História Quando a cidade dorme - Capítulo 10


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Categorias Henrique & Juliano
Personagens Henrique, Juliano, Personagens Originais
Visualizações 72
Palavras 1.158
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


DEMOREI MAS VOLTEEEIIII.

Peço mil desculpas pela demora meus amores e agradeço muito pelos comentários e mensagens.
Queria pedir desculpa pelo cap não muito grande, mas é que eu queria apenas começar á contar um pouco sobre o passado da Gabi. Logo vcs saberão certinho quem são esses personagens que eles estão citando e saberão certinho toda a história.

Bom capppp!

Capítulo 10 - Capítulo 10


P.o.v Gabriela
  Estava chegando em casa depois da escola, quando vejo tia Maria parada em frente sua casa.
    - Oi tia.- Digo sorrindo e me aproximando.
    - Oi minha querida.- Diz me olhando e solta um sorriso.- Como você está?- Pergunta me analisando depois de um abraço.
    - Estou bem e a senhora?
    - Bem também.
    - Tá esperando alguém?- Pergunto e coloco a mochila no chão, tirando a blusa da escola, ficando apenas de regata branca que ficava colada em meu corpo, amarro a blusa na cintura e prendo meu cabelo em um coque mal feito.
    - Agora não mais.- Diz olhando por cima de meus ombros, quando viro dou de cara com Henrique e Renata, de mãos dadas.
  Aquilo me irritou, mas não podia demonstrar, teria que ser paciente. Henrique me encarava com os olhos semicerrados por conta do Sol, não conseguia identificar o olhar de Renata pois estava de óculos de Sol. Ela era tão bonita, que era possível perceber minha insegurança escorrendo por meus poros quando estava perto dela, e meu ciúme também.
    - Oi sogrinha.- Diz sorrindo e abraça dona Maria, que retribui.
  Olho para Henrique, estava incomodada com aquilo, mas não poderia demonstrar.
    - Oi Gabi.- Me abraça e eu solto um sorriso fraco.
    - Já está pronta, mãe?- Henrique pergunta e ela assente.
    - Quer ir ver umas coisas para me ajudar com a decoração da fazenda, Gabi?- Tia Maria pergunta.
    - Pensei que fosse uma tarde sogra, filho e nora.- Renata diz rindo e tira o óculos para me encarar de cima á baixo. Acho que estou entendendo o ranço que Mohana tem.
    - Não tia, obrigada pelo convite.- Digo e volto meu olhar para dona Maria.- Acho que prefiro ficar dessa vez.- Olho de relance para Henrique, que coçava a nuca.- Tarde Nora, sogra e filho.- Dou uma risadinha.
    - Que pena, querida. Gostaria tanto que você fosse.- Tia Maria diz e eu olho para Renata, que praticamente me fuzilava com os olhos.
    - Seria legal se você fosse, Gabi.- Henrique se pronuncia e vejo Renata lançar um olhar o repreendendo.
    - Deixa para a próxima, tenho um almoço marcado com Gustavo.- Digo e dona Maria assente.
    - Vai passar um tempinho com seu irmão, então.- Diz e eu sorrio, me despedindo deles e pegando minha mochila.
    - Hoje vai ter um show aqui perto, se quiser ir...- Henrique diz e deixa no ar.
    - Eu vou ver tudo certinho e aviso.- Digo e ele assente, logo vou para casa.
  Ir para o show não seria uma má ideia, não seria tão tarde e eu poderia me divertir um pouco, mas não queria ir sozinha.
  Quando terminei de me arrumar, liguei para Gustavo que disse que já estava à caminho. Ouço a porta se abrindo e logo vejo meu irmão entrando.
    - Pensei que não chegaria nunca.- Digo me levantando e ele joga sua pasta no sofá.
    - Eu também.- Ele diz suspirando e eu percebo o cansaço em sua voz e em seu rosto.- Vamos?
    - Claro.- Digo e saímos de casa.
  Passamos o caminho todo rindo e falando besteiras. Chegamos no restaurante e logo fizemos nossos pedidos, quando terminamos de comer, pedi uma sobremesa, Gustavo não quis nada e eu achei isso estranho.
    - Já estou satisfeito.- Diz e sorri fraco. 
    - Ok, bota pra fora.- Digo me referindo ao que ele queria me falar e paro de comer, colocando as mãos na mesa.
    - Guilherme está vindo para o Brasil.- Diz e eu não consigo dizer nada, entrei em choque. Há tanto tempo não o via e nem ouvia falar dele.
  Sei que ele e Gustavo mantiveram contato mesmo depois do que ele fez, mas eu não conseguia, eu ainda não era capaz de perdoa-lo, não conseguiria.
  Pigarreio e o olho, logo perguntando:
    - Onde ele vai ficar?
    - Lá em casa.- Diz e eu o olho indignada.
    - Eu preciso de ar.- Digo piscando forte e logo me levanto, seguindo para fora do restaurante. 
  Entro no carro e logo o vejo entrar, ele me olha e abre a boca para dizer algo, mas eu nego e ele se cala.
  Seguimos em direção à nossa casa e quando ele parou o carro na frente, eu o olhei.
    - Eu sinto muito.- Diz e abaixa a cabeça.
    - Você não sente.- Digo e logo sinto as lágrimas se formarem em meus olhos.- Você sabe que o Guilherme morreu para mim, no dia em que nos deixou para trás, naquela casa.- Eu não consigo segurar as lágrimas que caíam.- Você sabe o quanto eu sofri com isso, você sabe, Gustavo. Sabe que ele não teve piedade, que ele olhou nos meus olhos e disse que eu era a culpada, ele me fez sentir culpa, ele fez eu me sentir um lixo, ele me destruiu de uma forma que nem mesmo o Caique havia conseguido fazer.- Limpo o rosto e suspiro, Gustavo se mantinha quieto e com a cabeça baixa.
    - Você pensa que foi fácil para mim?- Ele finalmente levanta a cabeça e posso ver seus olhos vermelhos.- Não foi fácil, Gabriela. Te ver daquele jeito, ver a mãe daquele jeito, ver Guilherme nos deixando foi horrível, mas eu superei.
    - Está aí o problema.- Digo alterada e passo a mão por meus cabelos.- Você conseguiu superar, mas eu não. Eu nunca vou superar, porque aquilo aconteceu comigo. Eu sempre vou ter receio, vou ter crises, vou pensar que poderia ter evitado, vou sentir raiva e vou ficar confusa. Sempre vou ter as mesmas perguntas rondando minha cabeça. Por que eu? O que eu fiz? Por que eu não contei antes? Por que eu sempre sou a culpada de tudo? Por que ninguém nunca me escutou? Por que não morri naquela maldita noite? Por que vocês me ajudaram se eu era mais um peso?- Digo rápido e embargado por conta do choro.
    - JÁ CHEGA!- Gustavo grita e bate no volante, me fazendo recuar um pouco.- Pare de dizer essas merdas. Você vai ter que superar isso, uma hora ou outra.
    - Eu tento, Gustavo. Você sabe o quanto eu tento.- Eu me entrego de vez ao choro.
    - Você tem que conseguir, assim como eu consegui, você tem que esquecer.- Diz e segura em minhas mãos, mas eu logo puxo-as.
  Como ele podia querer algo assim de mim?
    - Eu nunca vou conseguir ser como você, nunca vou conseguir superar como você superou.
    - Por que não?
    - Porque você não foi vítima de um estupro, eu sim.- Digo e saio do carro ás pressas.
    - Espera Gabriela.- Gustavo grita e eu saio correndo, tentando enxugar as lágrimas em meu rosto.
  Eu iria para o meu lugarzinho, na verdade, meu e de Henrique. Precisava ficar sozinha, mas quando atravesso a esquina ás pressas, ouço uma buzina e um brulho de freio, me viro e apenas sinto o baque, me sinto ser arremessada e logo tudo fica escuro.


Notas Finais


Amo vcs meus amores, e mais uma vez...me perdoem pela demora e pelo cap menor que os que eu tenho costume de fazer.
<3 <3 <3


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