História Putrefação - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias One Piece
Personagens Kuina, Roronoa Zoro, Sanji, Trafalgar D. Water Law, Zeff
Tags Charlotte Katakuri, Charlotte Purin, Idiots In Love, Katakuri, Law, One Piece, Purin, Roronoa Zoro, Sanji, Sanji X Zoro, Sanzo, Sanzoro, Szs, Trafalgar Law, Zoro, Zoro X Sanji, Zorosan, Zosan, Zsz
Visualizações 68
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capa do capítulo: @pk33_com

Boa leitura.

Capítulo 9 - Despedida.


Fanfic / Fanfiction Putrefação - Capítulo 9 - Despedida.

 Após se deliciar com o maravilhoso banquete que Sanji havia preparado, para desagrado de Zoro, o loiro se aprontava para ir embora, retornar para sua adorável e amorosa esposa. Obviamente que o moreno estava com aquela expressão de poucos amigos, mesmo tentando disfarçar.

— Então... Você tem que ir mesmo? — Zoro perguntou, fingindo não se importar com a presença alheia.

— Você sabe que sim. — Sanji respondeu, calçando o sapato já perto da porta para sair e voltar para casa e deixar seu verdadeiro lar...

— Hmm...

O moreno cruzou os braços, suspirando. Queria que Sanji ficasse ali para sempre, mas aquela merda de esposa que ele tinha que voltar ainda existia e ela era um porre completo. Talvez se ele agarrasse o loiro e não o soltasse mais ele ficasse para sempre a seu lado. Hmm... Até que não era uma má ideia.

— Ou poderia vir morar aqui de uma vez por todas logo. — Sugeriu, como quem não queria nada.

— Seria meu sonho? — Sanji riu, se divertindo com a situação agradável. Se pudesse moraria ali mesmo, com toda certeza.

Ele viu um bico se formando nos lábios de Zoro, em uma clara manha para mantê-lo ali para sempre, provavelmente. Zoro apenas desejava dizer tudo o que estava pensando, tudo o que havia acontecido, mas ele ficava sempre guardando tudo para si, até explodir por completo.

E uma hora ele explodiria.

Como se odiava por ser tão covarde, tão fraco.

— Não é como se eu quisesse que você ficasse aqui mesmo ou coisa assim, também. Idiota.

Por que aquilo não era nada convincente até para quem havia falado?

— Claro que não quer.

E por que aquele maldito estava lhe provocando com um sorriso tão atraente nos lábios? Ah, maldito Sanji!

— C-cala a boca. Sua única utilidade aqui seria cozinhar, porque é a única coisa que você faz minimamente decente. — Desviou o olhar, apertando os braços cruzados e sentindo o rosto esquentar.

— “Nossa, é a melhor comida que eu já comi.” — Sanji imitou a voz de Zoro, lembrando-se de suas maravilhosas palavras quando estavam jantando. Aqueles elogios que ele soltava automaticamente eram sempre os melhores. Obviamente que a voz não ficou tão parecida, mas dava para o gosto. O importante era caçoar da manha e mostrar o quanto o outro estava sendo infantil naquele momento, Zoro sabia que Sanji era totalmente dele, mesmo que não pudesse tê-lo de outra forma.

— Eu nunca disse... I-isso... — O moreno colocou a mão no rosto, sentindo-o extremamente quente. Parecia um adolescente ridículo envergonhado na frente do cara que gostava, era tão patético. Subiu a mão para a testa até o cabelo, colocando-o para trás. Estava com a testa suada de tanto nervosismo. Maldito Sanji.

“Tão fofo.” Sanji pensou, admirando todas aquelas atitudes do moreno. Era impossível não pensar em quanto Zoro ficava fofo quando agia daquela forma. Queria abraçá-lo para todo o sempre.

— Vem cá, vem. — Estendeu a mão até Zoro finalmente ceder e segurá-la, então o puxou para perto, abraçando-o pela cintura.

Sentiu as mãos grandes envolverem seu pescoço, acariciando a nuca sensível, fazendo-o soltar um baixo ruído, muito semelhante a um gemido. Suas mãos apertaram a cintura larga de Zoro, puxando o corpo para bem mais perto e colando ao seu, sentindo a temperatura exageradamente elevada daquele marimo safado.

Ouviu outro gemido escapando dos lábios de Zoro quando apertou um pouco mais a sua cintura, acabando por sorrir inconscientemente pervertido, o único problema era se lembrar que ele estava machucado e não com tesão.

— O que me irrita é que você simplesmente desistiu da sua carreira, mesmo amando isso... — Zoro disse do nada, parecendo meio aleatório a primeiro momento. Sanji pareceu confuso por alguns segundos, até compreender sobre a que ele se referia, lembrando do assunto e da provocação que estavam tendo.

— Ah... Eu não... — Tentou negar, porém faltou palavras para completar a frase, então só conseguiu suspirar derrotado. Era sua vez de ser confortado pelo maior. Sentiu os dedos se enroscando em seus cabelos, em uma carícia que lhe acalmava, carícia vinda da única pessoa que realmente conseguia lhe deixar calmo de verdade.

— Você é o melhor cozinheiro de todos, seria incrível te ver comandando um restaurante, mandando em todo mundo... — Riu baixo, sendo seguido do loiro. Provavelmente ele seria um chefe mandão mesmo. — Gritando e xingando seus funcionários que seriam tão difíceis e cabeça quente quanto você, porque não daria certo pessoas certinhas ao seu lado. Jamais.

As mãos de Sanji apertaram com força a blusa nas costas de Zoro, puxando o tecido com a ponta dos dedos. O rosto foi afundado na curva de seu pescoço, sentindo o cheiro gostoso do marimo. Aquele idiota não deveria deixá-lo naquele estado, maldito seja. Nunca iria se acostumar a receber elogios quando o assunto era o marimo.

Ser chef era o sonho de Sanji desde pequeno. Ele amava cozinhar, amava ver as pessoas felizes comendo o que cozinhava, amava receber elogios relacionados a sua comida... Infelizmente sua família o impediu de se tornar um chef e o obrigou a trabalhar no escritório, assim como os outros três irmãos trabalhavam. Por sorte, Reiju pelo menos havia conseguido fugir do pai tirano após se casar e se mudar para longe, então suas ações estavam no poder de Sanji, porque ele era o irmão mais sensato aos olhos dela e também o que ela mais amava.

— Quem sabe um dia, não é... Você vai ser meu melhor cliente?

— Hmm... Só se eu tiver meus onigiris de graça.

— Feito. — Eles riram feito bestas da situação e Sanji pôde voltar a realmente se imaginar sendo dono de algo, comandando uma cozinha e não só cozinhando por hobby como estava sendo em toda sua vida... Quem queria enganar? Aquilo era só uma ilusão. Nunca conseguiria fugir daquela empresa. — Mas e você? Vai ficar bem? — Sanji perguntou, desviando o assunto. Os lábios estavam muito próximos do pescoço, que exalava um calor maravilhoso, acabavam várias vezes tocando na pele sensível e arrancando outros gemidos quase inaudíveis de Zoro, só que esses eram de puro desejo.

— Eu vou... — Por que aquela resposta não pareceu nada confiável aos próprios ouvidos e muito menos aos ouvidos de Sanji?

— Qualquer coisa você pode me ligar... Mesmo... Nem que seja apenas para eu te cozinhar a melhor refeição da sua vida. Nem que seja quatro da madrugada. Nem que eu esteja engarrafado no meio do trânsito, eu deixo meu carro e venho correndo te salvar.

— Idiota... — Zoro riu gostoso.

As mãos deslizaram pelos ombros e braços de Sanji, até conseguir pegá-lo pela cintura e colar ainda mais os corpos, mesmo que já não fosse mais possível de tão próximos que estavam, parecia até que desejam se fundir em um único ser.

E eles continuaram ali, em silêncio, por mais bons minutos, apenas se tocando, sentindo a presença um do outro, naquele silêncio confortável e tão comum para os dois, sentiam-se tão bem...

Quando Sanji tentou se afastar, a mão apertou mais sua cintura, evitando que ele se movesse. Os dedos afundaram na pele macia, arrancando um gemido obsceno dos lábios finos e um arrepio lhe percorreu toda a espinha. Realmente não queria que o loiro fosse embora.

— Zoro...

— Só mais um minuto.

— Okay...

Acabou não sendo apenas um minuto. Dez, talvez, ou bem mais. Era tão bom sentir o calor alheio.

Queria tanto ficar ali para sempre.

Em algum momento as mãos de Sanji começaram a passear pelo corpo de Zoro, tocando os músculos não mais tão bem definidos como antes. Queria ficar mais tempo com Zoro, entretanto sua esposa poderia suspeitar de algo caso soubesse, então precisava tomar cuidado, não poderia sair da sua rotina, não podia ficar dando pistas e mudando seus horários. Ela odiava Zoro. Precisava ir embora e chegar o mais próximo do horário que chegaria do trabalho, já estava atrasado e pior, estava com o cheiro de Zoro em seu corpo.

— Marimo... Sei que pode ser muito cedo ainda, mas quando estiver pronto, não quer ir para a academia comigo? Não precisa ser todo dia, já que nem eu vou todo dia, se quiser duas ou três vezes por semana... — Sanji perguntou meio hesitante. Não sabia se era hora para aquela oferta, só queria ajudar, ficar perto de Zoro o máximo possível. Sabia que era algo que Zoro gostava. Ele era viciado em musculação, vivia na academia a ponto de frequentar diariamente e parar de um dia para o outro deveria estar sendo muito difícil para ele, talvez com Sanji lá ele conseguisse voltar aos poucos...

— Não sei... Vou pensar... — Por mais que fosse algo que gostasse de fazer, não sabia se já estava pronto para voltar para a civilização, mesmo que Sanji estivesse lá, também teria outras pessoas, provavelmente alguns conhecidos e ele queria evitar todos. — Volta aqui amanhã? Mesmo que só depois do trabalho... Alguns minutos... — Zoro pediu, liberando o aperto exagerado que fazia na cintura de Sanji, deixando o loiro ir.

— Então eu passo aqui todo dia e faço sua janta. — Ele sorriu, fazendo Zoro corar e desviar o olhar, envergonhado.

Sanji não resistiu a tanta fofura. Ele pressionou os lábios na bochecha do moreno, dando um demorado beijo de despedida que, honestamente, sentia vontade de dar naqueles lábios tão apetitosos, mas ele era casado. Infelizmente.

Zoro se afastou, sentindo o rosto ainda mais corado. Colocou a mão na nuca, coçando-a, desviou o olhar procurando qualquer ponto para olhar que não fosse aquele maldito sorriso perfeito naqueles malditos lábios que desejava tanto.

— S-se é assim, então deveria casar comigo... Logo. — Ele nem sabia como arrumou coragem para falar aquelas palavras, só que essas palavras deveriam ser ditas antes de Sanji se casar, como sempre estava muito atrasado.

— Isso é um pedido, marimo-chan? — Sanji provocou. Óbvio que era um pedido e óbvio que ele aceitaria, se não já fosse casado. Por que Zoro tinha que ser sempre tão atrasado?

— C-cala a boca, imbecil.

“Muito fofo.”

— Eu te amo, sabia? — O loiro riu, abrindo a porta para ir finalmente embora, já tendo que pensar nos problemas que teria em casa, especialmente se alguém do escritório tivesse entrado em contato com sua esposa dizendo que ele sequer apareceu no trabalho naquele dia, mesmo tendo saído cedo de casa.

— Eu não dou a mínima para o seu amor. — Era uma clara mentira, Zoro não sabia nem fingir o quão feliz ficava com aquelas palavras.

“Tão exageradamente fofo.”

— E-eu também... Sabe... A-amo...

— É claro que eu sei. — Sanji sorriu, extremamente fofo aos olhos de Zoro. Ele tinha certeza de que era um anjo.

— Cala a boca, sai daqui! — Zoro o empurrou para fora da casa e apenas deixou a porta aberta o suficiente para caber sua cabeça ali e olhar o loiro. — Seis da noite aqui, então?

— É...

— Tá...

— Hmm...

— Vai logo...

— Você não quer que eu vá. — O loiro provocou novamente, sorrindo encantador, fazendo o moreno revirar os olhos. É claro que ele não queria, mas fazer o quê?!

— Tchau, Baka Mayuge.

— Tchau, Maigo Marimo.

Zoro não fechou a porta, mas Sanji finalmente tomou seu caminho até o carro. Sentia os olhos verdes o observando até que entrasse no carro. Acenou pela janela do carro quando saiu, recebendo um sorriso totalmente perfeito do moreno, então seguiu o caminho.

O coração dos dois estava completamente acelerado, os rostos corados e a vontade de ficar juntos para sempre cada vez mais presente. Aqueles sentimentos tão impróprios para amigos e tão fortes, que jamais passavam, mesmo que muitos anos se passassem.

Como já era previsto, Sanji teve problemas ao chegar em casa, porém isso já era completamente esperado e ele sentia que merecia muito o tapa que levou da esposa por ter sumido o dia todo sem dar notícias e sequer ter ido trabalhar, mas não era como se ela se importasse com o bem-estar dele, a real questão ali era que ela sabia muito bem onde ele estava.

E com quem.

Na manhã seguinte as marcas em seu pescoço estavam ainda mais roxas e fortes, como se aquilo fosse unicamente para marcar propriedade.

Mesmo que não fosse.


Notas Finais


Como eu cansei de pedir comentários e favoritos e ninguém me ouvir, não peço mais. Quando eu desistir e abandonar ou excluir, saibam que a culpa é de vocês. -q

Espero que quem já me apoiava que continue. Acho que é só isso.

Obrigado por ler.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...