História Quando a ficção se torna realidade - Capítulo 144


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Categorias Grey's Anatomy, Jessica Capshaw
Tags Calzona, Capmirez, Grey's Anatomy
Visualizações 192
Palavras 6.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui estou! Queria trazer esse capítulo pq tinha uma galera curiosa pra saber como seria a Rubi conhecendo os pais da Anne e aproveitei pra incluir unas cositas más a esse acontecimento já q não to pretendendo trazer mais capítulos bônus delas! Hehe espero q gostem, boa leitura! :3

Capítulo 144 - I think Im loving you (Bônus)


Fanfic / Fanfiction Quando a ficção se torna realidade - Capítulo 144 - I think Im loving you (Bônus)

21 de outubro

Sábado

7:30pm

Com os passos cuidadosos, medrosos, mãos cruzadas em frente ao corpo, dedos nervosos, garganta seca e coração à mil, a moça de cabelos avermelhados e olhos verdes se sente à beira de uma síncope. Sua mente trabalha incansavelmente em reproduzir os piores cenários possíveis do que pode acontecer nos próximos cinco minutos, mas não há quase nada que ela possa imaginar que a faça desistir de fazer o que está prestes a fazer. É um passo grande que vai dar esta noite e é um que ela quer dar mais que tudo.

As botas de cano curto passam pelo portão baixo da frente da casa, seguem pelo jardim, sobem três degraus e param de andar assim que chegam diante da porta de entrada. Os olhos verdes, baixos até então, se erguem para encarar a campainha e ela perde pelo menos meio minuto tomando coragem para tocá-la. “E se eu não for bem aceita?”, “E se tiver de escutar barbaridades?”, “E se tiver de correr de um pai maluco com uma arma na mão uma segunda vez? Não sei se terei sorte novamente, a bala pode ser certeira!” é tudo o que pondera a morena.

Mas tenta se convencer de que isso é bobagem, de que Anne não a convidaria para conhecer seus pais se isso fosse perigoso, logo, após seu dedo tocar a campainha, ela desce dois degraus e espera ser atendida. Mãos cruzadas em frente ao corpo novamente, dedos nervosos, garganta ainda mais seca e coração à mil. Porém, assim que a porta se abre e o rosto curioso que apareceu detrás dela se torna de um segundo para o outro feliz por vê-la ali, Rubi sente seus músculos relaxarem e um sorriso tímido enfeita seus lábios.

— Você chegou! — Anne sai de dentro de casa completamente e joga-se nos braços da outra, que com o impacto, termina por descer o último degrau também. Em cinco dias elas estarão comemorando seus primeiros dois meses de namoro e todo aquele acanhamento que tinham no início já não existe mais, pelo menos não nos níveis astronômicos que existia antes. — Confesso que por um momento achei que fosse desistir. — Diz ela se apartando da morena. — Digo, dado ao seu histórico com pais de namoradas.

— Como assim “histórico”? No geral eu me dou bem com as famílias. Só tomei tiro de UM pai de namorada! — Elas riem. — E a menos que o seu tenha uma arma pronta pra ser descarregada em mim, não há chance de eu desistir de conhecer sua família, Ann. — A babá abre um grande sorriso como sempre abre desde quando Rubi começou a usar esse apelido para chama-la e puxa as lapelas da jaqueta preta da namorada para beijar seus lábios.

— Então está pronta? Eles estão esperando. — Moreno confirma apesar do receio e sente os dedos da outra se entrelaçarem aos seus e ela começar a puxá-la para dentro.

Anne, internamente, pede para que seus pais sejam civilizados e que não magoem sua namorada com nenhuma palavra ofensiva e reflete se não foi ingenuidade da sua parte achar que não precisava dizer que estava trazendo uma mulher para casa. Sua família nunca de fato teve contato com pessoas da comunidade LGBTQ e por esse motivo ela nunca pôde descobrir a real opinião dos pais em relação a isso. Mesmo depois que sua patroa casou com outra mulher, eles nunca disseram nada, ela só não sabe se é porque não acham que tem o que falar, ou porque querendo ou não, é o dinheiro que Jessica paga à Anne que sustenta a casa deles. Mas Foster pôs na cabeça que é ridículo ela passar por toda uma “saída do armário” para apresentar sua namorada a eles se nunca precisou fazer isso quando namorava homens e algum deles durava o bastante para conhecer sua família, por isso não citou o gênero da pessoa que queria que os pais conhecessem.

Após fechar a porta, ela conduz Rubi até a sala onde Edward e Lauren, seus pais, estão sentados em suas poltronas, distraídos com algum programa de TV. Rubi sente seu coração parar no instante em que os dois pares de olhos cansados se direcionam a ela e se esforça bastante para sorrir.

— Mãe, pai, essa é a pessoa que eu queria que vocês conhecessem. — Ela olha sorridente para a mulher ao seu lado e aperta sua mão. — O nome dela é Ruby, é ela quem eu ando vendo esses últimos meses. Nós estamos namorando. E, Ruby, esses são Lauren e Edward Foster, meus pais. — Rubi engole em seco. Sente o rosto arder e um medo profundo de rejeição, mas se esforça para cumprimentar os sogros que a olham indiferentes.

— Mr. e Mrs. Foster, é-é um prazer conhece-los. — Mas ela não recebe nenhuma resposta.

Os dois se entreolham, olham para a filha, para a policial, e não abrem a boca. Quase com desespero nos olhos Rubi encara a namorada pensando que talvez seja melhor ir embora antes que esse silêncio se torne algo ainda mais desagradável e a anfitriã faz menção a incentivar os pais a cumprimentarem a moça, porém, o forno apitando na cozinha a faz desistir, pelo menos por um instante.

— Ruby, senta, eu já venho. — Os olhos da jovem quase saltam do rosto quando ela ouve essa frase e quando vê Anne se afastar mesmo que a cozinha seja ao lado da sala, mas como fugir não é uma opção, já que nenhum dos pais da babá ainda apresentou um revólver para mata-la, ela apenas obedece a namorada e senta no sofá ao lado das poltronas de Edward e Lauren, que continuam encarando-a de modo eu diria perturbado, confuso talvez.

Anne coloca as luvas térmicas nas mãos ao chegar na cozinha, abre o forno, e de lá tira uma travessa com uma bela e suculenta lasanha. Pensa se todo seu trabalho para fazê-la terá sido em vão se seus pais quiserem expulsar Rubi de sua casa, mas balança a cabeça em negação, afastando o pensamento. Se eles tivessem de fazer isso, já teriam feito. Ela coloca a lasanha sobre a bancada da cozinha, desliga o forno, e tira as luvas para voltar para a sala, recompondo-se e tomando coragem para enfrentar qualquer coisa eu possa vir de seus progenitores.

Chegando lá, encontra Moreno rodando o celular na mão, mirando o chão, e seus pais com cara de paisagem. A mulher suspira.

— Sério? Vocês não vão falar nada? Nem é tão chocante assim, vai! — Olha para um e outro, e apenas então sua mãe resolve reagir, o que faz as duas namoradas quase terem uma parada cardíaca.

— Você... está namorando uma mulher? — Indaga a senhora.

— Sim. — Responde sua filha com a voz trêmula.

— Então... é lésbica?

— Não, mãe, bi. Eu sou bissexual. Minha atração por homens nunca foi falsa, eu só descobri atração por mulheres também. — Não foi a intensão, mas sua tonalidade sai quase como se afrontasse a mãe, ela está muito na defensiva, preparada para rebater qualquer tipo de frase preconceituosa que a mulher possa vir a dizer, mas, no entanto, Lauren franze o cenho sem entender a reação da filha.

— Por que o tom agressivo? Não estou te atacando ou te julgando, apenas tentando entender, porque... isso é... novo. — E então um peso de culpa recai sobre os ombros da babá e ela abaixa a cabeça.

— Eu sei, desculpa, eu tô nervosa... — Lauren apenas deixa passar e então encara o rosto assustado da policial.

— Ela é bonita. Parece que você tem mais bom gosto para mulher do que para homem. — E mais que imediatamente Anne ergue a cabeça não evitando sorrir largamente com o coração preenchido de alívio. — Seja bem-vinda à nossa casa, querida. E desculpe se te assustamos, é que ficamos surpresos com a novidade. — Ela cumprimenta a moça e Rubi não consegue disfarçar um suspiro aliviado.

— Obrigada, e tudo bem, eu entendo. — Lauren sorri serenamente e então olha para o marido ao seu lado. Anne segue o olhar da mãe e já que Edward não fala nada pelos três segundos sucessores a isso, ela resolve instiga-lo:

— Pai? — Edward então toma uma respiração profunda e olha para a filha.

— Eu... não apoio isso. — Subitamente Rubi fica tensa e Anne põe uma expressão incrédula no rosto.

— Como é? S-só porque ela é mulher? Eu esperava muito mais de você, pai...

— O quê? — Ele parece confuso. — Não! Meu Deus, eu não disse isso porque ela é uma mulher. Filha, você namorar mulher apenas confirma o seu bom gosto. O problema é que ela é policial! — E então Foster não sabe se se sente aliviada ou confusa. — A moça foi tirar o celular do bolso e o distintivo dela me cumprimentou. — Anne olha para Rubi e a policial toca o distintivo preso no cinto de sua calça como se só agora percebesse que ele está ali. — Você não nos disse que estava namorando uma policial.

— Eu não posso tirar... — Moreno sussurra para a namorada como se se desculpasse caso sua profissão seja um problema. — Esse é o preço de me tornar a chefe dos policiais do meu departamento...

— O quê?! — Anne arregala os olhos e escancara os dentes num sorriso. — Isso é incrível, Rubs! Estou tão feliz por você! — Ela senta ao lado da jovem e segura sua mão, expressando-lhe o mais sincero orgulho. — Quando isso aconteceu? Por que não me contou?

— Eu recebi a notícia essa manhã na verdade... e eu ia contar... durante o jantar, talvez.

— Viu só? Chefe dos policiais! — O pai da babá fala como se isso fosse um problema.

— E o que é que tem demais nisso? Até parece que tem rabo preso com a polícia, seu Edward... — Anne ironiza. — Você deveria era ficar feliz! Porque ela é bem nova ainda e já tem um cargo grande desses!

— Minha querida, — Ele diminui o tom da voz e fala pausadamente: — policiais vivem em perigo. Namorar uma policial pode ser perigoso pra você, eu só não quero minha filha correndo perigo! Culpe-me por me importar...

— Ahn... d-desculpe interromper, Mr...Mr. Foster, mas eu... — Rubi se endireita no sofá ao perceber o receio do sogro. — ...eu jamais colocaria a filha de vocês em perigo. — Ela olha de relance para Anne e a babá sorri docemente. — P-pra falar a verdade, eu nem trabalho na Estação Policial, eu faço a guarda de uma juíza e esse trabalho... é noventa e nove por cento das vezes tranquilo. E minha nova posição de chefe é mais burocrática do que prática. Eu não saio pelas ruas correndo atrás de bandido, apenas quando é realmente necessário, e ainda assim, sou extremamente discreta com minhas relações pessoais no trabalho. Anne não corre perigo de nada. Eu garanto. — O senhor que passou a observá-la atento e desconfiado faz um meneio de cabeça erguendo a sobrancelha numa expressão séria e, segundo a interpretação de Rubi, reprovadora.

— Você me dá a sua palavra de que a Annie nunca correrá perigo algum com você?

— Tem a minha palavra, Sir. — A cubana fala foi mais segurança que achou que teria e no final das contas o homem acaba sorrindo e desencostando da poltrona para estender a mão em cumprimento a morena.

— Sendo assim, retiro o que disse. Eu apoio isso. Você me parece uma boa moça. Cuidadosa. Annie precisa disso, passa a maior parte do tempo cuidando dos outros, é bom que tenha alguém que zele por ela quando ela mesma não o faz. Seja bem-vinda à nossa casa. — Rubi, com um sorriso aliviado no rosto, segura e aperta a mão do senhor.

— Muito obrigada, Mr. Foster.

— Eu prefiro Ed.

— Ed. Certo. — Ela confirma.

O casal de mulheres se olha, feliz, radiante. Jamais passou pela cabeça de nenhuma das duas que as apresentações ocorreriam tão bem visto que nossas mentes preferem sempre pensar no pior, mas agora já têm a prova de que todo o seu medo não tinha razão de ser e Anne agradece mentalmente por não precisar jogar a lasanha no lixo já que ela realmente caprichou!

Logo se levanta do sofá segurando a mão da namorada e sorri largo para os pais.

— Então vamos jantar ou não? Aquela lasanha não vai se comer sozinha e vocês três não vão se conhecer se não conversarem melhor, vamos! Eu tenho certeza de que vão adorar as histórias que a Ruby tem pra contar! — Els começa a puxar a policial até a mesa de jantar, a mesma onde a pediu em namoro pouco menos de dois meses atrás, e em seguida seus pais também se levantam para acompanha-las, desligando a televisão.

***

Obviamente não podemos esperar grande desenvoltura na comunicação de Rubi Moreno no primeiro contato com ninguém, principalmente em se tratando dos pais da sua namorada. No entanto, a maneira educada com que eles a tratam faz com que tal desenvoltura não seja a pior que ela é capaz de ter. Os quatro comem a lasanha preparada por Anne entre gemidos de apreciação ao sabor, e perguntas das mais diversas possível!

Rubi acaba contando praticamente toda a sua história — como contara a Anne no boliche — a eles. Fala que imigrou da Cuba para a América com os pais, que tem uma irmã caçula da qual cuida desde seu primeiro ano de vida, fala da morte trágica dos pais, do que a levou a se tornar policial e dos poucos casos de perseguição em que se meteu quando ainda trabalhava no Departamento de Polícia de Los Angeles. Ela simplesmente conquista os dois mais velhos dos quatro e isso provoca risos contidos em Anne pois a faz lembrar do que a morena falou antes de elas entrarem: “no geral eu me dou bem com as famílias”, e ela não estava mentindo afinal.

Quanto a Ed e Lauren, além de encher a moça de perguntas sobre seu passado, presente e futuro, também fazem o que os pais fazem de melhor: constranger a filha. Contam a oficial histórias de infância da babá, de todas as vezes que saiu no tapa com o irmão por causa de um patins que duas semanas depois estava largado na garagem, de sua fase gótica no início do ensino médio — essa parte faz Rubi praticamente se engasgar com o refrigerante que toma, de tanto rir, e Anne querer se enfiar debaixo da mesa —, e até de suas manias mais esquisitas como dançar sozinha uma música que só existe em sua cabeça ou sempre conferir pelo menos quatro vezes as coisas dentro da bolsa antes de sair de casa. Rubi adora ouvir tudo, anota mentalmente cada nova coisinha que descobre sobre a namorada e a cada segundo se apaixona mais por ela.

Depois que o jantar acaba, a conversa continua na sala e onde antes havia um clima tenso, agora não há nada além de leveza. Rubi e Anne contam como se conheceram e até como foi o primeiro encontro, entre uma taça de vinho e outra, mas a parte do sexo pós brownies batizados fica de fora, assim como a noite que tiveram na casa de Anne quando ela pediu a morena em namoro. Há tempos o casal simplesmente concordou que ninguém além de quem já sabia dos ocorridos, precisava saber dessas ocasiões, especialmente os pais de Anne, porque por mais que hoje em dia o que elas fizeram não seja lá grande coisa, você há de convir que certas coisas é melhor não espalhar.

Quando o relógio marca dez e meia da noite, Foster arquiteta um plano para tirar Rubi da presença de seus pais para que as duas possam ficar a sós. Então sorrateiramente, como quem não quer nada, ela liga a TV na Nickelodeon e Full House está em reprise como ela sabia que estaria. Edward e Lauren simplesmente adoram o seriado e por esse motivo, não importa o quanto tenham gostado da cubana e queiram conversar com ela, todo o assunto que poderiam ter a mais se esvai completamente quando seus olhos batem na TV.

Anne comemora em silêncio e segura a mão da policial, tirando-a dali. Sem entender nada, Moreno apenas segue a namorada e se surpreende quando percebe que ela a está conduzindo para as escadas.

— O que viemos fazer aqui em cima? — Pergunta baixinho enquanto Anne abre a porta de seu quarto, entrando com a morena logo em seguida.

— Você sabe exatamente o que viemos fazer aqui em cima. — Fecha a porta e tranca, para depois fazer a jovem sentar em sua cama.

Rubi engole em seco.

— Não acho que seja uma boa ideia... tivemos sorte de eles terem me aprovado. — Anne coloca as mãos em seus ombros e, devagar, senta no colo da jovem policial que tenta desesperadamente controlar suas mãos. — E e-eu preciso ir pra casa, Nelly está me esperando...

— Eu te dei um beijo desde que chegou aqui. Tive que me segurar a noite inteira, sabia? — Rubi sorri do exagero da outra. — Será que posso recuperar o tempo perdido por apenas trinta minutos? — Foster coloca as mãos por debaixo do cabelo castanho avermelhado de Rubi, roçando ali suas unhas como descobrira ser um ponto fraco para ela e, começando a se arrepiar com isso, Moreno pondera a viabilidade de uma leve pegação ali no quarto da outra.

— Só trinta minutos...? — Sussurra.

— Só trinta minutos... — Anne sussurra de volta.

— Nesse caso... — Suas mãos correm pelas coxas da mais velha e agarram sua cintura. — ...eu acho que posso ficar. — Subitamente Anne sente seu corpo ser jogado contra o colchão e solta um gritinho surpreso e gargalha. — Shhh seus pais podem ouvir! — A morena repreende-a colocando o indicador entre os lábios da babá e ela sorri.

Elas trocam olhares apaixonados por alguns segundos. Anne, perdida dentro dos olhos verdes da moça sobre ela, e Rubi, redecorando cada sarda que cobre as bochechas e o nariz de sua namorada e que ela acha tão adoráveis. Foster acaba por enroscar os braços no pescoço da cubana e lhe deixa um selinho nos lábios antes de unir suas testas, abalando totalmente as estruturas da mais nova por sua delicadeza.

A policial sorri. Movimenta a cabeça roçando seu nariz com doçura no da outra e no instante seguinte está beijando ela com todo o carinho que lhe vem desenvolvendo ao longo dos meses. Sua mão começa acariciando o rosto dela, segurando sua nuca ou contornando seu lábio numa pausa entre um beijo e outro. Quanto a Anne, brinca com os cachos grossos da policial, aperta-os nos punhos e hora ou outra agarra a blusa dela na altura das costelas buscando manter as mãos ocupadas.

Carregam uma certa inocência no início. Acham que têm controle suficiente para manterem-se apenas aos beijos esses trinta minutos combinados, mas à medida em que os segundos vão se passando, o desejo de pararem de se beijar vai diminuindo, os corpos vão aquecendo, as mãos vão ficando mais ousadas...

Elas sabem que os pais de Anne continuam lá embaixo, sabem que por mais prático que seja o sexo entre mulheres, elas não devem fazer isso, não devem se arriscar, mas a esse ponto, pouco mais de dez minutos depois, seus corpos não parecem se importar com a razão mais. Elas são uma combinação tão perfeita que isso quase as faz ter medo de ser apenas um sonho, seus gostos são parecidos, suas personalidades se abraçam e seus corpos encaixam com maestria. O beijo é divino. Então, honestamente não posso culpa-las pelo desejo que começa a crescer entre as duas nesse momento. Rubi e Anne, sozinhas, são facilmente transportadas para um mundo só seu e alguma coisa me diz que agora elas estão quase chegando lá.

O beijo que começou calmo e amoroso se torna apaixonado e quente. Com estalos e respirações urgentes. Com a mão de Rubi segurando e apertando a coxa de Anne por debaixo de seu vestido leve e florido, e com a de Anne brincando com o seio da outra ainda que por cima da roupa. Com risos avulsos. Com gemidos de desejo eminente. Com corações acelerados e tesão forte.

O momento de desembarque no mundo particular delas é chegado e Rubi simplesmente não consegue segurar suas vontades. Enquanto seus lábios se deliciam em beijar o pescoço de Foster e seus pulmões se preenchem do perfume aquático tão delicioso que ela usa, Moreno conduz a mão até o centro das pernas da outra, fazendo-a prender a respiração e segurar firme em seus braços, talvez numa última tentativa falha de se controlar.

Seus olhos pedem para que Rubi afaste sua calcinha. Pedem para que ela seja tocada, para que sinta o gozo inundar sua alma! Então quando os dedos da policial afastam o fino tecido para o lado e encostam na pele, completamente molhada, da mais velha, por um instante um lampejo de lucidez aporta sua mente. Seus dedos se prendem à calcinha, proibindo-se de fazer qualquer movimento e Rubi suspira, olhando Anne nos olhos com respiração completamente ofegante e com uma certa frustração lhe franzindo o meio da testa.

— A gente não devia... — Sussurra ela.

— Yeah... — Anne concorda e engole em seco.

— Seus pais podem ouvir...

— Uhum...

— Então devemos parar? — A policial tenta soar certa de sua frase, ela queria afirmar que elas precisam parar, mas seu desejo a faz perguntar na esperança de que Foster não seja tão sensata e diga “não, vamos continuar”, mas não é isso que acontece.

— Provavelmente. — Moreno suspira preenchida por frustração e sai de cima da outra antes que perca a coragem, enquanto Anne se senta na cama e tenta se recompor. Rubi suspira de novo, passa as mãos na calça e depois no cabelo levemente bagunçado para depois olhar nos olhos castanhos da babá que lhe observa com carinho.

Foster sorri de canto. Adora o quanto é desejada pela oficial, mas também adora o quanto ela é responsável. Então se inclina alcançando os lábios da mais nova mais uma vez, só que agora num simples e singelo selinho e depois volta a se afastar e vê a moça sorrir.

Rubi, nesse meio tempo, de maneira completamente involuntária e inesperada acaba recebendo em sua lista de pensamentos e sentimentos intensos que rodopiam sua cabeça, um desejo forte de falar algo. O momento parece propenso, seu coração brilhando dentro do peito parece certo do que sente, mas isso a assusta. As palavras que estão presas em sua garganta agora raramente foram direcionadas a alguém por ela e jamais em tão pouco tempo de convivência.

Mas querem ser pronunciadas agora e por isso seu coração acelera e ela sente seu rosto arder intensamente. Anne a olha com tanta atenção, como se estivesse mesmo esperando que ela diga alguma coisa, que ela se sente quase na obrigação de dizer. Sente que Foster merece saber.

Mas pondera.

Reflete três, quatro, cinco vezes se vale a pena falar, se ela está preparada para falar, se não está muito cedo, se ela vai assustar a mulher diante dela, e acaba se perdendo tanto em reflexões que Anne se pronuncia antes mesmo que ela possa fazê-lo.

— Eu quero te mostrar uma coisa! — O súbito tom animado da mulher faz Rubi ficar confusa. Ela meneia, assistindo a namorada levantar da cama pouco desfeita e logo em seguida segurar sua mão. — Vem!

E Moreno apenas se deixa levar.

Enquanto saem do quarto e começam a descer as escadas silenciosamente para os pais da babá não escutarem, ela começa a se convencer que essa “interrupção” de seus pensamentos por parte de Anne fora um sinal para ela não falar, mas é tirada de suas divagações assim que Foster para com ela diante da porta com plaquinha de “não entre” que há dois meses a policial tem curiosidades a respeito.

Anne não sabe se a decisão que tomou no impulso enquanto encarava os olhos verdes de Rubi ainda lá em cima, é a decisão certa. Absolutamente ninguém além de seus pais sabe o que há atrás dessa porta e muito menos o tanto que isso significa para ela, então levar Rubi ali, abrir a porta para ela, mostrar sua mais bem protegida intimidade, soa perigoso, quase suicídio! E ao mesmo tempo... parece a coisa mais natural a se fazer. Por mais medo que tenha de se mostrar tanto assim para alguém, Rubi lhe transmite uma segurança e uma confiança tão grande que ela pode jurar jamais se arrepender por estar fazendo isso.

O coração da mais jovem dispara, assim como disparara no momento em que se apercebeu de algo lá em cima. A mão de Foster larga a dela, e como se não estivesse fazendo absolutamente nada demais, afasta um quadro que tem na parede ao lado da porta e de trás dele, tira uma chave.

— Tem certeza que quer me mostrar o que tem aí? — Rubi pergunta receosa. — Você me disse que esse cômodo era muito pessoal pra você... não tem medo de que esteja cedo pra me dar essa abertura na sua vida? Não teme que eu não mereça? — Anne enfia a chave na fechadura da porta, gira e sorri.

— Apenas perguntar isso já faz de você merecedora. — Ela gira a maçaneta e abre a porta. — Significa que se importa. E que jamais faria algo que fizesse eu me arrepender por te mostrar o que tem aqui dentro. Anne abre um pouco mais a porta e entra primeiro, ligando a luz do cômodo até então entregue à escuridão. — Venha! — Chama a moça e esta, repleta de receio e curiosidade, dá seus primeiros passos para dentro do lugar.

A primeiro momento, não sabe para onde olhar, é muita informação. Muitas cores, muitas formas.

— Uau... — Esse é o único som que consegue deixar os lábios da oficial. Anne passeia pelo espaço, passando os olhos por tudo o que está em volta e então decide falar:

— Eu faço isso desde a minha adolescência. — Rubi a olha por um instante e começa a caminhar, analisando cada uma das obras. — Algumas pessoas consideram a Arte a melhor maneira de se rebelar e eu sempre fui uma delas. — A mulher ri fraco e respira fundo. — Pintar é pra mim a maneira mais eficaz de canalizar minhas emoções... — E os olhos de Rubi passam por quadros de paisagens, de natureza morta, de arte abstrata, mas percebe que a grande maioria dos quadros, que estão pendurados ou encostados no chão, retratam pessoas. Rostos. Sorrisos. Cabelos. Corpos. Multidões. Crianças. Seres humanos parecem ser o que Foster mais gosta de pintar. — ...as pessoas me veem por aí super calma e centrada, mas eu te disse uma vez que era uma anarquista. — Rubi sorri passando os olhos por um quadro de um corpo feminino de costas. Cada pincelada ali simplesmente lhe parece perfeita, no lugar certo. — Eu não mudei simplesmente da água para o vinho. Eu canalizei esse anarquismo para os quadros. Passo madrugadas pintando, e... bem, nem meus pais conhecem metade dessas telas. Então muitas aqui você está sendo a primeira a ver além de eu mesma. — Moreno para de andar diante de uma tela que tem um coração pintado, um coração humano mesmo, mas como se fosse feito de algum material quebrável porque está todo remendado. Isso a faz imaginar se Anne retratou o próprio coração ali, e se sim, o quê ou quem poderia ter feito uma burrice tão grande. — Isso tudo aqui diz mais sobre mim do que qualquer outra coisa. Esta sou eu por inteiro e eu só queria que você me conhecesse de verdade.

Rubi fica em silêncio. Desiste de tentar ver todos os quadros porque são realmente muitos e então olha nos olhos da namorada que por algum motivo está abraçada ao próprio corpo como se tentasse esconder alguma nudez. Simbolicamente, ela está mesmo nua na frente de Rubi.

— Se tudo isso aqui é você... — A moça murmura se aproximando da outra. — Você precisa saber que é extremamente linda. — O sorriso iluminado que gradativamente pinta o rosto da babá não pode ser comparado a nada nesse mundo, e a coloração avermelhada que pinta suas bochechas por conta do acanhamento faz Rubi considera-la o ser mais adorável da face da terra. — Bem, e-eu já te achava linda em todos os sentidos antes desses quadros, mas... — Ela, com seu tom dócil e acanhado prossegue: — Essas pinturas me fazem perceber que... v-você é muito mais incrível do que eu imaginei. E eu... — Aquele desejo de falar volta, e volta com toda força. Ela exclui quase todo o espaço que há entre as duas e toma coragem. — Eu acho que... estou...

— Está...? — Anne incentiva e ergue uma sobrancelha, curiosa.

— ...amando você. — Conclui Rubi com o rosto tão vermelho e com a voz tão baixa que Foster quase não escuta, mas escuta, e seu coração dispara por isso.

— V-você acha?

— Digamos que... seja bem mais que “achar”, mas eu nunca me senti assim tão rápido em relação a ninguém na vida. E me assusta que esteja sentindo agora. Me sinto mais segura dizendo que acho que te amo do quê que tenho certeza disso... — E então ela abaixa a cabeça. — Apesar de ser a verdade...

Anne então começa a ser preenchida por uma sensação tão extraordinária que perde a capacidade de qualquer tipo de reação. Sua respiração entrecorta, ela sente as pernas fracas, a garganta fechar, e até engole em seco para afastar essa sensação.

— Por favor, me diz que eu não te assustei... — Rubi ergue os olhos e a encara com expressão culpada. — Eu sei que é precipitado, mas eu-

— Vem cá. — Foster a interrompe e segura sua mão. O engraçado é que essa ação de pegar na mão é sempre, sempre iniciada pela mais velha. Mais esta vez a jovem policial se deixa ser conduzida e então num canto, perto de uma bancada repleta de tintas e pinceis, Anne aponta um cavalete com uma tela coberta por um trapo todo melado de tinta. — Descobre essa tela. — A mulher pede.

A moça divide seu olhar entre a namorada e a tela coberta um tanto confusa. Não sabe se Anne está fazendo isso para despistá-la de sua recente declaração ou se esse quadro tem alguma coisa a ver com esse “eu te amo” tão inusitado.

De maneira cuidadosa Rubi tira o pano de cima da tela e quando seus olhos batem na pintura, seu corpo parece perder a capacidade de locomoção, de articulação. Seus lábios entreabrem, mas não liberam nenhum som.

— Ainda não está pronto, não tive tempo de terminar, mas... — Anne sorri de canto e inclina a cabeça para o lado, admirando o próprio trabalho. — Já é de longe o meu favorito. Eu chamo de “olhos de rubi”, o que eu admito que é um bom trocadilho porque poderia parecer sem sentido para quem visse de fora, já que seus olhos são verdes e o rubi é vermelho... só com uma legenda pra saber que o “rubi” do título é o nome da mulher que me inspirou a pintar esse quadro. — E apenas agora Moreno consegue olhar para a babá. — Você acha que foi precipitada por admitir o que sente? Experimente ser a covarde que não admitiu ainda por medo de se entregar demais, rápido demais e acabar quebrada como já aconteceu antes, mas que passa madrugadas pintando esse quadro com um sorriso no rosto alimentando a certeza de que você despertou o amor em mim. — Rubi sente sua visão embaçar com vestígios de lágrimas, mas os enxuga rapidamente. — Eu te entendo quando fala que te assusta sentir algo assim tão rápido por alguém. Me assusta também. E por isso eu digo: que tal se fingirmos por enquanto que a gente só acha que se ama, mas que nenhuma das duas sabe o que a outra sente, e daqui a quatro, cinco meses, admitimos o sentimento com certeza, huh? — Rubi ri e acena com a cabeça.

— Acho que podemos fazer isso funcionar... — Anne abre um belo sorriso e puxa a policial delicadamente pela gola da camisa, como ela quase sempre faz antes de beijá-la, e une os lábios das duas, cheia de carinho.

Ao fim, as mãos de Rubi que pousaram na cintura da babá se enroscam em volta do seu corpo e seu rosto vai parar no pescoço de Foster quando ela a abraça fortemente.

Você trouxe ela pra cá? — O tom de incredulidade do pai da de olhos castanhos é evidente. Elas duas se afastam e Anne ri da cara de espanto do homem na porta do cômodo. — Lauren, você não vai acreditar! — Berra para a mulher na sala. — Annie mostrou o ateliê dela à namorada! — Rubi encolhe-se em acanhamento ao passo que Foster passa as mãos no rosto respirado fundo e não muitos segundos depois, Lauren está na porta ao lado do marido, sustentando na face a mesma expressão que ele.

— Uh, esse é um acontecimento incomum... bizarro até, ela nunca traz ninguém aqui.

— Mãe, pai... chega disso, voltem pra sala. — Anne pede.

— Significa que a menina é especial. — Ed segue falando com a mulher como se Anne nem ali estivesse. — Que Annie está perdidamente apaixonada.

— Pai...

— E que se bobear, em um ano já estarão casadas!

— Ok, já chega. Fora daqui vocês dois. — Anne começa a empurrar os pais, risonhos, de volta para a sala com a certeza de que seu rosto está mais vermelho que a cor das unhas de sua mãe e ao perceber que não foi seguida pela oficial, volta ao ateliê para encontra-la fixada nos ”olhos de rubi”. Foster se encosta no batente da porta e respira fundo. — Não importa o quanto me implore, eu nunca vou te dar esse quadro, ele é meu. — Moreno acaba por direcionar seus olhos a ela e sorri, se aproximando por fim.

— Obrigada por ter aberto essa parte sua tão especial pra mim. Foi uma surpresa incrível e... como sei que não quer ninguém sabendo a respeito, saiba que seu segredo está guardado comigo.

— Obrigada... — Anne sussurra e leva a mão até o colo da outra endireitando o pingente de arma da correntinha que ela mesma dera à policial e esta nunca tirou. Rubi sorri e olha para baixo.

— Agora, infelizmente eu preciso ir. — E a decepção se estampa no rosto da babá. — Eu preciso... prometi pra Nelly que iriamos assistir TV juntas até tarde hoje. Trabalho a semana inteira... os fins de semana são tudo o que a gente realmente tem para aproveitar juntas.

— Tudo bem, seu papo de irmã maravilhosa me convenceu. — Anne sorri e faz a morena ficar sem jeito. — Venha, precisa se despedir dos Foster primeiro.

Rubi concorda e segue a namorada até a sala. Anne anuncia a partida da jovem aos pais e os dois se erguem de suas poltronas para se despedirem da nora. Uma despedida boa com a promessa de outros jantares como o que tiveram para que a morena seja apresentada também ao irmão da namorada. Dados os cumprimentos de boa noite, Rubi recolhe sua jaqueta preta que havia ficado no sofá durante a conversa com os sogros depois do jantar, e sai da casa acompanhada por Anne.

— Sã e salva. Nem sequer uma bala se alojou no seu ombro, ou no seu crânio. — Foster provoca uma risada na outra e para de andar quando as duas estão nos limites do terreno de sua casa. Um muro baixo separa a habitação do resto da rua, e recostando-se no batente do portão enquanto Rubi já está na rua, a babá respira profundamente.

— Obrigada. O jantar com seus pais foi muito agradável. — Rubi fala honestamente. — Principalmente a parte em que fomos pro seu quarto. — E Anne ri, negando algo com a cabeça. — E a que conheci seu... — Ela dá dois passos que acaba com praticamente todo o espaço entre seus corpos. — ...mundo particular. Ele é lindo.

— Ficou ainda mais com você nele. — A morena sorri com sua timidez habitual.

— Poderei voltar pra ver as telas com mais calma?

— Quantas vezes quiser... — Então Rubi sorri de novo e simplesmente reclina-se para frente fazendo seus lábios encontrarem os de Anne.

A babá, que havia cruzado os braços, acaba por descruzá-los e quando tem seu lábio inferior preso entre os da cubana, sente seu corpo ser puxado para perto do dela. As mãos de Foster seguram com carinho o rosto delicado da moça e ela dá o máximo de si ao beijo que de uma maneira tão rápida ganhou uma forma mais definida e intensa. Não é apenas um beijo de despedida, é um beijo que demonstra o quanto elas se desejam e se admiram. Um beijo que é além de uma declaração, é um agradecimento por terem se encontrado.

Com um selinho no final seus rostos começam a se afastar e os braços de Rubi na cintura da outra começam a se afrouxar.

— Boa noite, Ann. — Despede-se a cubana se afastando e a babá sorri com o apelido.

— Boa noite, Rubs. E não esqueça-

— Eu ligo pra você assim que chegar em casa. — A policial se adianta. Foster acena com a cabeça e assiste a namorada continuar se afastando, andando de costas apenas para não perde-la de vista.

Quando Rubi alcança seu carro, destrava-o e abre a porta ainda olhando para os olhos castanhos da outra que ri divertindo-se com a insistência da mulher em não desviar os olhos dela. Depois, sabendo que não pode mais adiar ir para casa, acena timidamente para aquela que continua no portão e entra no automóvel.

Anne vê o carro vermelho ganhar distância com o sorriso em seu rosto se desmanchando em câmera lenta, e apenas quando não consegue mais enxergar nem a sombra dele é que fecha o portão e entra em casa com a sensação persistente de que está vivendo um conto de fadas.


Notas Finais


Agora eu vou rapidamente att Aprendendo a Amar pra poder pausar ela e ficar escrevendo só essa daqui, ok?
Prxs ansiosxs, tenham paciência 💛
E gostaria mt de saber oq acharam desse capítulo. Bjinhos de luz e até mais!


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