História Pure Innocence - Capítulo 2


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Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Personagens Originais
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Drama, Romance, Tragedia
Visualizações 56
Palavras 2.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nestas férias terei mais tempo para escrever,provavelmente ou com certeza não terá atrasos com nenhum capítulo esse mês!!
Não tenho muito o que dizer,então.....
Aproveitem esse capítulo que eu fiz com todo amor e carinho <3
Bjsss

Capítulo 2 - Capítulo 1


Se você olhar e parar para pensar, não foram literalmente os mortos que agora andam por aí ansiando por carne humana que destruíram o mundo. Chega até ser cómico que as pessoas que criaram esse vírus acabaram por tramar a sua própria morte.

Diferente do dia anterior o céu estava limpo, como se nunca tivesse existido nenhum tipo de tempestade forte. Brian preguiçosamente saiu do carro, não antes de verificar se a área era segura para pôr os pés para fora da sua baby blue.

Deu uma olhada em volta. Algumas arvores haviam ido chão abaixo devido ao vento agressivo de ontem à noite e uma delas acabou por ficar no meio da estrada que o carro passaria se houvesse combustível.

Ouviu o ranger da porta que estava acostumado e se virou vendo Ian bocejando enquanto saia para fora do carro, ficando ao seu lado em seguida.

— Você não acha melhor...— Ian iria continuar se Brian não o tivesse interrompido de modo brusco.

O mais novo sabia o que o amigo iria dizer.

— Mas nem pensar Ian. — Negou com a cabeça. — Não podemos deixa-la aqui, seria covardia.

— Não tem outra opção, a gente busca ela depois. — Insistiu.

— Não.

Ian bufou sem paciência e puxou o rosto do amigo para que o mesmo encarasse o carro.

— Olha para Ellie. — Ian ainda segurava o rosto do rapaz com uma das mãos e Brian encarou a garota que dormia no banco de trás de seu Jeep. Não dará para ver de longe, mas se chegasse perto veria que o rosto da menina estara pálido e cansado. — Quanto tempo você acha que ela vai durar? Três dias?!Dois?! Eu não dou nem um dia Brian.

Se deu por vencido. Limpou uma reaquecido de lágrima que ameaçara a cair ao ver sua irmãzinha naquele estado e em passos apressados foi em direção ao porta malas para pegar sua mochila.

— Eu prometo que vamos voltar. — Ian comentou sabendo como seu melhor amigo ficaria.

Pegaram tudo que acharam que aguentariam carregar e Ellie saiu do carro com uma certa dificuldade para andar. Teve que ser amparada por Ian que carregava duas mochilas pesadas nas costas.

— Acha que consegue andar? — Perguntou preocupado.

— Sim tio Ian, eu só estou com fome.

A menina sorriu amarelo e andou devagar rumo a floresta, parando em frente a uma arvore para observa-la. Ian sorriu e tratou de apressar Brian que estara grudado na lateral do carro.

— Vamos Brian, solte-a. — Deixou as mochilas no chão e puxou o amigo pelo braço para que o mesmo soltasse o Jeep.

— Minha bebê. — Resmungou fungando. Brian tinha um grande afeto por aquele carro. Seu amigo Ian, diria que até meio exagerado.

— Você está chorando? — Perguntou depois de fazê-lo largar o carro e vê-lo limpar os olhos com as costas das mãos. — Meu Deus Brian, você tem problemas sérios.

— Cala a boca.

O único barulho que ouviam naquela floresta eram os galhos secos quebrando em decorre dos passos que davam. Ellie caminhava na frente insistindo em querer encontrar um esquilinho para fazer de animal de estimação.

— Conta você ou conto eu? Ela tem que saber que se encontrarmos o esquilo ele vai servir de refeição, não de bichinho de pelúcia. — Ian cochichou no ouvido de Brian, querendo que a menor não escutasse.

— Não acho que vamos encontrar um esquilo por aqui, então...

— Então a gente morre de fome. — Completou mesmo sabendo que não era isso que o rapaz ao seu lado diria. Ellie que andava na frente parou se virando. Ian tinha dito alto demais.

A menor fez um biquinho e enrugou a cara segurando o choro.

— Nós vamos morrer? — Ellie já chorava sem parar e Brian se segurou para não dar um soco na cara do rapaz que tentara se desculpar sem obter sucesso.

A garota tinha a extrema consciência de que a morte a traria de volta para matar pessoas caso morresse e sabendo disso a pequena Ellie tinha medo.

— Claro que não. — Abraçou a irmã tentando faze-la parar de chorar. Aquilo com certeza iria atrair algumas daquelas coisas. — O tio Ian só estava brincando, não é mesmo?

Brian se virou para encarar o melhor amigo, mas ao ouvir galhos se quebrando pôs Ellie atrás de si e deu alguns passos devagar para trás.

— Ok, Fiquem do meu lado. — Ian ordenou ficando em posição com a Carabina de Pressão em mãos.

O barulho ficava cada vez mais próximo deles e a garota murmurou querendo voltar a chorar enquanto estara agarrada ao casaco do irmão. O maior deles mantinha o olhar fixo numa moita e um som de uma arma destravando se fez presente, infelizmente não era a que Ian segurava.

— Ian. — Brian o chamou ao ver dois homens.

— Calma. — Sussurrou para que só o menor escutasse.

Ian direcionou a Carabina para o homem - até então desconhecido - que estara mais perto. Ninguém disse sequer nenhuma palavra, pareciam que ambos estavam esperando alguém ceder ali ou fazer algo.

— Não queremos problemas. — Por fim, o homem que havia destravado a arma se pronunciou.

— É mesmo? — Ian ousou debochar, segurando firme e pondo o dedo no gatilho.

O homem que estara mais afastado possuía uma besta em mãos e uma carranca de cão do inferno que Brian jurou que ao olha-lo teve arrepios em partes do seu corpo que nem fazia ideia que era possível.

— Porque não nós acalmamos e abaixamos as armas? — Brian se intrometeu. — Não somos animais, vamos conversar civilizadamente como pessoas racionais, por favor.

O cara da besta e Ian. Ambos pararam um segundo para o encara como se fosse algum tipo de retardado mental.

— Eu concordo. — Um dos homens – não o cara da besta – concordou abaixando a arma. — Daryl abaixe a arma.  — Se virou olhando para o carrancudo que ainda mantinha a besta apontada para Ian.

— Você confia demais.

Uma voz rouca e áspera que mais uma vez fez com que os pelos desconhecidos no corpo de Brian se arrepiarem se pronunciou.

— Ian, por favor. — O maior dos Harris pediu ainda sentindo Ellie agarrar com mais força seu casaco.

Com muita relutância o rapaz abaixou a Carabina e então um silencio se fez presente, não totalmente porque ainda podia se ouvir os soluços de Ellie.

Brian disfarçadamente analisou o homem mal-humorado. Um colete de couro acompanhado por uma blusa cinza, uma calça um tanto suja e rasgada. Porém a parte que mais prendeu a atenção do rapaz fora os músculos bem aparentes e o cabelo de uma cor negra que caía sobre a face do homem, mas que parecia não lhe atrapalhar de ver nada a sua frente.

O Harris corou ao ver que o caipira havia lhe pagado encarando.

— Eu sou o Aaron. — Um deles se apresentou com um sorriso, estendendo a mão para Ian que não fez questão de encara-lo, muito menos cumprimentar.

— Muito prazer. Eu sou Brian. — Lançou um olhar de reprovação para seu amigo e pegou na mão de Aaron. — Esse aqui é o Ian e minha irmã Ellie.

O homem que aparentava ter uns trinta anos sorriu gentil e a menor se escondeu mais atrás do corpo do irmão, de modo que ninguém a enxergasse.

— Você tem algum grupo ou acampamento? — Aaron perguntou.

— Na verdade...

— Na verdade estamos de saída e temos pressa. — Ian sorriu falso e se direcionou puxando Brian junto a Ellie para direção contrária da floresta.

Não esperaram nenhuma reação de Aaron e Daryl, apenas caminharam em passos apressados pelo matagal.

— Odeio quando você me interrompe desse jeito. — Comentou enquanto diminuíam a velocidade dos passos. Brian as vezes olhava para trás, mas os dois homens já haviam desaparecido e nesse instante deveriam estar bem longe.

— E eu odeio quando você dá de gentil nessas situações. — O amigo revirou os olhos. Iriam começar uma discussão. — Não pode confiar em ninguém Brian. Já disse isso milhares de vezes e você nunca aprende.

— Você acha mesmo que aquele homem com cara de quem comeu e não gostou iria abaixar a arma? — Soltou a pergunta no ar.

Ian parou e se virou lhe lançando um olhar zangado. O mais novo soube que a discussão acabava ali.

Andaram por alguns minutos ou talvez horas e nada de encontrarem o que tanto queriam.  - comida - Ellie estava quase desmaiando de fome e até a água na garrafa térmica já havia acabado fazia tempo.

Ficava cada vez mais difícil quando passavam por situações como essa. No começo achavam comida rápido pôr a maioria dos supermercados ainda estarem com estoques a mais, porém já havia se passado muito tempo desde o início e raramente encontrariam alimentos tão facilmente assim.

— Shii. — Ian fez sinal para ficassem em silencio e parassem. Pós a Carabina novamente em mãos e a apontou para uma arvore a sua frente.

— É um animal? — Brian sussurrou curioso e recebeu pela segunda vez naquele dia um olhar furioso de Ian. — Ok, desculpa.

O motivo do barulho finalmente mostrou as caras e Brian não pode evitar, acabou soltando uma risada.

Aquela situação não poderia ser mais engraçada do que já estara sendo e o maior dos Harris sabendo como Ian estava teve mais vontade de ri.

— Isso só pode ser sacanagem. — Ian bufou irritado abaixando a arma pela segunda vez novamente. — Está seguindo a gente?

— Não, não. — O que se chamava Aaron falou rapidamente. — Acho que foi só mais uma coincidência, é difícil encontrar uma caça por aqui.

— Tenho certeza. — Era possível ver o sarcasmo de Ian.

Brian sorriu para Aaron que retribuiu.

— Vocês saíram correndo antes de eu perguntar se não estavam com fome. — O homem comentou parecendo perceber a situação que a menina escondida atrás do irmão estara. Brian sentiu seu estomago roncar só de ter ouvido a palavra “comida”.

— Nossa, isso seria muito gentil de sua parte. — O Harris quase deu pulinhos de alegria e viu quando o homem retirou saquinhos de biscoito da mochila que carregava. — Obrigado.

— Disponha.

Ian foi o único que não fez questão de tocar nos biscoitos, ficou somente encarando o homem – Daryl – que Brian nem tinha notado a presença.

Por precaução o seu amigo guardou um pacotinho de biscoito para si e no fundo Ian agradeceu mentalmente por isso, estava morrendo de fome, porém não iria baixar a guarda na frente de desconhecidos.

Aaron parecia ter paciência para espera-los comerem, já o tal Daryl andava de um lado para o outro sem desviar sequer o olhar do que estara com a Carabina pendurada nas costas.

— Dá para parar com isso? — Brian pediu educadamente baixo ao seu amigo.

Muito antes de conseguir encontrar – se com o seu melhor amigo e Ellie depois que a doença já havia se espalhado, digamos que não foram boas as situações que Ian viveu ao trombar com outras pessoas. Tinha aprendido a lição quando acabou por resolver confiar e com isso tentava fazer Brian entender também, só que o rapaz aparentava ser bastante otimista com tudo.

— Não querem se juntar a nós? Temos bastante espaço em Alexandria. — Aaron se levantou de um tronco oco de arvore que havia se sentado. Ian desviou o olhar do caipira e semicerrou os olhos desconfiado com tamanha gentileza do outro.

— Alexandria? — Brian se mostrou interessado e seu amigo bufou já prevendo o que o mesmo pensava.

— É uma comunidade. Recrutamos algumas pessoas de vez em quando.

— E lá tem bastante gente? — O rapaz que abria outro pacotinho de biscoito para sua irmã perguntou incerto.

— Tem sim, não se preocupe vocês podem sair se não gostarem.

O maior do Harris assentiu um pouco pensativo. Seria perigoso arriscar, porém não tinham muita escolha olhando para a sua irmã Ellie, que estava a poucas horas de ficar desidratada.

— Ok, aceitamos.

Ian arregalou os olhos para ele e os dois garotos ficaram se encarando por algum tempo. Silenciosamente estavam tendo uma discussão que só Brian e seu melhor amigo entendiam.

— Espero que saiba o que está fazendo. — O rapaz comentou enquanto seguiam os dois homens. Estavam indo até um carro que o tal Aaron disse não ter estacionado muito longe.

— É simples Ian. Pegamos comida e depois vazamos. — Brian deu de ombros e se virou sorrindo para a irmã que continuava comendo os biscoitos. — Tirando o carrancudo Aaron parece ser legal.

O comentário saiu baixo - ou o rapaz pensou ter saído nesse volume - porém ao ver a expressão enfurecida que o caipira a poucos metros de distância a sua frente lhe lançou, Brian soube que deveria controlar mais o que falava.

Saíram de dentro da floresta e deram de cara com uma pequena cidade destruída.

— Maninho. — Ellie se encolheu vendo uma daquelas coisas nojentas se aproximando de onde eles estavam.

— Tudo bem. — Tentou acalmar a menina pondo ela para trás de si novamente, a impedindo de ver os errantes.

O caipira antes que Ian disparasse contra os dois mortos que cada vez se aproximavam colocou sua besta em posição e atirou. As flechas cravaram certeiramente na cabeça do que já foi uma mulher loira e na cabeça do que já foi um homem de 60 anos de idade.

— Não use a arma, vai atrair mais essas merdas. — O carrancudo disse ríspido retirando suas flechas dos crânios dos mortos.

Ian revirou os olhos e posicionou sua Carabina a disparando contra outro errante que vinha em sua direção esquerda. No fundo ele sabia que o homem tinha razão, porém já usava aquela arma algum tempo e nunca tivera problemas com horda que havia sido atraída pelo barulho. Porque bem antes dos mortos chegarem ao local Ian já não estava, mas ali.

Brian viu quando o caipira cerrou os punhos e o sorriso cínico de Ian se alargou mais.

— Para de provocar Ian. Está sendo infantil, sabia? — O amigo o repreendeu.

— Ele provocou primeiro quando apontou essa coisa para mim.

Ian aumentou o passo assim que viraram uma esquina e encontraram um carro parado coberto por uma manta térmica mofada. Aaron descobriu o automóvel e adentro o mesmo ocupando o lugar do motorista.

— Seu tio Ian é um verdadeiro idiota! — Brian comentou para Ellie que com seu jeito simples e fofo deu de ombros, com um pequeno biquinho se formando em seus lábios rosados.

Daryl não entrou no carro. O rapaz repleto de pintinhas no corpo que já estava sentado no banco de trás com Ellie ao seu lado observou o caipira indo até um canto do beco onde estavam.

— Ele foi buscar a mascote dele. — Aaron pareceu adivinhar o que Brian estava pensando e o menor permitiu que suas bochechas corassem pela segunda vez ao ser pego observando demais aquele homem.

Deram partida no carro e um certo alivio se fez presente no peito do Harris, sabia que até o momento poderia confiar neles, principalmente em Aaron.

Era bom pensar na ideia de ter um grupo, porque não queria ficar vivendo dia após dia rezando para encontrar comida, andando sem rumo ou moradia fixa. Tinha consciência do que Ian sempre contava para si, mas também não poderia ser possível que todos tinham virado verdadeiros monstros. Brian sempre tivera fé que aquele vírus ainda não havia levado totalmente as pessoas boas da terra.


Notas Finais


Até o próximo meus amores hahaha


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