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História Qual o seu desejo? (JIKOOK,KOOKMIN) - Capítulo 45


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Notas do Autor


Desculpa se houver erros.



Boa leitura

Capítulo 45 - Adoro esse som


Fanfic / Fanfiction Qual o seu desejo? (JIKOOK,KOOKMIN) - Capítulo 45 - Adoro esse som

Assim que chegamos ao circuito, encontramos beto na entrada. Ele me cumprimenta e me diz para esperar meu pai na reta dos boxes. Explico a Jungkook como chegar lá e ele brinca comigo, dando aceleradas que me fazem gritar e me segurar nele. Ao chegarmos aos boxes, ninguém está lá. Descemos da moto e fico olhando para ela. É linda.

— Quer que eu te ensine a usar?

Sua pergunta me surpreende e eu reajo como uma criança.

— Hummm, não sei.

— Tem medo?

— Nããããão.

— Então qual é o problema?

O sol bate direto no meu rosto e eu pisco um olho para enxergar Jungkook melhor.

— Tenho medo de cair e de estragar ela.

— Não vou te deixar cair — responde com segurança.

Isso me faz sorrir. Esse é Jungkook, um homem seguro.

Por fim, incentivado por ele, subo na moto. Olho ao redor e vejo que meu pai ainda não apareceu. Durante alguns minutos, Jungkook me explica que as marchas estão no pé esquerdo, depois me indica como acelerar, como usar a embreagem e como frear. Em seguida arranca com a moto.

— Uau, que barulho incrível!

— As Ducati todas têm esse som assim, menino. Forte e rouco. Agora vem, engata a primeira e...

Faço o que ele me pede e a moto morre.

Com um sorriso carinhoso, ele arranca outra vez.

— Isso é como um carro, querido. Se você soltar a embreagem depressa, o carro morre. Engate a primeira, solte devagarzinho e acelere.

Me chamou de “querido” duas vezes em menos de duas horas. Uau!

Volto a engatar a primeira, solto devagarzinho e, droga!, a moto morre de novo.

— Não se preocupe. — Ri, aproximando-se de mim.

Repete tudo e desta vez eu me concentro. Engato a primeira, solto devagarzinho a embreagem e acelero. A moto começa a andar e ele aplaude enquanto dou gritinhos. De repente eu freio e a moto dá um tranco. Jungkook grita e vem correndo.

— Se você frear só com o freio dianteiro, pode cair.

— Ok.

Repetimos o processo vinte vezes e cada vez eu me saio pior. Freio pior e não me conformo. A cara de Jungkook é impagável.

— Vamos, desça da moto.

— Nããããão... Quero aprender!

— Outro dia continuamos com as aulas — insiste.

— Ah, por favor, Jungkook... não seja desmancha prazeres.

Seus olhos não sorriem. Está tenso.

— Chega, Jiminie. Não quero que você quebre a cabeça.

Mas eu já tomei gosto pela coisa e agora quero continuar.

— Só mais uma vez, por favor. Só mais uma.

Jungkook olha para mim, muito sério, mas acaba cedendo.

— Só uma vez, e depois você desce, combinado?

— Ebaaaa! Então engato a primeira e... — Ao ver seu rosto tenso, pergunto: — Vem cá, por que você está tão preocupado?

— Jiminie... tenho medo que você se machuque.

— Você fica angustiado quando não sabe o que vai acontecer?

— Fico.

— Por quê?

Sem entender minhas perguntas e com a testa franzida, responde:

— Porque preciso saber que você está bem e que não vai te acontecer nada.

Arranco de novo. Engato a primeira, solto a embreagem e acelero com cuidado. A moto vai devagarzinho e Jungkook está ao lado.

— Jungkook!

— Que foi?

— Fique sabendo que a angústia que você acaba de sentir nem se compara com a que senti por sua causa nessas duas semanas. E, agora, olha só isso!

Engato a segunda, acelero e a moto se movimenta. Ponho a terceira... quarta e saio diretamente ao circuito. Pelo retrovisor eu o vejo boquiaberto e então sorrio. Estou empolgado

por dirigir uma moto outra vez. É algo de que sempre gostei e que me proporciona liberdade. Enquanto faço as curvas do circuito de Busan, penso em Jungkook. Em sua cara de preocupação. E volto a sorrir. Eu o imagino nos boxes, sozinho e desconcertado. Acelero. Saio da pista e entro nos boxes. Está sentado num degrau. Quando me vê, se levanta. Sua expressão é dura. Iceman está de volta. Mas, feliz por tê-lo feito sofrer por alguns minutos, chego até ele e freio bruscamente sem desligar o motor. Tiro o capacete e, no melhor estilo As panteras, olho para ele.

— Vem cá, Jungkook, você achava mesmo que o filho de um mecânico não sabia dirigir uma moto?

Jungkook se aproxima de mim. Parece prestes a me dizer alguma coisa não muito amigável, até que me segura pelo pescoço e me beija com verdadeira paixão. Ainda em cima da moto, eu o agarro e devoro até que escuto a voz do meu pai.

— Eu já sabia que o homem que estava correndo na pista era meu bebê.

Rapidamente me separo de Jungkook. Pisco para ele, o que o faz sorrir, e me viro na direção do meu pai.

— Pai, esse aqui é um amigo meu. Jeon Jungkook.

Meu pai sorri e o examina de alto a baixo. Sei que ele sabe que esse é o homem que não sai da minha cabeça. Jungkook dá um passo à frente e apertam as mãos com força.

— Prazer em conhecê-lo, senhor Park.

— Me chame de Yoo, rapaz, ou terei que te chamar por esse sobrenome esquisito que você tem.

Ambos sorriem e sei que foram com a cara um do outro. Depois, Jungkook olha para mim e se dirige ao meu pai:

— Yoo, o senhor tem um filho meio mentiroso. Tinha me dito que não sabia dirigir moto e, depois de me fazer ensinar a ele como usar a embreagem, saiu disparada como uma flecha.

— Você disse isso a ele, seu sem-vergonha? — meu pai brinca.

Confirmo com a cabeça, achando graça.

— Jungkook, meu bebê foi campeã de motocross de Busan por vários anos e, hoje em dia, continua ganhando prêmios.

— Sério?

— Aham — eu digo, divertindo-me.

Durante um tempo, Jungkook e meu pai ficam fazendo graça e eu entro na brincadeira. Estou diante dos dois homens que mais amo na vida e isso me faz feliz. Alguns instantes depois, meu pai começa a andar e volta em nossa direção.

— Me acompanhem, crianças.

Quando vou seguir meu pai, Jungkook me agarra pela cintura e me puxa para si.

— Bebê, você é uma caixinha de surpresas.

Pisco para ele e finjo lhe dar um soco na barriga que o faz rir.

— Cuidado com o olho, porque também fui campeão regional de caratê.

Eu o escuto assobiar, surpreso, quando meu pai diz ao entrar num boxe:

— Olha o que preparei pra você.

Bem na minha frente está a moto com a qual ganhei esses prêmios de motocross. Limpa e reluzente. Uma Ducati Vox Mx 530 de 2007. Emocionado, ando até lá e subo nela. O celular do meu pai começa a tocar e ele sai do boxe para atender. Arranco com a moto e seu som áspero ecoa ao nosso redor. Depois olho para Jungkook e digo enquanto ele dá risada:

— Já te disse que adoro o barulho forte e rouco das Ducati?


Notas Finais


Até o próximo capítulo ❤️


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