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História Pure - Dramione - Capítulo 19


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Notas do Autor


VOCÊS SÃO VERDADEIROS ANJOS! Eu amei cada comentário e os favoritos de vocês, muito obrigada de verdade por estarem acompanhando. Desculpem a demora, por falar nisso. Tinha prometido que voltaria hoje, mas o dia foi mais difícil do que o esperado, mas aqui estamos. Esse é mais calminho, mas porque o próximo é onde o que vocês mais estão esperando vai acontecer.
Boa leitura, amores!

Capítulo 19 - Capítulo dezenove


Draco estava deitado sobre a cama macia, observando o dossel verde escuro enquanto tentava parar de pensar em Hermione. Não sabia quanto tempo havia passado desde que voltara ao dormitório, e agradeceu internamente pelos colegas ainda estarem dormindo, porque sabia que se Blaise estivesse acordado, teria muito o que responder, e essa era a única coisa que ele não tinha naquele momento: respostas. 

“Por que diabos havia passado a noite na Torre de Astronomia, e ainda por cima com Hermione?” era o que pairava em sua cabeça. E então, como que para completar o combo, toda vez que fechava o olho, lembrava do sorriso dela direcionado para si. Bufou ao virar-se, os braços cruzados sobre o peito. Não era o momento para se deixar levar por uma leve paixonite, e muito menos de se envolver com qualquer outra coisa além da missão que o Lorde das Trevas lhe dera. Sabia que dependia do armário, mas fazia tempo desde a última vez que tentara sozinho e sabia que não podia se basear somente naquele objeto que ele não tinha certeza de que voltaria a funcionar corretamente. Lembrou-se do alvo e fechou os olhos com força: se tivesse que ficar entre duas encruzilhadas, preferia pensar em Hermione e seu perfume suave, e sobre como ela tinha o poder de acalmá-lo em qualquer situação. Deixou as lembranças vagarem para o olhar dela quando se separaram daquele último abraço antes de se despedirem, e por um momento, desejou que tudo fosse diferente, que o único problema em sua vida fosse estar sem saber o que estava acontecendo em relação a seus sentimentos para com a garota que foi ensinado a odiar. 

E realmente não entendia a necessidade que tinha de ficar perto dela, ter sua companhia e ultimamente, tê-la perto de si. Não entendia o que acontecia com seu autocontrole toda vez que estavam perto o suficiente para que seu coração acelerasse, para que sentisse a necessidade de sentir seus lábios. Provavelmente, pensou, era porque não havia estado com ninguém nos últimos meses, via nela uma forma de suprir essa carência.

Malfoy bufou outra vez e levantou-se, procurando pela toalha e uma muda de roupas limpas, jogando-as na mochila e saindo do quarto em direção ao quinto andar, trancando a porta do banheiro dos monitores ao passar. Abriu as torneiras da grande banheira e despiu-se assim que se deu por satisfeito, entrando na água quente em seguida. Fechou os olhos e se permitiu relaxar, a mente voando longe. Sabia que aqueles eram os últimos momentos para que pudesse relaxar de verdade, para que pudesse esquecer do mundo real, do mundo onde Voldemort existia. Sentiu o coração acelerar ao pensar no que estava por acontecer, e por breves momentos, pensou em seguir o conselho de Hermione e fugir, em simplesmente não aparecer na mansão durante os feriados do natal e ano novo, e deixar que isso fosse cargo de outra de pessoa, de alguém mais qualificado para matar quem o Lorde mandasse. Sabia porém que se o fizesse, sua mãe terminaria pagando por isso com a vida, e era por isso que permanecia enfrentando seus piores pesadelos todas as noites. 

Voldemort ainda não estava cravado em sua pele, mas a influência de seu poder era grande suficiente para que ele tivesse ilusões do que pudesse acontecer caso falhasse. Não se importava em morrer, honestamente. Sabia que vivo não seria de grande utilidade nos dias que estavam por vir, e tampouco se importava com Lúcio - na verdade, torcia para que ele fosse daquela maldita prisão direto para o inferno. Seu único receio sempre havia sido Cissa. Sua mãe não merecia o marido que tinha, a vida na qual havia sido colocada, não merecia ter que conviver com um monstro todos os dias de sua vida, e ela era sua motivação para encarar as noites mal dormidas e a frustração que as falhas lhe traziam, o fato de que, se ele fosse bem sucedido, ela ficariam bem. 

Draco mergulhou mais fundo antes de se dar conta que estava se tornando difícil de respirar, e quando finalmente voltou a superfície, não soube diferenciar o que molhava seu rosto: a água morna da banheira cheia de espuma ou suas próprias lágrimas. Chorou mais ainda não recordar brevemente de como Hermione havia lidado com elas no último final de semana, e desejou por alguns instantes que ela ainda estivesse do seu lado. Então chorou ainda mais por isso. Estar perto dela já era impossível antes mesmo do que acontecera no ministério no ano que se passou, e não falava apenas motivado pela queda que sempre tivera por ela. Via Hermione e sua determinação pelos corredores da escola, sempre de cabeça erguida por mais magoada e cansada que pudesse estar, via como ela sempre lidava com os problemas nos quais seus amigos a metiam, e depois das últimas noites ao seu lado, percebia que durante esse tempo todo, o que sentia era apenas inveja por saber que nunca teria algo parecido com qualquer pessoa no mundo. Claro que, ultimamente, o sorriso dela também ajudava com esse desejo de proximidade, mas agora era mais impossível do que nunca. 

Bufou de raiva ao levar as mãos aos cabelos molhados, sentindo lágrimas ainda caírem sobre seu rosto pálido e não tentou impedi-las: era melhor que fosse fraco ali, sozinho, do que na frente de qualquer um, do que na frente dos Comensais que o acolheriam como um igual em poucos dias. Quando o cansaço tomou conta, Draco sentia o corpo tremer ao finalmente mover-se para fora da banheira, as mãos roxas com o frio que lhe atingia. Secou-se e vestiu a roupa quente sem pressa, e desceu para o café da manhã logo após deixar a mochila no dormitório, já vazio. Não prestou atenção em ninguém, e comeu apenas o que seu estômago fraco permitiu, uma xícara de café ajudando a comida fazer digestão. Esbarrou em Potter ao sair do Salão Principal, reparando que ele e todo o time da Grifinória vestiam o uniforme de treino, e pensou em como sentia falta da sensação de estar em uma vassoura. Prosseguiu, porém, seu caminho até o sétimo andar e hesitou antes de adentrar a Sala Precisa, imaginando mais janelas e ventilação do que normalmente o faria e indo até o lugar que conhecia bem, colocando-se para trabalhar antes que mudasse de ideia e se arrepende-se por isso. 

(...)

No lado de fora do castelo, Harry suspirava ao entrar no vestiário, a vassoura jogada nos ombros. Tinham terminado o último treino antes dos feriados, e estava exausto; apesar de quase não ter feito nada, impedir que Ron brigasse com mais de meio time era insuportável e cansativo, e ele não via a hora de tomar um banho e descansar, longe daquela confusão toda. Observou Ginny revirar os olhos com algum comentário qualquer do namorado e lhe dar as costas, enquanto o rapaz bufava, e evitou um sorriso - apesar de saber o que aquele sentimento todo representava, não podia trazer a garota para a bagunça que era ser Harry Potter, e desejava que, apesar de tudo, ela estivesse feliz. Suspirou resignado mais uma vez e largou a vassoura no canto do vestiário, e desfez o nó que prendia a capa, guardando-a com um aceno da varinha. Não demorou muito tempo no chuveiro, e logo rumava de volta ao castelo, observando os últimos raios do sol forte no horizonte, colorindo o céu de laranja. 

— Por que demorou tanto? — Ron apareceu ao seu lado, as mãos enfiadas no bolso e o cachecol envolto no pescoço.

— Não demorei, acho que você fugiu antes do tempo. — respondeu, dando de ombros. Observou que o amigo cuidava os cantos de onde passavam, como se fugisse de algo, e realmente o fazia. — Por que continua com isso? 

— Eu até gosto dela, mas sei lá cara, Lilá só é meio… grudenta. 

— E ela não é Hermione. — pensou Harry, respondendo o amigo com um sussurro apenas. Os dois caminharam lado a lado pelos corredores, comentando sobre qualquer outra coisa além das garotas, e mal deram por conta quando chegaram as escadas principais, quase chegando ao sexto andar quando cruzaram por Malfoy, mais pálido do que o normal. 

Harry não se impediu de acompanhá-lo com o olhar, lembrando de todas as dúvidas que rondavam sua mente e perguntou-se o que ele tanto fazia quando sumia completamente. Lembrou-se que ele também evitava as aulas, e isso o deixava ainda mais curioso. Concordou com um aceno para algo que Ron disse, embora não tivesse prestado muita atenção no ruivo, e voltou a si somente quando chegaram no salão comunal, encontrando Ginny e Hermione conversando em frente à lareira. 

— Você sabe que nunca conseguiu mentir para mim, Hermione. E não é agora que vai conseguir. 

— Eu já disse a você, Ginny. Fiquei estudando até tarde, e resolvi caminhar hoje cedo. — a amiga respondeu, dando de ombros e desviando o olhar. — Não sei porque está tão desconfiada disso. 

— Uon-uon! — chamou Lilá, assim que os viu. Correu até eles e se jogou nos braços do namorado, fazendo Harry revirar os olhos e se juntar as garotas, que olhavam a cena com um deboche disfarçado. 

— Você tem ronda hoje? — Ginny questionou Hermione, assim que terminaram de cumprimentar o rapaz, abrindo espaço para ele no pequeno sofá. 

— Não, rondamos ontem. Agora estamos na escala somente depois do feriado. 

— Esbarramos no Malfoy subindo para cá. — comentou Harry, olhando para a amiga. — Como tem sido ter que passar as noites com ele? 

— Por que todas as vezes que eu converso com algum de vocês, Malfoy precisa ser um tópico de assunto? — Hermione olhou para os dois, antes de levantar e rumar ao dormitório. — Essa obsessão de vocês não vai os levar a lugar nenhum!

— Ela está escondendo algo. — Ginny comentou, assim que perdeu a amiga de vista, olhando para Harry em seguida. 

— Você acha? — questionou, olhando-a um tanto confuso. Não era do feitio de Hermione esconder coisas deles.

— Tenho certeza. E eu vou descobrir o que é. — Ginny sorriu determinada, fazendo Harry ignorar as batidas descompassadas de seu coração. — Ah se vou!

 


Notas Finais




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