História Púrpura - Uma História de Dominação - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bdsm, Dominatrix, Romance, Sexo, Submisso, Triângulo Amoroso
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Palavras 1.833
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente!!!
Como prometido mais um capítulo para vocês.

Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Púrpura - Uma História de Dominação - Capítulo 2 - Capítulo I

I  


   Os saltos de Vaiola pareciam uma de suas torturas quando chegou a sua mesa embaixo de uma tenda no Jardim florido. Bennett veio caminhando sorridente segurando a mão de Roberta. Vaiola não podia se imaginar em um vestido de noiva, mas olhando para Roberta dentro de um vestido branco rendado lhe fez repensar a submissão do matrimônio. 

  Claro que submissão não é algo longe do seu cotidiano, a algumas horas atrás estava montada às costas de um homem enquanto dava chibatadas em sua bunda. Era dominadora a tanto tempo que mal se lembrava como era ser amarrada ou amordaçada.

  

 Vaiola, quero te apresentar um amigo  Bennett fala enquanto Roberta arruma a rosa branca no bolso do terno. — Esse é o Alex, ele é de Nova Iorque.


 Alex surgiu sorridente de tras de bennett. Vaiola ficou supresa por não ter visto aquele homem ali atrás. Esticou a mão para comprimenta-lo e se surpreendeu quando Alex pegou sua mão e beijou de maneira cordial.


 Prazer em conhece-la, Bennett falou muito bem de você. 


Vaiola olhou para Bem.


 Imagino que tenha.


 O Alex arranjou um trabalho aqui, ele é jornalista e está louco pra conhecer a cidade.  Roberta diz antes de arrancar o véu do cabelo — E como eu e Bennett vamos para a lua de mel, nós pensamos que..  ela sorriu sem graça, as bochechas ficando coradas.


 Já entendi, Roberta. Podem ir tranquilos, eu cuido do garoto aqui.


 Alex sorriu.


 Ótimo. Vamos dançar Sra. King?  Bennett convida Roberta e da um beijo em sua mão.


 Claro, Sr. King.


 Alex observava o casal se afastar e nem percebeu os olhos de uma loba nele. Era bonito e isso Vaiola não podia negar, ele a lembrava Michael Early e parecia mais novo que ela e mais alto. O terno cor creme e a camisa azul combinava com a pele negra caribenha, e com o cabelo cortado em um estilo militar.

 Sim, era um belo homem. Como faria para saber se gostava de submissões ainda era uma incógnita. Logo Alex puxou uma cadeira e voltou sua atenção a mulher deslumbrante de cabelos roxos e olhos verdes a sua frente.


— É um belo casal. 

 

Vaiola olhou os noivos dançando no meio dos convidados.


 A lua de mel vai ser interessante... 


Alex riu.


 Não tinha pensado nisso. Tinha me esquecido dos habitos dos dois.


 Então você... — Vaiola faz uma pausa e seus olhos focam em um sujeito do outro lado do jardim, não conseguia ver seu rosto, mas alguma coisa puxou sua atenção a ele. 


  Champanhe, senhores?  O garçom perguntou logo que chegou próximo a mesa. Vaiola se esticou tentando ver o tal homem.


 Claro  Alex se levantou rapidamente e pegou duas taças. O garçom se afastou.  Vaiola?  a chamou entregando-lhe a taça.


O homem havia sumido com o piscar de olhos e Vaiola não conseguirá entender onde se metera. Levantou a mão com rapidez para pegar a bebida, fazendo Alex derramar champanhe em seu vestido.


— Droga!


 Sinto muito.  Alex se desculpa deixando as taças sobre a mesa e agarrando um guardanapo. Se abaixou perto de Vaiola e secou sua coxa  Me deixe ajuda-la.


 A culpa não foi sua, eu estava distraída. Pensei ter visto uma pessoa.  Ela fala se secando com outro guardanapo.  


  Alex mordeu o lábio um tanto nervoso e Vaiola percebeu. O homem mau conseguia desviar os olhos de suas pernas e estava secando mais do que precisava.

 Ela pigarreou e Alex a olhou sorrindo como um garoto.


 Você tem belas pernas.


 E você um belo sorriso.  Queria dizer bunda mas achou ofensivo demais para uma tarde de sábado.


 Obrigado. Do que você estava falando mesmo?  Alex mudou de assunto, se sentia um tanto encabulado com o elogio. Ele continuava ali abaixado com a mão no tornozelo de Vaiola.


— Acho melhor você se sentar, as pessoas podem pensar que alguém esta me pedindo em casamento.


— E isso não seria bom? 


 Nao para alguém que amarra seus namorados em barras de ferro.


Alex voltou a sorrir, mas agora parecia mais um garoto em um parque do que um homem adulto. 


 Ele não se moveu. E as pessoas ao redor olhavam incredulas. Lá se vai minha reputação pensou Vaiola.


 Então você é mesmo uma Dominatrix? 


 Nao, eu não ganho dinheiro com isso em si, sou uma dominadora.


Alex enfim se levantou e sentou uma cadeira ao lado dela.


— Não é a mesma coisa?


Vaiola  deu de ombros. Era com toda certeza a mesma coisa, mas só quem frequenta realmente sabe as diferenças básicas entre uma e outra.


 É sim.


 O Bem me falou sobre isso, eu sempre quis conhecer. Ai ele me falou de você e da mansão Chambers.


 A mansão Chambers era um lugar deslumbrante. Vaiola começou a frequentala depois da maioridade, ordens dadas por seu pai e dono do local. A mansão construída pelos pais de Vaiola tinha o intuito de fazer os praticantes de bdsm se sentirem livres. Para Charlott - mãe de Vaiola - a mansão era um refúgio para aqueles que tinham medo do que os baunilha pensariam sobre seus comportamentos. Era um espaço construído para amos e submissas, senhores e escravos sexuais, não apenas um motel como alguns chamavam.


 Imagino que voce tenha uma imagem bem especifica de mim. 


 Acredite, antes dessa festa eu tinha medo de você.  Ele diz apoiando os cotovelos na mesa.


— E agora?  Vaiola repetiu o mesmo do braço, fazendo um espelho vivo


 Curiosidade. Como é, como se faz, onde se faz... essas coisas.


Vaiola sorriu e pegou sua bolsa, retirou um cartão preto com letras prateadas e entregou a Alex.


— Vá qualquer dia depois das 18 horas. Vai ser um prazer te mostrar a casa.  ela esticou o papel mas exitou para entregar — nada de câmeras senhor jornalista!


— Podi deixar.  Alex sorriu.


 E aí vai me contar como um nova-iorquino conheceu Bennett King?  Vaiola se aconchegou na cadeira e cruzou as pernas.


Alex fingiu não notar o movimento e olhou seus olhos verdes.


 Bêbado num bar. Eu vim passar as férias na casa da minha tia e o encontrei. Ele dizia coisas como "Eu matei minha mulher e sou um covarde".  Vaiola olhou para as próprias mãos  Catherine foi o calcanhar de Aquiles dele. Ele a amava muito.


 É, ele amava sim. 


 Vaiola olhou para um passado assombroso que se misturava entre uma briga em uma reunião de amos e submissas e um enterro semanas depois. O mais estranho que de todos os quatro envolvidos, a única que não merecia e não devia ter morrido era Catherine. Isso fazia ela pensar que o destino era uma bola de neve que só aumentava e que so iria parar quando encontrasse uma árvore.


 O mais engraçado foi quando ele me ligou a três semestres dizendo que encontrou a Catharina em um bar. E alguns meses mais tarde ligou dizendo que amava a Roberta. Você não tem ideia de como minha mente ficou.


 Podi acreditar, eu passei pelo mesmo, a diferença era que eu ganhava almoços de graça pra escuta-lo.


 Com licença, será que poderia tirar esse lindo rapaz para dançar comigo?  Uma senhora com chapéu pergunta olhando para Alex.


 Vai ser um prazer — ele se levanta  Você se importa?  pergunta a Vaiola.


 Quem sou eu para impedi-lo.  Diz erguendo a taça de champanhe que sobrou  Divirta-se.


 Vaiola chamou o garçom e pegou outra taça de champanhe. Olhando ao redor parecia que era a única solitária na festa. Nessa hora sentiu saudades de Charlotte, nao sua mãe e sim a drag incrível que morava junto com ela na mansao. 

 Pegou o celular na bolsa pronta para ligar para a amiga, mas logo se lembrou que aquela altura Charlotte estaria vestida de Pedro, sentado a mesa com a família extremamente religiosa. 


"Já gritou p/ sua família que você é a melhor dançarina de WH de Londres?" 


Mandou a mensagem e deu um gole em sua bebida.


"Não, minha mãe está tentando me arrumar uma namorada. Céus, eu mau sei pegar em uma mulher!!!" 


Vaiola riu e digitou de volta:


"Mas saber agir como uma vadia."


Ela escutou Roberta gritar que iria jogar o buquê, mas ignorou qualquer pretensão sua de ir tentar a sorte.


"Falando em vadia, está se divertindo? Encontrou alguém interessante e gay para mim?"


"Interessante talvez, so não sei se ele é..."


 Púrpura ainda é sua cor.


Vaiola sentiu cada pelo de seu corpo se arrepiar quando escutou a voz grave de seu ex. Olhou para ele incrédula.


— Oliver?  Falou com a boca já seca


 Como vai, Vaiola?


***


Vaiola piscava atônita enquanto via seu ex sentado a sua frente. Estava mais lindo do que ela se lembrava. E isso era quase improvável pois pensara nele todos esses anos. Seus cabelos continuavam castanhos mas estavam mais curtos, e seus olhos agora tinham rugas discretas.


 Você não vai falar nada? Sou eu, Vaiola. Eu voltei!


Vaiola pegou outra taça de um garçom que aparecerá sem nem ao menos saber do que se tratava, deu um grande gole e pegou outra taça.


— Podi ir.


A marguerita fez seu nariz arder e ficar vermelho.


— Você nao deveria beber assim.


 Cala a boca, você não manda mais em mim. Não sou uma de suas submissas e não estou usando uma coleira!


Oliver sorriu de canto.


— Tem razão. 


Vaiola o encarou e por um momento fraco quis beija-lo, então deu outro gole na bebida.


 Eu sinto muito.


 Chega, vou embora.  Disse pegando a bolsa e dando as costas a Oliver.


Não estava pronta para um pedido de desculpas e muito menos um passado de volta.


 Gatinha, não vá, nós precisamos conversar.  Oliver fala a seguindo pelo jardim.


— Não me chama assim, droga! 


 Por que? Isso ainda soa bem nos seus ouvidos?  Vaiola parou de subto. - Porque ainda soa bem para mim.


Vaiola o olhou.


— Por que você voltou? Cansou da vida na Itália, com sua garce?


Oliver virou os olhos cansados.


 Não a chame assim!


 Então suma da minha vida  Ela murmurou com os olhos ardentes.


 Nao dá  Ele se aproximou e tocou nos cabelos de Vaiola - Sinto sua falta.


 Vaiola olhou para seus lábios e prendeu o ar.


 Tá de brincadeira que você teve a coragem de aparecer no meu casamento. — Bennett diz ríspido e zangado


 Eu vi sua foto no jornal e logo depois liguei pra sua mãe. Ela continua um amor. Serio que você tomou um tiro? Isso parece ótimo.  Oliver riu  Vem cá, cara, me dá um abraço!


Bennett olhou de canto para Vaiola e recebeu o abraço do ex-amigo.


 Onde está sua noiva? O casamento foi lindo, deu até vontade de fazer um igual.


 Pensei que você fosse casado. — Bennett contesta serrando os dentes.


Oliver olhou para Vaiola, que agora olhava perplexa para ele.


 Eu não acredito.  ela sorri nervosa  Não me procure mais.


 Vaiola olha para Bennett em despedida e sai em direção a saida deixando os homens sozinhos.







Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado e garanto que Oliver e Alex vão tretar muito.
Até quarta-feira!

Beijão! 💕


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