurou um gemido ao penetrar o indicador sentindo as paredes vaginais contraindo. Ela arfou e gemeu. Era um toque simplório, com o qual já estava acostumada, mais sempre era a mesma surpresa ao tê-lo em seu interior, seja com os dedos ou com o membro. 


 A ruiva estava fora de órbita. 


  — Dae..  — Resmungou em um fôlego só, os dedos apertando o lençol da cama, indicando que o orgasmo estava próximo. 


 O moreno sorriu satisfeito e retirou os dedos lambuzados, levando-os até a própria boca. Adorava o gosto dela. Mas, a mestiça não pareceu satisfeita, sua face estava corada pelo calor que sentia, mais os olhos demonstravam indignação, estava tão perto.. 


  — Não fique brava. — Pediu ele, apertando o membro por cima da boxer. Estava tão duro.  — Deixarei você gozar, mas não agora. 


 E então, beijou-a na testa. Levantou-se e caminhou até a cômodo do casal em busca de um preservativo, antes de subir na cama e tomá-la pai como nas outras vezes, livrou-se da cueca que já incomodava, vestiu o membro com o preservativo e só então retornou. 


 Com cuidado, aproximou-se beijando-a, uma mão em sua nuca e a outra usou para encaixar a glande na fenda, depois apoiou a mesma no colchão para pegar impulso. Sem pressa alguma, foi enterrando-se nela, sentindo o quão bem ela lhe recebia. O calor que transmitia. As contrações. Os gemidos. Iniciou movimentos lentos, porém, precisos, indo fundo e saindo de uma vez para voltar lentamente, até cansar-se e começar movimentos ritmados, rápidos. Os sons presentes no cômodo eram únicos:  os gemidos pidões dela, os grunhidos sensuais de Jongdae e os corpos chocando-se. 


 Não era apenas sexo, tinha sentimentos, um turbilhão de sentimentos envolvidos, o que deixava tudo ainda mais prazeroso. Principalmente no último momento, quando todo o prazer e os sentimentos se tornavam um só, em uma bomba, explodindo ao atingir o clímax. Intenso e igualmente único. 


 Ela descreveria como uma colisão entre dois meteoros, ou até mesmo, uma colisão potente, entre a lua e o sol, uma impossibilidade, cheia de energias e teorias, opostos e ao mesmo tempo iguais, como ela e Jongdae. A cientista e o professor de matemática. 


 Kim Jongdae, usaria Bhaskara sem dúvida alguma mas, buscaria o valor do prazer que ela lhe proporciona – não só o sexual – e não do x, seria algo semelhante a menos luxúria mais ou menos, raiz quadrada do turbilhão de sentimentos envolvidos e o resultado seria ela, tudo que lhe trazia satisfação tinha a ruiva. 


 Ele lhe transportava para outras galáxias. E, ela se tornava sua equação preferida, complicada e sempre exata. 




Me fita 
Que eu gosto de me enxergar
Por dentro do teu olho
É tão bonito de lá
Tem cor de Marte
E teletransporte 
Pra' galáxia que mora em você


Cor de Marte, Anavitória




Notas Finais


essa é mais uma das antigas que eu excluí para fazer umas modificações até que tivesse uma oportunidade para postar ela novamente, nada melhor que a notícia do daedae papai, não é?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...