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História Qual era mesmo o acordo? - Capítulo 22


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Notas do Autor


Oiiiii! Obrigada por lerem até aqui! Esse é um capitulo amorzinho do nosso casal finalmente tendo um pouquinho de paz <3

Capítulo 22 - Você gostou do meu jeito de dar notícias?


Sesshoumaru POV

Finalmente tivemos alguns dias tranquilos. Entre a descoberta da gravidez, a perda do exame, Chiharu e a notícia de que eram gêmeos, Rin e eu mal tínhamos tido tempo de simplesmente namorar como qualquer casal normal. 

Não que eu soubesse o que um casal normal faz, mas eu esperava descobrir com ela e desde então só estávamos tendo notícias totalmente fora dos padrões para quem está namorando há apenas alguns dias. 

Eu estava aliviado por Rin ter entendido a situação que me fez perder o ultrassom, ela não era de aceitar as coisas passivamente e eu realmente esperava que não quisesse mais me ver depois disso ou que pelo menos desse um jeito de me torturar com o acontecido, mas ela parecia estar bem. Talvez fosse isso a confiança entre duas pessoas. 

Desde que ela começara a frequentar minha verdadeira casa, dormíamos juntos. Dormir com uma mulher era uma experiência que eu não tinha há muitos anos, do jeito que eu dormia com Rin, uma experiência que eu nunca tivera. Eu já gostava de observá-la dormir antes, mas agora era confortável tê-la em meus braços durante toda a noite e me mover acompanhando seus movimentos durante o sono. Eu dormia bem menos que ela, mas quando o fazia, era um sono tranquilo e preguiçoso, que dava vontade de ficar enroscado nela ao acordar.

No sábado levantamos tarde, Rin enrolou para tomar café devido ao enjôo matinal e acabamos indo procurar na internet o que ela deveria comer para amenizar aquilo. Eu pensei em mandar Naoko ao mercado para comprar as coisas, mas a própria Rin sugeriu que fossemos quando ela se sentiu melhor. 

Ela era tão pequena que quase parecia uma criança empurrando o carrinho de compras, parando ocasionalmente para tentar alcançar algum produto nas prateleiras de cima. 

- Lamen apimentado não pode ser bom para enjôo matinal. Acho que não pode ser bom pra nada. - observei

- Não mesmo, mas seus filhos querem comer isso. Vou levar dois, assim os dois comem e não brigam aqui dentro. - respondeu ela com simplicidade.

- Algo me diz que não é assim que funciona… - disse eu, achando graça daquela lógica

- Quem garante, não é mesmo? Vamos ali, acho que eu quero uns salgadinhos de lula também. - ela disse, empurrando o carrinho para a seção mais à frente.

Claramente eram péssimas escolhas, mas pelo menos ela estava interessada em comer alguma coisa, então não questionei. Apenas observei-a rodar pelo mercado alternando entre compras saudáveis e bizarras, mas não resisti e tirei uma foto dela na ponta dos pés tentando alcançar uma prateleira de iogurte.

Enquanto estávamos na fila, aquela se tornou a primeira foto dela postada por mim, com a legenda "Rin na yoga para gestantes".  Eu tinha pensado em esconder tudo aquilo mais um pouco, mas agora me preocupava mais que as pessoas não soubessem o que estava acontecendo. Quanto mais gente prestando atenção em Rin, mais testemunhas qualquer ação de Chiharu teria. 

Além do mais, no fundo eu estava compartilhando aquilo porque queria mesmo. Dentro de mim, bem discretamente, eu estava sentindo um pouco de orgulho daquela paternidade inesperada. 

Rin ergueu os olhos da tela de seu celular com um olhar zombeteiro.

- Sério mesmo? 

- Você não gostou do meu método de dar notícias? - perguntei.

- Repentino, mas na verdade eu gostei. Pena que a sua conta é fechada e não dá pra eu respostar mas eu vou fazer igualzinho no meu. - disse ela com uma animação e um risinho infantis

- Fazer o que se eu sou melhor que você nisso? - provoquei

Rin POV

Aquilo era uma surpresa. Eu não sei qual era o jogo do Sesshoumaru, mas eu estava adorando e ia jogar também. Logo chegou a nossa vez no caixa e eu acabei largando o post recém feito lá no Instagram, assim como ele. 

Sesshoumaru carregou as compras até o carro e voltamos para o seu apartamento, onde eu devorei os dois lamens apimentados enquanto assistimos um dorama que surtia em Sesshoumaru o mesmo efeito que o sol em um vampiro: ele faltava pouco gritar de agonia vendo aquele romance e eu não sabia se assistia ou se ria da cara dele, que acabava achando graça do próprio sofrimento. 

Tínhamos terminado o segundo episódio quando ele resolveu usar a carta que conseguiria livrá-lo de vez daquela história romântica.

- Sabe, acho que tem coisa melhor para fazermos… talvez botar em prática algum romance em vez de assistir. - disse ele, roçando o nariz no meu pescoço.

- Tem? Não lembro. Por favor, refresque minha memória. - respondi, me fazendo de desentendida

- Talvez um pouco disso… - disse ele, e mordiscou o lóbulo da minha orelha.

Senti meu corpo estremecer.

- E do que mais? - instiguei

- O que acha disso também? - perguntou ele, descendo sua mão e abrindo os primeiros botões do vestido que eu usava para poder tocar meus seios mais livremente.

- Eu acho que é hora de desligar a tv. - cedi, sem nunca ter tido intenção de resistir. 

 Apesar das náuseas e de estar me sentindo muito cansada ultimamente, eu também andava com a libido um pouco descontrolada e por vezes era como se eu não conseguisse me cansar de Sesshoumaru, querendo transar com ainda mais frequência. Portanto, estava incomodada com aquela semana agitada que não tinha nos dado tempo suficiente para ter o que eu queria… o quanto eu queria.  Ele, por sua vez, ainda estava descobrindo que eu não ia morrer se ele me tocasse enquanto estivesse grávida, ainda mais nessa última noite, depois de descobrirmos que eram gêmeos. Eu estava aos poucos tentando mostrar que estava tudo certo e ele podia prosseguir, mas sabia que Sesshoumaru tinha seu próprio tempo, talvez até para controlar sua força.

    Ele me beijou de maneira carinhosa porém intensa enquanto continuava a abrir os botões do meu vestido, revelando o conjunto de sutiã e calcinha que eu havia trazido na leva de compras da loja da Yuuko e estava aproveitando enquanto ainda cabiam em mim. Apesar do excesso de zelo, Sesshoumaru não pôde evitar um sorriso safado ao me ver apenas de lingerie e eu soube que, devagar, ele se soltaria.

           Deslizei minhas mãos por seu abdômen, tirando sua camisa de algodão preta que contrastava tão bem com sua pele e comecei apressadamente a tirar a calça de moletom que ele vestia junto com a cueca, até que não restasse mais nenhuma peça de roupa e eu pudesse admirá-lo completamente nu. Ajoelhada entre suas pernas, tirei o sutiã observando sua expressão de desejo e prossegui tirando a calcinha. Sesshoumaru agora mordia o lábio inferior e eu podia ver que seu membro enrijecia ainda mais com aquela visão.

 Deitei-me sobre ele e beijei sua boca enquanto roçava minha intimidade sobre seu membro, suas mãos seguravam meus quadris acompanhando e impulsionando meus movimentos. Afastei um pouco meu rosto e sorri, sentando nele devagar e sentindo o prazer de tê-lo dentro de mim enquanto Sesshoumaru fechava os olhos, inclinando a cabeça para trás e soltando um longo suspiro de satisfação que era música para os meus ouvidos.

Sesshoumaru POV

Eu estava com receio de machucar Rin e por isso andava me controlando ao máximo para não pegá-la com muita força naqueles últimos dias, porém, quando ela tomou as rédeas da situação naquela tarde eu entendi que talvez estivesse me preocupando demais. 

Ela rebolava deliciosamente e parecia estar completamente entregue ao desejo. Eu arfava e sentia o prazer tomar todo o meu corpo enquanto segurava com força seus quadris, puxando-a com força contra mim. Rin gemia e se movia mais rápido, o impacto era tão forte e sua intimidade tão quente e molhada que eu estava perdendo o controle conforme ela subia e descia.

Ela provocava, tocando os próprios seios ou descendo um de seus dedos até o ponto mais sensível entre suas pernas e se tocando ao mesmo tempo em que cavalgava, e foi então que eu cansei de me segurar. Puxei seu corpo para mais perto do meu, deitando-a de bruços na cama e pondo-a de joelhos, apoiada em seus antebraços.

Penetrei-a fundo e Rin gritava de prazer e satisfação, como se eu finalmente estivesse dando o que ela queria. Fui testando até onde podia ir e ela parecia gostar cada vez mais. Seus gemidos me davam arrepios de tesão e eu percebi o quanto estava sentindo falta de fodê-la daquele jeito. Ela gemia cheia de vontade, o meu som preferido, enquanto eu entrava e saía sentindo  clímax se aproximar.

Seu corpo tremia e eu sentia sua intimidade encharcada quando ela gozou, suspirando alto, e eu gozei logo em seguida, saindo de dentro dela devagar e olhando seu rosto quando ela caiu na cama e virou-se para mim. Sua expressão de satisfação era uma delícia, mas vê-la se transformar em uma expressão de malícia era melhor ainda. 

   Rin, minha namorada. Pronta para outra. E eu também. 

Rin POV

Aquela tarde e o próximo dia se resumiram à cama. Cama, banheira, cozinha, o tapete da sala… Sesshoumaru tinha finalmente entendido que eu não era de vidro e agora estávamos compensando o tempo perdido. Fazendo o que um casal recém formado faz: transando, vendo netflix e pedindo delivery de comida. Um fim de semana de paz em que fomos felizes um com o outro, deixando um pouco de lado todas as mil decisões que teríamos que tomar nos próximos meses.

No meu Instagram as notificações quase bugaram o aplicativo. Comentários dos meus amigos próximos, de Kagome e Inuyasha, das várias pessoas que me seguiam por conta da loja e agora de muitos desconhecidos que aparentemente tinham chegado ali porque Sesshoumaru estava sutilmente marcado na minha barriga e, como eu havia esquecido, ele era uma espécie de socialite youkai. Realmente, era um prato cheio, já que ele não era muito de se expor. Eu não queria ficar conhecida por estar com Sesshoumaru, mas por outro lado era bom assim, pois eu não tinha que me dar ao trabalho de comunicar uma a uma todas as pessoas que eu conhecia sobre minha nova situação.

No domingo à noite, fui para casa pois tinha aula no dia seguinte. Como eu ainda estava tendo muitas náuseas matinais, Sesshoumaru achou melhor que Nobuo ficasse à minha disposição enquanto ele ficaria com um carro extra de seu pai.

Os dias seguiram nessa rotina. Eu ia para casa dele algumas vezes na semana e no resto do tempo Nobuo me levava para as aulas e eventuais consultas. Eu ficava desconfortável tendo um motorista me esperando na porta da faculdade, mas era mesmo a melhor maneira de eu me manter estudando. Ainda assim estava difícil, já que eu andava perdendo muitas aulas por não me sentir bem, mas seguia firme na ideia de terminar o semestre e só trancar por pouco tempo após os bebês nascerem. Até então o meu plano estava… péssimo. Atolada em matérias e trabalhos atrasados, além de encomendas da loja e um cansaço monstruoso. 

No entanto, não podia dizer que não estava feliz. Era tudo novo e assustador, além de uma mulher com quem meu namorado transou por uns tempos desejar abertamente a minha morte, mas nem isso alterava o amor que crescia em mim dia após dia, por dois bebês e um youkai de cabelos prateados. 

Sesshoumaru POV

Minha conta no Instagram era bloqueada, eu não seguia muita gente e nem aceitava que muita gente me seguisse, mas as pessoas que estavam ali eram todas decisivas. Membros do clã, amigos próximos, parceiros de negócios. A foto de Rin foi incessantemente curtida por todos eles e os comentários todos expressavam um choque bem humorado por ela ser humana ou nos davam educadamente os parabéns. Inclusive a “mini Higurashi” recebeu um comentário do meu pai, agradecendo por me aturar. Gentil.

Todos sabiam da minha resistência em me envolver, ainda mais com não-youkais, mas as reações pareciam boas até o momento, o que era muito útil para o meu plano de proteger Rin através da simpatia e da lealdade alheia. No entanto, nem todos os comentários eram educados ou divertidos. Chiharu se absteve de qualquer interação, mas um outro comentário indicava que eu teria dor de cabeça.

@inukimioficial Obrigada por dividir a notícia com a sua querida mãe! A felicidade de ter mais um hanyo na família não cabe em mim.

Minha mãe.

Vivendo a duas quadras da minha casa, eu a estava evitando ao máximo desde que Rin entrara na minha vida. Até éramos próximos antes, mas eu não estava com paciência para julgamentos e acabei mantendo-a fora disso. Eu poderia tê-la comunicado antes, mas não é como se eu me importasse tanto assim com sua opinião. As alfinetadas viriam de um jeito ou de outro. Por enquanto, ela só precisava deixar Rin em paz.

E realmente ela deixou, pelo menos pelas semanas seguintes. Só pelas semanas seguintes. 

 



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