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História PUNK! - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: e FSouza_890


Capítulo 2 - Divulgs


EAGAN, GRANDE EUROPA

 

 

As badaladas do grande relógio do palácio real anunciavam o inicio do dia, o amanhecer as seis da manha, com o céu amarelado, as pessoas levam suas vidas de modo boêmio e acostumadas com a sociedade que vivem, em sua maioria obtusas do passado, quanto do presente. Vivendo suas vidas pacatas para sobreviver.

 

Nos diferentes espaços sociais, a vida se agita diferente, enquanto as grandes Fazendas com Cortiços iniciam o dia antes do sol raiar, com os mineradores sendo mandados novamente para debaixo da terra, enquanto outros curiosos continuam a cavoucar a terra em busca de relíquias do passado.

 

Os agricultores, já colheram os leguminosos e já montam suas feiras do outro lado da fazenda, as barraquinhas de bugigangas já estão abertas, e a prefeitura também, as lavandeiras já estão com cestos na mão esperando as madames trazerem roupas para lavar e ou costurar, enquanto outras cortiçais já estão nas saletas da prefeitura costurando tecidos, lavando e passando para mandar aos ateliês. As crianças são guiadas a escola, onde não atrapalham o trabalho de seus pais.

 

Logo ao lado a fazendo, além do gramado cercado onde ocorre a feira de comida, do outro lado, há uma ruela tortuosa, um lugar de vergonha, casebres tortos, botecos, casas de apostas e bordeis. Algumas charretes já chegam trazendo os burgueses para a feira, fazer compras ou apenas olhar as velharias encontradas.

 

Enquanto mais na cidade, a maioria dos burgueses ainda não acordou, enquanto os guardas já estão na rua, assim como os outros trabalhadores, os governantes e o governantas das casas já ordenam que cortinas sejam abertas e o café da manhã preparado, as damas acompanhantes logo se encaminham para acordar seus patrões, e assim que os mesmos estão de pé a empregada se apressa para arrumar os quartos.

 

O mesmo acontece entre os nobres e seus casarões, e assim no grande palácio real da soberana rainha Amel.

 

Vivendo uma vida, muito boêmia, e para lá de bagunçada, está Javert Hans, um historiador e diplomata mestrado, mas que de fato nunca deu uma aula, apesar de titulo de professor ser o usual para aqueles que o chamam.

 

Morando em uma garagem, entre um casebre duvidoso e uma padaria. O local possui a grande garagem ocupada por uma grande mesa ao centro, cheia de papeis e bugigangas, engrenagens e afins, com paredes lotadas de prateleiras igualmente tumultuadas de coisas. Para a direita, um corredor dá ao banheiro e uma escada sinuosa que leva a um quarto pequeno, que mais parece um verdadeiro deposito de livros, anotações e papeis em geral, o banheiro é igualmente apertado, é vergonhosamente difícil de admitir que só da para banhar-se de caneco no mesmo.

 

Vive ali de modo simples, sustentado pela realeza. Que por sinal estava na sua porta logo cedo. Arrumando e seus melhores trajes, Javert se apressa para adentrar a charrete real, conduzida por guardas da realeza até o palácio. Javert não é recebido com muita cerimônia e é logo enviado até a enorme biblioteca.

 

Ele se fascina com a mesma. Mas esses livros são relíquias proibidas, livros do passado, com segredos de um mundo que ele desconhece, ele acha uma lastima sendo historiador, e não saber o passado, tudo que devem saber aqui é sobre o fim da Guerra e como os Vitorianos reergueram a Europa das engrenagens do Big Bang!

 

– Vossa Majestade. – Ele fala, tirando o chapéu se curvando perante a rainha.

 

– Professor Hans. – Ela fala. – Por favor se aproxime. – Ele o faz sem pestanejar, a mulher circula com seu vestido pomposo amarelado uma mesinha com gavetas, tirando de dentro da mesma um pesado livro que faz um baque ao ser posto sobre o móvel. – A barreira tem se movido, e tem sido difícil para os guardas da fronteira identificar. Avançou 15 centímetros em três meses, cuja qual foi apenas notado por que um dos guardas deixou o chapéu em uma das partes, e quando voltou de sua ida, percebeu que parte do chapéu estava para o lado dos Punks.

 

– O que a senhora deseja que eu faça, Vossa Majestade?

 

– Crie um dispositivo que monitore aquela barreira de vidro deles! Eles estão avançando! – Ela diz firmemente. – Pegue esse livro se for de sua ajuda. E aqui, um saco de moedas para comprar as peças do que você precisar. – Ela diz. Saindo do  cômodo, mas deixando os guardas com ele. Javert pega o pesado livro e as moedas.

 

De volta a sua bagunçada garagem, Javert joga para longe algumas coisas da mesa colocando o livro, ele o abre, folheando, são centenas, centenas de recortes, de coisas do passado. Tecnologias do passado, cuja qual os Punks ainda usam.

 

Javert era filho de renomados advogados, porém deserdado quando entrou na Academia de Artes e Filosofia, ter escolhido historia ao invés de direito lhe custou o nome. Deserdado e desamparado teve que sair da vida fácil para trabalhar e ter um teto e comida. Felizmente seu intelecto chamou atenção de seus professores, por quem foi acolhido.

 

Mantis Hans, foi o homem que lhe ensinou tudo que sabia hoje, seu professor de história. Quando sua nomeclatura saiu para lecionar, a guerra estava ocorrendo, e Javert como todo jovem foi convocado para se alistar, foi Sênior Hans que impediu, pedindo que Javert o ajudasse em suas pesquisas reais. E trabalhando do lado de cá da guerra, Javert descobriu segredos, do mundo punk e do passado. Seu professor lhe dera livros antigos de estudiosos dos quais ele jamais ouviria falar, e jamais poderia falar, ele estudou tecnologias que faziam a tecnologia do seu mundo quase um brinquedo infantil.

 

Nomes como Newton, Descartes, Platão, eram nomes conhecidos, eles os conheciam sim, estudavam eles sim, mas nomes como Einstein, Hawking, nomes que só vira nos livros que Sênior Hans lhe dera, escondidos hoje estavam em sua casa, outros no entanto ele não fazia idéia de quem fossem, como quem era o tal de Telefone Celular.

 

Folheando o pesado livro, Javert visualiza tecnologias exuberantes, coisas inimagináveis, como um zepelim com azas simulando um pássaro! Eram coisas que sua mente jamais imaginaria possíveis. Entendia bem, que deixar as pessoas no escuro sobre a historia manteria essa sociedade em pé, mas quais segredos, o que a sociedade anterior teria, que hoje as pessoas não poderiam saber? Teria a ver com os Punk e suas armas coloridas e rápidas? Javert não sabia, lhe incomodava não saber, mas ele descobriria.



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