História Punish me Daddy - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Min Yoongi (Suga)
Tags Bangtan Boys (BTS)
Visualizações 38
Palavras 1.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Capítulo 9- Flechas em Maçãs.


 — Que honra tê-los encontrados em minha passagem rápido. . - sorria misterioso, guardando as mãos no bolso dianteiro da calça, enquanto caminhava até nós — Dong Hee  me avisou sobre a visita repentina de seus queridos netos, então não demorou muito para que todos os meus compromissos em Los Angeles fossem cancelados, pois eu não perderia por nada essa oportunidade, uhm?

— O que está fazendo aqui? - Yoongi, agarrado á uma Yuna confusa, se pronunciou entredentes, roubando uma risada sarcástica e seca vinda do moreno.

— Baekhyun me convidou para uma reunião de velhos amigos, então aproveitei para vir visitar o vovô — ao pronunciamento da última palavra pude sentir o quão preciso Taehyung foi, ao lembrar dos tempos em que o conside -ramos da família, atiçando ainda mais a fúria do meu irmão — Vocês sabem, relembrar os velhos tempos em que corríamos pela clareira aqui perto, ou quando sabíamos até o último andar e brincávamos de casa abandonada. . 

— Chega Taehyung! — o cortei, agarrando a mão pequena de Yuna que me foi estendida — Já entendemos seus motivos, agora, parece que estava de saída, uhm? Precisamos ir, papai deve estar esperando. . — Puxei Yuna para longe dos dois rapazes, evitando qualquer conflito que a pequena pudesse se envolver.

Subimos as rápidas escadas até a porta principal onde dava no hall de entrada, enquanto Yoongi parecia nos seguir.

— Eu vou arrebentar a cara dele — esbravejou o castanho, nos alcançando no início das escadas — Quem ele pensa que é para se achar ao direito de vir visitar nosso avô?

Me mantive quieta até chegar na frente do quarto onde iria dividir com Yuna, esta que não havia proferido uma palavra sequer desde o início do bate-papo, algo que me preocupava já que a ruiva tinha fama de ser a tagarela em momentos como esses. Então quando nos "acomodamos" em nossa cama gigante, puxei a menor para ficar entre minhas pernas para receber um carinhos em seus fios ruivos e macios.

— Tudo bem? Fiquei preocupada, você está tão quieta. . 

— Eu tô bem unnie. .— ronronou, jogando a cabeça na direção da minha mão que a afagava.

— Muito bem, eu sou a sua unnie e sei quando você não está bem. . — ouvi o suspiro sair de seus lábios avermelhados, xeque mate! — Ou você conta. . 

— Ou. . - questionou, mesma já sabendo que meu movimento atrás de si era para poder alcançar alguma das almofadas que cobriam o colchão.

— Ou eu vou ter que iniciar uma guerra de travesseiros! — esbravejei de forma divertida, batendo em seu ombro com o travesseiro.

E então pude constatar que nunca vi tanta pena de ganso voar na minha frente, sendo possível de cobrir o topo da cabeleira ruiva alheia. A "guerra" se prolongou até sentirmos que necessitamos respirar e acalmar os nossos ânimos, nos jogando de forma desajeitada sobre o colchão coberto por penas.

Apenas nossa respiração descontrolada era possível de ser ouvida dentro daquele quarto no meio do corredor, até que a pequena resolveu abrir o jogo.

— Eu perdi muita coisa? — Seu olhar doce pousou sobre os meus — Você e o Yoongi viviam na adrenalina até anos atrás, mas tudo parece ter mudado quando eu atingi uma certa idade. . Eu perdi muita coisa, ou atrapalhei muito?

E agora a guerra parecia ser travada dentro da pobre cabeça daquela criança. Tio Yesung me contou uma vez que Yuna, em algum momento, iria nos questionar coisas que, talvez, não tivéssemos resposta quando esse momento chegasse, e bom, aquele era o momento.

Levei minha mão até a lateral de seu rosto para puxá-la para perto, e aconchegar a pequena envolta de um abraço.

— Você é a melhor coisa que já aconteceu com a nossa família, agora, nunca mais diga esse tipo de coisa, ouviu? 



                              . . . 

22:40

Vovô havia acabado de passar pela porta de casa quando decidi descer para procurar Yoongi, e eu não imaginava o quão surpreso o mais velho ficaria ao notar nossa presença.

— A quanto tempo não recebo uma visita dessas? — Deu-me um abraço caloroso enquanto terminava de fechar a porta atrás de si — Onde está Yuna?

Me afastei um pouco para poder olhar em seus olhos, e dar, com os olhos, o sinal de que a citada estava no andar de cima. Parecendo entender um pouco a situação pela forma cansada que meus olhos me faziam parecer, Dong Hee balançou a cabeça e sorriu de lado.

— Vá na cozinha e peça para Giselda fazer alguns biscoitos de chocolate. . Irei conversar com a pequena.

Ajudei o mais velho a subir o pequeno degrau que levava até as escadas, para logo em seguida ir até a cozinha. Giselda estava de costas para mim, provavelmente cozinhando alguma coisa, então decidi fazê-la uma surpresa. 

Praticamente na ponta dos pés eu me aproximei da silhueta da moça vestida com seu uniforme de empregada — o que eu particularmente achava ridículo ainda obrigarem as empregadas vestirem roupas tão vulgares para trabalharem em casas alheias — e agarrei ambos os ombros desnudos, provocando um quase acidente.

— Poxa San! Eu quase cortei o meu dedo, sua pirralha! — Giselda aperta seu indicador com o polegar destro enquanto expressava uma careta de dor — E não me mata de susto!

— Desculpa elda, eu só queria te fazer uma surpresa. . Poxa, faz tanto tempo que não te vejo. . — faço a minha melhor cara de choro na esperança de amolecer o coração frio da mais velha — Senti saudades. .

— Saudades. . Sei. .— estreitou os olhos na minha direção, ainda apertando o indicador — Mas essa saudade é da minha pessoa, ou da minha comida?

— Você sabe que é da - fui cortada pelo barulho de metal caindo no quintal, algo que despertou a curiosidade de Giselda e eu — O que foi isso?

Saímos nós duas pela porta de madeira que dava no quintal de trás, onde Papai e Taehyung brincavam de acertar flechas em uma macieira plantada aleatoriamente no quintal. Talvez o barulho de metal fosse o balde que Papai juntava do chão.

— Ei! Vem se juntar a nós, San! — O Kim acenava para mim, enquanto com a outra mão ele carregava o arco — Quem acertar mais maçãs vence! — Dizia eufórico.

Giselda voltou para dentro de casa, carregando em seu rosto um sorriso irônico enquanto mantém os olhos em mim. Me aproximei dos dois rapazes que brincavam como duas crianças, quando notei a silhueta de Yoongi apoiado em uma árvore distante. Desviei meu caminho até o meu irmão, me pondo ao seu lado.

— Por que não se junta à eles? — Questionei — Parece ser divertido. . 

— Se você acha, então porque não vai você?— Como sempre, Yoongi tinha a resposta na ponta da língua — E, eu não nenhum pouco divertido ficar acertando as pobres maçãs com a porcaria daquelas flechas. .

As vezes eu não conseguia distinguir quando o Yoongi estava falando sério — Se importando com a situação — Ou sendo irônico — Criando alguma desculpa. E dessa vez não era diferente, talvez fosse os dois, eu não sei. Meu irmão conseguia ser confuso às vezes, o que dificultava a nossa "reaproximação".

— Eu apenas perguntei, me desculpa se te feri. . — Ergui minhas mãos em redenção — Só achei que gostasse desse tipo de coisa. . 

Já que não tive resposta, me permiti voltar até onde os outros dois caras estavam, pegando um arco solto no chão e alguma flechas na mesa de madeira.

— Vamos ver se você ainda tem a manha. .— Ouvi Taehyung sussurrar perto do meu ouvido, apertando a minha cintura com firmeza — Ou será que aquela garotinha morreu junto com a inocência?

— Você sabe que não — provoquei de volta, ajustando a minha postura para poder encará-lo ainda de lado — A minha perda de inocência fez aquela garotinha amadurecer. . E eu posso provar isso. . 

— Ei vocês dois, vamos logo com isso. . — Papai gritou — Já, já o jantar vai ser servido e eu estou morrendo de fome.

— Claro papai! — sorri na direção do mais velho, piscando para o Kim antes de ir para a posição — Se eu acertar duas, vocês deverão pagar um spa pra mim. . 

— Eu faço o que você quiser por uma semana. . — Ouvi novamente a voz de Taehyung próxima ao meu ouvido — É o tempo que eu levo para relembrar os velhos tempos. . 

Dei de ombro para aquela provocação — Fala sério, ele já foi melhor nisso — e apontei o arco na direção de uma das maçãs que eu almejava acertar, e então, soltei a ponta da flecha para que ela pegasse impulso na direção da macieira, acertando uma maçã e batendo em um galho abaixo, levando mais uma junto.

— Uma semana. . — Me virei para o Kim, lhe esticando o arco — Vai ser divertido.


                                 . . . .


04:30

— Unnie. . San Hee. . — Acordei com a sensação de mãozinhas passeando pelo meu rosto, e uma voz doce no canto do meu ouvido — Acorda, eu acho que o Yoongi tá brigando com aquele cara. . 

Abri meu olhos rapidamente, vendo as orbes negras tão perto do meu rosto. Ainda estava escuro lá fora, o quarto se encontrava gelado por causa do ar-condicionado que deixei no quinze quando fui dormir. Yuna estava sentada sobre as minhas pernas, enquanto me encarava assustada.

— O que você disse? — perguntei ainda meio grogue de sono, me sentando na cama para esticar meus braços.

— Eu ouvi o Yoongi oppa gritando com aquele cara de ontem, o Taehyung. . 

Suspirei pesado, para logo em seguida bocejar ferozmente ao ponto de estar quase que gritando. Tirei a pequeno do meu colo e sai da cama, calçando as minhas pantufas e indo até a porta.

— Onde você vai? — ela questionou — Não quero ficar sozinha aqui. . 

— Eu vou ver o que está acontecendo, volto já. . — mandei um beijinho no ar para a ruiva, abrindo a porta do quarto  saindo por ela.

— Você tem consciência do que acabou de fazer? Porra Taehyung.

— Pare de gritar Yoongi, está fazendo um escândalo! Uma tempestade no copo d'água. . 

O corredor escuro era preenchido pelos gritos que vinham do quarto do Yoongi. Ao que me aproximava da porta, mais alto ficavam.

— Você sabe o que acabou de fazer? 

— Yoongi. . Por favor né, não é como se fosse a primeira vez. . 

E naquele exato instante, um turbilhão de coisas passou pela minha cabeça. Em seguida o estalo de algum vidro quebrando pôde ser ouvido de dentro do quarto, seguido de um grito histérico.

— Taehyung!



Notas Finais


...continua.


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