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História Qual o seu desejo? (JIKOOK,KOOKMIN) - Capítulo 46


Escrita por:


Notas do Autor


Desculpa se tiver erros.
O encrenca da relação aparece rsrs


Boa leitura

Capítulo 46 - Babaca


Fanfic / Fanfiction Qual o seu desejo? (JIKOOK,KOOKMIN) - Capítulo 46 - Babaca

Durante seis dias, meu mundo é cor-de-rosa.

Markson continua me procurando e, em sua última mensagem, avisa que sabe que Jeon Jungkook está comigo em Busan. Isso me deixa chateado. Não consigo digerir o fato de Markson estar a par da vida de Jungkook, mas decido ficar quieto. Se eu tentar explicar algo a Jungkook, com certeza a situação vai piorar.

Ele e meu pai estão se dando superbem e, embora a princípio meu pai tenha se aborrecido com ele por ter alugado um chalé, no final entendeu que somos adultos e precisamos de privacidade.

Todo dia meu pai se emociona com Jungkook. Noto que gosta dele, que o respeita e o escuta, e isso diz muito sobre meu pai. Inclusive saem juntos às vezes para pescar à tarde e voltam animados e felizes. Nesses dias, sempre que posso dou uma escapada para correr e cantar pneu com minha moto. Adoro isso e me divirto como uma criança.

Numa dessas tardes, Markson aparece com sua moto. Cruza meu caminho. Nós dois paramos.

— Você ficou louco? O que esse cara está fazendo aqui?

Irritado com sua intromissão, retiro os óculos de proteção do capacete.

— Você está passando dos limites. Não é da sua conta o que ele está fazendo aqui.

Markson desce da moto e vem até mim.

— Pelo amor de Deus, Jiminie, seu pai sabe que ele é seu chefe?

— Não.

— E quando você vai contar?

A cada instante que passa, vou ficando mais irritado.

— Quando eu estiver a fim.

Markson se move com rapidez e me segura pelo pescoço, encosta sua testa na minha e murmura:

— Jimin... eu te amo.

— Markson, não...

Sem se afastar de mim, continua falando:

— Quero você só pra mim, com exclusividade. Esse cara não gosta de você tanto quanto eu, pense nisso, por favor, e...

Dou um empurrão nele e me afasto.

— Quero continuar meu caminho, Markson. Sai da frente, ok?

— Você está me dizendo que prefere a companhia desse homem à minha? — murmura, sem se distanciar um milímetro sequer e com atitude provocativa. — Esse cara está te usando. Quando ele se cansar de você, vai te abandonar, como fez com centenas de pessoas. Pra ele você é apenas mais um, enquanto pra mim você é especial, não percebe? Pensei que você fosse mais esperto, Jimin, pelo amor de Deus.

Não quero ser cruel como ele está sendo comigo. Gosto de Markson. É um bom amigo. Mas por Jungkook sinto algo tão forte que não posso ignorar. Como fico em silêncio, ele se vira e sobe na moto, mal-humorado.

— Tudo bem. Depois não diga que não avisei.

Em seguida vai embora e me deixa desconcertado e com um sabor amargo na boca.

No sétimo dia, meu pai me lembra do evento anual de motocross, num vilarejo próximo de Busan. Neste ano não estou muito a fim de participar. Prefiro curtir a companhia de Jungkook, mas, ao ver a animação do meu pai e de seus amigos para que eu participe, acabo cedendo e convenço Jungkook a nos acompanhar.

A princípio, Jungkook não sabe muito bem aonde vamos. Deixa claro para mim que não gosta de esportes radicais. Eu sorrio e minto para ele. O que posso fazer?

Mas, quando vê minha moto no reboque e meu pai junto, entende perfeitamente o que vou fazer. Sua cara é de desconforto total.

— Não quero que você faça o que eles estão falando — murmura a poucos metros deles.

— Olha, Jungkook. Pra mim o que eles estão falando não tem nenhum mistério. Pratico motocross desde os 6 anos de idade. E  continuo inteirinho.

Seu rosto e sua boca revelam a tensão que está sentindo.

— Te prometo que vai dar tudo certo — insisto. — Você vem comigo e vai ver, ok?

— Olha quem está aqui... — escuto de repente atrás de mim. — Meu lindo conterrâneo motociclista.

Me viro e dou de cara com Markson. Seu comentário não me agrada nem um pouco. Meu estômago se contrai, mas me esforço para que ninguém perceba meu constrangimento.

— Markson, esse é Jungkook. Jungkook, esse é o Markson.

Apertam as mãos um do outro, e eu, que estou no meio, vejo o mal-estar da situação. Eles se encaram. Dois rivais. Dois homens e eu no meio. 

Por sorte, meu pai bate palma e diz que é hora de irmos. Markson se ajeita e Jungkook logo me avisa que nos seguirá em sua moto. Decido acompanhá-lo. Quando meu pai, os outros e Markson entram no carro e arrancam, Jungkook me passa um dos capacetes.

— Não gosto desse tal de Markson.

— Está com ciúmes?

— Deveria estar?

Dou um beijo em seus lábios e respondo:

— Claro que não, querido.

Quando chegamos ao lugar da corrida, meu pai e os amigos começam a cumprimentar todo mundo e faço o mesmo. Conhecemos quase todos os corredores e seus acompanhantes, já que participamos do evento há tantos anos. Às dez e meia a organizadora do motocross, me entrega meu número, o 51, e informa que ao meio-dia haverá a primeira eliminatória.

Jungkook não fala nada. Só fica me observando. A cada segundo que passa, vejo a preocupação em seus olhos e tento acalmar ele. Mas, quando apareço com meu macacão vermelho de couro, as proteções, as botas, as luvas e o capacete, ele fica branco como cera.

— Pode me explicar por que está vestida desse jeito? —pergunta com irritação.

— Não estou sexy? — Sorrio.

Não responde.

— Jiminie. Não quero que você participe disso. É um esporte perigoso demais.

— Ah, que é isso! Não diga bobagem. — Sorrio de novo e tento não levar ele a sério.

Markson, que sei que estava prestando atenção na gente, se aproxima e com um sorriso falso diz:

— Vamos, lindo... vá com tudo e deixe todo mundo sem palavras.

— Com certeza — respondo.

Markson, com duas cervejas na mão, pergunta a Jungkook:

— Quer uma? — E, sem lhe dar tempo de responder, continua: — Toma. Esta é toda pra você. A outra pra mim. Eu não compartilho nada.

Seu comentário me dá uma raiva. O que esse desequilibrado está fazendo?

Jungkook não fala nada, mas consigo perceber seu desagrado enquanto Markson se dirige a ele:

— Sabia que nosso garoto é especialista em saltos e cantadas de pneus?

— Não.

— Então se prepare, porque, se você não sabia, hoje você vai ter um belo espetáculo.

Dito isso, Markson vem e me dá um beijo no rosto.

— Vamos, lindo. Manda ver!

Assim que ficamos a sós, Jungkook olha para mim, irritado.

— De onde ele tirou isso de “nosso garoto” e “compartilhar a cerveja”?

— Não sei — respondo, ainda sem conseguir acreditar no que acaba de acontecer.

Jungkook não é bobo e, assim como eu, percebeu as segundas intenções nas palavras de Markson. Respira bufando, solta uns palavrões e não olha mais para Markson.

— Você vai se machucar, Jiminie. Não sei como seu pai te deixa fazer isso.

Seu comentário me faz rir. Aponto para meu pai, que está com seus dois amigos fazendo os últimos ajustes na minha moto.

— Você acha mesmo que meu pai está preocupado?

Jungkook o observa por alguns segundos e acaba se dando conta da felicidade em seu rosto.

— Tá bom... mas o fato de ele não estar preocupado não significa que eu não deva ficar.

Sorrio, chego mais perto dele e, sem me importar que Markson nos olhe, subo numa caixa que está no chão para ficar da sua altura e aproximo meus lábios dos seus.

— Não se preocupe... pequeno. Sei o que estou fazendo.

Consigo fazer com que Jungkook esboce um sorriso. Dou um beijo nele com sabor de vitória.

— Pelo seu bem — diz, sério —, melhor você saber mesmo o que está fazendo ou eu juro que jaja te faço pagar por isso.

— Hummmm... adorei ouvir isso!

— Jiminie... estou falando sério — insiste

— Aaaaaah, já te disse... isso aqui pra mim é um passeiozinho de nada.

Não sorri. Mas eu sim.

Escuto a voz de meu pai me chamando. Tenho que ir para a pista. Dou um beijo rápido em Jungkook, desço da caixa, solto sua mão e vou até minha moto. Meu pai a acelera. Eu grito feliz e cheia de emoção, enquanto Jungkook fecha a cara.

Dez minutos depois, estou na pista com outros participantes, com a adrenalina a mil, saltando e correndo sem pensar em perigo. O motocross é uma combinação de velocidade e destreza, e as duas coisas juntas me empolgam muito. Adoro os pneus cantando nas curvas fechadas, saltar em buracos, fazer manobras ousadas e meu macacão fica cheio de lama, enquanto minha adrenalina acelera meus movimentos e percebo que estou numa boa posição na corrida. Termino entre as quatro primeiras e passo à segunda etapa.

Jungkook está branco como mármore. O que acabo de fazer e minhas ultrapassagens mal lhe deixam respirar. Mas não temos tempo de trocar nenhuma palavra, porque vou participar da próxima etapa e assim sucessivamente até restarem apenas seis participantes. Meu pai, junto com seus amigos gritam como loucos enquanto voltam a ajustar a moto. Markson, um expert em motocross, me dá umas dicas sobre os outros participantes e eu o escuto. 

Sabem que eu mando bem e que posso conquistar algum prêmio hoje. Mas não consigo deixar de procurar Jungkook. Onde está ele?

— Bebê — diz meu pai. — Jungkook voltou para pra casa.

— O quê?! — exclamo sem acreditar.

— O que você ouviu, filha. Disse que preferia te esperar na casa dele. — E murmura: — Ele estava se sentindo supermal, filha. Apesar de que agora, pensando bem, não sei se era por te ver dando saltos na pista ou por causa da presença de Markson e a atenção que ele te dava.

— Paaaaaaai — resmungo ao vê-lo sorrir.

Mas não podemos continuar falando. A próxima volta vai começar e eu tenho que ficar a postos. Minha concentração diminui, e meu humor péssimo. Jungkook foi embora e isso me deixa muito chateado. Quando a corrida começa, saio disparada como uma flecha. Salto um montinho, acelero e pulo vários buracos seguidos. Ao fim, engato a segunda e grito de felicidade.

Meu pai e seus amigos correm para me abraçar. Estou coberta de lama, mas eu os fiz vibrar novamente. Quando me soltam, é Markson quem me pega entre seus braços, de um modo totalmente aberto.

— Parabéns, lindo. Você é o melhor!

— Obrigada e me solta.

— Por quê? Jungkook por acaso não gosta de compartilhar o homem dele?

— Me solta, seu babaca, ou juro que acabo com você aqui mesmo — rebato ofendido.

Cinco minutos depois, no pódio improvisado, fico feliz ao ver meu pai e seus amigos me aplaudindo ao lado de Markson, orgulhosos de mim. Levanto o troféu e eu adoraria que Jungkook estivesse aqui.


Notas Finais


Continua...


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