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História Purifique-me (atualizada) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Ta fluindo o bagulho

Capítulo 3 - A Bela Mulher


Fanfic / Fanfiction Purifique-me (atualizada) - Capítulo 3 - A Bela Mulher

Quando abri aquela insignificante e meramente assustadora porta, vi pelos cantos de meus olhos uma esbelta silhueta masculina — era alta e magra — ele não era familiar para mim, nunca havia o visto antes em toda a minha despretensiosa vida — se bem que não lembro nem da porra do meu nome! — após eu finalmente focar meus olhos diretamente na tal silhueta, vi que era um homem de aparência formosa, era charmoso e chamaria muita atenção na rua. Analisei-o dos pés até a cabeça — ele usava uma roupa social, cara e dândi. Estava eu no banheiro de uma empresa ou o que? Deve ser um homem importante de certo modo... (Oh céus, por que diabos estou me importando com isso?).

Eu parecia calmo e severo, mas em minha mente, eu estava em pleno desespero emocional, queria sair correndo sem rumo (pra onde eu iria?), gritar ou até mesmo chorar (não posso), mas em vez disso mantive minha conduta de puro sossego. O homem abriu um belo sorriso, era alegre e até dava para sentir seu sorriso suspeito — mas encantador. Ele estendeu seus braços — o gesto era claro para mim, ele queria me abraçar — nunca havia visto aquele cara antes — pelo o que eu me lembro, claro (absolutamente nada). — mesmo assim cedi com a ação daquele cara — majestosamente estranho — pela expressão dele, provavelmente estava curioso e surpreso (talvez me conheça... eu poderia usar isso ao meu favor, ele poderia me ajudar).


 — Balthazar! Que cara é essa, rapaz?! Tu estás muito estranho! — Balthazar? Esse é o meu nome? Aceitável, aceitável... — ele parece me conhecer e um bocado! Deve ter muita intimidade comigo. Ele veio até mim, pegou-me e abraçou forte, como se não quisesse mais soltar. Quanto mais eu tentava raciocinar, mais sentia uma insuportável dor de cabeça. Desesperado, falei:

 — Quem é você? Onde estou?! — falei quase a gritar, minha dor ficava cada vez mais infernal. Ele viu meu estado, eu estava paranóico, quase ficando irracional, parecia estar prestes a desmaiar, meu corpo estava cada vez ficando mais amolecido. Ele arregalou seus olhos e me segurou com força, para não me deixar cair. — eu suponho — Comecei a ficar insconsciente e num piscar de olhos, revirei meu olhar para cima e comecei a ter muitos espasmos musculares, salivava tanto pela boca, que chegava a borbulhar saliva.


Agora, só me resta o barulho das sirenes da ambulância.


Abri meus olhos, mas eu me sentia mais confuso que antes, só lembrava de estar nos braços de um homem e de estar me desligando de tudo. Olhando aos arredores, vi que eu estava na merda de uma sala hospitalar com o mesmo cara que segurou-me enquanto eu desmaiava, e mesmo assim não me lembrava de quem ele era. — deduzo que seja algum parente ou amigo bem próximo, sei que necessito conformar-me.


 — Quem é você? E como eu vim parar aqui nesta merda? — Eu estava estressado, cansado mentalmente, com muita enxaqueca e precisava de respostas.

 — Como assim? — Quem sou eu? — Bateu a cabeça? — Ele estava boquiaberto, percebi que não era o único confuso ali. 

 — Eu não sei, porra! Eu não me lembro de nada! — Só por favor, responda-me. — Eu estava prestes a desabar, naquele momento, pensei que era melhor mesmo ter batido a cabeça — e ter morrido — mas nem isso sou capaz.

 — Balthazar, não brinque com este tipo de circunstância! Você quase me trucidou do coração! — Ele certamente é um idiota, claramente e qualquer um veria (menos ele, claro) que não estou brincando! — Puto, suspirei e levantei minha cabeça até o teto, fechando meus olhos para desligar-me daquele mundo — de merda — e concentrar-me na minha respiração — de merda.


Passara pelo menos uns 2 minutos e eu ainda me encontrava concentrado em minha respiração, porém segundos mais tarde, abri meus olhos e olhei atentamente para a porta em uma rapidez abominável. Cheguei a assustar aquele tolo com o meu movimento brusco. Senti um imenso aperto no peito — eu poderia estar infartando! Ou estar desmaiando outra vez! — coloquei a mão em meu peito, a dor era tão intolerável que cheguei a arregalar meus olhos, eu apertava tão forte meu peito que provavelmente ficaria breves hematomas (eu só queria que aquilo parasse). Na porta passara uma majestosa e jovem mulher, provavelmente à beira de seus 20 e tantos anos — uau! Sua beleza é inigualável... — fiquei a encarando, até que ela percebeu meus olhares diretos, ela retribuiu o olhar — seus olhos eram lindos, tudo era lindo naquela mulher! — ela parecia me admirar, ao ponto de parar à frente da porta. — Ela começou a fazer algumas expressões estranhas, aparentavam ser de dor.

O idiota analisou o momento e — mais uma vez sendo idiota — resolveu cortar o “lance”.

 — Vocês não se conhecem, afirmativo? — ele ergueu suas sobrancelhas arduamente. — que cara chato, pensei. — Balthazar, você conhece esta mulher? — retrucou o babaca mais uma vez. Fiquei-o encarando por um tempo — talvez ele se tocasse da merda que fez, mas não. Eu não falava sequer um “a”, apenas o fuzilava com o olhar. Até que ela se pronunciou para quebrar o clima. — seria um anjo na Terra?

 — Peço perdão, devo estar atrapalhando os senhores, não sei o que deu em mim... — Ao terminar a sua fala, começou a tossir sorrateiramente (até tossindo ela consegue ser bonita), olha para sua mão e arregala seus olhos. — “Está tudo bem?” Gostaria de perguntar, mas não quero parecer estranho...


Notas Finais


👀👩🏻‍🦰


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